sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

COMO A OBSESSÃO SE INSTALA EM NÓS?



Nem sempre a obsessão se instala de chofre. Quando tal ocorre, o processo de fixação tem procedência em larga faixa de tempo, conseguida imperceptivelmente.
Mentes comungam com mentes que se lhes assemelham.
Espíritos sintonizam com espíritos que lhes são afins.
Pessoas sincronizam com pessoas em que se comprazem.
Quando se cultiva azedume e se dá guarida a suspeitas, ocorrem colheitas de desespero como de infelicidade.
Justo recorrer-se a terapêutica preventiva, quanto possível, e, percebendo-se instaladas as matrizes obsessivas, mister desdobrarem-se sérios esforços, pois o problema urge na sua gravidade, exigindo procedimento de largo porte e imediata decisão.
Enfermidade perigosa, a obsessão gera desgovernos lastimáveis e dores lancinantes, difíceis de ser catalogadas ou descritos...
[...]Não dês guarida, desse modo, às impressões nefandas no recesso do teu espírito.
Reage com todas as forças à maledicência, à inveja, ao ciúme, à ambição, às paixões, em suma, perturbadoras.
Policia a língua nos momentos infelizes a fim de que não te arrependas tardiamente.

Joana de Ângelis(Celeiro de Bênçãos, p. 159-160)
Fonte: Revista Auta de Souza


EVANGELIZAÇÃO Infanto-Juvenil - MÃE, ME DÁ UM CELULAR?



- Mãe, me dá um celular?- é Lara, novamente pedindo à mãe a mesma coisa.
- Filha, nós já conversamos sobre isso...
- Mas, mãe, eu preciso muito de um... Insiste a garota.
- Será? Vamos fazer um teste? Tome caneta e papel. Você vai anotar tudo o que você acha que precisa ter. - desafiou Dona Carla.
No dia seguinte, a lista de Lara estava enorme. Influenciada pelos comerciais na TV e pelos amigos, ela queria o celular, mas também canetas aromáticas, xampu Y, roupas da marca X, diversos brinquedos e muitas outras coisas.
- O passo seguinte do teste - explicou a mãe - é riscar todas as coisas que você acha que não temos dinheiro para comprar. Lembre-se: temos que pagar a conta de água, de luz, o aluguel, a sua escola, comprar comida... - Entendi mãe - Lara interrompeu.
Ela começou, então, a riscar. Tirou da lista as roupas da marca X, e as botas Z, e muitas outras coisas, pois eram muito caras.
O item seguinte era avaliar a utilidade, explicou Dona Carla. Pra que serviam mesmo as canetas aromáticas? Assim, muitas coisas foram tiradas da lista porque Lara já tinha, como uma mochila para ir à escola. A lista diminuiu bastante.
- Certo, disse a mãe. O próximo passo é riscar tudo o que você quer só porque os outros têm ou porque está na moda.
Ao final, não restaram muitas coisas na lista. Foi quando Dona Carla perguntou:
- O que restou são coisas realmente importantes para você?
A garota ficou pensando...
- Você percebeu, filha, que achamos que precisamos de coisas que não são realmente necessárias, úteis ou importantes?
- Mas precisamos de muitas coisas para viver... Argumentou a garota.
- É verdade, concordou a mãe. Mas, às vezes, imaginamos que precisamos muito de coisas inúteis ou que não podemos comprar. Não é errado querer ter conforto e aproveitar as coisas que temos. Mas o principal objetivo da vida não é adquirir coisas materiais.
- A gente vale pelo que é não pelo que tem - lembrou a garota.
- Isso mesmo, disse Dona Carla com carinho. Cada pessoa deve ser amada pelo que é e pelo esforço que faz para possuir as virtudes ensinadas por Jesus: amor, paz, perdão, caridade... A verdadeira felicidade independe do que se pode comprar, porque ela vem da paz e do amor que temos no coração.
Quanto ao celular, elas combinaram que Lara não ganharia o aparelho apenas porque está na moda ou os seus colegas têm. Mas, quando ela tiver realmente necessidade de um, se seus pais puderem comprar, ela terá o telefone, sim.


Cláudia Schmidt

Fonte : Centro Espírita Vinhas do Senhor

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

LAÇO E ABRAÇO



Você já reparou como é curioso um laço...
Uma fita dando voltas?
Se enrosca...
Mas não se embola,
vira, revira,
circula e pronto:
está dado o laço

É assim que é o abraço:
coração com coração,
tudo isso cercado de braço.

É assim que é o laço:
um laço no presente,
no cabelo, no vestido,
em qualquer lugar que se precise enfeitar

E quando a gente puxa uma ponta,
o que é que acontece?

Vai escorregando devagarinho,
desmancha, desfaz se o laço.

Solta o presente,
o cabelo, fica solto no vestido.

E na fita, que curioso,
não faltou nem um pedaço.

Ah! Então é assim o amor, a amizade. 
Tudo que é sentimento?
Como um pedaço de fita?
Enrosca, segura um pouquinho,
mas pode se desfazer a qualquer hora,
deixando livre as duas bandas do laço.

Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.

E quando alguém briga então se diz
- romperam-se os laços.
- E saem as duas partes,
igual os pedaços de fita,
sem perder nenhum pedaço.

Então o amor é isso...

Não prende,
não escraviza,
não aperta,
não sufoca.

Porque quando vira nó,
já deixou de ser um laço! 


Tem toda razão o poeta em sua analogia. Amor e amizade são sentimentos altruístas.

Quem ama somente deseja o bem do ser amado. Por isso, não interfere em suas escolhas, em seus desejos.

Sugere, opina, mas deixa livre o outro para a tomada das próprias decisões.

Quem ama auxilia o amado a atingir seus objetivos. Nunca cobra o ofertado, nem exige nada em troca.

Quem ama não aprisiona o amado, não o algema ao seu lado. Ama e deixa o amado livre para estender suas asas.

Assim crescem os dois, pois há espaços para ambos conquistarem.

Na amizade, não se faz diferente o panorama. O verdadeiro amigo não deseja que o outro pense como ele próprio, pois reconhece que os pensamentos são criações originais de cada um.

Entende que o amigo é uma bênção que lhe cabe cultivar e o auxilia a realizar a sua felicidade sem cogitar da sua própria.

Sente-se feliz com o bem daquele a quem devota amizade. Entende que cada criatura humana é um ser inteligente em transformação e que, por vezes, poderão ocorrer mudanças na forma de pensar, de agir do outro.

Mudanças que nem sempre estarão na mesma direção das suas próprias escolhas.

O amigo enxerga defeitos no coração do outro, mas sabe amá-lo e entendê-lo mesmo assim.

E, se ventos diversos se apresentam, criando distâncias entre ambos, jamais buscará desacreditar ou desmoralizar aquele amigo.

Tudo isso, porque a ventura real da amizade é o bem dos entes queridos.

Um laço que ata... Um laço que se desata...

Aqueles a quem oferecemos o coração, poderão se distanciar buscar outros caminhos, atravessar outras fronteiras.

Eles têm o direito de assim proceder, se o desejarem. De nossa parte, lembremos da leveza do laço e cuidemos para que não se transforme em nó, que prende e retém.

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Redação do Momento Espírita, com base em versos da poeta MARIA BEATRIZ MARINHO ANJOS e no cap. 12, do livro Sinal verde, pelo Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Cec. Em 02.02.2011.

OBS: uma observação sobre um texto postado aqui atribuído a Mário Quintana. Não é dele.
O título está como: Laços de Afeto, mas na verdade, o verdadeiro título é: " O Laço e o Abraço"
A autoria é de: MARIA BEATRIZ MARINHO ANJOS. Está registrado no EDA (Escritório de Direitos Autorais), da Fundação Biblioteca Nacional- Ministério da Cultura- R.J. como poesia, o texto " O Laço e o Abraço", sob o nº 568.209-.

MÚSICA SEGUNDO O ESPIRITISMO


Todo livro de autoajuda que se preze tem entre suas receitas de bem-estar o preceito de se usufruir da boa Música, pois esta não é uma criação humana, mas sim uma dádiva divina: a arte musical terrena é uma singela representação da música celeste, tal como o brilho lunar refletido numa lagoa não é a lua.
Harmonia é uma aptidão inerente ao Espírito — a todos os Espíritos — parelho ao instinto de progressão que nos instiga a evoluirmos sempre. Tal é o seu préstimo.
Toda a criação é uma sinfonia. A manutenção do Universo idem. O rugido do solo terreno, o chio da água, o estrondo retumbante do trovão, o gorjeio dos pássaros... Tudo isso é uma canção natural. Até o silêncio — que não deixa de ser um elemento musical — é peça sonora. Logo, Deus, o Grande Autor, é, igualmente, o Grande Compositor e Maestro da canção universal.
Antes que a raça humana desenvolvesse a escrita e a fala, a intuição materna já havia desenvolvido a canção de ninar, com modestos solfejos a embalar suas crias no colo, com a mais pura autenticidade. Observando a Natureza o homem aprendeu a cantar e a ritmar. 
No eco vindo das cavernas, encontrou os primeiros efeitos especiais, ainda no primitivismo. E por que queriam agradar aos seus deuses, nossos ancestrais elegeram a Música como o mais sublime tributo e meio de oblação, aquilo que melhor poderiam dar aos seres superiores. Assim nasceu o gênero sacro. A profanidade musical surgiu quando os reis da terra recobraram para si o status de divindade. A Música deu vida aos aedos e trovadores, e no curso de seu alargamento assumiu feições emotivas com o romantismo até se vulgarizar, para quebrar o atavismo da exclusividade do elitismo, achando-se atualmente numa miscelânea tal, que ora encanta, ora espanta.
Mas o que é a Música, afinal?
Nem mesmo os grandes mestres desta arte na Terra ousaram circunscrever o seu conceito: “Música não é para ser explicada, mas para ser sentida!” — concorda a maioria. Sendo de ordem metafísica, o homem não poderia, logicamente, explicá-la.
Certa vez, porém, a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, sob a regência do egrégio Allan Kardec, ocupou-se desta temática, compreendendo que a Música, genuinamente de natureza espiritual, deva ter uma aplicação transcendental e não meramente para entretenimento terreno — embora seja legítimo este emprego. E para aqueles eminentes estudiosos fez-se presente, mediunicamente, o Espírito de Gioachino Antonio Rossini, que em vida foi renomado compositor de obras-primas (tais como “A Cinderela”, “O Barbeiro de Sevilha” e “Guilherme Tell”). Este se pôs a debruçar-se sobre a interpretação espírita à Harmonia, da qual ora colocou-se humildemente na condição de singelo aprendiz. (vide capítulos “Música Celeste” e “Música Espírita”, ambos em OBRAS PÓSTUMAS, Allan Kardec)
Não é que haja música na espiritualidade, mas que A Música é do mundo dos Espíritos — afirma Rossini — e esta é sem comparação — acrescenta. As entidades elevadas que dominam a técnica musical a produzem por ação direta com o fluido cósmico, cujas vibrações penetram no âmago dos seres e se confunde com a prece, glorificando a Deus e levando ao êxtase aqueles que são capazes de concebê-la. Tal configuração ressoa no éter de maneira que nenhum instrumento humano jamais será capaz de imitar ao menos aproximado.
Rossini continua sua interpretação comparando a Música a uma ponte: é uma espécie de médium que transmite a harmonia do compositor aos seus ouvintes. A essência, portanto, é a Harmonia, carregamento de sentimentos daquele que a compõe. A música é posta a serviço desse sentimento para tentar reproduzir as mesmas sensações do compositor àquele que ouve. Uma canção está sempre emoldurada de parte do conteúdo daquele que a produziu. O ouvinte, consciente ou não, absorve esse contento. A boa criação musical é uma carta de amor que encantará àquele que a ler. Em contrapartida, a composição vulgar esparge o perfume da malícia, do rancor, da desonra. Ela sobrecarrega seu receptor e infama o Pai Celeste. A música entoa aquilo que ao coração preenche.
Se em nosso orbe essa carga de sentimentos de que se compõe uma música pode ser falseada ou mal reproduzida, no mundo espiritual isso não é possível, pois a transmissão é de alma para alma, sem auxílio de instrumentos rudes e limitados. Os Espíritos musicam o composto exato daquilo que são.
Se de um lado da ponte está o artífice da obra harmônica, do outro está o ouvidor. Este se enleva com a qualidade da obra conforme seu estágio evolutivo. E escutar não constitui simplesmente um ato passivo, mas é, além disso, ressoar na mesma faixa de vibração — positiva ou negativa — tal qual uma câmara de eco. O gênero, por conseguinte, serve como um dos parâmetros para graduar os indivíduos, fazendo valer esta versão de um anexim: Diz-me que música tu ouves que te direi quem és.
Rossini atentam-nos para a importância da música espírita, como utensílio de elevação individual e coletiva. Seja de teor doutrinário ou de louvação, ela há de alavancar sentimentos mais nobres na humanidade. O Espírito de sutis percepções — dado seu atraso moral e intelectual — por vezes é tangido pela harmonia, levado ao cume de uma satisfação — ainda que não a compreenda completamente — e, de volta à realidade, sente em seu imo o almejo por subir novamente ao monte prazeroso. Este o efeito terapêutico de que a Música é capaz, e que nos reporta a um episódio bíblico, contado no primeiro livro de Samuel, em que Saul, o rei déspota do povo hebreu, atormentado por angústias oriundas de seus distúrbios morais, experimentou o efeito revigorador produzido pelos sons tocados em uma harpa pelo menino Davi, que mais tarde se tornaria o mais memorável dos reis de Israel e a quem se imputa o título de mediador do livro dos Salmos.
Eis o instinto natural ao progresso imprimido na alma de todo ser inteligente. Assim, a música espírita é uma mola propulsora para o melhoramento individual. Ela projeta o oásis prometido às almas e nos incita a caminhar nesse rumo.
A descrição acima veio de um indivíduo, Gioachino Rossini, mas foi corroborada pelos Espíritos Superiores que acercaram o altivo codificador espírita e o mencionado grupo de estudos, autenticando assim a tese em nome do Espiritismo.
Visto que a música é uma das incumbências dos Espíritos, cuidemos de nos qualificar nessa matéria, começando pela triagem do que ouvimos, caminhando para a mediunização musical (reprodução das composições) até topar a sublime aptidão para a composição.
Espíritas, patrocinem a música espírita, ouçam, componham, toquem e cantem músicas espíritas. Mas que ela seja ato de caridade da parte do músico espírita, tal como na mediunidade, sem benefícios financeiros ou privilégios individualistas.
Mães, embalem seus filhos no colo e cantem para eles!
Homens, enfileirem-se com a orquestra da Natureza.



Por Ery Lopes
Fonte: 
MUSICA ESPÍRITA

COMECEMOS DE NÓS MESMOS



Ensina a caridade, dando aos outros algo de ti mesmo, em forma de trabalho e carinho e aqueles que te seguem o passos virão ao teu encontro oferecendo ao bem quanto possuem.
Difunde a humildade, buscando a Vontade Divina com esquecimento de teus caprichos humanos e os companheiros de ideal, fortalecidos por teu exemplo, ouvidarão a si mesmos, calando as manifestações de vaidade e de orgulho.
Propaga a fé, suportando os revezes de teu próprio caminho, com valor moral e fortaleza infatigável e quem te observa crescerá em otimismo e confiança.
Semeia a paciência, tolerando construtivamente os que se fazem instrumentos de tua dor no mundo, auxiliando sem desânimo e amparando sem reclamar, e os irmãos que te buscam mobilizarão os impulsos de revolta que os fustigam, na luta de cada dia, transformando-a em serena compreensão.
Planta a bondade, cultivando com todos a tolerância e gentileza e os teus associados de ideal encontrarão contigo a necessária inspiração para o esforço de extinção da maldade.
Estende as noções do serviço e da responsabilidade, agindo incessantemente na religião do dever cumprido e os amigos do teu círculo pessoal envergonhar-se-ão da ociosidade.
As boas obras começam de nós mesmos.
Educaremos, educando-nos.
Não faremos a renovação de paisagem de nossa vida, sem renovar-nos.
Somos arquitetos de nossa própria estrada e seremos conhecidos pela influência que projetamos naqueles que nos cercam.
Que o Espírito de Cristo nos infunda a decisão de realizar o autoaprimoramento, para que nos façamos intérpretes do Espírito do Cristo.
A caridade que salvará o mundo há de regenerar-nos primeiramente.
Sigamos ao encontro do Mestre, amando, aprendendo e servindo e o Mestre, hoje ou amanhã, virá ao nosso encontro, premiando-nos a perseverança com a luz da ressurreição.

André Luiz
Francisco Cândido Xavier

In: Apostilas da Vida)
Distribuído por CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo

AGUARDA O TEMPO



Aconteceu talvez o que não esperavas.
O lado contra te ironiza.
O sentimento ferido te aborrece.
Entretanto, reflete nas bênçãos que a Divina
Providência já te concedeu e procura sorrir.
Não te indisponhas com ninguém.
Continua trabalhando e servindo em paz.
Aguarda o tempo, na certeza de que pelas
circunstâncias da vida, nas páginas do tempo, é que
se manifesta mais claramente a voz de Deus.

Emmanuel

EVANGELIZAÇÃO INFANTIL - NO PAPEL DE MENDIGA



Magali chegou da escola correndo e foi direto para o quarto. Dona Augusta estranhou, pois a filha sempre chegava sorridente, contando coisas.
Logo chegou a filha mais velha, Carol, explicando que a irmã estava chateada porque na peça teatral da escola seria uma mendiga.
- Magali não quer ser pobre - concluiu.
Mais tarde, Dona Augusta observava as filhas, que brincavam perto dela. As bonecas eram muito ricas, preocupadas com as roupas novas que iriam vestir e sempre com muitas festas para ir. Perguntou então, quem eram as personagens da brincadeira.
- Esta é Bebel, artista famosa. A outra é médica e aquela é uma modelo riquíssima respondeu Carol.
- Esta aqui se casou com um milionário e não faz nada e esta - apontando para outra - mora num castelo.
A mãe aproveitou, então, para explicar que mais importante do que ter muito dinheiro é ser uma pessoa honesta e ajudar os outros.
- Mas ninguém gosta de ser pobre - lembrou Magali.
- Pobreza não é defeito, filha. É apenas uma condição material passageira, afinal, todos nasceremos de novo, muitas vezes, em diferentes condições.
Dona Augusta percebeu que as filhas ainda não tinham compreendido que o mais importante não é a casa, o carro, as roupas ou o dinheiro que temos nesta vida, mas sim nossa evolução espiritual. E completou:
- Muitas coisas determinam o lugar e a família que nascemos: as pessoas com as quais precisamos conviver, as provas que temos que passar o que nos propomos a fazer e aprender nesta vida e a maneira como usamos as condições materiais que tivemos na vida anterior, são alguns exemplos.
Com muito amor, a mãe explicou que pobreza não é castigo, que Deus não privilegia alguns e que o Pai Maior nos dá oportunidades de aprendizado sempre, pois Ele nos deu a inteligência e a razão para adquirirmos recursos para estudar e termos uma vida mais confortável. Aos poucos, as garotas compreenderam que Deus não impede o progresso material, mas isso não deve ser o objetivo principal da vida.
Dois meses depois, Dona Augusta foi assistir à peça de teatro da escola. Magali havia aceitado o papel de mendiga. Ela compreendeu que Deus é sempre justo e que cada encarnação é uma oportunidade de crescer no bem, independente da riqueza que possuímos, da família em que nascemos ou do lugar em que estejamos.


Claudia Schmidt
Fonte: Centro Espírita Vinhas do Senhor

AFASTAR A TRISTEZA



Senhor Deus!

Afasta de mim a tristeza. A tristeza que me impede de sorrir para retribuir os sorrisos que recebo; a que não me deixa ver o lado bom dos outros nem corresponder à bondade deles; a que me impede de olhar adiante com a força da esperança; a que me tolhe os passos, o progresso e me prende a coisas sem valor.
Entrego a Ti, Senhor, neste instante, o meu coração, para que nele ponhas alegria, uma alegria vibrante, tocante, completa. Que minha mente, corpo, nervos, ossos e células se preencham de uma vibração tua, que, intensa, corrija maus pendores e seja estímulo ao progresso.
De posse dessa vibração, dessa bênção, entro num processo de uma transformação que me conduz a realizações positivas, a firmes esperanças, das quais resulta uma alegria permanente.
Obrigado, Deus, muito obrigado!

Assim seja!

Do livro: Fala com Deus
Autor: Lourival Lopes

Anjos Guardiães




Os anjos guardiães são embaixadores de Deus, mantendo acesa a chama da fé nos corações e auxiliando os enfraquecidos na luta terrestre.
Quais estrelas formosas iluminam as noites das almas e atendem-lhes as necessidades com unção e devotamento inigualáveis.
Perseveram ao lado dos seus tutelados em toda circunstância, jamais se impacientando ou os abandonando, mesmo quando eles, em desequilíbrio, vociferam e atiram-se aos despenhadeiros da alucinação.
Vigilantes, utilizam-se de cada ensejo para instruir e educar, orientando com segurança na marcha de ascensão.
Envolvem os pupilos em ternura incomum, mas não anuem com seus erros, admoestando com severidade quando necessário, a fim de lhes criarem hábitos saudáveis e conduta moral correta.
São sábios e evoluídos, encontrando-se em perfeita sintonia com o pensamento divino, que buscam transmitir, de modo que as criaturas se integrem psiquicamente na harmonia geral que vige no Cosmo.
Trabalham infatigavelmente pelo Bem, no qual confiam com absoluta fidelidade, infundindo coragem àqueles que protegem, mantendo a assistência em qualquer circunstância, na glória ou no fracasso, nos momentos de elevação moral e àqueloutros de perturbação e vulgaridade.
Nunca censuram, porque a sua é a missão de edificar as almas no amor, preservando o livre-arbítrio de cada uma, levantando-as após a queda, e permanecendo leais até que alcancem a meta da sua evolução.
Os anjos guardiães são lições vivas de amor, que nunca se cansam, porquanto aplicam milênios do tempo terrestre auxiliando aqueles que lhes são confiados, sem se imporem nem lhes entorpecerem a liberdade de escolha.
Constituem a casta dos Espíritos Nobres que cooperam para o progresso da humanidade e da Terra, trabalhando com afinco para alcançar as metas que anelam.
Cada criatura, no mundo, encontra-se vinculada a um anjo guardião, em quem pode e deve buscar inspiração, auscultando-o e deixando-se por ele conduzir em nome da Consciência Cósmica.
Tem cuidado para que te não afastes psiquicamente do teu anjo guardião.
Ele jamais se aparta do seu protegido, mas este, por presunção ou ignorância, rompe os laços de ligação emocional e mental, debandando da rota libertadora.
Quando erres e experimentes a solidão, refaze o passo e busca-o pelo pensamento em oração, partindo de imediato para a ação edificante.
Quando alcances as cumeadas do êxito, recorda-o, feliz com o teu sucesso, no entanto preservando-te do orgulho, dos perigos das facilidades terrestres.
Na enfermidade, procura ouvi-lo interiormente sugerindo-te bom ânimo e equilíbrio.
Na saúde, mantém o intercâmbio, canalizando tuas forças para as atividades enobrecedoras.
Muitas vezes sentirás a tentação de desvairar, mudando de rumo. Mantém-te atento e supera a maléfica inspiração.
O teu anjo guardião não poderá impedir que os Espíritos perturbadores se acerquem de ti, especialmente se atraídos pelos teus pensamentos e atos, em razão do teu passado, ou invejando as tuas realizações... Todavia te induzirão ao amor, a fim de que te eleves e os ajudes, afastando-os do mal em que se comprazem.
O teu anjo guardião é o teu mestre e amigo mais próximo.
Imana-te a ele.
Entre eles, os anjos guardiães e Deus, encontra-se Jesus, o Guia perfeito da humanidade.
Medita nas Suas lições e busca seguir-Lhe as diretrizes, a fim de que o teu anjo guardião te conduza ao aprisco que Jesus levará ao Pai Amoroso.

Joanna de Ângelis (espírito)
 Divaldo Pereira Franco
Fonte: livro "Momentos Enriquecedores" - LEAL, 1994 - Salvador, BA

FANTASIAS MEDIÚNICAS



O exercício da mediunidade através da 
diretriz espírita é ministério de 
enobrecimento, atividade que envolve 
responsabilidade e siso.

Não comporta atitudes levianas, nem 
admite a insensatez nas suas expressões.

Caracteriza- se pela discrição e elevação 
de conteúdo, a serviço da renovação do 
próprio médium, quanto das criaturas de 
ambas as faixas do processo espiritual: 
fora e dentro da carne.

Compromisso de alta significação, é 
também processo de burilamento do médium, 
que se deve dedicar com submissão e 
humildade.

Exige estudo contínuo para melhor 
aprimoramento de filtragem das mensagens, 
meditação e introspecção com objetivos de 
conquistar mais amplos recursos de ordem 
psíquica, e trabalho metódico, através de 
cujos cometimentos o ritmo de ação propicia 
mais ampla área de percepção e registro. 

Em razão disso, a mediunidade digna jamais 
se coloca a serviço de puerilidades e 
fantasias descabidas, fomentando fascinação 
e desequilíbrio, provocando impactos e 
alienando os seus aficionados...

Não se oferece para finalidades condenáveis, 
nem se torna móvel de excogitações inferiores, 
favorecendo uns em detrimento de outros.

Corrige a óptica da tua colocação a respeito 
da mediunidade.

Sê simples e natural no desempenho do teu 
compromisso mediúnico.

Evita revelações estapafúrdias, que induzem 
a estados patológicos e conduzem a situações 
ridículas.

Poupa-te à tarefa das notícias e informações 
deprimentes, desvelando acontecimentos que 
te não dizem respeito e apontando Entidades 
infelizes como causa dos transtornos daqueles 
que te buscam.

Sê comedido no falar, no agir, no auxiliar.

Reconhece a própria insipiência e dependência 
que te constituem realidade evolutiva, sem 
procurar parecer missionário, que não és, 
nem tampouco privilegiado, que saber estar 
longe dessa injusta condição em relação aos 
teus irmãos.

Não usa das tuas faculdades mediúnicas para 
ampliar o círculo das amizades, senão para o
serviço ao próximo, indistintamente.

Deixa-te conduzir pelas correntes superiores 
do serviço com Jesus e, fiel a ti mesmo, 
realizarás a tarefa difícil e expurgatória 
com a qual estás comprometido, em razão do 
teu passado espiritual deficiente.


Jesus, o Excelente Médium de Deus, jamais se 
descurou, mantendo a mesma nobre atitude 
diante dos poderosos do mundo quanto dos 
necessitados, dos doutos como dos incultos, 
dos ataviados pela ilusão, assim como diante
dos simples, ensinando, amando e servindo 
sem cessar.

Nunca atemorizou alguém com revelação 
superior à capacidade dos Seus ouvintes e 
mesmo quando se reportou aos acontecimentos 
renovadores do futuro, no "fim dos tempos", 
envolveu em símbolos as Suas palavras, 
anunciando as alegrias e esperanças do 
"reino dos Céus", que então se 
estabelecerá na Terra.

Joanna de Ângelis
Divaldo Franco
Otimismo - Editora LEAL

EM BOA LÓGICA



Quem alimenta o ódio, atira fogo ao próprio coração.
Quem sustenta o vício, encarcera-se nele.
Quem cultiva a ociosidade, faz neve em torno de si.
Quem se encoleriza, é inquisidor da própria alma.
Quem estima a censura, lança pedras sobre si mesmo.
Quem provoca situações difíceis, aumenta os obstáculos em que se encontra.
Quem se precipita no julgar, é sempre analisado à pressa.
Quem se especializa na identificação do mal, dificilmente verá o bem.
Quem não deseja suportar, é incapaz de servir.
Quem vive colecionando lamentações caminhará sob a chuva de lágrimas.

Pelo Espírito ANDRÉ LUIZ
Do livro: AGENDA CRISTÃ
Psicografia de FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

Novo no Espiritismo?



Veja a melhor maneira de começar…

Como sabemos nada na vida ou na Natureza acontece de uma hora para a outra. Nada vem sem esforço e dedicação, assim também acontecerá com as respostas que procura. Umas virão no exercício mental do estudo sério da doutrina, outras virão no exercício do coração, através da caridade.


I. Para seu estudo: recomendamos o ponto de partida da própria Doutrina Espírita, as obras de Allan Kardec:

Dica: Aproveite os cursos da casa espírita. Existem cursos para todos os níveis. Aprender na sala de aula é uma experiência enriquecedora, você conta com professores experientes e também tira dúvidas sobre suas questões de estudos particulares.


Abaixo transcrevemos artigo de Paulo Roberto Wollmer sobre começar a estudar na Doutrina:

“Acrescentemos que o estudo de uma doutrina, qual a Doutrina Espírita, que nos lança de súbito numa ordem de coisas tão nova quão grande, só pode ser feito com utilidade por homens sérios, perseverantes, livres de prevenções e animados de firme e sincera vontade de chegar a um resultado. Não sabemos como dar esses qualificativos aos que julgam a priori, levianamente, sem tudo ter visto; que não imprimem a seus estudos a continuidade, a regularidade e o recolhimento indispensáveis. Ainda menos saberíamos dá-los a alguns que, para não decaírem da reputação de homens de espírito, se afadigam por achar um lado burlesco nas coisas mais verdadeiras, ou tidas como tais por pessoas cujo saber cujo caráter e convicções lhes dão direito à consideração de quem quer que se preze de bem-educado. Abstenham-se, portanto, os que entendem não serem dignos de sua atenção os fatos. Ninguém pensa em lhes violentar a crença; concordem, pois, em respeitar a dos outros.
O que caracteriza um estudo sério é a continuidade que se lhe dá. (…)”.

Allan Kardec foi quem fez esta importante colocação em o Livro dos Espíritos, capítulo VIII, Introdução, o que consideramos um alerta para os que, ao se aproximarem do Espiritismo o julgariam ou o questionariam sem o devido estudo prévio.
Na nossa vivência diária como espíritas, acostumamo-nos a conversar com as pessoas que estão aproximando-se do Espiritismo e sermos bombardeados por uma série de perguntas, as quais geram respostas que intrigam aqueles que as fazem. Somos da opinião de que em qualquer crença, as seguintes respostas deveriam dadas com muita clareza: O que somos? De onde viemos? Para onde iremos? O que é Deus? Devo ser bom? Por quê? … e assim por diante.

Recorreremos ainda às palavras de Bruno Bertocco, em seu livro intitulado Deus: “O que toda criatura desapaixonada, equilibrada, sincera e honesta deve fazer, antes de julgar qualquer coisa, de fazer suas críticas a seu respeito, de negá-la ou aceitá-la, é, inicialmente, adquirir as respectivas informações concernentes à sua existência, aproximar-se para o devido reconhecimento da sua natureza, através da pesquisa e do estudo dos fatores relacionados à sua causa, ou dos fenômenos produzidos pelas forças originárias da parte fundamental, podendo desta forma, com conhecimento de causa, tirar suas conclusões, baseadas nos fatos, e formular seu veredicto com justeza, a respeito de tal coisa.”
Muitas pessoas aproximam-se do Espiritismo pelos mais variados motivos, no entanto poucas conseguem perseverar no estudo necessário para entendê-lo, ficam à margem, deslumbradas por alguns de seus aspectos e com grandes dúvidas sobre outros.

É por isso que o movimento espírita tem enfatizado ao longo do tempo a necessidade da implantação do estudo sistematizado da Doutrina Espírita em cada centro espírita. Lembrando o memorável Herculano Pires (1914-1979), o Espiritismo ainda continua um “desconhecido”, e a maioria, movida pela ânsia de soluções imediatistas, ainda não busca uma nova filosofia de vida, a par de uma explicação para o porquê “do ser, do destino e da dor”.
O slogan ”Comece pelo começo” utilizada nas campanhas promovidas pela U.S.E. União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo, tendo como figura nos cartazes as obras da Codificação (O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese) pode parecer óbvio, no entanto constatamos que muitas pessoas que são espíritas ou as que estão estudando o Espiritismo há algum tempo não começaram pelo começo, muitas vezes nem O Livro dos Espíritos chegaram a ler. Ora, nada mais aconselhável se quisermos estudar o Espiritismo, devemos começar pelo começo e o começo é a Codificação.

Depois de Allan Kardec, o codificador do Espiritismo, podemos citar autores importantes como Léon Denis, Gabriel Delanne, Ernesto Bozzano, Camille Flamarion, Herculano Pires, Deolindo Amorin, Eliseu Rigonatti, Yvone A. Pereira, Hermínio C. Miranda, Martins Peralva, Caibar Schutel, Richard Simonetti e muitos outros, além é claro dos autores espirituais Emannuel, André Luiz, Humberto de Campos, Manoel Philomeno de Miranda e vários outros.
Há muito para ler e estudar torna-se necessário uma boa organização por parte daquele que vai estudar o Espiritismo, para não empregar o tempo de forma equivocada, seja não começando pelo começo, ou lendo obras pseudoespíritas ou controvertidas, sem pureza doutrinária. Que cada um analise sua posição perante a pergunta que intitula este artigo e encontre o caminho correto, sendo que esperamos ter humildemente ajudado com este pequeno trabalho.

Bibliografia:

O Livro dos Espíritos, Allan Kardec
Livro Deus, Bruno Bertocco

II. Comece a trabalhar: a caridade é essencial em nossas vidas. É além de tudo, terapia que nos ajuda a enxergar através do exercício de amor ao próximo, nossa real situação, reais necessidades, e desvios de nosso objetivo de vida. A prática da caridade conduz e consolida nossos passos no caminho do bem.

Necessidade da caridade, segundo S. Paulo:

Ainda quando eu falasse todas as línguas dos homens e a língua dos próprios anjos, se eu não tiver caridade, serei como o bronze que soa e um símbolo que retine; – ainda quando tivesse o dom de profecia, que penetrasse todos os mistérios, e tivesse perfeita ciência de todas as coisas; ainda quando tivesse a fé possível, até o ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou. – E, quando houver distribuído os meus bens para alimentar os pobres e houvesse entregado meu corpo para ser queimado, se não tivesse caridade, tudo isso de nada me serviria.

A caridade é paciente; é branda e benfazeja; a caridade não é invejosa; não é temerária, nem precipitada; não se enche de orgulho; – não é desdenhosa; não cuida de seus interesses; não se agasta, nem se azeda com coisa alguma; não suspeita mal; não se rejubila com a injustiça, mas se rejubila com a verdade; tudo suporta tudo crê, tudo espera, tudo sofre.
Agora, estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade permanecem; mas, dentre elas, a mais excelente é a caridade (S. PAULO, 1ª Epístola aos Coríntios, cap. XIII, vv. 1 a 7 e 13).



Bibliografia

1)      1ª Epístola de Paulo aos Coríntios, cap. XIII, vv. 1 a 7 e 13.
2)      Kardec Allan, O Evangelho Segundo o Espiritismo, FEB – 112ª edição – Cap. XV, item 10.
3)      Kardec Allan, O Livro dos Espíritos , capítulo VIII e Introdução.
4)     
http://www.espirito.org.br/portal/artigos/diversos/estudo/como-estudar-o-espiritismo.html

Fonte: Associação Espírita Allan Kardec

AGRADECEMOS



Senhor Jesus!

Nós te agradecemos:
pela coragem de facear as dificuldades criadas por nós mesmos;
pelas provas que nos aperfeiçoam o raciocínio e nos abrandam o coração;
pela fé na imortalidade; pelo privilégio de servir;
pelo dom de saber que somos responsáveis pelas próprias ações;
pelos recursos nutrientes e curativos que trazemos em nós;
pelo reconforto de reconhecer que a nossa felicidade tem o tamanho da felicidade que fizermos para os outros; pelo discernimento que nos permite diferençar aquilo que nos é útil daquilo que não nos serve; pelo amparo da afeição no qual nossas vidas se alimentam em permuta constante; pela bênção da oração que nos faculta apoio interior para a solução de nossos problemas; pela tranquilidade de consciência que ninguém nos pode subtrair...
Por tudo isso, e por todos os demais tesouros de esperança e amor, alegria e paz de que nos enriqueces a existência, sê bendito, Senhor, ao mesmo tempo que te louvamos a Infinita Misericórdia, hoje e para sempre.


Pelo Espírito: Emmanuel
Do livro: Coragem
Psicografia: Francisco Cândido Xavier

LIBERTE SUA ALMA



Não se prenda à beleza das formas efêmeras. A flor passa breve.
Não amontoe preciosidades que pesem na balança do mundo. As correntes de ouro prendem tanto quanto as algemas de bronze.
Não se escravize às opiniões da leviandade ou da ignorância. Incitatus, o cavalo de Calígula, podia comer num balde enfeitado de pérolas, mas não deixava, por isso, de ser um cavalo.
Não alimente a avidez da posse. A casa dos numismatas vive repleta de moedas que serviram a milhões e cujos donos desapareceram.
Não perca sua independência construtiva a troco de considerações humanas. A armadilha que pune o animal criminoso é igual à que surpreende o canário negligente.
Não acredite no elogio que empresta a você qualidades imaginárias. Vespas cruéis por vezes se escondem no cálice do lírio.
Não se aflija pela aquisição de vantagens imediatas na experiência terrestre. Os museus permanecem abarrotados de mantos de reis e de outros "cadáveres de vantagens mortas".

Pelo Espírito ANDRÉ LUIZ
Do livro: AGENDA CRISTÃ
Psicografia de FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

PELA HUMANIDADE



Meu Mestre querido, perdoe-me as lágrimas que banham meu rosto. Elas traduzem meu sentimento de gratidão por tudo que o Senhor me tem ofertado. Quantas lições de amor e humildade! Se ainda caminho pelas veredas da morte e da dor é porque um dia não Lhe ouvi a voz. Se convivo, Senhor, com o desespero e a injustiça, é porque um dia eu os plantei no meu jardim da vida terráquea. Mas como o Senhor nos disse para perdoar não sete, mas setenta vezes sete, sei que me perdoará muito mais. Por isso, Senhor, peço-Lhe que continue a curar os doentes do corpo do Espírito; que console aqueles que choram; que alivie o desespero de alguns corações; que dê à criança o amparo e o amor de um lar bendito; que faça cair sobre a Terra à esperança e a paz. Que os homens se respeitem para que o respeito se faça presente na sociedade.
Meu Jesus amado, Irmão mais velho desta Humanidade sofredora, agasalhe todos os idosos, principalmente os doentes e abandonados pela família. Dê meu Senhor, aos homens poderosos a luz do esclarecimento, para que cessem as injustiças e as inverdades; que cada cidadão possa ser livre e feliz.
Jesus, que os orgulhosos tombem diante da humildade; que os avaros se conscientizem de que a fome e a penúria são um mal social; que os violentos plantem flores para perfumar os canteiros da Terra, para que a Humanidade sofra menos.
Meu Senhor amigo, ajude-me a segurar as mãos através das quais encontrei o meio de me fazer presente junto àqueles que ficaram ainda no corpo físico, cumprindo com o plano de Deus; que não só as mãos que me afagam o coração, mas também as mãos de todos os médiuns possam ser firmes nas suas tarefas, cumprindo com o dever de transmitir a verdade, porque só a Sua verdade trará paz a Terra.
Ajude-nos, Senhor, já que não temos um corpo sublimado como o Seu, mas temos as Suas mãos para segurar as nossas e com a Sua força e o Seu amor podemos dizer a todos aqueles que creem na imortalidade da alma: levantem-se e andem não se apeguem às coisas materiais, porque a terra elas pertencem.
Ajude-me, Senhor, a ser fiel aos Seus ensinos, não me deixe cair em tentação. Faça Senhor, com que eu seja uma estrela pequenina, mas se ainda não tenho tal mérito, ajude-me com a Sua luz para que eu possa clarear pouco que seja a consciência de todos aqueles que ainda não O conhecem.
Obrigado, Irmão querido, por ter me ouvido pacientemente. Obrigado, Senhor.

Assim seja!

Pelo Espírito: Luiz Sérgio
Do livro: Rios de Oração
Psicografia: Irene Pacheco Machado

A PRECE DOS CRIMINOSOS


Esta página é uma singela homenagem ao homem que dedicou sua vida para exemplificar os ensinamentos cristãos, consolar os aflitos e possibilitar que o Alto nos enviasse as mensagens consoladoras através de suas mãos iluminadas.
Transcrevemos algumas passagens singelas da vida de nosso imortal Chico Xavier, retiradas de livros que trazem sua biografia. É mais uma oportunidade para que aqueles que não o conheceram, possam dimensionar a grande importância deste homem que doou sua vida em benefício do próximo e da doutrina espírita.

Nossa Irmã Maria José acercou-se do Chico na ocasião em que lhe contávamos os benefícios usufruídos pelos penitenciários do Distrito Federal com as visitas que lhes vêm fazendo, aos domingos, pela manhã alguns diretores da Federação Espírita Brasileira. A conversão de muitos Irmãos detentos à nossa Doutrina tem sido permanente, segura e confortadora. No final, quase sempre, cabe a um dos presos, em meio do pranto e do arrependimento, orar, agradecendo a Deus as graças recebidas. E nossa irmã atenta aos nossos comentários, indaga do querido médium:
- Se a prece representa um estado de alma pura, como poderá tê-lo o criminoso? Vale alguma coisa, aos olhos de Deus, a oração dos delinquentes?
E o prestativo servidor, em dia com os assuntos santos do Senhor, ajudado pelos seus esclarecidos mentores espirituais justifica:
- A prece de um criminoso, por ser a de um irmão faltoso, vale muito quando feita com arrependimento sincero. Numa prisão acham-se encarnados e desencarnados, algozes e vítimas, ligados pelos laços do Amor de Deus. E, quando, dentre eles, um se mostra arrependido do mal que fez e, ajoelhando a alma, ora ao Pai, na linguagem do coração, na sinceridade e na humildade, com vontade de ressarcir suas faltas, uma surpresa aponta no íntimo dos outros colegas e todos acabam envolvidos na Resposta do Criador, que é sempre algo de incentivo de Seu Amor e de Suas Bênçãos!
Via de regra, depois de uma Prece assim feita entre almas dormidas, fechadas, endurecidas no crime, algumas acordam para a realidade do Roteiro cristão, sentindo os remorsos primeiros, dando os primeiros passos em prol de sua redenção.

(Texto extraído do livro: Lindos Casos de Chico Xavier - Ramiro Gama)
 Fonte: Centro Espírita Vinhas do Senhor


EXISTE LIGAÇÃO ENTRE MAÇONARIA E ESPIRITISMO?


 Divaldo Pereira Franco, médium e orador espírita, em brilhante palestra, feita na Loja Maçônica Caldas Junior de Porto Alegre, a convite da Grande Loja Maçônica do Rio Grande do Sul no dia 09 de Novembro de 2006, com a presença dos Grão-Mestres da Grande Loja do Rio Grande do Sul, Grande Oriente do Rio Grande do Sul e da Maçonaria Unida do Rio Grande do Sul, faz uma profunda análise sobre os ideais da Maçonaria com ênfase às suas origens remotas na Babilônia, na Mesopotâmia, com seus rituais de iniciação realizados ao ar livre, nas margens do mar morto.
  Apresenta o famoso discurso de Voltaire na sociedade em que recebeu o grau 33 da ordem maçônica, com seu eloquente testemunho do amor a Deus. Define as palavras maçom e maçonaria, apresentando vultos eminentes que se fizeram adeptos dessa Ordem em todas as épocas da história, principalmente no período das lutas pela independência do Brasil.
  Faz um paralelo com a Doutrina Espírita, salientando os pontos em comum de ambas as filosofias e traçando seus iluminados objetivos que anelam prezam pela dignificação humana. Divaldo reporta-se a alguns pontos básicos da maçonaria como a crença em Deus, a imortalidade da alma e, no seu cerne de solidariedade, o amor, a caridade, tal qual a Doutrina Espírita, que vem abrindo campo imenso à investigação nas questões do espírito, que sendo esta uma ciência de pesquisa, busca igualmente decifrar o enigma do existir. “caminhando ao lado da maçonaria, porquanto apoia os seus postulados e entende na sua simbologia, o milagre dos acontecimentos disfarçados de mistérios, desde os tempos da idade média, preparando o ser humano para os grandes voos do infinito”, como assim se referiu. Em uma bela citação, Divaldo destacou dois grandes espíritas maçons, Camille Flammarion e Leon Dennis, este, maçom emérito, grau 33, que afirmava ser a maçonaria um dos belos caminhos para a dignificação da criatura humana e o seu encontro com a plenitude Divina.
  Reina até hoje no movimento espírita uma séria dúvida em saber se Allan Kardec, codificador da Doutrina, teria ou não sido maçom, muito embora use em suas obras termos maçons, como “arquiteto” para se referenciar a Deus, pedra angular, prumo, etc. Não que isto tenha importância para esta ou aquela filosofia, mas permitiria conhecer melhor a opinião de Kardec sobre a instituição maçônica. André Morel, conceituado biógrafo de Kardec, parece inclinado a responder de forma positiva, dizendo que não sabe em que Loja ele foi iniciado. Kardec foi discípulo de Mesmer que era Maçom, e Leon Dennis, seu discípulo, também era.
Deixando de lado essa polêmica, a verdade é que o Espiritismo e a Maçonaria têm inegáveis pontos em comum, e juntos poderão acelerar o progresso da Humanidade e o estabelecimento da justiça social, sobretudo através da perfeição moral dos espíritas e maçons.
   A Maçonaria tem por fim a melhoria moral e material do homem, por princípios, a lei do progresso da humanidade, as ideias filosóficas de tolerância, fraternidade, igualdade e liberdade, abstração feita da fé religiosa ou política, das nacionalidades e das diferenças sociais.
   O espiritismo moral e social iria dizer justamente a mesma coisa. Os princípios filosóficos são absolutamente idênticos:  a)Existência de Deus, b)Imortalidade da alma, c)Solidariedade humana.
   Em sessão da Sociedade Espírita de Paris do dia 25 de fevereiro de 1864, várias dissertações foram obtidas sobre o concurso que o Espiritismo poderia encontrar na Francomaçonaria, que depois foram publicadas na Revista Espírita de abril de 1864. Comunicaram-se naquela oportunidade os Espíritos Guttemberg (Médium: Sr Leymare), Jacques de Molé (Médium: Srta.Bréguet) e o francomaçom Vaucanson (Médium: Sr. D’Ambel.).
  Nestas comunicações, usando o método de perguntas e respostas, os espíritos comentam sobre a importância da Maçonaria, a afinidade existente em Maçonaria e o Espiritismo, o conhecimento dos Maçons sobre a Doutrina Espírita, a aceitação das ideias Espíritas. Vejamos um trecho: (...) Os homens inteligentes da Maçonaria vos bendirão por sua vez; pois a moral dos Espíritos dará um corpo a esta seita tão comprometida, tão temida, mas que tem feito mais do que se pensa. Tudo tem um parto laborioso, uma afinidade misteriosa; e se isto existe para o que perturba as camadas sociais, é muito mais verdadeiro para o que conduz o progresso moral dos povos. Ainda alguns dias, e o Espiritismo terá transposto o muro que separa a maioria das paredes do templo dos segredos, nesse dia, a sociedade verá florescer no seu seio a mais bela flor espírita que, deixando suas pétalas caírem, dará uma semente regeneradora da verdadeira liberdade. Agora, glória ao Grande Arquiteto do Universo.

Fontes: