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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Ano Novo


    Hoje é o dia que dá início a um novo ano.
    É o dia primeiro. Todos queremos iniciar mais um ano com esperanças renovadas. É um momento de alegria e confraternização.
    As rogativas, em geral, são para que se tenha muito dinheiro no bolso, saúde para dar e vender.
    Mas será que se tivermos tudo isso teremos a garantia de um ano novo cheio de felicidade?
    Se Deus nos dá saúde, o que normalmente ocorre é que tratamos de acabar com ela em nome das festas. Seja com os excessos na alimentação, bebidas alcoólicas, tabaco, ou outras drogas não menos prejudiciais à saúde.
    Não nos damos conta de que a nossa saúde depende de nós.
    Dessa forma, se quisermos um bom ano, teremos que fazer a nossa parte.
    Se pararmos para analisar o que significa a passagem do ano, perceberemos que nada se modifica externamente.
    Tudo continua sendo como na véspera. Os doentes continuam doentes, os que estão no cárcere permanecem encarcerados, os infelizes continuam os mesmos, os criminosos seguem arquitetando seus crimes, e assim por diante.
    Nós, e somente nós podemos construir um ano melhor, já que um feliz ano novo não se deseja, se constrói.
    Poderemos almejar por um ano bom se desde agora começarmos um investimento sólido, já que no ano que se encerra tivemos os resultados dos investimentos do ano imediatamente anterior e assim sucessivamente.
    Poderemos construir um ano bom a partir da nossa reforma moral, repensando os nossos valores, corrigindo os nossos passos, dando uma nova direção à nossa estrada particular.
    Se começarmos por modificar nossos comportamentos equivocados, certamente teremos um ano mais feliz.
    Se pensarmos um pouco mais nas pessoas que convivem conosco, se abrirmos os olhos para ver quanta dor nos rodeia, se colocarmos nossas mãos no trabalho de construção de um mundo melhor, conquistaremos, um dia, a felicidade que tanto almejamos.
    Só há um caminho para se chegar à felicidade. E esse caminho foi mostrado por quem realmente tem autoridade, por já tê-lo trilhado. Esse alguém nós conhecemos como Jesus de Nazaré, o Cristo.
    No ensinamento Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo está a chave da felicidade verdadeira.
            Jesus nos coloca como ponto de referência. Por isso recomenda que amemos o próximo como a nós mesmos nos amamos.
    Quem se ama preserva a saúde. Quem se ama não bombardeia o seu corpo com elementos nocivos, nem o Espírito com a ira, a inveja, o ciúme etc.
    Quem ama a Deus acima de todas as coisas, respeita Sua criação e Suas leis. Respeita seus semelhantes porque sabe que todos fomos criados por Ele e que Ele a todos nos ama.
    Enfim, quem quer um ano novo repleto de felicidades, não tem outra saída senão construí-lo.
    Importa que saibamos que o novo período de tempo que se inicia, como tantos outros que já passaram, será repleto de oportunidades. Aproveitá-las bem ou mal, depende exclusivamente de cada um de nós.
*  *  *
    O rio das oportunidades passa com suas águas sem que retornem nas mesmas circunstâncias ou situação.
    Assim, o dia hoje logo passará e o chamaremos ontem, como o amanhã será em breve hoje, que se tornará ontem igualmente.
    E, sem que nos demos conta, estaremos logo chamando este ano que se inicia de ano passado e assim sucessivamente.
    Que todos possamos aproveitar muito bem o tesouro dos minutos na construção do amanhã feliz que desejamos, pois a eternidade é feita de segundos.

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(Redação do Momento Espírita, com pensamentos extraídos dos verbetes Oportunidade e Tempo, do livro Repositório de sabedoria, v. 2, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal)

Ressonâncias do Natal


Na paisagem fria e sem melhor acolhimento, a única hospedaria à disposição era a gruta modesta onde se guardavam os animais.
Não havia outro lugar que O pudesse receber.
O mundo, repleto de problemas e de vidas inquietas, preocupava-se com os poderosos do momento e reservava distinções apenas para os que se refestelavam no luxo, bem como no prazer.
Aos simples e desataviados sempre se dedicavam a indiferença, o desrespeito, fechando-lhes as portas, dificultando-lhes os passos.
Mas hoje, tudo permanece quase que da mesma forma.
Não obstante, durante aquela noite de céu transparente e estrelado, entre os animais domésticos, em uma pequena baia, usada como berço acolhedor, nasceu Jesus, que transformou a estrebaria num cenário de luzes inapagáveis que prosseguem projetando claridade na noite demorada dos séculos, em quase dois mil anos...
Inaugurando a era da humildade e da renúncia, Jesus elegeu a simplicidade, a fim de ensinar engrandecimento íntimo como condição única para a felicidade real.
O Seu reino, que então se instalou naquela noite de harmonias cósmicas, permanece ensejando oportunidades de redenção a todos quantos se resolvam abrigar nas suas dependências.
E o Seu nascimento modesto continua produzindo ressonâncias históricas, antes jamais previstas.
Homens e mulheres, que tomaram contato com Sua notícia e mensagem, transformaram-se, mudando-se-lhes o roteiro de vida e o comportamento, convertendo-se, a partir de então, em luzeiros que apontam rumos felizes para a Humanidade.
Guerreiros triunfadores passaram pelo mundo desde aquela época, inumeráveis.
Governantes poderosos estabeleceram reinos e impérios, que pareciam preparados para a eternidade, e ruíram dolorosamente.
Artistas e técnicos, de rara beleza e profundo conhecimento, criaram formas e aparelhagens sofisticadas para tornarem a Terra melhor, e desapareceram.
Ditadores indomáveis e aristocratas incomuns surgiram no proscênio terrestre, envergando posição, orgulho e superioridade, que o túmulo silenciou.
...Estiveram, por algum tempo, deixando suas pegadas fortes, que tornaram alguns odiados, outros rechaçados e sob o desprezo das gerações posteriores.
Jesus, porém, foi diferente.
Incompreendido, o Cantor do Amor aceitou a cruz, para não anuir com o crime, e abraçou a morte para não se mancomunar com os mortos.
Por isso, ressurgiu, em triunfo e grandeza, permanecendo o Ser mais perfeito que jamais esteve na Terra, como modelo que Deus nos ofereceu para Guia.
Quando a Humanidade experimenta dores superlativas, quando a miséria socioeconômica assassina milhões de vidas que estertoram ao abandono; quando enfermidades cruéis demonstram a fragilidade orgânica das criaturas; quando a violência enlouquece e mata; quando os tóxicos arruínam largas faixas da juventude mundial, ao lado de outros males que atestam a falência do materialismo, ressurge a figura impoluta de Jesus, convidando à reflexão, ao amor e à paz, enquanto as ressonâncias do Seu Natal falam em silêncio: Ele, que tem salvo vidas incontáveis, pede para que tentes fazer algo, amando e libertando do erro pelo menos uma pessoa.
Lembrando-te dEle, na noite de Natal, reparte bondade, insculpe-O no coração e na mente, a fim de que jamais te separes dEle.
 
Espírito Joanna de Ângelis
Divaldo Pereira Franco

Momentos Enriquecedores

TRAGÉDIAS COLETIVAS



Constantemente a humanidade é surpreendida por tragédias coletivas. Desde os fenômenos sísmicos às guerras, aos acidentes de várias ordens, demonstrando a fragilidade do ser humano ante as forças da natureza e as suas próprias paixões, que, amiúde, somos convidados a reflexionar em torno da transitoriedade carnal e sobre a continuidade da vida em outra dimensão.
Há poucos dias, um desastre aéreo de lamentáveis consequências feriu dezenas de famílias, ceifando vidas juvenis em plena busca da felicidade. Desejamos referir-nos ao acidente que arrebatou 71 vidas, especialmente de chapecoenses, deixando aflições inomináveis em muitos familiares e amigos.
Os conceitos filosóficos do materialismo diante do infortúnio não conseguem acalmar as ansiedades e as dores dos sentimentos vitimados pelas ocorrências infelizes do cotidiano, provocando, não raro, revolta e desespero.
Algumas correntes religiosas despreparadas para o enfrentamento dos desafios afligentes que ferem a humanidade simplificam a maneira de os encarar, transferindo para a “vontade de Deus” todas as ocorrências nefastas, sem que, igualmente, com algumas exceções, logrem o conforto moral e a esperança nas suas vítimas.
Ao Espiritismo cabe a tarefa urgente de demonstrar que a criatura humana é autora do próprio destino através dos atos que realiza.
A Divindade estabelece leis morais que atuam nas existências, com a mesma severidade que aqueloutras que regem o Universo e são inalteradas.
Embora Deus seja amor, o dever e o equilíbrio são expressões desse incomparável amor pelas criaturas.
O sofrimento não é um ato punitivo da Divindade, mas uma resposta da Vida ao comportamento malsão de quem se permite
desrespeito aos supremos códigos.
Por intermédio da reencarnação o Espiritismo explica a lógica de acontecimentos tão funestos.
No caso em tópico, segundo a Imprensa, a Anac havia proibido a viagem programada, mas a fatalidade conseguiu uma maneira de atender ao determinismo cármico, mediante o aluguel de uma outra aeronave boliviana. Alguns sobreviventes e outros, que não puderam viajar por uma ou outra razão, foram poupados da terrível provação, por não fazerem parte do grupo comprometido com as Leis divinas.
Provavelmente essas vítimas resgataram antigo débito moral no seu processo evolutivo e foram reunidas para o ressarcimento coletivo, conforme a responsabilidade do conjunto em algum desmando anterior, de existência pregressa.
Hoje, no mundo espiritual, na condição de vítimas das circunstâncias de que não são responsáveis, encontram-se amparados por Espíritos nobres, que os auxiliarão a encontrar a plenitude. Aos seus familiares e amigos, apresentamos a nossa solidariedade.

Divaldo franco
Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 1-12-2016.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Gentileza contra o mal


Nestes dias em que passamos a ter medo de sair caminhando pelas ruas, medo de cruzar com desconhecidos, medo de responder a uma simples pergunta de outro motorista no trânsito, um exemplo a ser seguido se destaca:
Estava em uma rua movimentada de São Paulo, quando notei um homem mal-encarado vindo à minha direção.
Não sabia o que fazer, pois não dava tempo de desviar, de fugir, de mais nada. Então, fiz algo que surpreendeu até a mim mesmo.
Assim que ele se aproximou, estendi a mão, como se o conhecesse: "E aí, cara, está perdido por aqui?"
Ele se assustou, mas puxei assunto. O rapaz contou que havia saído da prisão e precisava de dinheiro para visitar a família.
Conversando, caminhamos uns vinte minutos. Perto do hotel em que eu estava hospedado, tirei a carteira e disse: "Esqueça o que passou. Sua vida começa agora. Dou cinquenta reais para você visitar sua família."
Ele viu que eu tinha mais dinheiro, mas não me ameaçou. Ao contrário, com os olhos cheios d´água, falou:
"Posso lhe dar um abraço? Nunca ninguém conversou comigo assim. Esse papo ajudou a tirar ideias erradas da minha cabeça."
A lição foi grande para mim também.

*   *   *
Um simples gesto de gentileza tem um poder que não podemos imaginar.
Uma gentileza sincera é um gesto de amor, e não há mal no mundo que resista ao carinho, à fraternidade.
Pessoas como essa da narrativa, que faliram em determinado momento da existência e tentam se reerguer, são muitas neste mundo.
Infelizmente são numerosas as forças e influências que as desejam manter no lodo. Porém, uma pequena ação altruísta, corajosa, pode mudar esse rumo desastroso.
As ideias erradas da cabeça precisam ser substituídas pelas novas chances, pelos braços abertos dos irmãos de existência a dizer, amorosos: Vamos em frente! Estamos com você! Bola pra frente!
Todos erramos e temos direito de querer acertar novamente. Deus nos dá esta chance a cada reencarnação. Então, por que não damos novas oportunidades aos irmãos de vida na Terra?
O ódio no coração, carregado por muitos, durante tanto tempo, não consegue ser simplesmente arrancado. Ele somente pode ser substituído pelas ideias saudáveis, pelo amor, pela compreensão.
Figuremos um jarro com água turva. Para limpá-lo, basta que durante algum tempo, joguemos dentro dele água límpida sem cessar. O jarro transborda e a água lamacenta vai sendo trocada pela água clara.
É assim com nossos pensamentos. É assim com os nossos sentimentos.
Dessa forma, procuremos, sempre que possível, estender as mãos aos irmãos em desalento, sem medo, sem preconceitos.
Não nos preocupemos em demasia com nossa segurança. O amor é nosso escudo, nossa proteção.
No serviço do bem, contamos com outros que servem conosco, formando equipe segura e poderosa atuando no mundo em crescimento.
Não tenhamos medo. O amor está conosco.

Redação do Momento Espírita com base no cap. 13, do livro Viver e amar, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

quarta-feira, 22 de março de 2017

2 milhões de espíritos franceses reencarnaram no Brasil


Perguntaram ao médium Divaldo Franco por que no Brasil ainda existe tantas pessoas que não amam o próximo, mesmo sendo considerado a “Pátria do Evangelho”. A resposta trouxe informações surpreendentes. Confira:
– Porque não são Espíritos do Brasil. Vêm de outras pátrias, de outras raças. Não são almas brasileiras. Vêm para cá, porque, se ficassem nos seus países de origem, os sentimentos de rancor e ressentimentos torná-los-iam mais desventurados. Após a Revolução Francesa de 1789, quando a França se libertou da Casa dos Bourbons, os grandes filósofos da libertação sonharam com os direitos do homem, direitos que foram inscritos nos códigos de justiça em 1791 e que, até hoje, ainda não são respeitados, embora em 1947, no mês de dezembro, a ONU voltasse a reconhecê-los.
Depois daquele movimento libertário, o que aconteceu com os franceses? Os dois partidos engalfinharam-se nas paixões sórdidas e políticas e como consequência, os grandes filósofos cederam lugar aos grandes fanáticos, e a França experimentou os dias de terror, quando a guilhotina, arma criada por José Guilhotin, chegava a matar mais de mil pessoas por dia. Esses Espíritos saíam desesperados do corpo e ficavam na psicosfera da França buscando vingança. Começa o século XIX e é programada a chegada de Allan Kardec.

O grande missionário vai reencarnar na França, porque a mensagem de que é portador deverá enfrentar o cepticismo das academias na Cidade-Luz da Europa e do mundo e, naquele momento, Cristo havia designado que o Espiritismo nasceria na França, mas seria transplantado para um país onde não houvesse carmas coletivos, e esse país, por enquanto, seria o Brasil.
São Luís, o guia espiritual da França, cedeu que a terra gaulesa recebesse Allan Kardec, mas “negociou” com Ismael, o guia espiritual do Brasil: “Já que a mensagem de libertação vai ser levada para a Terra do Cruzeiro, a França pede que muitos Espíritos atribulados da Revolução reencarnem no Brasil, pois, se reencarnarem aqui impedirão o processo da paz”.
E dois milhões de franceses vieram reencarnar no Brasil, para que, quando chegasse à mensagem espírita, culturalmente se identificassem com o chamado método cartesiano de Allan Kardec.
Naturalmente, esses Espíritos eram atribulados, perturbados, com ressentimentos, com mágoas. Se nós considerarmos que os Espíritos brasileiros são os índios, que a maioria de nós é constituída por Espíritos comprometidos na Eurásia, e que estamos aqui de passagem, longe dos fenômenos cármicos para nos depurarmos, compreenderemos porque muitos brasileiros do momento ainda não amam esta grande nação.
E o primeiro sentimento que têm quando, ao invés de investir em fortunas, honesta ou desonestamente amealhadas no solo brasileiro, eles as mandam para os países estrangeiros. Não confiam no Brasil, porque são “de lá”.
Mandam para lá porque, morrendo aqui, o dinheiro fica lá para poderem “pagar” o carma negativo que lá deixaram.
Os chamados “paraísos fiscais” são também lugares de alguns de nós que aqui nos encontramos, mas apesar de ainda não termos o sentimento do amor, já temos alguma luz. Viajando pelo mundo, onde tenho encontrado brasileiros espíritas, descubro uma célula espírita. Começa-se com um estudo do Evangelho no lar, depois se chama os amigos, os vizinhos, forma-se um grupo e, hoje, na Europa. 90% dos grupos espíritas são criados por brasileiros.
Com exceção de Portugal. Espanha e um pouquinho da França, o movimento é todo de brasileiros e latinos acendendo as labaredas do Evangelho de Jesus. Não há pouco tempo, brasileiros na Holanda encontraram as obras de Kardec traduzidas para o holandês, brasileiros na Suíça revisaram O Evangelho segundo o Espiritismo e se está tentando publicar as obras de Kardec, agora em alemão.
Brasileiros na América do Norte retraduziram O Livro dos Espíritos e O Evangelho, que o foi por um protestante, que substituiu a palavra reencarnação por ressurreição. Brasileiros em Londres, com alguns ingleses, já formam oito grupos espíritas e seria fastidioso se fosse enumerando na Ásia, na África…

Texto Extraído do livro: APRENDENDO COM DIVALDO. Entrevistas / Divaldo Pereira Franco: São Gonçalo, RJ: Organizado pela SEJA, Editora e Distribuidora de Livros Espíritas, 2002, p. 69-74.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

ALÉM DA MORTE


Cumprida mais uma jornada na terra, seguem os espíritos para a pátria espiritual, conduzindo a bagagem dos feitos acumulados em suas existências físicas.
Aportam no plano espiritual, nem anjos, nem demônios. São homens, almas em aprendizagem despojadas da carne.
São os mesmos homens que eram antes da morte.
A desencarnação não lhes modifica hábitos, nem costumes. Não lhes outorga títulos, nem conquistas. Não lhes retira méritos, nem realizações. Cada um se apresenta após a morte como sempre viveu.
Não ocorre nenhum milagre de transformação para aqueles que atingem o grande porto.
Raros são aqueles que despertam com a consciência livre, após a inevitável travessia.
A grande maioria, vinculada de forma intensa às sensações da matéria, demora-se, infeliz,
ignorando a nova realidade.
Muitos agem como turistas confusos em visita à grande cidade, buscando incessantemente
endereços que não conseguem localizar.
Sentem a alma visitada por aflições e remorsos, receios e ansiedades.
Se refletissem um pouco perceberiam que a vida prossegue sem grandes modificações.
Os escravos do prazer prosseguem inquietos.
Os servos do ódio demoram-se em aflição.
Os companheiros da ilusão permanecem enganados. Os aficionados da mentira dementam-se sob imagens desordenadas.
Os amigos da ignorância continuam perturbados.
Além disso, a maior parte dos seres não é capaz de perceber o apoio dispensado pelos espíritos superiores. Sim, porque mesmo os seres mais infelizes e voltados ao mal não são esquecidos ou abandonados pelo auxílio divino.
Em toda parte e sem cessar, amigos espirituais amparam todos os seus irmãos, refletindo a
paternal providência divina.
Morrer, longe de ser o descansar nas mansões celestes ou o expurgar sem remissão nas zonas infelizes, é, pura e simplesmente, recomeçar a viver.
A morte a todos aguarda.
Preparar-se para tal acontecimento é tarefa inadiável.
Apenas as almas esclarecidas e experimentadas na batalha redentora serão capazes de transpor a barreira do túmulo e caminhar em liberdade.
A reencarnação é uma bendita oportunidade de evolução. A matéria em que nos encontramos
imersos, por ora, é abençoado campo de luta e de aprimoramento pessoal.
Cada dia de que dispomos na carne é nova chance de recomeço. Tal benefício deve ser
aproveitado para aquisição dos verdadeiros valores que resistem à própria morte.
Na contabilidade divina a soma de ações nobres anula a coletânea equivalente de atos indignos.
Todo amor dedicado ao próximo, em serviço educativo à humanidade, é degrau de ascensão.
Quando o véu da morte fechar os nossos olhos nesta existência, continuaremos vivendo, em
outro plano e em condições diversas.
Estaremos, no entanto, imbuídos dos mesmos defeitos e das mesmas qualidades que nos
movimentavam antes do transe da morte.
A adaptação a essa nova realidade dependerá da forma como nos tivermos preparado para ela.
Semeamos a partir de hoje a colheita de venturas, ou de desdita, do amanhã.
Pense nisso.


Divaldo Pereira Franco

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Área Perigosa


O problema do julgamento das aparências, das atitudes do próximo e da pessoa em si mesma é sempre um cometimento ingrato, para quem se coloca na condição de juiz.
Exceção feita aos nobres togados pelas leis de cada país, encarregados da delicada quão difícil tarefa de exercerem a Justiça entre os homens, a fim de preservarem a ordem, a moral e a dignidade humana, pois a ninguém mais compete à insensata posição de julgador.
As ocorrências observadas são sempre resultado de acontecimentos desconhecidos.
Julgar um sucesso, quando este eclode, tomando uma posição apriorística, não deixa de ser precipitação em área perigosa.
Quem julga naturalmente se crê em condição de absolver, quanto de condenar.
Para tal cometimento ser-lhe-iam necessárias estrutura moral e autoridade, decorrentes de uma vivência exemplar.
Os dados de que se dispõem nos julgamentos das atitudes alheias são sempre deficientes, e a alta carga emocional da simpatia ou antipatia pessoal responde pela apreciação do que se examina com benignidade ou rudeza.
O erro é sempre desvio de rota.
Dependendo da pessoa que nele incide, há que se considerar fatores que escapam, de natureza sócio psicológica, econômica, moral, espiritual.
Quando explode uma situação ou alguém delinque, justo que se tenham em mente as raízes do problema que estruge, lamentável.
Atitude ideal será sempre a do amor.
A mulher adúltera, apresentada a Jesus pelo farisaísmo hipócrita, antes que uma pecadora era vítima em si mesma, que derrapara na insensatez por vários motivos que a infelicitavam…
A traição de Judas resultou de ser ele um Espírito débil e obsesso que, inobstante o carinho do Mestre, não conseguiu vencer a própria pusilanimidade.
A dúvida contumaz de Tomé decorria da fragilidade dos seus valores espirituais em torno da reflexão e da fé.
Não foram julgados pelo Senhor, antes amados e ajudados com carinho, a fim de que não voltassem a reincidir, sendo outras vezes infelizes infelicitadores.
Os julgamentos sobre o comportamento do próximo, antes de pretenderem ajudar, degeneram na maledicência que pretendem denegrir.
Não há lugar para essa situação perniciosa no coração do discípulo do Cristo.
O que vês suceder nem sempre é conforme se te ocorre.
Não precipites, portanto, apontamentos.
Melhor será que concedas um crédito de confiança e tenhas em bom conceito quem não os merece, pois que, se te defraudar a si mesmo se engana, do que negando oportunidade e ajuda a quem te parece sem valor, no entanto, é credor de confiança e respeito.
Quanto possas, evita que o julgamento dos pérfidos te apresente uma imagem negativa do teu irmão, desconhecido, armando-te contra ele.
Acautela-te daqueles cuja boca vã somente te envenena o coração e te perturba a mente, técnicos em acusações, pessimismos e acrimônias, muitas vezes disfarçados, habilmente sutis, mas, de qualquer forma, cruéis, perniciosos.
Não julgues e sê generosos com todos, embora a recíproca não te seja outorgada.
Área perigosa, a do julgamento.
Unge-te de amor pelos ingratos, os fracos, os caídos, os delinquentes, os desditosos, os perversos, nossos irmãos necessitados de fraternidade, pois que com a medida com que os julgares, assim também serás julgado e como os receberes também Nosso Pai de misericórdia te receberá.

Divaldo Pereira Franco
Joanna de Angelis

Oferenda

AFINIDADES


            Para que os Espíritos da Luz se afinem contigo é imprescindível movimentes os recursos do vaso orgânico, renovando conceitos e atitudes em torno do uso, em todos os teus dias na Terra.
            As emoções grosseiras são mais facilmente registradas por enxamearem em todos os departamentos do Planeta.
            No entanto, para que assimiles e reflitas as imagens da vida espiritual, necessitas recuperar a pureza com que recebeste o corpo das mãos dos Benfeitores Egrégios, antes do renascimento.
            Olvida a queixa e a tristeza, e se tornarão mais maleáveis os teus centros de registros psíquicos.
            Esquece a maledicência e a hipocrisia, que viciam os órgãos vocais, e a inspiração do Alto escorrerá mais abundante pela tua boca.
            Recupera o equilíbrio das emoções, e as sutis vibrações animarão o teu organismo.
            Disciplina os nervos, e todo o sistema, gozando de invejável harmonia, se transformará num conduto perfeito para as vibrações celestiais.
            Desenvolve os sentimentos bons, e a comunhão com as belezas das verdades eternas, através de uma fé pura e nobre, consolará a tua alma, consolando a muitos.
            E, além disso, os Numes Tutelares, simpáticos ao teu esforço infatigável, virão ao teu encontro atraídos pela irradiação expressiva dos teus elevados desejos.
            Se, entretanto, não pretendes intentar e manter essa batalha da luz continuada contra as trevas espessas do passado em formas-pensamento vampirizantes, não te candidates à afeição dos Espíritos Puros, porque a diferença vibratória entre ti e eles dificultará quaisquer tentativas intempestivas de união sublime.
            Todos recebemos o auxílio divino no esforço real da elevação de propósitos. Todavia, convém recordar que a consciência individual é livre, sofrendo as consequências posteriores aos compromissos da escolha espontânea.
            Liberta-te, ainda hoje, do jugo das entidades perversas com as quais afinas por impositivo do pretérito e, rompendo os elos que te retêm, alça o pensamento às elevadas Esferas, desdobrando os braços no trabalho continuado e desenvolvendo o embrião da alegria pela liberdade, certo de que Jesus, que até hoje te espera, receber-te-á de braços abertos ao final dos rudes embates.

Joanna de Ângelis
Divaldo Franco

Messe de Amor 

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

PAI MATA FILHO


Divaldo conta uma história real, que leu na revista Seleções, escrito pelo próprio autor da tragédia: O PAI.
Este contou que dava tudo ao filho. Mudou-se de casa para dar-lhe mais conforto, piscina, brinquedos, etc. Mas para proporcionar tudo isso teve que trabalhar mais e, consequentemente, ausentar-se mais.
O filho foi crescendo, e cada vez que o pai chegava de viagem, a esposa tinha uma novidade do filho. Mas o pai sempre achava que era “coisa” da esposa. Ela chegou a pegar droga no quarto do filho, e o pai dizia que era normal, que todos experimentam droga um dia.
E quando conversava com o rapaz, este sempre tinha uma desculpa. Ele dizia que experimentou, mas não gostou, ou dizia que a droga não era dele, enfim, “enganavam-se.”
Um dia, o pai ao voltar de viagem, soube que o filho estava na UTI de um hospital, porque havia tomado um over dose, ele era um toxicômano.
Então, após alguns dias, o rapaz recebeu alta hospitalar, mas a família foi alertada que, se o rapaz continuasse a usar drogas, morreria em poucos meses.
Os pais redobraram a vigilância e cuidado com o filho. Mas, um dia, o filho pediu a chave do carro. Os pais disseram que não dariam, pois ele não estava bem, e poderia matar alguém no trânsito. O filho começou a gritar, exigir e ameaçar. O pai correu até o quarto, pegou uma arma e voltou até onde estava a discussão. O filho correu até a cozinha, pegou uma faca e avançou sobre os pais. O pai gritou e disse para que o filho não avançasse, porque ele seria obrigado a atirar. O rapaz alterado disse para o pai matá-lo, mas antes mataria os dois e pegaria a chave do carro. Quando o rapaz avançou, o pai atirou. O filho caiu, e morreu.
O pai foi ao tribunal, e lá disse que matou porque se não matasse outros inocentes morreriam. Disse também que ele e a esposa mereciam morrer, pois não souberam educar, e que criaram um monstro. E por fim, afirmou perante o júri que estava triste, transtornado, mas não estava arrependido do que havia feito. Este pai foi absolvido unanimemente. Mas, até hoje ele se pergunta:
“Onde eu errei?”
Divaldo, então, disse:
O pai da história não era um pai, era um fornecedor, era uma empresa que dava coisas. Porque o pai e a mãe não são empregados dos filhos ou empresas fornecedores de coisas, são “educadores”. Deus confia a alma para a pessoa poder dignificá-la, para educá-la, para protegê-la de si mesmo (não deixando aflorar os erros, as falhas e vícios do passado, para que ela não erre novamente), e não para sobrecarregá-la de coisas vãs, que irão conduzi-la para um estado patético (como no caso do toxicômano).
Nessa narrativa, não se ouviu uma vez sequer o pai dizer o nome de Deus, ou que ele colocou o filho no colo e o ensinou a oração dominical, para que ele conhecesse o Pai dos pais. Não podemos nos atrever a dizer que o pai errou, mas podemos dizer que faltou no seu programa de educação a auto doação e a educação religiosa. Porque a família é um grupo social, onde aprendemos os nossos direitos e nossos deveres. Na família, os pais tem deveres para com os filhos e os filhos além de respeito para com os pais, tem deveres com eles, mesmo quando são injustos. Porque os filhos têm a tarefa de construir o seu porvir, e mais tarde ser o que o pai não foi para ele.

Divaldo Pereira Franco


domingo, 17 de julho de 2016

COMO ORAS?


        A oração é recurso iluminativo de que todos nos devemos utilizar, no transcurso da jornada evolutiva. No entanto, a maioria dos aprendizes das variadas escolas de fé, recorre-lhe ao concurso, objetivando conseguir favores da Vida Mais Alta com os quais se desobrigaria mais facilmente os seus compromissos de redenção.
        Orar é ato de abrir-se a Deus, apresentando-se em estado de receptividade para poder plenificar-se com s superiores aspirações, alimentando-se com as forças que fluem do Seu amor.
        Jesus ensinou-nos, na prece dominical — a oração perfeita — a louvar, agradecer e pedir.
        Na singeleza e profundidade da sua formulação  encontram-se expressos os mais importantes anseios do homem e as raízes vigorosas da sua origem que são exaltadas em cântico de graças ao Criador. Entretanto, repedidas vezes, o Mestre nos conclamou a rogar auxílio, apoio e orientação.
        João, no Capítulo dezesseis, versículo vinte e quatro do Evangelho, anotou esta sábia assertiva, que merece meditada, informando: Até agora, nada pedistes em meu nome; pedi, e recebereis, para que o vosso gozo se cumpra.
        Há pessoas que se apresentam desiludidas com o resultado das suas orações, em face das respostas recebidas.
        Rogaram tranquilidade e viram-se a braços com lutas continuadas.
        Pediram saúde e as enfermidades se sucederam no lar.
        Solicitaram comodidades e foram conduzidas a problemas e testemunhos.
        Apresentaram planos de riqueza e os mesmos foram dissolvidos, renteando com as necessidades mais ásperas.
        Propuseram construir um ninho de ternura e receberam animosidades e asperezas.
        Afervoraram-se nas preces e morte não foi impedida de entrar-lhes no recinto doméstico, roubando-lhes entes queridos.
     Resolveram deixar de elevar-se nas rogativas, porque os resultados foram decepcionantes e dolorosos.
        O Pai não se nos apresenta, porém, como um servo que deve atender as paixões subalternas dos enganados filhos terrestres.
        As respostas, aparentemente diversas, dos pedidos insensatos constituem prova do supremo amor, que atende conforme é de melhor para o peticionário e não de acordo com o capricho deste.
        Quem anela por tranquilidade, que não se recuse à peleja.
        Quem deseja saúde, que produza bens do espírito, superando os desajustes orgânicos.
        Quem aspira comodidades, que estabeleça um programa de harmonia íntima.
        Quem busca riqueza, que entesoure paz no coração e sabedoria na conduta.
        Quem procura afeto, que desdobre os valores morais no campo do amor sem fronteira.
        Quem confia na vida, jamais se rebele com a transitória mudança física ante a presença da morte.
        Orar é dispor de entendimento para compreender e aceitar a divina vontade que nos impele ao crescimento espiritual, fazendo-nos galgar os degraus da evolução com passo firme e sentimento renovado.
        Quando te entregares à bênção da prece, observa o que pedes, como pedes e para que pedes.
        Nem tudo quanto te parece bom, representa o melhor para ti.
        Verifica se o que solicitas constitui uma necessidade legítima para o teu ser imortal ou uma aspiração vaidosa para a tua apresentação no mundo.
        Não imponhas o teu querer como se o Senhor tivesse obrigação de servir-te.
        Abre-Lhe a alma com humildade e confia no resultado da tua rogativa.
        Acima de tudo, observa para que desejas aquilo cuja falta te atormenta e, desde que se prenda ao quadro de valores terra-a-terra que ficarão, supera esta inquietação e acalma-te no refrigério da oração, sabendo pedir em nome de Jesus, a fim de que tudo quanto te seja concedido se transforme em plenitude e gozo.


Joanna de Ângelis

(De “A PRECE SEGUNDO OS ESPÍRITOS” (Coletânea Mediúnica Ilustrada), de Divaldo Pereira Franco – Diversos Espíritos — Org. por Washington Luiz Nogueira Fernandes)

PERDOA-TE


A palavra evangélica adverte que se deve ser indulgente para com as faltas alheias e severo em relação às próprias.
Somente com uma atitude vigilante e austera no dia-a-dia o homem consegue a autorealização.
Compreendendo que a existência carnal é uma experiência iluminativa, é muito natural que diversas aprendizagens ocorram através de insucessos que se transformam em êxitos, após repetidas, face aos processos que engendram.
A tolerância, desse modo, para com as faltas alheias, não pode ser descartada no clima de convivência humana e social.
Sem que te acomodes à própria fraqueza, usa também de indulgência para contigo.
Não fiques remoendo o acontecimento no qual malograste, nem vitalizes o erro através da sua incessante recordação.
Descobrindo-te em gravame, reconsidera a situação, examinando com serenidade o que aconteceu, e regulariza a ocorrência.
És discípulo da vida em constante crescimento.
Cada degrau conquistado se torna patamar para novo logro.
Se te contentas, estacionando, perdes oportunidades excelentes de libertação.
Se te deprimes e te amarguras porque erraste, igualmente atrasas a marcha.
Aceitando os teus limites e perdoando-te os erros, mais facilmente treinarás o perdão em referência aos demais.
Quando acertes, avança, eliminando receios.
Quando erres perdoa-te e arrebenta as algemas com a retaguarda, prosseguindo.
O homem que ama, a si mesmo se ama, tolerando-se e estimulando-se a novos e constantes cometimentos, cada vez mais amplos e audaciosos no bem.

Joanna de Ângelis
Divaldo Pereira Franco
Livro: Filho de Deus

domingo, 3 de julho de 2016

Somente Você


    Ninguém poderá carregar o fardo de suas dores.
    Eduque-se com o sofrimento.
    Ninguém entenderá os problemas complexos de sua existência.
    Exercite o silêncio.
    Ninguém seguirá com você indefinidamente.
    Acostume-se com a solidão.
    Ninguém acreditará que suas aflições sejam maiores do que as do vizinho.
    Liberte-se delas com o trabalho de auto iluminação.
    Ninguém lhe atenderá todas as necessidades.
    Subordine-se apenas ao que você tem.
    Ninguém responderá por seus erros.
    Tenha cuidado no proceder.
    Ninguém suportará suas exigências.
    Faça-se brando e simples.
    Ninguém o libertará do arrependimento após o crime.
    Medite na paciência e domine os impulsos.
    Ninguém compreenderá seus sacrifícios e renúncias para a manutenção de uma vida modesta e honrada.
    Persevere no dever bem cumprido.
    Sábio é todo aquele que reconhece a infinita pequenez ante a infinita grandeza da vida. Embora ninguém possa servi-lo sempre, você encontrará um sublime Alguém, que tem para cada anseio de sua alma uma alternativa de amor.
    Por você, Ele carregou o fardo do mundo...
    Compreendeu os conflitos da vida...
    Caminhou com todos...
    Socorreu todos que O buscaram...
    Matou a fome, saciou a sede e ouviu as multidões inquietas...
    Atendeu à viúva de Naim, ao apelo materno em Caná...
    Carregou a cruz da injustiça sem nenhuma reclamação...
    Perdoou a traição de Judas, desculpou as negativas de Pedro e a ambos libertou do remorso com a concessão do trabalho em novos avatares...
    Compreendeu as lutas da mulher atormentada, sedenta de paz; esclareceu o enfático doutor do Sinédrio, sedento de saber; arrancou das trevas o cego Bartimeu, sedento de claridade...
    Ensinou que diante do amor todos os enigmas do Universo se aclaram, por ser o Pai Celeste a Suprema Fonte do Amor.
    Não se imponha, pois, a ninguém.
    Embora você dependa de todos, nada aguarde dos outros.
    Receba e agradeça o que lhe chegue e como chegue, ajude e passe...
    Aprenda que a luta é a lição de cada hora no abençoado livro da existência planetária, e siga adiante com Ele, que "jamais se escusava".

 Marco Prisco

Divaldo P. Franco 

sábado, 25 de junho de 2016

LEALDADE


A cultura moderna imediatista e o comportamento humano apressado são responsáveis pela falta de lealdade em nossa sociedade. As redes sociais e outros veículos de notícias, com as exceções compreensíveis, têm contribuído para o exibicionismo narcisista, as fugas psicológicas dos conflitos para as apresentações fantasiosas, num insensato disputar pela fama, mesmo que se utilizando de recursos inadequados, quando não agressivos e vulgares.
Faz-se de tudo para tornar-se notícia, ser comentado, invejado… Em consequência, os relacionamentos sociais são ligeiros, sem profundidade nem significado, numa coisificação que se torna tormentosa, especialmente no que diz respeito ao prazer: fumo, álcool, sexo em desvario e drogas ilícitas. A correria desenfreada para as novidades não permite os relacionamentos afetivos que tenham significado e contribuam para a lídima união das criaturas, deixando-as sempre em suspeição, angústia e medo de serem descartadas quando menos esperam. A lealdade desaparece sob o véu da mentira e da malversação de valores éticos, produzindo insegurança e mal-estar.
Os sentimentos saudáveis, que constituem base de sustentação dos afetos, apresentam-se conflitivos, e suspeitas, fundamentadas ou não, passam a perturbar o equilíbrio mental, instalando desconfianças que terminam em lamentáveis discussões, separações e crimes lamentáveis… O culto ao ego e ao prazer substitui todas as outras formas de aquisição elevada, por proporcionarem resposta imediata, enquanto os deveres em relação ao Espírito que se é são postergados para a quadra da velhice, ou para os dias severos das enfermidades, quando se esperam milagres inexistentes.
Jesus proclamou o amor como solução para todos os problemas, no entanto, eis que esse nobre desafio foi transformado em interesse subalterno. Aja sempre com dignidade mesmo quando aparentemente enganado, descartado, tendo a honra de ser você aquele que é vítima, aquele que ama.


Divaldo Franco 

Dividir com amor


A miséria socioeconômica, que entulha as avenidas do mundo, mistura-se à de natureza moral, que atulha os edifícios e residências de luxo como os guetos da promiscuidade libertina.
O que podes fazer parece-te quase sem sentido ou significação, tão grande e volumoso é o problema. Apesar disso, não te escuses de auxiliar.
Se não consegues ir à causa do problema, minimiza-lhe os efeitos.
Desde que não podes erradicar, de um golpe, a fome, a enfermidade, a ignorância, contribui com a tua quota de amor, por mínima que seja.
Sempre podes dividir do que possuis, com aquele nada tem.
Quando repartes com amor, multiplicas a esperança, favorecendo a alegria.
Menos tem aquele que se nega a doar algo.
Afirma-se que esse gesto de amor gera o paternalismo, promove o vício...
Não têm razão, os que assim informam.
Muitos males, e alguns crimes são abortados quando uma atitude de amor interrompe o passo do infeliz que padece fome, desespero e dor...
Somente quem aprende a abrir a mão, descerra o bolso, terminando por oferecer o coração.
Faze o que te esteja ao alcance, e a vida fará o resto.

Joanna de Ângelis

Divaldo Franco

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Regeneração da humanidade: uma grande obra da espiritualidade


Vive-se, na terra, o momento da grande transição de mundo de provas e de expiações, para mundo de regeneração. Sendo o ser humano um espírito em processo de crescimento intelecto-moral, atravessa diferentes níveis nos quais estagia, a fim de desenvolver o instinto, logo depois a inteligência, a consciência, rumando para a intuição.
As criaturas que assinalarem a existência pela criminalidade conhecida ou ignorada mantendo conduta egoísta, tripudiando sobre as aflições do próximo não disporão de meios de permanecer na terra, sendo exiladas para mundos inferiores.
Desse modo, as grandes calamidades de uma ou de outra procedência têm por finalidade convidar a criatura humana à reflexão em torno da transitoriedade da jornada carnal em relação à sua imortalidade.
Chega-se ao máximo desequilíbrio, facultando a interferência divina, a fim de que se opere a grande transformação de que todos temos necessidade urgente.
Contribuindo na grande obra de regeneração da humanidade, espíritos de outra dimensão estão mergulhando nas sombras terrestres, a fim de que, ao lado dos nobres missionários do amor e da caridade, da inteligência e do sentimento, que protegem os seres terrestres, possam modificar as paisagens aflitivas, facultando o estabelecimento do Reino de Deus nos corações. Equipes de apóstolos da caridade no plano espiritual também descem ao planeta sofrido, a fim de contribuir com as mudanças que devem operar-se.
O bem não se detém ante qualquer tipo de fronteira, limite, preconceito, porque é emanação divina para a edificação da vida.
Aproximadamente, quinhentos obreiros retornarão ao planeta para a preparação da nova era, abrindo espaço para as reencarnações em massa dos migrantes de uma das estrelas da constelação das Plêiades, na tarefa sublime de ajudar a terra a alcançar o patamar de mundo de regeneração.
Participaríamos de atividades de selecionamento de casais para receber como filhos os visitantes de mais além… Nosso mentor falou-lhes: “Em todas as situações, recordai-vos que sois hóspedes do planeta em transição, convidados a torná-lo um paraíso, após as tormentas contínuas que o sacudirão”. "Bem-vindos a terra! Houve um silêncio feito de alegria e esperança (…) os visitantes de bela aparência e portadores de sabedoria, rumaram na direção dos destinos que os aguardavam… ”

Manoel Philomeno de Miranda

Divaldo Franco
Extraído do livro TRANSIÇÃO PLANETÁRIA 

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Não te detenhas


A calúnia afetou o teu comportamento, desanimando-te, porque lhe deste ouvido.
A maledicência causou-te danos porque lhe permitiste consideração.
A perturbação alcançou os teus ideais, porque fizeste uma pausa para conceder-lhe cidadania.
O ódio te macerou, porque o agasalhaste no amor-próprio ferido.
A disputa desgostou-te o trabalho, porque te permitiste engalfinhar na peleja imprópria.
A dúvida se estabeleceu em teus painéis mentais, porque paraste na ação, perdendo tempo de alto valor.
Os acusadores estão sempre em faixa inferior de vibração.
Concedeste-lhes atenção demasiada, esperando que a opinião geral fosse a teu favor e descuraste de auscultar a opinião de Deus.
Se trabalhas no bem e te acusam; se és generoso e te denominam estroina; se és humilde e te chamam parvo; se és disciplinado e te apontam como rigoroso; se és cumpridor dos deveres e te execram por isso; se insistes na prece e na ação evangélica, e te menosprezam, esta é a opinião dos ociosos e dos fiscais da vida alheia, no entanto, não é o conceito que de ti faz o Pai de Misericórdia.
Não te detenhas.
Não te deixes afligir pelas opiniões desencontradas que te chegam, gerando sombra ou tumulto.
Acata as sugestões que conclamam a ordem, que inspiram a paz e fomentam o progresso, sem extravagância nem acusação.
Sempre houve e haverá aqueles que produzem e aqueloutros que apenas opinam, acusam e perseguem.
Todos passam, mas a obra dos realizadores permanece, desafiadora, tempos a fora, felicitando as vidas em nome do Bem.

Joanna de Ângelis
Divaldo Pereira Franco

In: Viver e Amar

sábado, 21 de maio de 2016

Estados da Alma



Essa melancolia profunda que chega sorrateira, e se enraíza no coração, é saudade de regiões mais felizes, onde a dor não mais tem razão de ser, e o espírito aspira por ali viver. Imanado ao corpo, como se estivesse encarcerado em cela estreita, as forças se lhe diminuem, fazendo-o cair em abatimento.
Essa tristeza inexplicável, que derrama sombras nas paisagens íntimas, resulta, algumas vezes, de recordações de fatos ditosos, ora distantes, que parecem não mais se repetirão. O Espírito, sentindo-se impedido de fugir das algemas carnais, entorpece-se e tomba em desânimo.
Esse desencanto insistente, que tira o coração de lutar e leva à depressão, provém da consciência do degredo que o Espírito experimenta, na terra, longe dos afetos e da paz que não consegue reencontrar. Sabendo-se em situação penosa, de provação necessária, receia não conquistar a liberdade para voar.
Tais acontecimentos podem tomar a existência mais amarga, extenuando o ser em luta, que lentamente se entrega e exaure.
Há outros motivos de deperecimento emocional, que resultam dos problemas naturais da atual existência, contribuindo para a infelicidade, especialmente quando considerada do ponto de vista imediato.
Surgem assim, distúrbios psicossociais, desarranjos graves quão funestos.
Resiste com todo vigor às sortidas desses estados da alma.
Eles terminarão, se perseveram, rompendo as forças da tua vontade e dos elos que mantêm o Espírito ligado ao corpo.
Recorda-te de que, após a noite, esplende, luminoso, o dia, como à enfermidade sucede a saúde benfazeja.
É natural que aneles por mais largas conquistas.
Para isso, aqui estás, em luta contínua, ao lado de outros espíritos também necessitados, a fim de que evoluam qual ocorre contigo mesmo.
Quando concluídas as tuas provações, que deves enfrentar com resolução, librarás, ditoso, nesses lugares de plenitude, que nos aguardam após necessárias aflições terrenas.

Pelo espírito: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco

Do livro: Luz da Esperança

terça-feira, 17 de maio de 2016

PERDOA-TE


 

A palavra evangélica adverte que se deve ser indulgente para com as faltas alheias e severo em relação às próprias.
Somente com uma atitude vigilante e austera no dia-a-dia o homem consegue a auto realização.
Compreendendo que a existência carnal é uma experiência iluminativa, é muito natural que diversas aprendizagens ocorram através de insucessos que se transformam em êxitos, após repetidas, face aos processos que engendram.
A tolerância, desse modo, para com as faltas alheias, não pode ser descartada no clima de convivência humana e social.
Sem que te acomodes à própria fraqueza, usa também de indulgência para contigo.
Não fiques remoendo o acontecimento no qual malograste, nem vitalizes o erro através da sua incessante recordação.
Descobrindo-te em gravame, reconsidera a situação, examinando com serenidade o que aconteceu, e regulariza a ocorrência.
És discípulo da vida em constante crescimento.
Cada degrau conquistado se torna patamar para novo logro.
Se te contentas, estacionando, perdes oportunidades excelentes de libertação.
Se te deprimes e te amarguras porque erraste, igualmente atrasas a marcha.
Aceitando os teus limites e perdoando-te os erros, mais facilmente treinarás o perdão em referência aos demais.
Quando acertes, avança, eliminando receios.
Quando erres perdoa-te e arrebenta as algemas com a retaguarda, prosseguindo.
O homem que ama, a si mesmo se ama, tolerando-se e estimulando-se a novos e constantes cometimentos, cada vez mais amplos e audaciosos no bem.

Joanna de Ângelis
Divaldo Pereira Franco

Livro: Filho de Deus

ORAÇÃO E VIGILÂNCIA


     O homem respeitoso, que curva o corpo no arado e sulca o seio virgem da terra, ora, porque arando está também orando.
     A mulher, que se ergue e, tomando das mãos do pequenino, condu-lo através da experiência  do alfabeto, ora, porque ensinar é orar.
     O jovem, que renuncia à comodidade do prazer e oferece suas horas ao ministério sacrossanto da enfermagem, ora, porque atender à dor alheia é também orar.
     O homem, que empreende a luta pela aquisição honesta do pão que lhe honra a estabilidade doméstica, ora, porque no cumprimento dos deveres morais também se está em prece.
     Quem, buscando a fonte generosa, distribui água refrescante, ora, porque matar a sede do aflito é também orar.
     Há, entretanto, fora do trabalho, uma forma diferente de orar.
     A natureza é um templo, no qual o coração se faz altar, convidando o ser à comunhão com a vida.
     Todo aquele que, depois da prece-ação, continua sentindo sede interior de paz abandone, por momentos, o tumulto do mundo e mergulhe as antenas mentais no oceano de magnificentes cores da Natureza e repita no imo, em murmúrio, a oração dominical, para receber da Divindade alento e força para a jornada na qual, muitas vezes, o coração desfalece enfraquecido. Ouvirá, então, no interlóquio, a voz do Senhor, mantendo com a alma ansiosa um diálogo e colocando uma ponte no abismo que a separa do Criador.
*
     A boca, na disputa verbalista, que é tentada ao revide e silencia, humilde, vigia, porque calar uma ofensa e repetir um pequeno curso de vigilância.
     A mão que, em se levantando para apontar um ofensor, na via pública, dobra-se reverente, quedando-se caída, vigia, porque não acusar é exercer vigilância em si mesmo.
     A alma, que despedaça a cólera aninhada no coração e que antes se dispunha a saltar perigosa sobre o agressor ao seu alcance, vigia, porque perdoar o crime é colocar-se em vigília.
     Os dedos nervosos, que ao tomarem da pena para escrever um libelo, no qual em se defendendo acusam, indo, inadvertidamente, cometer o mesmo erro, mas, no justo momento do revide, espalma a mão sobre o papel alvo, conferindo ao tempo a oportunidade de esclarecimento, vigia, porque não revidar golpe com golpe é exercitar a experiência da vigilância.
     Há, ainda, uma vigilância pouco exercitada e recomendada pelo Senhor, que é aquela que convida o crente a conduzir a alma de tal maneira, que não se deixe contaminar pelo veneno do mundo, mesmo quando os fortes elos das tentações se unirem em cadeia vigorosa, ameaçando despedaçar a atividade das boas intenções.
     Está alguém entre vós aflito? – indaga o apóstolo Tiago – Ore!
     E o Divino Mestre recomenda: Vigiai e orai, para não cairdes em tentação.

Divaldo P. Franco 

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Dor e Bênção


Ninguém passa, na Terra, sem experimentar o aguilhão do sofrimento.
De uma ou de outra forma a vida física é uma experiência educativa com objetos definidos, quais os de auxiliar o Espírito a lapidar as imperfeições e aproximá-lo, o mais possível, da felicidade.
Por isso mesmo, no educandário terrestre, todos lhe conhecem as garras que ferreteiam as carnes da alma, nas várias expressões em que a mesma se expressa.
Ansiedades e amarguras, necessidades e dissabores, enfermidades e infortúnios, fome e carências outras são recurso de que a Vida se utiliza para disciplinar as criaturas propondo-lhes sublimação.
Não te consideres desventurado, porque o sofrimento te alcançou diminuindo a intensidade festiva da tua quadra de ilusões.
Durante seu curso, recorda os momentos ditosos que passaram e torna menos ásperos estes que agora te visitam.
Da mesma forma, amanhã estará mudada esta paisagem aflitiva e te encontrarás mais bem aquinhoado, em razão da experiência que incorporarás às tuas conquistas.
Aprenderás a abençoar a saúde e a valorizar os bens da amizade, os dons do trabalho, prolongando as horas de bem-estar, cultivando pensamentos e atitudes positivos, que te favorecerão com energias e disposição para todos os embates que enfrentarás.
Compreenderás com mais facilidade os alheios padecimentos, tolerando as agressões e disparates de outros indivíduos mais atribulados do que tu.
Sentir-se-á mais humano e sensível aos problemas do próximo, tornando-te naturalmente, solidário com todos aqueles que te busquem a ajuda ou a simples presença fraternal.
Dilatarás a visão a respeito da vida e reflexionarás mais intensivamente sobre a transitoriedade do corpo e o caráter eterno do ser em si mesmo.
Descobrirás o sentido dos acontecimentos, assimilando-lhes bem as propostas evolutivas, sem nadas contra a correnteza.
Os problemas, naturalmente, chegar-te-ão da mesma forma; no entanto, com esta experiência que proporciona sabedoria, poderás solucioná-los sofrendo menos aflições.
Quando te conscientizas das razões do sofrimento, estes se tornam suportáveis, tendo diminuídas suas cargas desgastantes.
Quando te resignas diante dos testemunhos, estes perdem a intensidade perturbadora.
Quando abençoar a própria dor, nela, reconhecendo os benefícios que fruirás, encontras a técnica perfeita para vencê-la e ser feliz.

Pelo Espírito Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco

Mensagem extraída do livro “Luz da Esperança”