quinta-feira, 31 de outubro de 2013

COMO É VISTA A CONDIÇÃO DO POLICIAL PELO ESPIRITISMO?


Nós cremos que o espiritismo não trata especificamente deste ou daquele ofício para apresentar a condição, mas trata das decisões pessoais de cada um, da conduta, do preceder diante do ofício que é chamado a exercer na sociedade...
O policial é parte desta organização que visa empreender a ordem e o direito na sociedade, logo seu oficio é fundamental e indispensável.

Um policial, num confronto acaba matando para não morrer. Então como fica esta situação perante a espiritualidade e Deus?

Nós entendemos que o policial mata para não morrer. Apenas nesta apresentação...
Como se a situação fosse armada para um duelo planejado...não é assim!

O policial atira por direito de justiça e de ordem, para inibir pela possibilidade ao seu alcance da continuidade da ação do mau elemento ante a sociedade que ambos vivem...
O policial, possui aparato técnico e treinamento para o exercício da profissão...

Além de todas as leis constitucionais para tal exercício.
Todo os elementos de uma sociedade são orientados a não terem atitudes subversivas ante os direitos condicionais que pertencem a todos nós.

Em pleno exercício de sua função. Entendemos que o policial não atira para matar como que agindo deliberadamente no exercício de sua função.

O mal elemento é que se projeta a frente dos recursos do policial permitido pela sociedade para coibir o crime e se coloca deliberadamente em risco de vida ante estes recursos.

Livro dos Espíritos (algumas questões)

746. É crime aos olhos de Deus o assassínio?

“Grande crime, pois que aquele que tira a vida ao seu semelhante corta o fio de uma existência de expiação ou de missão. Aí é que está o mal.”

747. É sempre do mesmo grau a culpabilidade em todos os casos de assassínio?

“Já o temos dito: Deus é justo, julga mais pela intenção do que pelo fato.”

748. Em caso de legítima defesa, escusa Deus o assassínio?

“Só a necessidade o pode escusar. Mas, desde que o agredido possa preservar sua vida, sem atentar contra a de seu agressor, deve fazê-lo.”

749. Tem o homem culpa dos assassínios que pratica durante a guerra?

“Não, quando constrangido pela força; mas é culpado das crueldades que cometa, sendo-lhe também levado em conta o sentimento de humanidade com que proceda.”

750. Qual o mais condenável aos olhos de Deus, o parricídio ou o infanticídio?

“Ambos o são igualmente, porque todo crime é um crime.”

751. Como se explica que entre alguns povos, já adiantados sob o ponto de vista intelectual, o infanticídio seja um costume e esteja consagrado pela legislação?

“O desenvolvimento intelectual não implica a necessidade do bem. Um Espírito, superior em inteligência, pode ser mau. Isso se dá com aquele que muito tem vivido sem se melhorar: apenas sabe.”

Tão poucas questões e tão profundas e abrangentes em seu significado!!

Nos dias de hoje nos vemos a volta com esse tema a todo o momento. Seja pelos desmandos que ocorrem ou por fatos que nos chocam a sensibilidade, como do bebê que foi jogado em uma lagoa para morrer. Em tudo está a ação de nosso livre arbítrio e podemos perceber claramente o que é necessário e o que é abusivo.

Essas questões de "O Livro dos Espíritos" nos levam as algumas conclusões: No caso de assassínio, o mal está em que uma vida de expiação ou de missão foi interrompida pela morte imposta, mas o grau de culpabilidade de quem assim agiu está na intenção com que o cometeu; cada tipo tem a sua pena conforme a sua especificidade intencional.

Nos casos de legítima defesa, só a necessidade de assim agir, baseada na impossibilidade total de preservar a vida sem atentar contra a vida do agressor, é que tem a escusa divina. Nas guerras o homem não é culpado quando constrangido à força, mas qualquer crueldade, como qualquer gesto de bondade e humanidade, pesarão no seu julgamento.

Encerraremos o estudo da noite lembrando o Espírito Santo Agostinho, em "O Livro dos Espíritos"; Conclusão, item IX: Jamais os bons Espíritos foram os instigadores do mal; jamais aconselharam ou legitimaram o assassínio e a violência; jamais estimularam os ódios dos partidos, nem a sede das riquezas e das honras, nem a avidez dos bens da Terra. Os que são bons, humanitários e benevolentes para com todos, esses os seus prediletos e prediletos de Jesus, porque seguem a estrada que este lhes indicou para chegarem até ele.

Questão 748 do Livro dos Espíritos, comentada pelo Espírito Miramez

LEGÍTIMA DEFESA

Na situação de autodefesa é algo muito rápido, age aí nosso instinto de conservação.
Jesus também nos falava, mais vale receber uma ofensa do que fazê-la.

Mas não devemos confundir a lei de Deus com as leis dos homens, pois na lei de Deus não existe legítima defesa. Isso é recurso dos homens para atenuarem os seus crimes. Eles mesmos, os criadores das leis, de tanto mal que fazem à coletividade, ficam procurando um preventivo para as suas faltas.

Não há razão nenhuma para que se possa tirar a vida de outrem. Mesmo ameaçado pelos criminosos, existem muitos meios de defesa. Se desejarmos saber se a legítima defesa tem o assentimento de Deus, por que não perguntar o que deve ser feito nesses casos? E a meditação nos responderá: mudança de vida e transformação íntima.

A transformação é a melhor defesa contra todos os males. Se alguém nos agride, certamente é porque agredimos alguém. Se o arrependimento já vibra em nossa mente e em nosso coração, procuremos os meios de defesa antes que o mal aconteça. Entreguemo-nos ao amor, a todos e a tudo, que o resto virá por acréscimo de misericórdia. Deus está em toda parte, como igualmente no agressor, cobrando e ensinando ao agredido que tudo é todos são filhos do mesmo Deus.

Quem é mais agredido, o animal ou o homem? A natureza ou o homem? Se o ser humano, mesmo depois que conhece certas leis, não pára de agredir os animais e a natureza, ele recebe de volta a mesma agressão. Pensemos nisso, que procuraremos a legítima defesa de outra maneira. Comecemos a respeitar a vida em todas as suas faixas, que a nossa será sempre defendida em todos os aspectos. Devemos dilatar a nossa mente no conhecimento da verdade. Verifiquemos a vida dos grandes homens e meditemos em nosso procedimento ante os nossos semelhantes e ante a natureza, que mudaremos de opinião.

O certo não é revidar ao agressor; ele está sendo instrumento da cobrança do que já foi feito; é não se nivelar a ele para não se tornar também um agressor. Quanto à legítima defesa, os verdadeiros caminhos estão com Jesus: quando o ódio vier ao nosso encontro, criemos uma legítima defesa com o amor; se o violento nos agredir, perdoemos, esquecendo a falta; se alguém nos rouba, oremos por ele, sem o Espírito de vingança. Procuremos ser honestos em tudo que fazemos e pensamos, porque a vida, bem o sabemos, nos retribui o que entregamos aos outros.

A legítima defesa somente se alicerça com Deus no coração, em se expressando amor. Não devemos brincar com a justiça divina, nem servir de instrumento consciente dessa força poderosa. Para tanto, existe quem a dirige pelos processos que desconhecemos. Não é dado a nós fazer justiça com as nossas próprias mãos. Devemos fazer tudo para que as nossas mãos não fiquem manchadas com o sangue do nosso irmão. Trilhemos os caminhos do bem, apeguemo-nos ao Evangelho e condicionemos seus preceitos na consciência, que tudo mudará a nossa volta, para que tenhamos mais vida e acendamos luz onde haja trevas.

Todo assassino responde pelo seu ato contra o seu irmão. A escala de culpabilidade é enorme, contudo, matar é sempre falta grave, porque somente quem deu a vida pode tirá-la quando achar conveniente. Lembremos ainda que existam muitos meios de assassinar, inclusive aquele que lentamente vai matando as criaturas..

Se quisermos ficar livres da justiça divina, somente existe um caminho: o amor ensinado por Jesus. Repitamos as palavras de Marcos, do capítulo dez, versículo vinte e seis:

Eles ficaram maravilhados, dizendo entre si: Então, quem pode ser salvo?



Fonte: Policial Espírita

A MELANCOLIA



Sabeis por que, às vezes, uma vaga tristeza se apodera dos vossos corações e vos leva a considerar amarga a vida? E que vosso Espírito, aspirando à felicidade e à liberdade, se esgota, jungido ao corpo que lhe serve de prisão, em vãos esforços para sair dele.
Reconhecendo inúteis esses esforços, cai no desânimo e, como o corpo lhe sofre a influência, toma-vos a lassidão, o abatimento, uma espécie de apatia, e vos julgais infelizes.

Crede-me, resisti com energia a essas impressões que vos enfraquecem a vontade. São inatas no espírito de todos os homens as aspirações por uma vida melhor; mas, não as busqueis neste mundo e, agora, quando Deus vos envia os Espíritos que lhe pertencem, para vos instruírem acerca da felicidade que Ele vos reserva, aguardai pacientemente o anjo da libertação, para vos ajudar a romper os liames que vos mantêm cativo o Espírito. Lembrai-vos de que, durante o vosso degredo na Terra, tendes de desempenhar uma missão de que não suspeitais, quer dedicando-vos à vossa família, quer cumprindo as diversas obrigações que Deus vos confiou. Se, no curso desse degredo-provação, exonerando-vos dos vossos encargos, sobre vós desabarem os cuidados, as inquietações e tribulações, sede fortes e corajosos para os suportar. 

Afrontai-os resolutos. Duram pouco e vos conduzirão à companhia dos amigos por quem chorais e que, jubilosos por ver-vos de novo entre eles, vos estenderão os braços, a fim de guiar-vos a uma região inacessível às aflições da Terra. - François de Genève. (Bordéus.)




Fonte "O Evangelho Segundo o Espiritismo" - Allan Kardec
ASSOCIAÇÃO MUNICIPAL ESPÍRITA DE CARUARU

NÃO HÁ MORTE

Depois que partiram do círculo carnal aqueles a quem amas, tens a impressão de que a vida perdeu a sua finalidade.

As horas ficam vazias, enquanto uma angústia que te dilacera e uma surda desesperação que te mina as energias se fazem a constante dos teus momentos de demorada agonia.

Estiveram ao teu lado como bênçãos de Deus, clareando o teu mundo de venturas com o lume da tua presença e não pensaste não te permitiste acreditar na possibilidade de que eles te pudessem preceder na viagem de retorno.

Cessados os primeiros instantes do impacto que a realidade te impôs, recapitulas as horas de júbilo enquanto o pranto verte incessante, sem conforta-te, como se as lágrimas carregassem ácido que te requeima desde a fonte do sentimento à comporta dos olhos, não diminuindo a ardência da saudade. . .

Antes da situação, o futuro se te desdobra sombrio, ameaçador, e interrogas como será possível prosseguir sem eles.

O teu coração pulsa destroçado e a tua dor moral se transforma em punhalada física, a revolver a lâmina que te macera em largo prazo.

Temes não suportar tão cruel sentimento. Conseguirás, porém superá-lo. Muito justas, sim, tuas saudades e sofrimentos.

Não, porém, a ponto de levar-te ao desequilíbrio, à morte da esperança, à revolta. . .

Os seres a quem amas e que morreram não se consumiram na voragem do aniquilamento. Eles sobreviveram.

A vida seria um engodo, se se destruísse ante o sopro desagregador da morte que passa.

A vida se manifesta se desenvolve em infinitos matizes e incontáveis expressões. A forma se modifica e se estrutura, se agrega e se decompõe passando de uma para outra expressão vibratória sem que a energia que a vitaliza dependa das circunstâncias transitórias em que se exterioriza.

Não estão, portanto, mortos, no sentido de destruídos, os que transitaram ao teu lado e se transferiram de domicílio.

Prosseguem vivendo aqueles a quem amas.

Aguarda um pouco, enquanto, orando, a prece te luarize a alma e os envolvas no rumo por onde seguem.

Não te imponhas mentalmente com altas doses de mágoas, com interrogações pressionantes, arrojando na direção deles os petardos vigorosos da tua incontida aflição.

Esforça-te por encontrar a resignação.

O amor vence, quando verdadeiro, qualquer distância e é ponte entre abismos, encurtando caminhos.

Da mesma forma que anelas por volver a senti-los, a falar-lhes, a ouvir-lhes, eles também o desejam.

Necessitam, porém, evoluir, quanto tu próprio.

Se te prendes a eles demoradamente ou os encarcera no egoísmo, desejando continuar uma etapa que hora se encerrou não os fruirás, porque estarão na retaguarda.

Libertando-os, eles prosseguirão contigo, preparar-te-ão o reencontro, aguardar-te-ão...

Faze-te, a teu turno, digno deles, da sua confiança, e unge-te de amor com que enriqueças outras vidas em memórias deles, por afeição a eles.

Não penseis mais em termos de “adeus” e, sim, em expressões de “até logo mais”.

***

Todos os homens na terra são chamados a esse testemunho, o da temporária despedida. Considera, portanto, a imperiosa necessidade de pensar nessa injunção e deixa que a reflexão sobre a morte faça parte do teu programa de assuntos mentais, com que te armarás desde já para o retorno, ou para enfrentar em paz a partida dos teus amores. . .

Quanto àqueles que viste partir, de quem sofres saudades infinitas e impreenchíveis vazios no sentimento, entrega-os a Deus, confiando-os e confiando-te ao Pai, na certeza de que, se souberes abrir a alma à esperança e a fé, conseguirás senti-los, ouvi-los, deles haurindo a confortadora energia com que te fortalecerás até o instante da união sem dor, sem sombra, sem separação pelos caminhos do tempo sem fim, no amanhã ditoso.




Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco.

Na Vida Maior



Outro exemplo pode ser encontrado num trecho do livro E a Vida Continua do autor espiritual André Luiz, psicografada pelo saudoso médium Chico Xavier.

O texto refere-se à Mariana que, em desdobramento espiritual durante o sono, entrou numa sala onde a esperavam alguns amigos, um deles Ribas, seu orientador espiritual. Ele apresentou-lhe Evelina e Ernesto, dizendo a Mariana para guardar na lembrança a imagem de Evelina, que deveria ajudá-la na próxima gravidez.

Voltando-se para Ribas, Mariana lhe disse que cumpriria a vontade de Deus, recebendo mais um filho, e aguardava sua proteção. Continuou: "Joaquim, meu esposo, está mais fraco, doente. Lavo e passo, trabalho quanto posso, mas ganho pouco. Quatro filhos pequenos. Ignoro se já sabeis, mas nosso barraco não está resistindo às chuvas. Quando o vento atravessa as paredes rachadas, Joaquim piora tosse muito. Não estou a queixar-me, meu pai, mas peço o vosso auxílio.”

Sensibilizado, o mentor lhe disse para não temer, pois Deus não nos abandona. "Seus filhos serão sustentados e, muito em breve, você e Joaquim estarão numa casa grande", assegurou ele. Mariana afirmou confiar em Deus e em seu mentor, não sabendo, no entanto, que o instrutor se reportava ao próximo desencarne do casal quando, por merecimento genuíno, teriam novo domicílio na Vida Maior.

Ao retornar ao corpo físico, acordou e falou com o marido sobre as pessoas que tinha encontrado novamente em seu desdobramento. Contou-lhe que iriam ter mais um filho e que os dois iriam ter uma casa grande. Joaquim riu e disse: "Ah! minha mulher! Casa grande? Só se for no outro mundo!" E os visitantes desencarnados sorriram.

Um fato ocorrido comigo também serve para ilustrar o porquê dos sonhos. Na véspera de minha ida à cidade de Ipaussu, no interior de São Paulo, para ministrar uma palestra-aula, sonhara com uma prima já desencarnada e de quem eu gostava muito. Dizia ela, sentada no banco do carro, que iria nos acompanhar, já que tinha alguns assuntos a tratar na região (ela morou muito tempo em Avaré, cidade próxima a Ipaussu).

Na viagem de volta estavam no carro os meus dois filhos – na ocasião, adolescentes, e que me auxiliaram – e mais um carona. Transitávamos à noite pela rodovia Castelo Branco, a mais ou menos 100 km por hora, quando um dos pneus traseiros estourou. O carro rodopiou, mas consegui controlá-lo sem maiores consequências. Paramos na primeira borracharia, trocamos o pneu e só aí é que percebi o perigo que corremos. Graças a Deus, não aconteceu nada de grave, e instantaneamente, lembrei-me do sonho que tivera. Será que a minha prima viera para nos proteger?

Acredito que a maioria das pessoas deve ter passado por uma experiência dessa natureza: é só aguçar um pouco a mente.


Regulamentos


Outro aspecto que merece destaque com relação a esse tema é a questão das normas, regras, regulamentos e leis que os humanos criam com o propósito de ordenar as coisas. Assim, supostamente estariam resolvendo qualquer tipo de problema que venha a ocorrer. Essas regras podem ser brandas, severas, rígidas ou exageradamente rígidas, estas últimas muito usadas em questões militares. No entanto, muitas dessas regras, por serem criadas por humanos, não são perfeitas e, portanto, factíveis de erros, mesmo porque muitas vezes dependem de interpretação pessoal, o que pode ser um grande problema. Como exemplo podemos citar uma pendência judicial, na qual cada advogado quer provar que o seu ponto de vista na interpretação de uma determinada lei é a correta, e que a do seu oponente é errada; para dar razão a um ou outro, existe a figura do juiz.

O caso que ora reportamos tem o objetivo de enfatizar que o bom senso deve prevalecer em toda e qualquer situação, mesmo que com isso se venha a quebrar alguma regra. Desde que seja para ajudar alguém, sem prejuízo de outrem, certamente, terá o amparo da espiritualidade, uma vez que não se trata de rebeldia ou de satisfazer o seu ego, e sim de auxiliar o próximo.

Eu participava de uma formatura de jovens que tinham concluído o curso de Mecânica de Precisão da Escola SENAI. Eis que sobe ao palco um jovem, andando com dificuldade e com deformidade congênita nas mãos. Ao meu lado, Walter, o diretor da escola me disse que aquele era o jovem sobre o qual já havia me falado em outra ocasião. Lembrei-me da conversa sobre o rapaz, que se chamava Vitor, e que tentou uma vaga para a escola do SENAI, bastante disputada, uma vez que a escola é pioneira nesse tipo de curso, com equipamentos sofisticados para treinamento, fruto de um convênio com a Suíça; além de ser um curso gratuito, tão logo concluam os estudos, os jovens têm emprego quase certo.

Vitor tinha sido aprovado com distinção num desses vestibulares, mas para se matricular o jovem precisava passar por um rigoroso exame médico, feito na própria escola. Dada à natureza do curso, o candidato deve ter as mãos perfeitas, de modo que o drama do rapaz é que tinha sido reprovado no exame médico.

Walter desconhecia o fato, uma vez que se tratava de um exame de rotina, até que sua secretária lhe disse que um pai desesperado desejava conversar com ele. Muito jovem para o cargo, o diretor da escola era muito humano e tratava a todos que o procuravam com dignidade e respeito. Assim, recebeu o pai de Vitor, quase aos prantos. Ele disse que eram pobres, mas trabalhadores, dignos e honestos, e pediu sua ajuda. Walter disse que estudaria o caso e que voltaria a entrar em contato com ele.

Mais do que depressa, já refeito da surpresa, tratou de se informar com os seus subordinados a respeito do Vitor. Ficou sabendo de toda a história e concluiu que, em face do regulamento, a decisão tomada fora correta. No entanto, ele não se conformou com a situação, e ficou o resto do dia tentando encontrar alguma saída. Voltou para casa extenuado, não conseguiu jantar direito, e foi para a cama ainda preocupado com o que poderia fazer para resolver aquele problema. Se admitisse a matrícula, estaria quebrando o regulamento e outros pais poderiam reclamar, correndo ainda o risco de ser punido pela direção. Por outro lado, se fosse mantida a decisão, poderia estar lançando Vitor num futuro sombrio, com sua única "culpa" ter sido nascer com a deformidade.

Vencido pelo cansaço, dormiu e sonhou. Ao acordar, lembrava-se nitidamente do sonho, com riqueza de detalhes. Ele tinha sonhado com Aleijadinho, o grande escultor mineiro. Aleijadinho, Antonio Francisco Lisboa (1730 – 1814), nascido em Vila Rica, atual Ouro Preto, é considerado o maior escultor do período barroco, e recebeu o apelido por volta dos quarenta anos, quando passou a andar com dificuldades devido à hanseníase, que deformou suas pernas e mãos. Mas suas melhores obras são exatamente do período após contrair a doença. No sonho, o que mais chamou a atenção de Walter foi ver as ferramentas amarradas no que restava das mãos do artista, e a grande dificuldade que ele tinha para trabalhar. Essa cena lhe foi mostrada várias vezes.

Walter acordou com uma decisão tomada e, chegando à escola, pediu que chamasse Vitor e seu pai para conversar. Disse-lhes, então, mesmo indo contra o regulamento da escola, resolvera dar-lhe uma chance. Vitor seria submetido a um teste e, se aprovado, poderia se matricular. Ele devia demonstrar que teria condições de acompanhar as aulas práticas, apesar de seu problema físico. Para Walter, o que importava era que tinha feito o que o seu coração mandava.

Com grande esforço e sacrifício sobre-humano, Vitor conseguiu passar pelo teste e concluiu o curso com mérito, tendo sido escolhido o orador da turma. Em seguida, já iria trabalhar numa indústria.

Anos depois, encontrei o Walter, que não era mais o diretor da escola, e o assunto Vitor surgiu em nossa conversa. Walter disse que ele subiu muito na vida, havia se formado engenheiro e ocupava um cargo de destaque numa indústria.

Imaginem se Walter tivesse seguido o regulamento ao pé da letra? O que teria sido de Vitor?

Será que os espíritos tiveram alguma participação ou influência nessa história?

A resposta cabe a cada um encontrar.


Yoku Kanayama
Fonte: Portal do Espírito

Caridade



Caridade é, sobretudo, amizade.
Para o faminto - é o prato de sopa.
Para o triste - é a palavra consoladora.
Para o mau - é a paciência com que nos compete auxiliá-lo.
Para o desesperado - é o auxílio do coração.
Para o ignorante - é o ensino despretensioso.
Para o ingrato - é o esquecimento.
Para o enfermo - é a visita pessoal.
Para o estudante - é o concurso no aprendizado.
Para a criança - é a proteção construtiva.
Para o velho - é o braço irmão.
Para o inimigo - é o silêncio.
Para o amigo - é o estímulo.
Para o transviado - é o entendimento.
Para o orgulhoso - é a humildade.
Para o colérico - é a calma.
Para o preguiçoso - é o trabalho.
Para o impulsivo - é a serenidade.
Para o leviano - é a tolerância.
Para o deserdado da Terra - é a expressão de carinho.
Caridade é amor, em manifestação incessante e crescente.
É o sol de mil faces, brilhando para todos, e o gênio de mil mãos, amparando, indistintamente, na obra do bem, onde quer que se encontre, entre justos e injustos, bons e maus, felizes e infelizes.
Porque, onde estiver o Espírito do Senhor aí se derrama a claridade constante dela, a benefício do mundo inteiro. 


 Emmanuel


LUZ DO MUNDO



Jesus, o Mestre dos mestres, tinha sempre palavras de estímulo aos que O
seguiam.
Ninguém como Ele utilizou forma tão excelente os vocábulos de incentivo a quem
pretendesse estar com Ele.
É assim que nos credencia a herdeiros do Universo, pois que somos filhos do Pai
que tudo criou, bem como nos chama Filhos da Luz, ramos da videira, aqueles que
podem fazer tudo o que Ele fez e muito mais.
De forma amiúde, ficamos nos questionando a respeito de algumas de Suas
afirmativas.
Por nos considerarmos tão pequenos, tão distantes da grandeza de que Se reveste
o Mestre de Nazaré, indagamo-nos se Ele estaria certo ao nos ofertar tais
credenciais.
Filhos da Luz? Nós, que nos sentimos ainda tateando em sombras densas?
Andar no mundo como Filhos da Luz, enquanto temos luz? De que luz dispõe? De
que intensidade é nossa luz?
Então, nos lembramos do valor de um fósforo em plena escuridão.
Quando o breu se faz porque a energia elétrica sofre uma pane, como a luz débil
de um fósforo faz a grande diferença!
Disse alguém que nos podemos considerar como um fósforo aceso.
Sim, a chama não ilumina grande distância, mas faz a diferença entre a
escuridão total e uma pequena claridade.
Claridade que nos retira, por breves segundos, embora, da insegurança total das
trevas.
Claridade que nos permite ver o outro, perceber que não estamos sós, que mais
alguém compartilha conosco daquela situação. E nos darmos às mãos.
Claridade que nos permite ir à busca de uma lanterna, de uma vela, de um
lampião.
Ou, se nada disso se tiver, acender um outro fósforo. E outro, e mais outro.
Quem sabe, fazer um clarão maior, enquanto a energia elétrica não se restaura.
Em se tratando da sociedade, podemos imaginar o mesmo valor dessa pequena luz.
Se somos um fósforo de dignidade que se acende quando a corrupção anda à solta,
fazemos a diferença.
Porque a nossa chama mostra a outros o nosso valor e motiva a que os demais
resolvam acender a sua própria chama.
Se, em meio à indiferença geral, somos o fósforo que aquece a alma e a vida de
quem sofre; se em meio à covardia moral, mostramos a luz da correta conduta;
se, enfim, somos a pequenina chama da amizade, da justiça, da fé, quanta luz
espalharemos por onde passarmos?
Tinha, portanto, toda razão Jesus ao nos estimular a andar no mundo como Filhos
da Luz, andar enquanto tivermos luz.
A luz ilumina onde se apresente e mostra cores, onde somente havia trevas;
Mostra pessoas onde somente havia solidão; acena esperança onde grassa à
infelicidade.
Pensemos nisso e atendamos ao incentivo do Mestre de Nazaré.
Não nos preocupemos com a chama pequena, oscilante ou de duração efêmera.

Mostremos nossa luz. Mesmo que somente seja para acender outra luz.
Será a nossa contribuição para o mundo de alegrias, risos e cores que todos
desejamos para nós, para nossos filhos, para as gerações futuras.

Redação do Momento Espírita.

PARTIDA E CHEGADA




Quando observamos, da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espetáculo de beleza rara.
O barco, impulsionado pela força dos ventos, vai ganhando o mar azul e nos parece cada vez menor.
Não demora muito e só podemos contemplar um pequeno ponto branco na linha remota e indecisa, onde o mar e o céu se encontram.
Quem observa o veleiro sumir na linha do horizonte, certamente exclamará: "já se foi".
Terá sumido? Evaporado?
Não, certamente. Apenas o perdemos de vista.
O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha quando estava próximo de nós.
Continua tão capaz quanto antes de levar ao porto de destino as cargas recebidas.
O veleiro não evaporou, apenas não o podemos mais ver. Mas ele continua o mesmo.
E talvez, no exato instante em que alguém diz: já se foi", haverá outras vozes, mais além, a afirmar: "lá vem o veleiro".
Assim é a morte.
Quando o veleiro parte, levando a preciosa carga de um amor que nos foi caro, e o vemos sumir na linha que separa o visível do invisível dizemos:

 “já se foi". Terá sumido? Evaporado?
Não, certamente. Apenas o perdemos de vista.

O ser que amamos continua o mesmo. Sua capacidade mental não se perdeu. Suas conquistas seguem intactas, da mesma forma que quando estava ao nosso lado.
Conserva o mesmo afeto que nutria por nós. Nada se perde, a não ser o corpo físico de que não mais necessita no outro lado.

E é assim que, no mesmo instante em que dizemos: já se foi", no mais além, outro alguém dirá feliz: "já está chegando".!!

Chegou ao destino levando consigo as aquisições feitas durante a viagem terrena.
A vida jamais se interrompe nem oferece mudanças espetaculares, pois a natureza não dá saltos.
Cada um leva sua carga de vícios e virtudes, de afetos e desafetos, até que se resolva por desfazer-se do que julgar desnecessário.
A vida é feita de partidas e chegadas. De idas e vindas.
Assim, o que para uns parece ser a partida, para outros é a chegada.
Um dia partimos do mundo espiritual na direção do mundo físico; noutro partimos daqui para o espiritual, num constante ir e vir, como viajores da imortalidade que somos todos nós.

André Luiz- Chico Xavier

Joanna D'Arc



A biografia de Joanna D'Arc, uma jovem francesa, disposta a sofrer as piores consequências, para livrar seu reino de forças oponentes que devastavam seu povo em local e época de domínio e hegemonia política masculina, monarca e católica.
Uma grande figura e médium de sua época que foi incompreendida e queimada viva por seus nobres ideias. 

http://www.institutochicoxavier.com/informativo/biografia/961-biografia-de-joana-daarc.html

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Comunicação nos Sonhos

 

Segundo o próprio Alan Kardec escreveu, os espíritos podem aparecer em nossos sonhos para nos dar avisos e instruções. Nessa matéria, contamos alguns casos que ilustram essa situação e nos dão ideia das opções que estão ao nosso alcance.

 “Sonhos: segundo a doutrina espírita, durante o sono, quando o corpo está repousando, em completo relaxamento, a alma fica livre e mais suscetível de entrar em contato com os desencarnados. Por meio dos sonhos, os espíritos amigos aproveitam a oportunidade para entrar em comunicação: dão conselhos, avisos e chegam até a fazer tratamento de saúde. Nos sonhos, os espíritos geralmente se utilizam de uma simbologia na comunicação com os encarnados, com a precípua finalidade de não nos afligir com suas revelações. Precisamos aceitar suas mensagens com respeito e credibilidade, pois eles não vêm nos prevenir sem uma razão muito forte” (Texto extraído do livro Histórias de Alma, de Lygia Taranto Prestes de Mello, página 24).

Essas mensagens ou sugestões poderiam ser “sopradas” aos encarnados, que as receberiam sob forma de inspiração ou ideia; mas nem sempre eles captam tais intenções, a não ser que sejam médiuns bem desenvolvidos. Daí a necessidade de utilizar-se o momento em que o corpo está descansando e o espírito está em desdobramento para essa finalidade, pois assim o intento será mais eficiente. O risco que se corre é do encarnado não se lembrar do sonho. Dessa forma, muitas vezes, os espíritos evoluídos energizam certas glândulas para que o esquecimento não ocorra.

A literatura espírita é farta na exemplificação desse tipo de contato por meios dos sonhos. Vamos apresentar dois deles, a título de ilustração. O primeiro foi extraído do livro Histórias de Alma, de Lygia Taranto Prestes de Mello.

A narradora se refere ao falecimento, em 1971, de uma mulher chamada Maria Cantora, o que causou grande sentimento na família. Em 1973, Helena, irmã da autora da história, teve um sonho que impressionou a todos. Nele, ela se levantava de sua cama e, sobre uma mesa da sala, encontrava um envelope endereçado ao Dr. Antônio Alves Taranto, com uma carta que dizia: "Meu caro amigo Dr. Taranto, em breve virei buscá-lo. Assinado: Maria Cantora.”

Impressionada com o sonho e imaginando que ele se referia ao seu pai, Helena falou com sua irmã, que a tranquilizou. Disse que deveria ser um aviso, mas que não devia se preocupar, porque o pai estava bem de saúde, e o "em breve", utilizado por Maria Cantora, podia significar, no plano espiritual, um tempo mais extenso do que na Terra.

Seja como for, o fato é que o pai delas teve de se submeter repentinamente a uma operação. Ficaram quinze dias hospitalizado e recebeu alta do médico, pois já estava quase bom. No entanto, um dia antes de ter alta, ele começou a passar mal e faleceu.


Espiritismo e Finados


Pergunta: Estamos nos aproximando do dia 2 de novembro, que é considerado um dia dedicado aos mortos, aos finados. O respeito da legislação vigente chega inclusive a declarar a data como feriado nacional, no intuito de que as pessoas possam prestar suas homenagens aos parentes e conhecidos já desencarnados. Os espíritas são naturalmente questionados a respeito do assunto. Como a Doutrina Espírita encara este tema?

Resposta: Realmente o tema desperta algumas dúvidas. Mesmo alguns companheiros espíritas perguntam se devem ou não ir aos cemitérios no dia 2 de novembro, se isto é importante ou não. Antes de tudo, lembremos que o respeito instintivo do homem pelos desencarnados, os chamados mortos, é uma consequência natural da intuição que as pessoas têm da vida futura. Não faria nenhum sentido o respeito ou as homenagens aos mortos se no fundo o homem não acreditasse que aqueles seres queridos continuassem vivendo de alguma forma. É um fato curioso que mesmo aqueles que se dizem materialistas ou ateus nutrem este respeito pelos mortos.
Embora o culto aos mortos ou antepassados seja de todos os tempos, Leon Denis nos diz que o estabelecimento de uma data específica para a comemoração dos mortos é uma iniciativa dos druidas, antigo povo que viveu na região que hoje é a França. Os druidas, um povo que acreditava na continuação da existência depois da morte, se reunia nos lares, não nos cemitérios, no primeiro dia de novembro, para homenagear e evocar os mortos.
A noção de imortalidade que a maioria das pessoas tem, no entanto, ainda é confusa, fazendo com que as multidões se encaminhem para os cemitérios, como se o cemitério fosse à morada eterna daqueles que pereceram. O Espiritismo ensina o respeito aos desencarnados como um dever de fraternidade, mas mostra que as expressões de carinho não precisam ser realizadas no cemitério, nem é necessário haver um dia especial para que tais lembranças ou homenagens sejam realizadas.

Pergunta: Mas para os espíritos desencarnados o dia 2 de novembro têm alguma coisa mais solene, mais importante? Eles se preparam para visitar os que vão orar sobre os túmulos?

Resposta: É preciso entender que nossa comunicação com os desencarnados é realizada através do pensamento. As preces, as orações, são vibrações do pensamento que alcançam os espíritos. Nossos entes queridos desencarnados são sensíveis ao nosso pensamento. Se existe entre eles e nós o sentimento de verdadeira afeição, se existe esse laço de sintonia, eles percebem nossos sentimentos e nossas preces, independente de ser dia de finados ou não.
Esse é o aspecto consolador da Doutrina Espírita: a certeza de que nossos queridos desencarnados, nossos pais, filhos, parentes e amigos, continuam vivos e continuam em relação conosco através do pensamento. Não podemos privar de sua presença física, mas o sentimento verdadeiro nos une e eles estão em relação conosco, conforme as condições espirituais em que se encontrem. Realizaram a grande viagem de retorno à pátria espiritual antes de nós, nos precederam na jornada de retorno, mas continuam vivos e atuantes.
Um amigo incrédulo uma vez nos falou: "Só vou continuar vivo na lembrança das pessoas". Não é verdade. Continuamos tão vivos após a morte quanto estamos vivos agora. Apenas não dispomos mais deste corpo de carne, pesado e grosseiro.
Então, os espíritos atendem sim aos chamados do pensamento daqueles que visitam os túmulos. No dia 2 de novembro, portanto, como nos informam os amigos espirituais, o movimento nos cemitérios, no plano espiritual, é muito maior, porque é muito maior o número de pessoas que evocam, pelas preces e pelos sentimentos, os desencarnados.

Pergunta: E se estes desencarnados pudessem se tornar visíveis, como eles se mostrariam?

Resposta: Com a forma que tinham quando estavam encarnados, para que pudessem ser reconhecidos. Não é raro que o espírito quando desencarne sofra ou provoque alterações na sua aparência, ou seja, no seu corpo espiritual. Espíritos que estão em equilíbrio mental e emocional podem se apresentar com uma aparência mais jovem do que tinham quando estavam encarnados, enquanto outros podem inclusive adotar a aparência que tinham em outra encarnação. Por outro lado, espíritos que estão em desequilíbrio podem ter uma aparência muito diferente da que tinham no corpo, pois o corpo espiritual mostra o verdadeiro estado interior do espírito.

Pergunta: E quanto aos espíritos esquecidos, cujos túmulos não são visitados? Como se sentem?

Resposta: Isto depende muito do estado do espírito. Muitos já reconhecem que a visita aos túmulos não é fundamental para se sentirem amados. Outros, no entanto, comparecem aos cemitérios na esperança de encontrar alguém que ainda se lembre deles e se entristecem quando se veem sozinhos.

Pergunta: A visita ao túmulo traz mais satisfação ao desencarnado do que uma prece feita em sua intenção?

Resposta: Visitar o túmulo é a exteriorização da lembrança que se tem do espírito querido, é uma forma de manifestar a saudade, o respeito e o carinho. Desde que realizada com boa intenção, sem ser apenas um compromisso social ou protocolar, desde que não se prenda a manifestações de desespero, de cobranças, de acusações, como ocorre em muitas situações, à visitação ao túmulo não é condenável. Apenas é desnecessária, pois a entidade espiritual não se encontra no cemitério, e pode ser lembrada e homenageada através da prece em qualquer lugar. A prece ditada pelo coração, pelo sentimento, santifica a lembrança, e é sempre recebida com prazer e alegria pelo desencarnado.

Pergunta: No ambiente espiritual dos cemitérios comparecem apenas os espíritos cujos corpos foram lá enterrados?

Resposta: Não. Segundo as narrativas, o ambiente espiritual dos cemitérios fica bastante tumultuado no chamado Dia de Finados. E isto ocorre por vários motivos. Primeiro como já dissemos pela própria quantidade de pessoas que visitam os túmulos. Cada um de nós levamos nossas companhias espirituais, somos acompanhados pelos espíritos familiares. Depois, porque muitos espíritos que estão vagando desocupados e curiosos do plano espiritual também acorrem aos cemitérios, atraídos pelo movimento da multidão, tal como ocorre entre os encarnados. Alguns comparecem respeitosos enquanto outros se entregam à galhofa e à zombaria.

Pergunta: E existem espíritos que permanecem fixados no ambiente do cemitério depois de sua desencarnação?

Resposta: Sim, embora esta não seja uma ocorrência comum. Além disso, devemos nos lembrar de que nos cemitérios, bem como em qualquer lugar, existem equipes espirituais trabalhando para auxiliar, dentro do possível, os que estão em sofrimento.

Pergunta: Os espíritos ligam alguma importância ao tratamento que é dado ao seu túmulo? As flores, os enfeites, as velas, os mausoléus, influenciam no estado espiritual do desencarnado?

Resposta: Não. Somente os espíritos ainda muito ligados às manifestações materiais poderiam se importar com o estado do seu túmulo, e mesmos estes em pouco tempo percebem a inutilidade, em termos espirituais, de tais arranjos. O carinho com que são cuidados os túmulos só tem algum sentido para os encarnados, que devem se precaver para não criarem um estranho tipo de culto. Não devemos converter as necrópoles vazias em "salas de visita do além", como diz Richard Simonetti. Há locais mais indicados para nos lembrarmos daqueles que partiram.

Pergunta: E que tipo de local seria este?

Resposta: O lar! Nossos entes familiares que já desencarnaram podem ser lembrados na própria intimidade e no aconchego de nosso lar, ao invés da frieza dos cemitérios e catacumbas. Eles sempre preferirão receber nossa mensagem de saudade e carinho envolvida nas vibrações do ambiente familiar. Qualquer que seja a situação espiritual em que eles se encontrem, serão alcançados pelo nosso pensamento. Por isso, devemos nos esforçar para, sempre que lembrarmos deles, que nosso pensamento seja de saudade equilibrada, de desejo de paz e bem-estar, de apoio e afeto, e nunca de desespero, de acusação, de culpa, de remorso.

Pergunta: Mas a tristeza é natural, não?

Resposta: Sim, mas não permitamos que a saudade se converta em angústia, em depressão. Usemos os recursos da confiança irrestrita em Deus, da certeza de Sua justiça e sua bondade. Deus é Amor, e onde haja a expressão do amor, a presença divina se faz. Vamos permitir que essa presença acalme nosso coração e tranquilize nosso pensamento, compreendendo que os afetos verdadeiros não são destruídos pela morte física, não são encerrados na sepultura. Dois motivos, portanto para não cultivarmos a tristeza: sentimos saudades – e não estamos mortos; nossos amados não estão mortos – e sentem saudades... Se formos capazes de orar, com serenidade e confiança, envolvendo a saudade com a esperança, sentiremos a presença deles entre nós, envolvendo nossos corações em alegria e paz.

Equipe do CVDEE
Referências:
O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – questões 320 a 329

Quem tem medo da morte? – Richard Simonetti

Visão Retrospectiva, no momento da morte


Este é um dos fenômenos mais singulares que ocorrem em todos os casos de morte natural e, até mesmo, em algumas mortes subitâneas, por acidentes diversos.

A pessoa, nos instantes finais de sua existência, vê passar diante de si, como numa tela de cinema ou num monitor de vídeo, toda a Vida que está prestes a deixar. Os primeiros meses do renascimento, a pré-infância, a infância, a puberdade, a adolescência, a juventude e a fase adulta, tudo, tudo que foi experimentado em cada um desses estágios do desenvolvimento bio-psicológico do ser humano, vem à tona com uma riqueza de pormenores, absolutamente, incomum.

Deve-se este fenômeno ao registro minucioso feito pelo corpo perispiritual de todos os acontecimentos vividos pelo ser humano em cada uma de suas existências. Nada deixa de ser fixado pelo envoltório sutil da alma, e é, graças a essa transcrição minuciosa, que podemos, aqui mesmo, em nosso mundo e, mais tarde, na Vida Espiritual, lembrar-nos de todas as nossas existências pregressas.
Essa visão retrospectiva possibilita ao ser uma contemplação crítica e analítica de todas as ações por ele praticadas, durante a última existência, num prévio julgamento consciencial, com vistas à situação que ele merece na Pátria Espiritual.

Através desse retrospecto, pode o espírito avaliar a imensa distância que ainda o separa de um viver, realmente, pautado dentro da legislação divina. Por outro lado, verifica-se, também, que até o centavo que um dia doamos, como esmola, ao mais humilde dos pedintes, ali está registrado.
O fenômeno é instantâneo. Acontece num átimo. O que mais importa, entretanto, não é a sua duração, mas a sua qualidade. Mesmo os segredos mais íntimos que, por vezes, o ser humano reprime para o seu inconsciente, vêm à tona com absoluta fidelidade, numa demonstração de que nada permanecerá enterrado, para sempre, nos porões da mente.

E isto apenas confirma as palavras de Jesus, quando disse:

Nada há oculto que não venha, um dia, a ser conhecido.
Nessa retrospectiva, os fatos negativos servem de advertência, e possibilitam ao espírito entrever as consequências cármicas que, no futuro, eles desencadearão. Isto nas almas mais esclarecidas, com senso de responsabilidade e noções precisas de Vida Eterna e reencarnação. Já os fatos positivos, também recordados, servem como estímulo a um maior crescimento moral e espiritual nas novas dimensões da Vida em que a alma está penetrando.

O grande vate português Luiz de Camões, em soneto célebre, afirma: - Numa hora, encontro mil anos e é de jeito que em mil anos não encontro uma hora... De fato, o tempo psicológico do espírito e suas vivências espirituais não são medidos exteriormente com os parâmetros habituais dos ponteiros dos relógios. Esse tempo não cronológico, representado pelo acúmulo de experiências vividas, só pode ser avaliado, interiormente, em visões retrospectivas, no instante da morte, ou nos estados de emancipação da alma. No sonho, no sono hipnótico ou sonambúlico, é perfeitamente possível ao espírito reviver, em segundos, fatos que ocuparam, por vezes, metade de uma existência.

Ao despertar no Além e na posse integral dessa visão panorâmica de sua última existência, o espírito transformar-se-á no grande juiz de si mesmo, no tribunal silencioso de sua consciência...


Cap. 25 do livro Morrer e Depois
Autor: Waldo Lima do Valle
Editora: A União

ANOTAÇÕES DE AMIGO


Você pede rumo certo
Para o caminho em que avança;
Mas você mesmo é quem guarda
Sua própria segurança.

Obrigação, que se abraça,
Tem força de compromisso.
Em favor de sua paz
Não tente esquecer-se disso.

Proteja o corpo em que vive
Para as tarefas do bem;
O lavrador que produz
Preserva a enxada que tem.

Transforme o tempo em serviço,
Lembrando, em linhas gerais,
Que a vida volta no tempo,
Mas o tempo, nunca mais.

Conserve constantemente
Verbo limpo e mente sã.
O que possa fazer hoje
Não deixe para amanhã.

No socorro aos semelhantes,
Cooperação é dever;
A consciência tranquila
Não tem questões a temer.

Cada aluno está na escola
Para a lição, tal qual é.
Perante ofensas, perdoe;
Perante lutas, mais fé.

Ante amarguras, trabalhe;
Se há provações a transpor,
Nas sombras que se avolumam,
Trabalhe com mais amor.

Olvidar-se e ser mais útil
Dissolve qualquer pesar.
Para a bênção de servir
Nunca se faça esperar.

Estude, eleve, construa
E nada fará em vão.
Recorde: a luz da verdade
Não conhece oposição.


Casimiro Cunha 

AO LEVANTAR-SE



Agradeça a Deus a benção da vida pela manhã.
Se você não tem o hábito de orar, formule pensamentos de serenidade e otimismo, por alguns momentos, antes de retomar as próprias atividades.
Levante-se com calma.
Se deve acordar alguém, use bondade e gentileza, reconhecendo que gritaria ou brincadeiras de mau gosto não auxiliam em tempo algum.
Guarde para com tudo e para com todos a disposição de cooperar para o bem.
Antes de sair para a execução de suas tarefas, lembre-se de que é preciso abençoar a vida para que a vida nos abençoe.


André Luiz 

APELO ESPÍRITA


Irmão, faze:
de cada ensinamento que recebas uma instrução do Plano Superior;
de cada tarefa, por mínima que seja, uma realização em que deixes os melhores sinais de tua presença;
de cada conversão, um entendimento construtivo;
de cada conversação, um mensageiro de tua cooperação, no levantamento da felicidade geral;
de cada relação nova, uma sementeira de bênçãos;
de cada necessitado, um irmão que te espera o auxílio, em nome da Divina Paternidade;
de cada desapontamento, um teste de compreensão;
de cada experiência, um ensejo de aprender;
de cada hora, uma oportunidade de servir... 
Companheiro da Terra, és o viajor em trânsito na hospedaria do mundo!... Guarda o coração e a consciência, na prática do bem, de tal modo, que possas receber, com o despertar de cada manhã, um novo renascimento na casa física e, no descanso de cada noite, um ensaio de regresso tranquilo ao teu lar verdadeiro, na Vida Espiritual.

Albino Teixeira 

XAVIER, Francisco Cândido. Caminho Espírita. Por Espíritos Diversos. 8. ed. Araras, SP, IDE, 1995, cap. 8.

SERVINDO E AMANDO



Não estás sozinho nas lutas do mundo.
O Pai te vê e te ampara.
Amigos do alto te socorrem, sem que percebas.
Por isso, prossegue servindo e amando.
Fracasso é lição.
Dor é iluminação.
Dificuldades são oportunidades de progresso.
Esquece o mal que por ventura te atinge.
Entrega os problemas ao tempo, que ele tudo resolve.
Trabalha no bem, e o bem responderá com a paz na tua consciência.
Tudo ocorre visando ao progresso das criaturas.
Segue operando com a luz do Evangelho, e a alegria iluminada de Jesus inundará tua alma, fortalecendo-te para as lutas redentoras que te conduzirão à vitória final''...

Meimei

CLONAGEM


Para respondermos algumas questões sobre clonagem é necessário saber que tudo começa como espírito criado simples e ignorante adquirindo a sua evolução gradativa e constante, porém, a ciência moderna pode sem dúvida clonar animais ou pessoas, mas será preciso que ela aceite o Espírito primeiramente com forma de vida, independente da matéria e que, as qualidades morais e intelectuais não... vêm do cérebro e sim do Espírito.

É necessário saber que um corpo material vem ao mundo de acordo com as suas necessidades e de acordo com o planejamento de reencarnações, podemos citar o exemplo de gêmeos univitelinos que possuem a mesma constituição genética iguais em semelhança física, porém, diferentes nos pensamentos e atitudes, Sabemos que o espírito mesmo que tenha um corpo material igual são independentes. Lembramos, se algum dia a ciência conseguir clonar um ser humano igual ao outro, você poderá ter certeza que este novo corpo terá um espírito compatível, atendendo as suas necessidades expiatórias.

Sabemos ainda que os processos genéticos têm a sua complexibilidade e o auxilio das esferas superiores será e terá a sua importância na manipulação das energias ligando os filamentos fluídicos e vitais para que não ocorra a rejeição nos seus respectivos órgãos. Outra informação fundamental; é de quem esta doando o tecido para a "clonagem", sabe-se, que cada indivíduo tem uma constituição perispiritual diferenciada, o perispírito de cada um desenvolve-se de acordo com as qualidades morais e intelectuais do seu espírito, se um for mais materialista do que o outro, fica mais difícil à concretização da clonagem, pois, os condutores e fios fluídicos que estabelecem a conexão entre espírito e células podem se romper por não haver compatibilidade de energias vitais (rejeição), por se tratar de espíritos muitos diferentes, a única possibilidade talvez fosse que tanto o doador como o receptor estivesse na mesma condição evolutiva, ou seja, menos ligados á matéria.


Freddy Brandi

Fonte: Centro Espírita Ismael

Prece de Cáritas



Deus Nosso Pai! Que sois todo Poder e Bondade! Dai a força àquele que passa pela provação! Dai a Luz àquele que procura a Verdade! Ponde no coração dos homens a Compaixão e a Caridade! Deus dai ao viajante a Estrela Guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso. Pai , dai ao culpado o arrependimento , ao espírito a Verdade , à criança o Guia, ao órfão o pai.
Senhor! Que a Vossa Bondade se estenda sobre tudo que criastes! Piedade, meu Deus, para aqueles que não Vos conhecem, esperança para aqueles que sofrem. Que a Vossa Bondade permita hoje aos Espíritos Consoladores derramarem por toda a parte a Paz, a Esperança e a Fé. Deus, um raio, uma faísca do Vosso Divino Amor pode abrasar a Terra inteira! Deixai-nos beber nessa fonte de bondade fecunda e infinita e todas as lágrimas secarão, todas as dores acalmar-se-ão. Um só coração, um só pensamento subirá até Vós, como um grito de reconhecimento e de amor. Como Moisés sobre a Montanha nós Vos esperamos com os braços abertos! Oh, Poder! Oh, Bondade! Oh, Beleza! Oh, Perfeição! Queremos de alguma sorte merecer a Vossa Misericórdia!
Deus, dai-nos a força de ajudar o Progresso a fim de subirmos até Vós! Dai-nos a Caridade Pura, a Fé e a Razão! Dai-nos a Simplicidade, que fará de nossas almas um espelho, onde deverá refletir-se a Vossa Santa e Divina Imagem!

Força Interior


Não menosprezes a força interior que Deus te conferiu como dom natural.
Essas energias superiores estão em ti, basta somente que as liberte e um fluxo energético te guiará melhor ante tua própria existência.
O acontecimento não é o que ocorreu, mas sim o que fazes com aquilo que ocorreu. Podes tornar pior ou suavizar tuas tribulações pelo jeito com que reages a elas.
Tua dor será sanada.
Teu conflito, extirpado.
Tua ansiedade, apaziguada.
Tuas buscas sempre encontrarão porto feliz.
Usa abundantemente tua luz interior e terás maior lucidez e discernimento em tua casa mental.
As soluções fluirão mais fáceis, se te integrares nesta força íntima que habitam em ti, pois és herdeiro de Deus.
Ele habita em teu âmago; busca-O, e essas potencialidades divinas estarão mais disponíveis em ti mesmo.
Assim, a harmonia e a serenidade estarão contigo, reforçando o elo que te ligara Divina Providência.


Chico Xavier.

SINAL ESPECIAL


Luis XIV, um dos monarcas de França, baseou o seu reinado no direito divino dos reis. 
O seu foi o reinado do absolutismo monárquico. 
Celebrizou-se como o Rei Sol e se mostrou indiferente quanto ao futuro do trono e do povo. 
Tinha por hábito declarar que após ele, viesse o dilúvio. 
Viveu toda sorte de prazeres e de abusos. 
Certa feita, ele recebeu uma denúncia de que se tramava contra o trono. 
Pediu ao próprio delator que lhe trouxesse a lista dos envolvidos, para que ele os condenasse à morte, por crime contra a pessoa de Sua Majestade. 
Elaborada a funesta lista, foi-lhe apresentada, sendo que aqueles que conspiravam contra o monarca tinham o seu nome assinalado por uma cruz. 
O rei observou, com cuidado, a relação. 
De repente, pareceu atentar para algo em particular, tomou-se de espanto e largou a lista sobre a mesa de trabalho. 
Perturbado, declarou: 
- Não posso condenar esses homens. 
Eles estão com os seus nomes marcados pelo instrumento com que mataram o inocente. 
Narra a História que ele a todos perdoou. 
Apesar de seus tantos desmandos, naquele momento, o rei foi tocado pelo símbolo da barbárie com que pretenderam silenciar a verdade, no episódio do Calvário. 
Foi um momento de aprendizado. 
Uma lição de vida para outras vidas. 
À semelhança dele, todos nós, em nossas vidas, defrontamo-nos com momentos de sérias decisões. 
Quantas vezes teremos agido de forma incorreta, por não nos apercebermos da mensagem do Cristo que nos busca atingir a mente e o coração? 
Todos os seres pensantes experimentam tais chances psicológicas de crescimento. 
São desafios para a própria iluminação e conquista da sabedoria que, infelizmente, nem sempre sabemos aproveitar. 
Há momentos muito próprios para o aprendizado das lições que a vida oferece. 
Preciso é que saibamos identificá-los, de forma a lucrar, ganhando maturidade. 
Necessário é que nos façamos atentos ao que nos rodeia. 
Aqui é um amigo imerso em um mar de dívidas, pela própria incúria. 
Aprendizado de sensatez para nós. 
Oportunidade de auxílio que se faz presente. 
Ali é alguém a chorar as dores de um amor perdido pelo desencadear do egoísmo de que se faz portador. 
Aprendizado de renúncia e ponderação para nós. 
Oportunidade de elucidar, convidando-o à tentativa de renovação. 
É importante viver intensamente cada momento, florescendo onde nos encontremos com o que tenhamos, sem tormentos de desejar estar em outro lugar, outro tempo, outra circunstância. 
O melhor momento é o que se vive, por se constituir em momento de construção do nosso futuro de felicidade e perfeição. 
Bendiz a oportunidade que tens de semear. 
Amanhã será a hora de recolher. 
Aproveita as horas e cultiva a esperança por onde passes. 
Lembra que o rio das oportunidades passa e suas águas não retornam nas mesmas circunstâncias, nem nas mesmas situações. 


Momento Espírita, com base no cap. Lições de vida, do livro Vida: desafios e soluções, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal, e no verbete Oportunidade, do livro Repositório de Sabedoria, v. 1, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.