segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Espiritismo para crianças


Percebemos que nossa sociedade, de modo geral, está passando por um momento de crise e Confusão na área dos relacionamentos humanos.

É claro que este tipo de crise existe há milhares de anos, porém, hoje, contamos com a globalização sociocultural e mecanismos de comunicação que agravam e espalham determinados conceitos e valores humanos deturpados com força e rapidez nunca antes alcançados em nossa coletividade planetária.
Os programas de TV – há raras exceções – não instruem e nem educam.
Refletem a baixa sintonia espiritual que a maioria de nós ainda vive.
Muitos pais, preocupados com a educação dos filhos, não sabem o que fazer diante do universo chamado Internet; outros ficam perdidos quando surge uma gravidez na adolescência; existem aqueles que vivem em constante ansiedade e preocupação quando seus filhos saem às ruas, ameaçados pela violência de uma sociedade desigual; muitos procuram psicólogos ou apelam para a punição ao menor sinal de que o adolescente é usuário de drogas... Enfim, o desafio em educar uma criança, hoje, se torna mesmo desanimador para muitos casais.
O que fazer? Precisamos entender que educar não é apenas instruir. Instruir é a função principal da escola.
A maioria delas, infelizmente, procura apenas preparar o aluno para ingressar em um universo competitivo, exigente, mas, muito, além disso, a escola deve colaborar com a educação, percebendo e trabalhando na criança seus potenciais ocultos, tratando cada uma delas como um ser humano diferente, em vez de tentar criar um grupo homogêneo, aniquilando os talentos individuais.
Educar é o papel principal dos pais; desenvolver o caráter e inspirar valores éticos, preparando a criança e o adolescente para viverem de forma solidária, respeitando seus semelhantes; mostrar à criança que só é possível viver em harmonia quando todos os seres humanos forem tratados com o mesmo respeito.
Isso tudo é mostrar a real importância do “Amai-vos uns aos outros”.
É muito importante o afeto e o diálogo com o recém-nascido.
Mas este carinho e diálogo devem ser aprofundados na fase infantil, onde o espírito reencarnante está muito mais aberto a uma nova educação de valores, e é justamente no namoro, na adolescência, onde ele começará a expressar os valores assimilados na infância.
Um adolescente que conhece o valor do respeito saberá refletir isso no namoro e, consequentemente, terá mais maturidade para construir uma família.
E é construindo uma família com sólidos alicerces morais que poderemos possibilitar a cura espiritual, não apenas a nossa, mas de toda humanidade.
A família é à base da educação.
Não vamos deixar que a sociedade imponha seus valores sobre nossos filhos.
Mostre para a criança as coisas boas da vida, seja na arte, na ciência... Na
espiritualidade.
Nossos filhos não são nossos.
São espíritos que a vida nos confiou para que possamos amadurecer juntos!

Por Victor Rebelo
Fonte: Revista Cristã do Espiritismo

Evangelização Infantil - Estudando a infância



"Nossos filhos no mundo são consciências que gravitam em torno de nossa vida refletindo, agora ou mais tarde, o nosso devotamento ou a nossa deserção..."

A PORTA ESTREITA

Objetivo: Mostrar ás crianças que podemos escolher o caminho da porta larga ou estreita, depende apenas de nossas escolhas.

Desenvolvimento:

1.    Prece Inicial

2.    Desenvolvimento do tema

- Introdução ao tema:

Hoje vamos conversar sobre o Capítulo 18 do Evangelho que se chama: Muitos os chamados e poucos os escolhidos. Nesta parte do Evangelho Jesus fala de duas portas que levam para o plano espiritual:

*  Uma é estreita, mais difícil de passar, porque exige esforço e prática do bem.

*  a outra é larga, você não precisa fazer esforço, pode fazer qualquer coisa na vida (mentir, fazer o mal, etc.) que passa por ela do mesmo jeito.

Qual delas vocês acham que leva para um lugar feliz no plano espiritual: a larga ou a estreita?

(conversar que é a estreita porque ao fazermos o bem, seremos mais felizes e teremos amigos e estaremos praticando o que Jesus ensinou)

DESTACAR QUE É MAIS FÁCIL FAZER O ERRADO. QUE É COMUM A GENTE VER AS PESSOAS FAZENDO AS COISAS ERRADAS. MAS NÓS DEVEMOS FAZER O CERTO, MESMO QUE TODOS OS NOSSOS AMIGOS ESTEJAM FAZENDO O CONTRÁRIO.

OS DOIS CAMINHOS:

 

Quando voltamos a nascer, nós temos dois caminhos a seguir. Podemos escolher seguir o caminho do bem ou o caminho do mal.
Para seguir o CAMINHO DO BEM temos que passar pela PORTA ESTREITA e para o CAMINHO DO MAL, a PORTA LARGA.
A Porta do mal é larga porque as pessoas fazem o que bem entendem não se importam em prejudicar o semelhante. Roubam, maltratam as pessoas, adquirem o vício de fumar, de beber e outras coisas que prejudicam até a si mesmos.
A porta da perdição é larga. Pois para nela passar, basta simplesmente roubar, do que trabalhar muito. Basta mentir para sair de uma dificuldade, em vez de dizer a dura verdade. Basta odiar aquele que feriu no lugar de perdoá-lo. Basta sentir ciúmes e não confiar. A porta larga é passagem daqueles que procuram satisfações, mesmos prejudicando os outros, é a perdição, o sofrimento.
Já a porta estreita da salvação exigirá que você seja virtuoso. Que se empenhe por ajudar ao próximo, que perdoe os que o tratam mal, que auxilie aos pobres e desvalidos.
Para passar pela porta do bem, é preciso seguir os ensinamentos de Jesus: fazer a caridade, perdoar, sacrificar-se para fazer o bem. Controlar os impulsos negativos, como bater nos irmãozinhos, cumprir com os deveres, como estudar, ajudar nos afazeres domésticos, colaborar com as campanhas de caridade.
Jesus mostrou o caminho que leva a pessoa a ser feliz. Mas, muitos querem passar pela larga, isto é, não querem fazer esforço para serem feliz, muitos acham que felicidade são os bens da Terra. E para passar pela porta estreita, precisamos amar o semelhante, praticando a caridade, ter vida simples, humildade, ter entendimento que os bens da Terra são apenas empréstimos. Só assim seremos felizes!
Ao desencarnarem, aqueles que não fizeram esforço e perseveraram para caminhar no bem, atravessar à porta estreita, sofrem muito, seu Espírito fica de cor escura, habitam lugares escuros nas regiões sombrias do plano espiritual, sentem culpa e remorso, são muito infelizes. Mas, Deus é misericordioso e dá sempre novas oportunidades para todos os seus filhos, então esperam outra oportunidade para reencarnar, porque não souberam dar valor à encarnação.
As pessoas que se esforçam para seguir o caminho do bem, ao desencarnarem, sentem uma alegria muito grande. Seu Espírito é luminoso, habitam por um tempo as colônias espirituais, até a nova encarnação. Pois, nascemos, morremos e renascemos muitas vezes até sermos anjos.
Muitos são chamados a praticarem o amor ao próximo, mas poucos ouvem o chamado.
Jesus conhece o cristão pelas obras que faz.
Por isso, Ele disse que “muitos são chamados e poucos os escolhidos”.
É importante aprendermos, mas se não colocamos em prática o amor, não seremos reconhecidos como verdadeiros cristãos.

3. Atividade escrita – Atividade a Porta Estreita
http://evangelizacao-infantil.blogspot.com.br/2014/09/atividade-porta-estreita-e-porta-larga.html

 
4. Prece Final

VER IMAGENS DA PORTA ESTREITA para ilustrar seguindo o link:  http://evangelizacao-infantil.blogspot.com.br/2011/08/imagens-porta-larga-e-porta-estreita.html
 

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Sinais de Alarme!


Há dez sinais vermelhos, no caminho da experiência, indicando queda provável na obsessão:
1- quando entramos na faixa da impaciência;
2- quando acreditamos que a nossa dor é a maior;
3- quando passamos a ver ingratidão nos amigos;
4- quando imaginamos maldade nas atitudes dos companheiros;
5- quando comentamos o lado menos feliz dessa ou daquela pessoa;
6- quando reclamamos apreço e reconhecimento;
7- quando supomos que o nosso trabalho está sendo excessivo;
8- quando passamos o dia a exigir esforço, sem prestar o mais leve serviço;
9- quando pretendemos fugir de nós mesmos, através da gota de álcool ou da pitada de entorpecente;
10- quando julgamos que o dever é apenas dos outros.
Toda vez que um desses sinais venha a surgir no trânsito de nossas ideias, a Lei Divina está presente, recomendando-nos a prudência de parar, no socorro da prece ou na luz do discernimento.

Scheilla/Chico Xavier.

"O Lar é o coração do organismo social. Em casa começa nossa missão no mundo. Entre as paredes do templo familiar preparamo-nos para a vida com todos; seremos lá fora o prosseguimento daquilo que já somos na intimidade de nós mesmos".


Scheilla / Chico Xavier.

NOSSO GRUPO


Nosso grupo de trabalho espírita-cristão, em verdade, assemelha-se ao campo consagrado à lavoura comum.
Almas em pranto que o procuram simbolizam terrenos alagadiços que nos cabe drenar proveitosamente.
Observadores agressivos e rudes são espinheiros magnéticos que devemos remover sem alarde.
Frequentadores enquistados na ociosidade mental constituem gleba seca que nos compete irrigar com carinho.
Criaturas de boa índole, mas vacilantes na fé, expressam erva frágil que nos pede socorro até que o tempo às favoreça.
Confrades irritadiços, padecendo melindres pessoais infindáveis, são os arbustos carcomidos por vermes de feio aspecto.
Irmãos sonhadores, eficientes nas ideias e negativos na ação, representam flores improdutivas.
Pedinchões inveterados, que nunca movem braços nas boas obras, afiguram-se-nos folhagem estéril que precisamos suportar com paciência.
Amigos dedicados ao mexerico e ao sarcasmo são pássaros arrasadores que prejudicam a sementeira.
O companheiro, porém, que traz consigo o coração, para servir, é o semeador que sai com Jesus a semear, ajudando incessantemente a execução do Plano Divino e preparando a seara do Amor e da Sabedoria, em favor da Humanidade, no Futuro Melhor.

André Luiz
Francisco Cândido Xavier

CORAGEM

A força dos sentidos


“Os vossos olhos são a luz do corpo, mas se essa luz for trevas, todo o seu corpo estará em trevas“. (Jesus)

Dentre as muitas assertivas do mestre Jesus, no seu Evangelho de amor, talvez essa seja uma das mais importantes para o homem terreno, porque ela adverte que, os nossos sentidos materiais, a visão, o tato, a audição, o olfato e o paladar, constituem antenas vivas, que mostram com nitidez aqui e do outro lado da vida, o uso que fazemos deles.
Os nossos sentidos são sagrados e com destinações divinas, por isso não podem ser desviados de suas destinações principais, porque isso faria que o corpo físico entrasse em desequilíbrio, comprometendo a consciência imortal, nos levando ao erro e ao ilícito, atrasando consequentemente nossa jornada evolutiva a caminho da luz.
O divino mestre Jesus assinalou os olhos, porque é o sentido de primeiro contato com as coisas externas, mas a observação do maior dispensador de bens eternos do mundo serve também para todos os outros sentidos, a fim de que nos possamos nos acautelar no uso deles, principalmente no relacionamento com os nossos irmãos de luta terrena.
À primeira vista, poderíamos pensar que Deus dotou certas pessoas com olhos maus, mas isso não corresponde à verdade, porque, em realidade, o nosso semblante, a nossa cara fechada, assim como olhos endurecidos, apenas refletem o nosso estado da alma, o teor dos nossos pensamentos e dos nossos sentimentos, que afloram no corpo físico, representando o que realmente somos e desejamos da vida.
Em síntese, Deus é imparcial, neutro e democrático, não tomando nenhum partido, nem a favor nem contra, e sim deixa que cada ser humano utilize do seu livre-arbítrio para realizar as escolhas que melhor convém a cada um de nós, assumindo, é claro, a responsabilidade pelos erros e acertos nas experiências realizadas no campo da carne e do espírito.
Chamando nossa atenção para a qualidade que devemos dar aos nossos olhos materiais, o divino mestre sabe que para se ter um corpo luminoso, sadio e pronto a satisfazer as necessidades do espírito imortal, é necessário um controle diário dos nossos pensamentos e sentimentos, colocando para fora de nós só o que for bom para nós, e principalmente para os outros.
Quando Jesus afirma categoricamente em seu Evangelho que “somos deuses”, ele quis dizer textualmente que já possuímos em estado embrionário as características divinas, mas que só se afloram com trabalho, fé, coragem e determinação, na luta constante no campo do bem.
O corpo físico que ostentamos é o instrumento de apresentação externa do espírito imortal e, pelo simples fato de ainda grosseiro é difícil de ser controlado, e só mesmo uma mente forte, educada espiritualmente, possui condições adequadas para afastá-lo dos vícios, desejos e paixões.
Temos ainda o “corpo espiritual” que é mais sutil, mais rarefeito e que depois da morte passa a ser o novo instrumento do espírito em novas dimensões do espaço, uma vez que o corpo físico, após o fenômeno “morte”, é devolvido à natureza de onde foi tirado. Quem já consegue imprimir sentidos materiais, algum quantum de “luz”, certamente já está preparado para ajudar, para amparar, solidarizar e compartilhar.
É através do corpo físico que mostramos a nossa individualidade, assim como nos relacionamos com as demais criaturas animadas e inanimadas de Deus, e exatamente por isso foi que Jesus tentou passa essa mensagem tão divina: “Os vossos lhos são luz do corpo, mas se essa luz for trevas, todo o seu corpo estará em trevas”, deixando claro de uma forma cabal e completa que devemos passar para os outros o que tivermos de melhor, a fim de que possamos receber também o que os outros tiverem de melhor.
Quando os nossos sentidos são capazes de externar só o que há de melhor, ou só perceber o que é belo e bom, estamos a caminho da perfeição, e somos capazes de iluminar tudo, até mesmo as pequeninas coisas que sem essa luz do corpo passariam despercebidas, pois o nosso discernimento estará ampliado ao infinito, nos levando ao encontro das maravilhas da vida superior, e consequentemente, ao encontro de Jesus. Jesus, sempre...

Por: Djalma Santos

FONTE: http://www.correioespirita.org.br/categoria-de-materias/filosofia-e-espiritismo-correio-espirita/1371-a-forca-dos-sentidos

Para Acertar


Se queres acertar,
Atende estes preceitos:
Não tomes decisões
Sem que a prece te inspire.
Evita qualquer dor
Para os teus semelhantes.
Não fomentes o mal
Com atos ou palavras.
Procura não ser causa
Da desventura alheia.
Cumpre com o teu dever
E guarda a fé em Deus.

Irmão José
Carlos A. Baccelli

PÃO DA ALMA

Confira se seu casamento é provacional ou não



Casamento: progresso na marcha evolutiva da humanidade - Na poligamia não há afeição real – Sexo e responsabilidade – Classificação dos casamentos: acidentais, provacionais, sacrificiais, afins, e transcendentes – Compromissos esposados no lar.
Como se sabe, o ser humano é uma criatura sociável que necessita do convívio com outros seres para desenvolver-se e por em prática os ensinamentos adquiridos numa permuta constante de experiências, e isso é feito em sociedade. A sociedade como a conhecemos é composta de várias outras sociedades menores que são as famílias, e elas principiam no casamento.
O resultado natural do amor entre pessoas de sexos diferentes é o casamento, quando se tem por meta o relacionamento sexual e afetivo, geradores da família e do companheirismo. O casamento representa um alto estágio de evolução do ser, quando se reveste de respeito e consideração pelo cônjuge, firmando-se na fidelidade e nos compromissos da camaradagem, independente do tempo de duração deste casamento.

POLIGAMIA

Na resposta à questão 701 de O Livro dos Espíritos, os Espíritos afirmaram a Allan Kardec que “a poligamia é lei humana, cuja abolição marca um progresso social”. Eles disseram que “o casamento, segundo as vistas de Deus, tem que se fundar na afeição dos seres que se unem, porque na poligamia não há afeição real. O que há é apenas sensualidade e nada mais”.
A ligação sexual entre dois seres na Terra, segundo Emmanuel, Guia Espiritual de Chico Xavier, na obra Vida e Sexo, envolve a obrigação de proteger a tranquilidade e o equilíbrio de alguém que, no caso, é o parceiro ou a parceira da experiência “a dois”. E, muito comumente, os “dois” se transfiguram em outros mais, na pessoa dos filhos e demais descendentes.
Aconselha Emmanuel que a criatura humana deve evitar arrastamentos no terreno da aventura, em matéria de sexo, para que a desordem nos ajustes propostos ou aceitos não venha a romper a segurança daquele ou daquela que tomamos sob nossa assistência e cuidado, com reflexos destrutivos sobre todo o grupo em que nos arraigamos.

SEXO E RESPONSABILIDADE

Para o Benfeitor Espiritual, as relações sexuais envolvem responsabilidade. Homem ou mulher, adquirindo parceira ou parceiro para a conjugação afetiva, não conseguirá, sem dano a si mesmo, tão somente pensar em si. Não se trata exclusivamente da ligação em base do matrimônio legalmente constituído.
Se os parceiros da união sexual têm deveres a observar entre si, em face de preceitos humanos, voluntariamente aceitos, no plano das chamadas ligações extralegais, acham-se igualmente submetidos aos princípios das Leis Divinas que regem a Natureza.
Pelo exposto, é evidente que o casamento representa um avanço, um progresso nas relações humanas, fazendo com que o homem cada vez mais discipline os impulsos sexuais e desenvolva o sentimento do amor. Portanto o casamento se concretiza pelo compromisso moral dos cônjuges e é assumido perante o altar da consciência no Templo do Universo. Naturalmente, o casamento civil é um dever a ser cumprido pelos espíritas, porque legitima a união perante as leis vigentes, que asseguram ao homem e à mulher direitos e deveres.

TIPOS DE CASAMENTOS

Martins Peralva, no capítulo 18 do livro Estudando a Mediunidade, apresenta uma classificação dos tipos de casamentos na Terra, ao analisar o capítulo "Em serviço espiritual" do livro Nos domínios da mediunidade, quando André Luiz comenta as figuras de Celina e Abelardo, pelo fato do esposo desencarnado continuar ao lado da médium, confirmando, assim, alguns casos em que o matrimônio constitui alguma coisa além da união dos corpos. Em razão disso, Martins Peralva de uma forma didática classificou os casamentos em cinco tipos principais, assim compreendidos:

ACIDENTAIS: É o encontro de almas inferiorizadas sem ascendentes espirituais. Caracterizam-se pela falta de ligação afetiva. A aproximação dá-se através dos impulsos inferiores do casal e o relacionamento é desprovido de simpatia ou antipatia. Esses casamentos ocorrem em grande número e, segundo Peralva, podem até dar certo, pois é possível os cônjuges se adaptarem um ao outro, consolidando a união no tempo.

PROVACIONAIS: Reencontro de almas, para reajustamentos necessários à evolução delas. São os mais frequentes. É por essa razão que há tantos lares onde reina a desarmonia, onde impera a desconfiança, onde os conflitos morais se transformam, tantas vezes, em dolorosas tragédias. Deus permite a união deles, através das leis do Mundo, a fim de que, pelo convívio diário, a Lei Maior, da fraternidade, seja por eles exercida nas lutas comuns. A compreensão evangélica, a boa vontade, a tolerância e a humildade são virtudes que funcionam à maneira de suaves amortecedores. O Espiritismo, pelos conhecimentos que espalha, é meio eficiente para que muitos lares em provação, se reajustem e se consolidem, dando, assim, os primeiros passos na direção do Infinito Bem. O Espírita esclarecido sabe que somente ele irá reparar as suas faltas, porém contando sempre com o auxílio Divino.

SACRIFICIAIS: Deus permite, aí, o reencontro de alma iluminada com alma inferiorizada, com o objetivo de redimir a que se perdeu pelo caminho. Reúnem almas possuidoras de virtude a outras de sentimentos opostos. Acontece quando uma alma esclarecida, ou iluminada se propõe ajudar a que se atrasou na jornada ascensional.
Como a própria palavra indica, é casamento de sacrifício, para um deles. E o sacrificado tanto pode ser a mulher como o homem. Quem ama não pode ser feliz se deixou na retaguarda, torturado e sofredor, o objeto de sua afeição. Volta, então, e, na qualidade de esposo ou esposa, recebe o viajor retardatário, a fim de, com o seu carinho e com a sua luz, estimular-lhe a caminhada.
O Culto do Evangelho no Lar, como em toda a parte, funciona à maneira de estimulante da harmonia e construtor do entendimento. Um exemplo desta categoria é o de Lívia com o senador Publio Lêntulus, transcrito no livro Há Dois Mil Anos. O senador, embora evoluído intelectualmente, era moralmente inferior à Lívia, devido ao seu orgulho.

AFINS: Pela lei da afinidade, reencontram-se corações amigos, para consolidação de afetos. São os que reúnem almas esclarecidas e que muito se amam. São Espíritos que, pelo casamento, no doce aconchego do lar, consolidam velhos laços de afeição.

TRANSCENDENTES: São Almas engrandecidas no Bem que se buscam para realizações imortais. São constituídos por almas que se reencontram, no plano físico, para as grandes realizações de interesse geral. A vida desses casais encerra uma finalidade superior. O ideal do Bem e do Belo enche-lhes as horas e os minutos repletando-lhes as almas de doce ventura, acima de quaisquer vulgaridades terrenas, acima das emoções inferiores, o amor puro e santo.
Todos nós passamos, ou passaremos ainda, segundo o caso, por essa sequência de casamentos: acidentais, provacionais e sacrificiais, até alcançarmos no futuro, sob o sol de um novo dia, a condição de construirmos um lar terreno na base do idealismo transcendental ou da afinidade superior. E enquanto caminhamos, o Espiritismo, abençoada Doutrina, cumulará os nossos dias das mais santas esperanças…
É evidente que o matrimônio, sagrado em suas origens, tem reunido sob o mesmo teto os mais variados tipos evolutivos, o que vem demonstrar que a união, na Terra, funciona, às vezes como meio de consolidação de laços de pura afinidade espiritual, e, noutros casos, em sua maioria, como instrumento de reajuste.
Algumas vezes o lar é um santuário, um templo, onde almas engrandecidas pela legítima compreensão exaltam a glória suprema do amor sublimado. Porém, a maioria dos lares funcionam como oficina e hospital purificadores, onde, sob o calor de rudes provas e dolorosos testemunhos, Espíritos frágeis caminham, lentamente, na direção da Vida Superior.
Muito raro é o encontro de almas iluminadas com objetivos elevados para trabalharem juntas com fins altamente construtivos. Um exemplo de casamento transcendente é o do próprio Allan Kardec com Amélie-Gabrielle Boudet, que embora seu nome não seja citado na Codificação, sua participação e apoio na vida de Kardec foram fundamentais para o cumprimento de sua missão.

CONCLUSÃO
O Espiritismo nos esclarece, portanto, que a instituição do casamento é uma importante oportunidade concedida pela Misericórdia Divina para o nosso aperfeiçoamento, e também dos espíritos de nossos familiares, na jornada ascensional de nossa evolução. Por isso mesmo vale lembrar a recomendação de Emmanuel no livro A Fé, Paz e Amor:
“Se encontrastes em casa, o campo de batalha, em que sentes compelido a graves indenizações do pretérito, não te detenhas na dúvida! Suporta os conflitos à própria redenção, com valor moral do soldado que carrega o fardo da própria responsabilidade, enquanto se desenvolver a guerra a que foi trazido. Não te esqueças de que o lar é o espelho, onde o mundo contempla o teu perfil e, por isso mesmo, intrépidas e tranquilas nos compromissos esposados, saibamos enobrecê-los e santificá-los.”

Por: Gerson Simões Monteiro


FONTE: http://www.correioespirita.org.br/categoria-de-materias/artigos-diversos/1366-confira-se-seu-casamento-e-provacional-ou