sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

PREGAÇÃO DO EVANGELHO




Senhor Jesus, por bondade, a pregação do Evangelho foi confiada a homens falíveis e não aos anjos, para que compreendêssemos que precisamos conviver com a dor, o erro e o desespero, para sermos animados a crer que o poder é de Deus, que só auxiliando o próximo poderemos auxiliar-nos também e que devemos compadecer-nos dos ignorantes e daqueles que erram.
Agradecemos Senhor, aos Teus Benfeitores Espirituais que nos oferecem trabalho, trabalho este de Te apresentar às almas perplexas pela dúvida, oprimidas pelas fraquezas, débeis na fé. Chegamos a elas como homens que somos, mas colaboradores dos anjos celestes, para levar até os homens as verdades deste mundo onde vivemos. Eles se comprazem, Senhor, em poder falar por meio de nossa voz, pois sopraremos onde um livro nosso se fizer presente.
Como chamaste os pescadores da Galiléia, Senhor, chamas ainda os trabalhadores de boa vontade, e feliz de quem Te ouvir.
Desejo, Senhor, que aqueles que me buscam possam compreender as minhas palavras e que cada um seja aquinhoado com o poder divino, e que Tu, Senhor Jesus, possas habitar em cada coração, para que o homem se torne proficiente no bem.
Não me deixes sem trabalho, Senhor, quero sempre abraçar cada companheiro, lembrando-lhes que quando Tu chamaste os apóstolos, conhecias as limitações de cada um deles, mas no dia-a-dia, contemplando a Tua ternura, eles aprenderam as lições da humildade e da paciência. Abriram o coração e tornaram-se não somente ouvintes, mas cumpridores das Tuas palavras. Portanto, Mestre Amado, sei que Te afastarás de nós por causa das nossas fraquezas e dos nossos erros.
Senhor, peço-Te por toda a Humanidade, principalmente pelos mais endurecidos, para que eles despertem; que as vendas do orgulho e da ganância se desprendam de seus olhos e que Tu, Senhor, surjas, mais uma vez, em busca de todos os Teus irmãos.

Assim seja!


Pelo Espírito: Luiz Sérgio
Do livro: Rios de Oração
Psicografia: Irene Pacheco Machado

DEUS SABE



O mundo talvez ignore as dificuldades que enfrentas.
Mesmo assim, não te revoltes contra o mundo.
Deus sabe das lutas que travas na Terra.
É provável que os familiares te cerquem de incompreensão.
Mesmo assim, não te revoltes com os parentes difíceis.
Deus sabe das provas que enfrentas no lar.
É possível que a enfermidade te visite o corpo.
Mesmo assim, não te revoltes contra a doença.
Deus sabe da dores que carregas no veículo físico.
Diante das lutas, incompreensões e dores que a vida na Terra possa te apresentar, não te revoltes, nem desanimes.
Confia em Deus e age no Bem, porque Deus sabe o que se passa contigo e a ação no Bem será sempre a garantia da conquista da paz imperecível.


Pelo Espírito de Scheilla

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

DIVALDO E SUA IRMÃ SUICIDA


Divaldo, conta que viu sua irmã suicida em desespero, após vinte anos do suicídio, dizendo estar impregnada pelo veneno que havia ingerido.
Divaldo começou a pensar no que poderia fazer para atenuar o sofrimento da irmã, tão querida ao seu coração. Ele orava muito pela irmã, mas desejava fazer mais por ela.
Osvaldo, irmão de Divaldo, exercia na cidade de Feira de Santana, no Estado da Bahia, o cargo de Delegado de Polícia.
Divaldo, certa vez, perguntou ao irmão qual o fato que mais o impressionara em sua árdua carreira.
Osvaldo contou-lhe que o quadro mais triste que havia presenciado era a situação das mulheres nos lupanares ou zona de meretrício como eram chamados naquela época. Aquelas mulheres entregavam-se ao comércio carnal, despreparadas para a vida e completamente sem proteção.
Contou-lhe que sua equipe policial, numa das “batidas” naquelas casas, verificou que as pobres mulheres colocavam os filhinhos sob a cama, cobrindo-os com lençóis e os obrigavam a ficar quietos para poderem atender os clientes sobre a cama.
Divaldo foi com o irmão até a zona de meretrício daquela cidade e reunindo as mulheres mais decadentes, já com o organismo corroído pela sífilis e outras doenças, indagou-lhes o que ele poderia fazer-lhes para atenuar a dor e a miséria em que viviam.
A grande maioria disse que gostaria de encontrar alguém que salvasse seus filhos, principalmente as filhas de seguir tal “profissão”.
Uma outra moça implorou chorando:
- Seria tão bom se eu pudesse encontrar uma pessoa com misericórdia que nos salvasse desta desgraça.
Divaldo, enternecido, prometeu que iria cuidar dessas pobres crianças e de suas mães em homenagem à sua tão querida irmã Nair.
Pediu forças a Deus para poder levar à Mansão do Caminho todas aquelas crianças. Eram catorze. Chegaram a ter trinta e seis crianças através do tempo, filhas dessas pobres mulheres equivocadas. Algumas delas conseguiram mudar de vida, ter uma profissão digna, graças à orientação de Divaldo.
E os anos foram passando plenos de trabalho no ideal da caridade e fraternidade.
Quando dona Ana Franco, mãe de Divaldo, desencarnou em 1972, a irmã de Divaldo estava ao lado dela. E naquele momento, Nair agradeceu a Divaldo por tudo que ele havia feito pelas mães e filhos desamparados em seu nome.
Essa homenagem fez muito bem ao Espírito de Nair que passou a se preparar para uma futura reencarnação.
Hoje ela já está reencarnada. Nasceu com lábios leporinos, resultado do veneno que havia ingerido.
Nasceu debaixo de uma árvore, de uma mulher que não tinha marido.
Joanna disse para Divaldo:
- Veja Divaldo, através do mesmo mecanismo que você a homenageou, ela veio (reencarnou) para agradecer.
Mas. . . O mais importante é que lhe foi concedida, pela misericórdia de Deus uma nova oportunidade na Escola da vida. Vale a pena viver e amar como nos ensina o Espírito Joanna de Ângelis. Vale a pena preencher com a fraternidade, a solidariedade, que são frutos amadurecidos de amor, todos os momentos da vida.
Então, se perdemos nossos entes queridos, vamos seguir este exemplo de nosso Divaldo e amar com infinita ternura todos os tristes e desamparados do caminho, tratando-os como pais, mães e irmãos queridos.

(Fonte: Rede Amigo Espírita - postado no referido site por Liudmila Carla Pinheiro em 23/11/2010).

REENCARNAÇÃO DE SUICIDAS


O processo reencarnatório é sempre complexo e fruto de minucioso planejamento. Ao tomarmos conhecimento do nascimento de um novo habitante da superfície terrestre devemos ter a consciência do enorme esforço engendrado não só no plano material, mas também no invisível, para que esse “milagre” seja uma realidade.
As crianças nos demonstram concretamente a confiança de Deus nos seres humanos. Elas são a prova da misericórdia Divina que nos resgata incansavelmente das trevas e suplícios em que nos afogamos repetida e propositadamente.
E, essa mesma misericórdia é a fonte que nos ilumina com a luz morna do dia, que nos invade os olhos infantis curiosos, quando os abrimos pela primeira vez no mundo físico.
Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.
Salmos 23:4

Apesar de um longo e penoso trânsito pela erraticidade os espíritos vítimas de si mesmos, geralmente, não têm condições de presidir a construção de um corpo físico saudável durante seu processo reencarnatório.
A disposição integral dos recursos intelectuais e físicos, amealhados preteritamente por aqueles filhos de Deus, pode ser necessária ao completo êxito de sua missão terrena. Por isso, a espiritualidade responsável por esses pacientes se empenha no tratamento das suas mazelas, através da medicina astral, mesmo quando são frutos da imprudência e do orgulho.
Assim, eles poderão chegar um pouco melhores a terra, e então, terão, por sua vez, a magnífica oportunidade de retribuir ao Criador tamanha benção, colaborando com seus contemporâneos em seu progresso como cidadãos.

Uma das causas mais frequentes de debilidade e deformidade do corpo espiritual é a desagregação energética induzida pelo autoextermínio. As lesões do corpo espiritual são ainda mais severas do que aquelas que desvitalizaram o corpo físico. Não atingem apenas o sistema mental do desencarnado, toda a complexa estrutura perispiritual é comprometida.
Sua delicada tessitura é impregnada pelas energias deletérias que causaram, primariamente, o autoextermínio e por aquelas que se originaram dele. Os componentes unitários do tormento com que se deparam os suicidas são: Dores intensas, de teor moral e físico, acrescidas do desespero de se encontrar vivo após a morte, revolvidas com o cimento da culpa.
Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes.
Mateus 25:30

E sentindo-se servos inúteis reconhecem a justiça de seu tormento imediatamente após o desenlace traumático do corpo físico. Entretanto, a falta de equilíbrio que os caracterizou em vida, os persegue no além-túmulo. Crises subintrantes de arrependimento e desespero se sucedem como se fossem continuar indefinidamente.
Não dispõem de recursos íntimos para atenuarem esse estado de dentro para fora. A prece é impronunciável para eles, sem que entendam o porquê dessa afasia seletiva. É, na realidade, a autopunição que se segue à culpa demolidora.
Querem, e cultivam a dor por ilusão da purificação. Assim o fizeram por milênios e, assim, se conduzem quase que reflexamente.
Interromper esse processo depende de uma fagulha de esperança em seus corações petrificados. Fagulha insignificante, mas perceptível aos benfeitores do além, que nesse momento crítico, de olhar hesitante e frágil voltado para os céus, os acodem e recolhem às instituições caridosas do invisível.
Esse é apenas o primeiro passo em direção á reencarnação libertadora e reconstrutora. Muitos serão necessários.

Os abnegados servidores do cristo que os acolheram, oferecem a eles os medicamentos espirituais mais avançados. Todos eles repletos de um principio ativo que se habituaram a negligenciar em suas numerosas existências físicas pregressas.
É o amor temperado com energias de diferentes ordens, mas também sublimes e retificadoras em sua essência.
Os amigos encarnados atuam expressivamente nesse processo, fornecendo a matéria mais densa para que os cirurgiões do espaço refaçam a delicada anatomia do corpo astral desses pobres desvalidos.
Suturas, drenagens, condutoplastias, inúmeros procedimentos são executados para a melhor recuperação possível de pacientes tão especiais.

Uma vez que se encontrem anatomicamente recuperados (relativamente) serão guiados aos estudos. Não é um processo rápido. A formação de que necessitam é longa, didática e transformadora.
Nas aterradoras crises de confiança são restabelecidos pela doação de energia salutar dos seus colegas em melhores condições.
Começam a se doar uns aos outros, aos próximos bem próximos. Em um momento socorrem e no seguinte são socorridos. Estão ainda em uma montanha russa íntima. No seu ápice acumulam forças para enfrentarem os vales.
Aos poucos estudam suas existências anteriores e os motivos que os levaram ao desespero. Isso é oferecido a eles de uma forma tal que possam se distanciar o suficiente para que entendam e relembrem da dor, sem serem cegados e confundidos por ela.
Com esse método podem identificar mecanismos de defesa impróprios e padrões de comportamento com tendência à recorrência.
Quando conseguem elaborar, ou melhor, metabolizar seu passado são transferidos às escolas gerais. Necessitam do convívio com todos os outros espíritos. Nesta fase já podem ajudar necessitados de outros matizes.

Trabalham em funções diversas, sempre iniciando pelas mais simples. São felizes por terem a oportunidade de realizar pequenas obras. Não são cobrados para erigirem grandes monumentos, pois para muitos deles o orgulho e o poder foram à passarela condutora à derrocada.
Décadas eles despendem nessas escolas, e o tempo todo, são ajudados, escorados, impulsionados pelo amor dos benfeitores espirituais. Muitos são pais, mães, filhos de outras épocas.
A maioria, entretanto, são os seus inimigos do passado, já refeitos dos vícios morais mais limitantes, que hoje agradecem a possibilidade de resgatarem seus débitos cármicos no trabalho junto aos, transitoriamente, mais frágeis.
Ao mesmo tempo em que se recuperam auxiliam no progresso de seus educadores.
O treinamento prossegue, posteriormente, em frentes de trabalho mais densas e perigosas, verdadeiros testes de fidelidade em relação aos exércitos do Cristo. Aprendem a amar o diferente, o ignorante e o demente. Vêem nestes irmãos o reflexo de seu passado recente.

A última fase preparatória para a reencarnação dos antigos suicidas é a elaboração do projeto reencarnatório. Por mais que tenham obtido algum grau de recuperação da anatomia de seu corpo espiritual, as lesões que a essa estrutura foram impostas pela autoagressão ainda serão máculas indeléveis no plano espiritual.
Mesmo que sejam imperceptíveis aos olhos dos próprios portadores elas carrearão, necessariamente, ao corpo físico as mensagens de alerta de um passado que não deve ser revivido.
Serão limitações congênitas de graus variáveis, doenças crônicas severas com crises intermitentes e curtos períodos de acalmia. Insuficiências orgânicas diversas e possivelmente múltiplas.
Essas doenças graves os açoitarão, na vida física, relembrando-os dos compromissos assumidos e, também, cumprindo o papel de verdadeiros exaustores biológicos na drenagem das energias perniciosas e densas de uma qualidade tal que apenas podem ser expurgadas no trânsito pela matéria.

O amor vivido em sua plenitude os livrará das dores inúteis. Aquelas necessárias foram discutidas durante a sua preparação pré-encarnatória e devem ser vividas resignadamente, mesmo quando extremamente dolorosas. A luta pela vida é o exercício diário necessário para que desenvolvam os meios de evitarem novas quedas.
Os amigos espirituais os acompanharão em toda a sua existência física, oferecerão o suporte e consolo diante das suas fraquezas. E a cada obstáculo que venham a superar, mais fortes se encontrarão.
Não mais suicidas serão, mas, ex-suicidas, dispostos ao trabalho retificador em prol do seu próprio progresso. Serão, também, luzes nos rodapés dos longos e tortuosos corredores da existência infeliz de seus semelhantes, daqueles ainda cegos à luz redentora do Cristo.


Dra Giselle Fachetti

Matéria publicada na edição 55 da Revista Cristã de Espiritismo

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

ÚLTIMO REDUTO DA ESPERANÇA



Enquanto o homem não aceitar a realidade de sua própria sobrevivência, além da morte do corpo físico, ele não se sentirá verdadeiramente motivado a trabalhar em sua melhoria íntima.
E, sendo assim, consequentemente, o progresso moral da Humanidade não passará de mera aspiração de espíritos idealistas, que sonham o mesmo sonho que Jesus sonhou, e continua a sonhar para todos os homens na Terra.
Por este motivo, tanto quanto possível, os nossos esforços devem se concentrar em torno da bandeira da Imortalidade, porquanto somente ao admiti-la é que o espírito se sentirá responsável pelos seus atos, conferindo à sua existência um sentido ético.
Exortamos, pois, a encarnados e desencarnados, para que, juntos, continuemos a trabalhar na propagação das ideias que induzam o homem a refletir na continuidade da vida na Vida de além-túmulo.
Para tanto, precisamos de que o Espiritismo prossiga na condição de doutrina pujante e sempre atual, sem, contudo, perder fidelidade aos seus alicerces, que, não obstante, foram fincados com o objetivo de servirem de estrutura lógica ao edifício que apenas começa a se levantar, com o propósito de tocar o firmamento...
Carecemos de articulistas que, dos Dois Lados da Vida, através da palavra falada e escrita, forneçam suficiente material de reflexão às criaturas, a fim de que o Espiritismo, como o disse Kardec, possa ser a “Ciência do Infinito”, e não tão somente mais um “ismo” a se bater pelo maior número possível de adeptos, qual se semelhante hegemonia matemática pudesse conferir autenticidade espiritual aos princípios que defende.
A razão não mais concebe um Mundo Espiritual mágico, de natureza sobrenatural – aliás, este, além de ter sido o grande equívoco das religiões em geral, vem, igualmente, se transformando em grande empecilho para que o Espiritismo continue a se difundir entre os espíritos de bom senso, pois que, infelizmente, há uma grande tendência em se fazer da Doutrina herdeira teológica do Catolicismo, apenas com o refundir conceitos que se atrelam a uma nova terminologia.
Para muitos adeptos do Espiritismo, “Nosso Lar” veio de substituir o Céu dos eleitos, o Umbral, o Purgatório, e as Trevas, as Regiões Infernais...
Evidentemente, que tais conclusões não passam de grande equívoco de interpretação, haurido na leitura superficial que se faz das obras de André Luiz, pois o que referido Autor pretendeu foi justamente demonstrar que a Crosta Terrestre, morada temporária dos homens, não é mais que singelo degrau na escada das Dimensões nas quais, sem solução de continuidade, a Vida se manifesta no contexto da Criação Universal.
Conceitos como Reencarnação, Desencarnação, Perispírito e Mundo Espiritual, precisam, urgentemente, se ampliar, pois, caso contrário, a questão de se entrar e sair do corpo, em termos de lucidez e libertação do pensamento para o espírito, continuará significando quase nada, como, infelizmente, há séculos e séculos, quase nada, em termos éticos, vem significando, por exemplo, para os adeptos do Hinduísmo, do Budismo, ou de quaisquer outras filosofias que admitam a Palingenesia.
Os obstáculos a serem vencidos são imensos, porque, sem dúvida, em nosso próprio campo doutrinário, existem resistências, mas, afinal, este é o nosso desiderato evolutivo – enfrentar resistências dentro e fora de nós mesmos!
Doravante, toda e qualquer doutrina religiosa que, rapidamente, não se vincular ao avanço da Ciência ficará ultrapassada, mas toda a Ciência do mundo que não se iluminar no Evangelho do Cristo terminará por se transformar em instrumento de infelicidade dos que pretende beneficiar com as suas conquistas.
Que o Senhor nos auxilie no propósito de, incansavelmente, prosseguir trabalhando pelo fortalecimento da Doutrina que, na atualidade, se lhe fez depositária das Palavras de Vida Eterna, porque, ouso afirmar, neste século em que apenas cumpriu com pouco mais que seu primeiro decênio de luta, ela é o último reduto da esperança de que o homem não ceda de vez ao materialismo, e, com simples apertar de botões, não venha a transformar este mundo numa imensa bola de fogo!...



INÁCIO FERREIRA
Uberaba – MG, 30 de Dezembro de 2013.

PLANEJAMENTO



"A Doutrina Espírita transforma completamente a perspectiva do futuro.
A vida futura deixa de ser uma hipótese para ser realidade."
O Céu e o Inferno, 1ª parte, Capítulo 2 - item 10.


A obra do bem em que te encontras empenhado não pode prescindir de planejamento.

Nem o estudo demorado, no qual aplicas o tempo, fugindo à ação. Nem a precipitação geradora de muitos insucessos.

Para agires no bem, muitas vezes, qualquer recurso positivo constitui-se material excelente de rápida aplicação. Todavia, o delineamento nos serviços que devem avançar pelo tempo tem regime prioritário.

A terra devoluta para ser utilizada, inicialmente recebe a visita do agrimensor que lhe mede a extensão, estuda as curvas de níveis, abrindo campo propício a agricultores, construtores, urbanistas que lhe modificarão a fisionomia.

O edifício suntuoso foi minuciosamente estudado e estruturado em maquetes facilmente modificáveis.

Até mesmo a alimentação mais humilde não dispensa a higiene e quase sempre o cozimento, a fim de atender devidamente ao organismo humano.

A improvisação é responsável por muitos danos.

Improvisar é recurso de emergência.

Programar para agir é condição de equilíbrio.

Nas atividades cristãs que a Doutrina Espírita desdobra o servidor é sempre convidado a um trabalho eficiente, pois que a realização não deve ser temporária nem precipitada, mas de molde a atender com segurança.

A caridade, desse modo, não se descolore na doação pura e simples, adquirindo o matiz diretivo e salvador.

Não somente hoje, não apenas agora.

Hoje é circunstância de tempo na direção do tempo sem-fim.

Agora é trânsito para amanhã.

Planejar agindo é servir construindo.

Por esse motivo ajudar é ajudar-se, esclarecer significa esclarecer-se e socorrer expressa socorrer-se também.

Planifica tudo o que possa fazer e que esteja ao teu alcance.

Estuda e examina, observa e experimenta, e, resoluto, no trabalho libertador avança, agindo com acerto para encontrares mais tarde, na realização superior, a felicidade que buscas.

Para que o Mestre pudesse avançar no rumo da semeação da Vida Eterna, enquanto entre nós, na Terra, meditou dias e noites, retemperando as próprias forças, sentindo o drama e a aflição dos espíritos, a fim de que, em começando a trajetória de amor, nas verdes paisagens da Galileia e nas frescas margens do Tiberíades não recuasse ante a agressão e a impiedade que investiram contra o Seu Apostolado, planejando e agindo, amoroso, até a morte. E mesmo depois, em buscando os paramos da Luz Inextinguível volveu, para os que ficaram na retaguarda, o coração generoso, acenando-lhes com a plenitude da paz depois da vitória sobre eles mesmos.

Joanna de Ângelis

FRANCO, Divaldo P. "Espírito e Vida". Pelo Espírito Joanna de Ângelis. 2ªed. Salvador, BA: LEAL, 1978, cap

ZELAI POR NOSSA CASA!



O planeta avança cumprindo com a programação divina.
Apesar de todo progresso que a humanidade engendra, o Evangelho de Jesus é o Sol da Verdade.
Sem a utilização ética de todo o conhecimento produzido pelo homem, de que nos valerá a inteligência?
A Boa Nova, consubstanciando a biografia e os ensinos do Cristo, é fonte segura para nossa condução na Terra e na Vida do Infinito.
Por isso, irmãos, zelai por vossa Casa!
Em que local os desejosos da Verdade Espírita sorverão, com segurança, os apontamentos dos imortais e de Kardec?
Zelai por vossas instituições de Espiritismo para que a modernidade, e tudo quanto à ciência confirmará, vos permita a continuidade do trabalho e vossa fé se robusteça.
Todavia, cuidai para que a vossa Casa não se perca no elitismo fanatizante que exclui os pobres e necessitados.
Jesus e o seu Evangelho devem acolher os necessitados de toda ordem sem exigências e titulação ou conquistas nobiliárquicas.
Nossos Centros devem manter a simplicidade de propósitos e o acolhimento das criaturas.

Portanto:

- Ensinar doutrina aos doutos, mas, também e, principalmente, aos ignorantes;
- Cuidar do rico, mas priorizar os pobres;
- Falar aos sadios, mas valorizar os enfermos;
- Destacar os que venceram o mundo, no mundo, mas preocupar-se com os chafurdados, ainda, nas lutas íntimas;
- Bendizer os amigos, mas perdoar e incentivar, ao bem, os inimigos;
- Expor doutrina, mas, testemunhar o Cristo;
- Manter o prédio, mas vivificar o espírito doutrinário de nossa Casa;
- Acolher a pobreza, mas não desmerecer os párias que já estão conosco;
- Olhar para fora, mas cuidar, também e com igual carinho, dos de dentro;
- Amar a Doutrina, mas respeitar o companheiro de serviço;
- Desejar o aprimoramento de nossas práticas, mas estimar os cooperadores ajudando-os no entendimento e no reequilíbrio;
- Pensar a paz, mas promover a união dentro de nossos núcleos;
- Almejar a independência financeira, mas não trancafiar-se às burras regurgitantes, movimentando os recursos do Senhor no financiamento de boas obras;
- Sustentar a democracia, mas confiar nos dirigentes;
- Zelar pela Verdade, mas não fazer dela instrumento ferino causador de desordem e confusão.
Com efeito, de que valerá uma Casa Espírita no mundo, se a luz portentosa do Evangelho não estiver acesa?
Onde há escuridão não haverá progresso de fato!
Filhos,
Trabalhai confiantes zelando por Vossa e Nossa Casa.
Quando as lutas se fizerem mais intensas, no trato das coisas de Jesus, experimentai a prece e o silêncio.
Se vossa postura, ainda que defendendo a Verdade, fizer ruir as estruturas da Casa que abriga multidões, aprendei a calar e entregai o caso ao Senhor.
Não produzais sons horríssonos por meio dos vossos comentários e desequilíbrios.
A voz que não aprendeu a edificar, cala, evitando complicações para o futuro.
E, em recordando o Evangelho, imitai-o na instrução: “Meus discípulos serão conhecidos por muito se amarem”. (Jo 13:35)
Irmãos!
O futuro vos espera!
Nobres tarefeiros voltarão e convém que vossa Casa ofereça condições mínimas para o trabalho de Jesus avançar.
Cuidai da pureza doutrinária, estudando e vivendo o Espiritismo, para que vossa conduta seja a pena sublime a grafar no livro dos céus, onde lêem os espíritos do Senhor, o vosso nome como seareiros e trabalhadores da Verdade.

Bezerra de Menezes


 (Psicografia médium Emanuel Cristiano, em 10/3/2013 no Centro Espírita “Allan Kardec” de Campinas/SP).