Quem
somos?
Como ainda somos orgulhosos!
Sempre que surge um determinado tema, nós temos
a resposta pronta, ou então, uma ideia pré-concebida sobre o assunto.
Nem analisamos essa ideia. Pra nós ela é
verdadeira e legítima. Não precisa se acrescentar nada e é dispensável
outros pontos de vista.
O orgulho e a vaidade nos movem a isso.
Quando o assunto em pauta é Deus, aí então,
damos aulas e mais aulas, colocamos pontos de vista meramente particulares e
nos fechamos neles, acrisolando-nos para não receber outras ideias que venham a
ofuscar a nossa limitada visão.
É inerente ao ser humano, cada um em seu grau
de desenvolvimento evolutivo, conceber Deus à sua maneira e entendimento. Isso
é natural e sadio. Cada um trás consigo suas limitações e vão se livrando delas
assim que a luz do conhecimento começa a adentrar as portas do seu saber.
Por isso a doutrina dos espíritos orienta para
que todos estudem, aprendam, aumentem seu conhecimento, exercitem o pensamento,
para não incorrerem em erros primários que nada mais faz do que nos estacionar
no tempo, perdendo oportunidades grandiosas de elevação moral e
intelectual.
Como a matéria nos atrai ainda! Ela nos ofusca
os sentidos, nos inebria totalmente e, para acordarmos, a vida se utiliza de
nossas próprias desilusões para nos ensinar que tudo é temporário neste mundo e
que devemos dar mais valor às coisas do espírito.
Materialismo, orgulho e vaidade. Estão aí três
questões que haveremos de estudar e conhecer bem, no decorrer de nossa
existência. Precisamos compreender que as coisas materiais devem ser
utilizadas para nos servir e ao próximo e não para sermos escravos delas.
Precisamos compreender que o orgulho é o nosso instinto primitivo tomando novas
formas, modificando-se, burilando-se para a criação de um novo ser.
Que a vaidade é uma derivação do amor, uma autoafeição exacerbada pelo orgulho,
mas que deverá ser drenada para se transformar em amor próprio e
consequentemente se estender para o amor ao próximo.
Somos seres em constante transformação e
aprendizado, ansiosos por buscar o “Reino de Deus”. Para que essa busca não
seja tão longa e penosa, cabe a cada um de nós reconhecer sua particular
limitação, travar contato com a realidade que nos cerca, definir metas de engrandecimento
intelectual e moral, praticar esse conhecimento no relacionamento diário, na
prática da caridade e na demonstração de fraternidade e colaborar intensamente
para a melhoria do meio em que vive e as relações sociais.
Viver em paz, ser útil, agradável, servir e
compartilhar. Eis algumas metas do homem de paz. Para alcançá-las, devemos
modificar aquele homem belicoso e primitivo e dar asas a um novo ser angelical.
Esforço, discernimento, tolerância e boa vontade são essenciais para se
alcançar esses objetivos.
Esse novo milênio está se iniciando com o
planeta em modificação. Esforcemo-nos para fazer parte desse mundo melhor.
O
Que Somos?
Fomos criados, logo, não somos eternos. Eterno
é o que nunca foi criado, sempre existiu. Somos imortais, jamais
desapareceremos. Se um dia deixássemos de existir, haveria um questionamento
sobre as obras de Deus: “Se teremos um fim, de que vale todo esforço, todo estudo,
todo trabalho, todo sofrimento que tivemos em nossas existências?”
O fato é que fomos criados simples e
ignorantes. O que quer dizer isso? – Isso quer dizer que somos todos iguais na
essência, porém, fomos criados livres e subordinados às Leis do Criador. Livres
porque temos o direito de fazer nossas escolhas, subordinados às Leis porque
existem Leis Universais e Naturais que devemos respeitar.
Essas Leis Naturais praticamente nos obrigam a
evoluir. Para que a “centelha divina” que somos nós possa ir adquirindo formas,
imprescindível é ter um corpo para se manifestar neste mundo. Em palavras
simples, quando saímos diretinho da forma de Deus, estamos “zerados”, ou seja,
sem conhecimento algum, mas com todas as matrizes da perfeição gravadas em nossa
essência. Para alcançá-la é necessário esforço... muito esforço.
Iniciamos nosso desenvolvimento nas formas
minerais, onde a centelha divina começa a moldar sua parte semimaterial. Uma
vez “aprendido” tudo o que fora possível neste reino, muda-se para outro para
se adquirir novas conquistas. Passa-se ao reino vegetal, onde a centelha divina
estagia por enormes classes de vegetais. Ao sair desse reino, estagia-se no
reino animal e por último chega-se a classe hominal a qual pertencemos.
Neste roteiro, milhões de anos se passaram.
Muitos, ao lerem esse texto, vão rir ou achar
ridículo. Isso não importa. Quando se falou que a Terra era redonda a
repercussão foi à mesma. Hoje ninguém mais contesta que ela seja redonda.
Muitos irão dizer: “Comprove então a veracidade disto”. Tudo bem, desde que o
leitor esteja disposto a estudar inúmeros livros que tratam do assunto, fica
fácil comprovar. Só que a grande maioria tem preguiça de estudar, assim como
tem preguiça de pensar, de analisar o que está à sua frente. Muitos ainda estão
cegos pelo seu orgulho e vaidade e não se livram do seu mundo fictício de jeito
nenhum, pois ali eles podem fazer o que quiserem sem responderem por seus atos.
Não é o intuito deste texto julgar linhas de
pensamento de ninguém e nem atitudes. O intuito é dar uma “claridade” para que
os leitores possam ver as coisas por outro ângulo, se interessarem em obter as
respostas ou comprovação dos fatos aqui abordados.
A maior questão, que mais “machuca” aqueles que
são contrários à visão de que evoluímos através de estágios em todos os reinos
conhecidos é o seguinte: “Quer dizer que ao nos alimentarmos de carne de
animal, estamos nos alimentando de seres que um dia serão iguais a nós?” – A
resposta é sim, mas não devemos analisar tudo ao pé da letra. Vivemos num mundo
primitivo ainda. Vejam bem, para se viver, os seres precisam se alimentar.
Existe um processo evolutivo de dependência do “próximo” desde o reino vegetal.
O que nos é aconselhado na doutrina é que venhamos gradativamente nos livrando
da dependência alimentar da carne animal, inicialmente substituindo pela de
aves, depois pela de peixes e quando adaptados, pelos vegetais. Todo esse
processo de desapego leva muitos séculos e não é prudente que ninguém abandone
de uma vez os hábitos antigos, pois seu corpo vai se ressentir.
Deus não cria nada inutilmente. Tudo o que fora
criado possui uma finalidade. Perecível somente é a matéria, o corpo material
transitório, mas a centelha que habita o ser material é imortal e vive em
constante progresso. A complexidade do assunto nos leva até as fronteiras do
que o ser humano pode atualmente compreender. Ainda não temos condições intelecto/morais
para sermos sabedores de conhecimentos mais avançados. Se o básico é difícil de
entender em todos seus detalhes, imaginem o avançado.
Somos obra-prima da Criação ou somos o
resultado atual que a evolução natural nos legou? - As duas coisas, mas, a meu
ver, para se obter a obra-prima foram necessário milênios de trabalho
evolutivo.
Levando-se em conta que somos eternos, podemos
supor que estamos ainda nos primeiros degraus da escala da evolução. Talvez
estejamos a caminho da reta final para concluir nosso estágio na escola Terra.
Talvez somente mais alguns milênios e estejamos já dando tchau ao planeta azul
e embarcando viagem para novos planos. Mas isso vai depender do esforço no
aperfeiçoamento de cada um. Muitos partirão para planos inferiores, para
estagiarem em planetas mais primitivos ainda, muitos ficarão aqui repetindo as
lições até verdadeiramente aprender, outros ficarão aqui, mas no mundo
espiritual, ajudando os retardatários e muitos outros partirão para novas
jornadas em mundos mais evoluídos.
O que somos? Somos uma centelha de Deus, criada
por ele, que estagia nos reinos desse planeta, que luta por se iluminar e
aspira brilhar como as estrelas. Somos a criatura que busca o Pai.
Fonte:
Centro Espírita Vinhas do Senhor
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