quinta-feira, 30 de maio de 2013

Corpus Christi - Visão Espírita

CORPUS CHRISTI - comemoração católica

Como começou a comemoração de Corpus Christi pelos católicos?
Segundo narração católica, uma garota chamada Juliana que nasceu em Liège em 1192, interna de um convento das agostinianas em Mont Cornillon, aos 17 anos começou a ter 'visões'. O Papa Urbano recebeu o segredo das visões. Uma das visões retratava um disco lunar dentro do qual havia uma parte escura. Isto foi interpretado como sendo uma ausência de uma festa eucarística no calendário litúrgico para agradecer o sacramento da Eucaristia. Então, Corpus Christi tornou-se um feriado católico cuja finalidade é para agradecer a presença "real" de Jesus Cristo no sacramento da Eucaristia. As hóstias acreditam eles, ser o próprio corpo do Cristo (Corpus Christi em latim), e o vinho o sangue.

Mas, o que é Eucaristia?

É um ritual que reproduz a última ceia, onde Jesus disse: "Este é o meu corpo. isto é o meu sangue. fazei isto em memória de mim", com a intenção de promover a comunhão (comum-união) entre os católicos e Jesus. Tal ritual acontece durante as missas quando o padre distribui a hóstia e toma um gole de vinho.
Onde começou a procissão de Corpus Christi com as ruas enfeitadas?
Os protestantes da Reforma de Lutero negavam a presença real de Cristo na Eucaristia. Por isso, o catolicismo fortaleceu o decreto da instituição da Festa de Corpus Christi, obrigando o clero a realizar a Procissão Eucarística nas ruas das cidades, como manifestação pública da fé na presença real de Cristo na Eucaristia. Tornou-se, então, uma disputa entre católicos e protestantes, esquecendo assim o verdadeiro sentido do cristianismo. Por isso, vemos os católicos enfeitarem as ruas nesta data.
E para os espíritas, o que significa a frase: "Este é o meu corpo.. . isto é o meu sangue . . . fazei isto em memória de mim"?
Jesus, na última refeição que fez com os apóstolos, tomou de um pão, deu graças e repartiu entre eles, dizendo ser (simbolicamente) o "seu corpo" (o corpo da sua doutrina: o pão espiritual) oferecido para eles. Da mesma maneira Jesus fez com o cálice de vinho, dizendo ser (simbolicamente) seu sangue (o sacrifício que Ele se submeteria para beneficiá-los). E pediu: "façam isto em memória de mim.”
Para nós espíritas, Jesus pediu para que os apóstolos (do cristianismo), em qualquer época, de qualquer religião, compartilhassem uns com os outros o pão de sua doutrina que é o pão espiritual: O AMOR, ou melhor, o pão de cada dia, seja ele o pão de trigo, o pão do espírito, o pão da dor ou da alegria. Enfim, que doassem e se doassem, com sacrifício, derramando sangue, se preciso fosse, assim como Ele fez por nós. Ele fez este pedido porque sabia que sua doutrina (o cristianismo) não seria de fácil aceitação, por isso concluiu nesta mesma ceia: "se me perseguiram, também perseguirão a vós outros." Tanto que seus apóstolos foram perseguidos e mortos barbaramente. Exemplo: Pedro foi crucificado de cabeça para baixo; os cristãos novos morreram nas arenas comidos por leões. E Jesus conclui pedindo que fizessem isto em memória Dele, ou seja, para que Seus ensinamentos não ficassem esquecidos.
O que podemos fazer para que os ensinamentos cristãos não fiquem esquecidos?
Ressuscitando Jesus em nossas atitudes e palavras e não apenas reproduzindo Seus gestos e palavras. Afinal, foi Ele que nos ensinou que: "A fé sem obras (úteis) é morta.”

Texto de Rudymara

Fonte: GRUPO DE ESTUDO ALLAN KARDEC

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Minha Vida em Outra Vida


Simplicidade

“É curioso observar como a vida nos oferece resposta para os mais variados questionamentos do cotidiano. Vejamos:
A mais longa caminhada só é possível passo a passo.
O mais belo livro do mundo foi escrito letra por letra.
Os milênios se sucedem segundo a segundo.
As mais violentas cachoeiras se formam de pequenas fontes.
A imponência do pinheiro e a beleza do ipê começaram ambas, na simplicidade das sementes.
Não fosse à gota, não haveria chuvas.
O mais belo ninho foi feito de pequenos gravetos.
A mais bela construção não se teria realizado senão a partir do primeiro tijolo.
As imensas dunas se compõem de minúsculos grãos de areia.
Como já refere o adágio popular: nos menores frascos se guardam as melhores  fragrâncias.
É quase incrível imaginar que apenas sete notas musicais tenham dado vida
à” Ave Maria”, de Bach,
E à “Aleluia”, de Handel.
O brilhantismo de Einstein e a ternura de Tereza de Calcutá tiveram que estagiar no período fetal, e nem mesmo Jesus, expressão maior do amor, dispensou a fragilidade do berço.
Assim, também o mundo de paz, harmonia e concórdia com que tanto sonhamos só será construído a partir de pequenos gestos de compreensão…
de solidariedade,
de respeito,
de ternura,
de  fraternidade,
de benevolência,
de indulgência e de perdão no dia-a-dia.
Ninguém pode mudar o mundo, mas podemos mudar uma pequena parcela dele: esta parcela que chamamos de “eu”.
Não é fácil, nem rápido, mas vale a pena tentar.
AJUDE O SEU MUNDO!!!…
DEIXE A SUA MARCA!!!…”

Alexandre Garcia - Jornalista

terça-feira, 28 de maio de 2013

Estudando o Pai Nosso

PRECE INICIAL: Pai Nosso

 TEMA: Estudando o Pai Nosso 

Objetivo: Aprender o significado da oração do Pai Nosso
               Saber que foi Jesus quem nos ensinou esta oração

Atividade: Montagem de livreto com o Pai Nosso ilustrado

Recurso: · cartolina
Lápis de cor
Cola
Ilustrações

Metodologia: Através de cada ilustração explicar cada frase do Pai Nosso


PAI NOSSO QUE ESTAIS NO CÉU


Deus é pai amoroso de toda a humanidade, para ele devemos estar sempre unidos como filhos fraternos.
Deus é nosso Pai, Criador do Universo. Todos somos irmãos, filhos do Criador. Deus é Pai amoroso, e podemos nos dirigir diretamente a Ele em nossas preces.

SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME.
Em tudo vermos a bondade de Deus e Sua grandeza. Como é bom agradecer por tantas coisas que Deus criou e nós tiramos proveito!

VENHA A NÓS O VOSSO REINO.
O Reino do Céu é igual a felicidade. Nós a conseguimos com muito trabalho no bem. Você já pensou quanta gente trabalha para chegar às suas mãos um pedaço de doce? Cada um deve colocar os ensinamentos de Jesus em prática, a fim de que se instale o reino de Deus em nós, que é o reino da paz, da justiça e do amor; as Leis Divinas estão gravadas na consciência de cada ser humano.


SEJA FEITA A VOSSA VONTADE, ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU.

Cada um deve fazer a sua tarefa com amor, aceitar as dificuldades e também aceitar-se!

A vontade de Deus está expressa na Lei de Causa e Efeito, na Lei de Amor. Devemos vigiar nossos atos, pois tudo de bom e de ruim que fazemos gera conseqüências. E ter resignação para aceitar estas conseqüências. 

O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAÍ HOJE

Existe o alimento material e espiritual. Os ensinos de Jesus são o alimento Espiritual da Humanidade.
Pedir apenas o necessário. Pedir o pão que alimenta o corpo físico e o pão da alma que é a fé, a confiança em Deus; Dai-nos o pão de cada dia, ou seja, os meios de adquirir, pelo trabalho, as coisas necessárias à vida, pois não devemos pedir o supérfluo, o desnecessário. Perdoai, Senhor, as nossas dívidas, assim como aos nossos devedores.
É desculpar quando nos magoam como Deus perdoa as coisas que fazemos de errado
Assumimos o compromisso de perdoar o nosso irmão, sem mágoa, sem rancor, esquecendo a ofensa. Somos espíritos ainda imperfeitos, erramos muitas vezes, mas nos comprometemos a esforçarmo-nos para sermos caridosos, perdoando e esquecendo as ofensas contra nós proferidas. 
E NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM NOVAS TENTAÇÕES
Nós precisamos ter cuidado com nossos pontos fracos.
EGOISMO – ORGULHO – DESRESPEITO – PREGUIÇA
Analisar as situações, aprender com os erros, procurar fazer sempre o bem, o correto. Não basta não fazer o mal, é necessário fazer o bem. Estar atento às influências espirituais de encarnados e desencarnados. Importante que combatamos nossas más inclinações e vícios, porque nossas imperfeições são portas abertas às influências de outros espíritos que desejam nos prejudicar.

MAS LIVRAI-NOS, SENHOR, DE TODO MAL. ASSIM SEJA.
 Compreender que Deus é justo e só faz o bem. Bem sofrer é aproveitar o sofrimento para crescer moral e espiritualmente, sendo resignado, mas sem acomodação.
                                                                   FONTE: Brincando e Aprendendo o Espiritismo Vol.1

·                     Cortar as duas faixas do pai nosso que foram pintado pelas crianças. Retirar o último retângulo, onde diz PAI NOSSO, pois ele será a capa. Colar a faixa 1 ao lado a faixa 2 na cartolina. Dobrar fazendo uma sanfona.


Prece final



Prece da Serenidade


quarta-feira, 22 de maio de 2013

Reencontro de Almas (adulto)

http://www.calameo.com/read/000977468c228229d39fe

Nas Teias da Escuridão (adulto)

http://www.calameo.com/read/0009774683798a9d12cc1

O Palhaço Fantasil - História Infantil

http://www.calameo.com/read/00097746811bf4d7efb6a

Juju - História Infantil

http://www.calameo.com/read/000977468436530a8ea1b

Aprender a Amar



Sobre Aprender a Amar, Shakespeare e Nietzsche: mudando padrões em nossa vida.

Com o estudo da Doutrina Espírita - e de outras escolas espiritualistas – vemos que o objetivo da vida, não é a autossatisfação, a busca por prazeres ou a acumulação de riquezas. Estamos aqui para evoluir espiritualmente, ou seja, nos distanciarmos de antigos padrões de comportamento e caminharmos em busca da ascensão moral, intelectual e consequentemente, espiritual. Neste sentido, o universo sempre conspira ao nosso favor.
O que significa estar ao nosso favor?
Não significa nos brindar com a realização dos nossos desejos ou fantasias românticas. Significa nos fornecer acontecimentos que temos que entender aceitar e refletir com eles: há alguma lição a ser aprendida.
Irmãos, já perceberam como muitas vezes as mesmas situações voltam a ocorrer? As mesmas dificuldades já antes vividas?
Shakespeare em seu soneto 30 aborda a questão do retorno do mesmo em nossas vidas:

 “Quando em pensamentos silenciosos;
Evoco a lembrança de coisas passadas,
Lamento a falta de muitas coisas que busquei,
E com antigas aflições renovadas lastimo o
desperdício do meu precioso tempo.
Posso então sofrer pelas mágoas passadas,
E recontar cada tristeza com o coração pesado
A triste lembrança de coisas que já sofri,
E que padeço novamente como se antes não
o tivesse feito.”

E assim, padecemos novamente as mesmas dificuldades já vividas.
O Eterno retorno do mesmo, conceito filosófico formulado por Friedrich Nietzsche e acima exposto no soneto de Shakespeare, diz que estamos sempre presos a um número limitado de fatos em nossas vidas. Fatos, situações e dificuldades que ocorreram no passado, se repetem no presente e se repetirão no futuro.
E de certa forma, é natural que vivenciemos situações muito similares, já que nós mesmos pouco mudamos.
Causa e Efeito. Simples assim.
Os relacionamentos humanos são uma escola. Matriculados que estamos na série primária do Amor, negligenciamos o estudo, confundimos a lição, somos desleixados na hora de fazer a prova e acabamos reprovados. E mais de uma vez.
Estamos aqui aprendendo a amar a nós mesmos e aos outros. Aprendendo a desenvolver a capacidade de Amar. E se amar for uma habilidade?
O Amor não é um acontecimento externo fortuito: é algo dentro de nós. É uma habilidade a ser desenvolvida. É uma conquista do Espírito.
Em relacionamentos, por vezes vemos no outro um reflexo de nós mesmos que nos incomoda então buscamos outro “amor”. Achamos que terminamos uma relação, quando na verdade, fugimos de nós mesmos, ou de uma parte de nós que muito nos desagrada que a relação nos fazia ver.
Se relacionar é mais do que conhecer e conviver com o outro, é conhecer a si mesmo. Por vezes aquela pessoa que nos relacionamos é uma oportunidade única de autoconhecimento e de melhoria de nós mesmos.
E nós, agindo como quem não quer olhar no próprio espelho, reagimos, fugimos dos eventos, pessoas e situações, incapazes de olharmos para nós mesmos de forma mais profunda e sincera. Projetamos no outro nossas sombras, potencializamos os defeitos alheios e nos esquivamos de fazer uma autoanálise mais sincera: essa é a fórmula de nossa fuga de si mesmo e responsabilização do outro.
Por fim, terminamos relações. E mais uma vez, matamos o mensageiro, por não gostar da mensagem. Quebramos o espelho, por não gostar do reflexo.
Então buscamos algo “novo”. Até que o novo se torne o mesmo de antes mais uma vez. E geralmente, em doses mais fortes. O eterno retorno do mesmo parece de fato nos perseguir. E seu grito é cada vez mais forte. Seria devido a nossa surdez?
E o Amor?
O Amor verdadeiro poderia estar ali em todas as situações e relacionamentos.
Mas o ego tem dificuldade de enxergar algo além de seus interesses. Inclusive o Amor, que se não o bajula e atende então não lhe serve.
Notem bem que se trata de um verbo, irmãos: “servir”. O ego pode impor a servidão a tudo em seu redor, se não tivermos vigilância.
O ego, nesse momento em que lemos esta mensagem, nos faz reconhecer (projetar?) no outro o comportamento que nos incomoda, quando ele pode ser em grande parte nosso.
O verdadeiro Amor expande as fronteiras de nosso ego: o outro passa a ser eu, também.
O verdadeiro Amor ilumina a sombra de cada um, reeducando nossas tendências menos nobres.
O Amor dignifica. A quem ama e quem é amado.
Não estamos falando do amor romântico: estamos falando da verdadeira capacidade de Amar.
Sejam pais e filhos, namorados, amigos ou desconhecidos, onde o Amor estiver os envolvidos se transformam, as dificuldades se transmutam, a vida se renova.
Emmanuel nos lembra na mensagem “Problema Conosco” presente no livro Justiça Divina que todos temos acertos e desacertos. Todos possuímos sombra e luz. Que ninguém poderá desertar da luta evolutiva e aconselha-nos a continuar vigilantes na melhoria de si mesmo e na certeza de que o amor puro liquidará as tristezas e nos trará a felicidade assim que nós estivermos reeducados moral, sentimental e espiritualmente.
Irmãos, se vocês já conseguem perceber padrões ocorrendo em suas vidas, então já possuem maturidade para fazer algo a respeito. Há alguma mensagem sendo enviada.
Tenhamos a força moral de reconhecer e retificar a nós mesmos, antes de tentar modificar ao próximo. Tenhamos a coragem de olhar nosso comportamento com a mesma crítica que olhamos o comportamento do outro. É preciso termos "olhos de ver".
Até quando teremos o eterno retorno do mesmo, das antigas aflições renovadas em nossas vidas?
Eis a chave para nos libertarmos do eterno retorno do mesmo e parar de padecer antigas aflições novamente: aprender a Amar.
Há algo novo, com mais alegria e paz de consciência à nossa espera, aguardando a condição de se manifestar em nossas vidas.
Não está lá fora. Está dentro de nós.
Só o Amor – vivenciado como verbo e não como substantivo abstrato – poderá nos fazer ter uma vida renovada.
“Senhor, permita-nos a graça de aprender a amar”.

Assim seja!

Mensageira Divina




Mensageira Divina
Conta uma escritora ter, como hábito, ler nos jornais o chamado Correio Sentimental. Feliz no casamento, o seu não é o propósito de encontrar um novo amor, mas, simplesmente, ler por ficar fascinada por esses anúncios.
Certo dia, um desses lhe chamou a atenção de forma muito especial. Dizia: Henrietta. Lembra-se de termos namorado em 1938? Nunca me esqueci de você. Por favor, me telefone. Irving.
A curiosidade não a deixou em paz enquanto não tomou do telefone e ligou para Irving. A voz que atendeu era uma voz madura e, depressa, ela foi dizendo que não era Henrietta.
Porque mostrasse interesse, Irving contou que, em 1938, ele conhecera Henrietta e se haviam apaixonado. A família dela, contudo, achava que ela era muito nova para casar.
Por isso, logo mandaram a jovem para a Europa por alguns anos. Ela acabou casando com outro homem que conheceu naquele continente.
Irving também se casara. Estava viúvo há 3 anos e só. Pensou que se Henrietta também estivesse só, talvez pudessem reatar aquele doce amor da juventude.
A escritora ficou muito comovida com a esperança que revelava aquele homem. Durante dois anos acompanhou as buscas por Henrietta, sem nenhum resultado.
Então, um dia, no ano de 1993, no metrô de Nova York, enquanto lia o Correio Sentimental, foi interrompida por uma voz feminina que perguntou: Procurando um novo marido, querida?
Não, respondeu. Leio por curiosidade. Nunca teve vontade de ler tais anúncios?
Absolutamente, disse a senhora. Acredito que há muito sofrimento nessas páginas.
A conversa evoluiu e a jornalista acabou por concordar com a desconhecida, que havia muito sofrimento naquelas páginas.
Contou-lhe, na sequencia, a história de Irving e Henrietta. Ao finalizar, falou:
Gostaria de dizer que Irving encontrou o seu amor. Infelizmente, isso não aconteceu. Ou ela morreu, ou mora em outra cidade ou então não lê o Correio Sentimental.
A mulher falou baixinho: É a terceira opção. Acredite, eu tenho certeza.
E logo em seguida: Você ainda tem o número do telefone?
E aquele rosto enrugado, revelando uma beleza que já não dispunha de brilho agora, iluminou-se quando a jornalista lhe entregou o número do telefone de Irving.
Henrietta fora encontrada.
* * *
A esperança se constitui em apoio dos fracos e dos fortes, dos pobres e dos ricos, dos poderosos e dos necessitados.
A esperança é uma mensageira divina que ante o ardor do verão, quando tudo resseca, fala com suavidade do outono que se avizinha.
Na doença, ela fala sobre as bênçãos da saúde, inspirando coragem.
Na soledade ou no abandono, ela faculta a ligação com Deus e sempre oferece uma palavra de bom ânimo.
A força da esperança é tão grande que vence o tempo. Vence também a morte porque descobre a imortalidade que fala dos afetos que, embora sem o corpo físico, vivem e continuam a amar.
Redação do Momento Espírita com base em relato extraído do livro Pequenos milagres, de Yitta Halberstam e Judith Leventhal, ed. Sextante, e no cap. 19 do livro Perfis da vida, pelo Espírito Guaracy Paraná Vieira, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.


terça-feira, 21 de maio de 2013

Bondade


PRECE INICIAL: Pai Nosso

 

TEMA: Bondade

Objetivo: Saber a importância de ser bom.
                Entender que praticar boas ações ajuda a nós e ao nosso próximo.
               Compreender o que Jesus espera de nós.

Recurso: desenho / historinha

Atividade: Contar a história: Conversa no ônibus
                Distribuir o desenho para as crianças colorirem
                
Metodologia: CONVERSANDO SOBRE A HISTÓRIA

  • A atitude de Renato foi importante para Clara? Por quê?
  • Existe um momento certo para se ter boas atitudes? Devemos ter boas atitudes sempre, em todos os momentos.
  • Que atitudes uma criança pode realizar para tornar o mundo melhor?
  • Não devemos esperar para fazer coisas grandes, podemos realizar uma porção de pequenas boas ações, que somadas, fazem uma GRANDE diferença no mundo.
  • A bondade se transforma em amor e beneficia aqueles que se aproximam de nós. A bondade deve estar presente em todos os nossos atos.
  • Embora pensemos que nossas atitudes passem despercebidas, Deus tudo vê.
  • Devemos analisar, antes de dormir, se agimos com bondade durante o dia. Se nossas atitudes não foram bondosas, podemos orar a Deus e ao nosso Espírito Protetor para que nos auxiliem e orientem para que no dia seguinte possamos ter apenas atitudes de amor e bondade.
                  
Reflexão: Para ser ajudado temos que ser bons, obedientes e cumpridores dos
               nossos deveres cristãos.

Uma conversa no ônibus


- Faltam cinco centavos, mocinha...
         O cobrador esperava, enquanto Clara revirava seus bolsos atrás da moedinha. Mas ela não tinha os cinco centavos para completar a passagem de ônibus...
         - Aqui está!
         Renato espontaneamente estendeu uma moeda sua ao cobrador. Clara, aliviada, retribuiu a gentileza do amigo com um sorriso e agradeceu.
         Os dois sentaram-se atrás de Luísa, irmã mais velha de Clara. Eles observavam a cidade e as pessoas... Quantas diferenças! Ficaram tristes ao ver crianças fora da escola, pessoas pedindo esmolas nas calçadas, casas muito pobre... Homens e mulheres com rostos cansados e sem esperança...



De repente, Clara pergunta:
         - Por que o mundo é assim tão triste?
         Renato ficou pensativo. Luísa virou-se para eles e respondeu:
         - Infelizmente ainda é assim. Se cada um de nós fizesse a sua parte, teríamos um mundo melhor... Mas nem todos querem ajudar.
         Luísa frequentava o Grupo de Jovens Espíritas. Lá eles conversavam muito, para entender as pessoas e o mundo. Eles também se perguntavam o que podiam fazer para ajudar a melhorar essas realidades.


- Esse mundo não tem jeito mesmo! Ninguém se importa com ninguém... Desabafou Renato.
         Mas logo Luísa corrigiu:
         - Isso não é verdade, Renato. Tem muita gente que não se importa mesmo com ninguém. Mas também há aqueles que se importam, e fazem alguma coisa pelos outros, ainda que seja pouco. Mas quase ninguém fala sobre as coisas boas que essas pessoas fazem. Só falam nas coisas ruins.
         Então, Luísa lembrou a eles muitas coisas boas que as pessoas fazem:

Um rapaz se levantou para deixar o banco para um velhinho, no ônibus. O motorista esperou a moça atravessar a rua. Duas crianças que repartiam o lanche, na escola. O médico que atendia pessoas pobres sem nada cobrar. As pessoas que faziam teatrinho para as crianças do orfanato. A senhora que comprava cadernos para que o filho da empregada continuasse estudando. As campanhas de doação de roupas e alimentos para as pessoas carentes de coisas materiais. Os garotos que visitavam os velhinhos no asilo. O senhor que sempre sorria para o carteiro...
         Havia muitas pessoas boas, realmente! E havia muitas oportunidades de ajudar, todos os dias!
         Clara lembrou-se da moeda que Renato lhe dera pra completar a passagem. Eram apenas cinco centavos... Não era muito, mas fez grande diferença para ela!
Naquele dia, no ônibus, Clara e Renato, com a ajuda de Luísa, entenderam que o pouquinho que damos de nós mesmos pode fazer uma enorme diferença para quem recebe. E assim, com pequenas atitudes, podemos tornar o mundo um lugar melhor de se viver.
                                                                                                  
                                                                                                                                          Letícia Müller  



Prece final   












Ninguém se encontra por acaso


Vencerás


Partidas e chegadas


segunda-feira, 20 de maio de 2013

Oração da Vida


Dia das Mães


PRECE INICIAL: Pai Nosso

TEMA: DIA DAS MÃES


Objetivo: enfatizar aos evangelizandos a importância do reconhecimento e do amor dedicado aos filhos por suas mães, não só num dia especifico, mas em todos os dias, uma vez que seu amor é incondicional e que as mães se esforçam para fazerem o seu melhor, sempre em benefício dos filhos.
 Conscientizá-los de que mãe não é só a mulher que gera e dá à luz a uma criança e sim aquela que cria um ente querido (uma avó, uma tia, uma madrinha), dando-lhe carinho e proteção e que, portanto merecem respeito, muito amor, compreensão, auxílio e gratidão de seus filhos, pois fazem tudo para auxiliá-los em sua evolução, sofrem com seus sofrimentos e querem que eles estejam sempre bem e felizes. Falar dos filhos adotivos, que são amados pelas suas mães, não fazendo diferença o fato deles não terem sidos gerados em seu corpo físico.

Atividade: - contar a história “Conversando sobre os pais”


Recurso: cartões diferenciados para entregar às mães.



Metodologia: sondagem dos sentimentos. Realizar uma conversa fraterna.
 * Que dia se comemora no segundo domingo de maio?
 * O que representa a mãe para vocês?
 * Como é o seu relacionamento com sua mãe? Explique.
             * Como você gostaria que sua mãe fosse ou agisse com você? Por quê?
          Proporcionar um momento de reflexão aos evangelizandos, dizendo que os lares podem ser formados por um pai e uma mãe, apenas pela mãe, ou apenas pelo pai. Também há famílias em que os responsáveis pela educação das crianças são a avó (ou avô), uma tia, ou até uma irmã mais velha. E que na aula de hoje eles vão compreender o papel da mãe (ou da pessoa que exerce suas funções na família).
         As mães são as guardiãs do lar, um verdadeiro anjo protetor enviado por Deus, que dedica aos filhos carinho, amor e proteção, que trabalha e se sacrifica inúmeras vezes por seus filhos e desejam que eles estejam sempre bem.
         O filho deve retribuir sempre toda dedicação que a mãe lhe proporciona, sendo grato e respeitando a mãe. No Dia das Mães devemos dar muito mais do que o presente material: oferecer a ela muito carinho, beijos e abraços sinceros, que valem muito mais do que coisas materiais.
         Esclarecer que se outra pessoa nos criou, fazendo o papel da mãe (avó, tia, ou qualquer outra pessoa), ela merece todo nosso carinho e reconhecimento por seu afeto e dedicação. O Dia das Mães é uma homenagem a essa figura de mãe. É um agradecimento especial a todo este trabalho, e deve ser mais que uma data comercial, de entrega de presentes, deve ser um momento de expressar a gratidão e o amor, através de abraços, beijos e atenção a essa pessoa tão importante e especial em nossas vidas. Lembrar que o ideal é reconhecer a sua importância e dedicação através de demonstrações de afeto não só no Dia das Mães, mas em todos os dias do ano.
         Dizer também que das mães devemos guardar somente o amor a nós dedicado e as boas coisas que vivemos juntos, esquecendo os mal-entendidos. Apesar de algumas vezes não entendermos ou concordarmos com certas atitudes de nossas mães, elas certamente visam o bem de seus filhos. Além disso, as mães também são Espíritos em evolução e erram (tentando acertar) e merecem o perdão de seus filhos, assim como os perdoam, pois os filhos também erram.

                                        Conversando sobre os pais

         Era hora do recreio, e as crianças conversavam no pátio da escola: Fred e Gugu, Pedro e Marina. Fred era irmão de Gugu, e Pedro era irmão de Marina.
         - Tô com raiva da minha mãe! - dizia Fred. Ela disse que ia me levar ao circo, e não levou. Foi deixar para a última hora, aí teve que fazer serão na loja, e não deu tempo...
         - Que é serão? - perguntou Marina.
         - É quando a pessoa tem que ficar no trabalho até mais tarde, porque tem muito serviço para fazer - explicou Gugu.
         - Ah!... - continuou a garota. Minha mãe às vezes faz isso aí, lá no hospital onde ela trabalha. Só que lá eles falam plantão, e não serão. Eu não gosto que ela fique de plantão! Quando ela sai fico de cara feia, e não faço nado do que ela manda!
         - É, Marina - observou Pedro. Você faz isso mesmo, mas a mamãe precisa trabalhar e fazer plantão para ganhar mais um dinheirinho, já que não temos mais o papai para nos ajudar...
         - Vocês não têm pai? - perguntou Gugu.
         - Ele desencarnou no ano passado - esclareceu Pedro.
         - Eu acho que pai e mãe às vezes são muito chatos! Zangam com a gente à toa, não nos deixam fazer o que queremos, botam horário para estudar, para ver televisão... - tornou Fred.
         Nisto, chegou a professora Judith, trazendo duas lancheiras. E falou:
         - Fred e Gugu, a mãe de vocês vieram trazer as lancheiras com as merendas que esqueceram em casa.
         - Puxa, que lancheira legal, Gugu! A sua também Fred - disse Marina.
         - Meu pai comprou para nós, quando ele recebeu o salário - respondeu Gugu.
         A professora Judith, que ouvira parte da conversa das crianças, falou:
         - Pois é meninos eu ouvi um pouco da conversa de vocês, e gostaria de dar minha opinião, porque também tenho filhos. Os pais às vezes fazem coisas das quais os filhos não gostam. Nós não somos perfeitos, também enfrentamos problemas... Mas o importante é que os pais, além de nos terem dado um corpo para vivermos, se dedicam a nos ajudar até que cresçamos, e mesmo depois, sempre dispostos a nos dar muito carinho e atenção. Quantas noites terão passado em claro, quando éramos bebês e chorávamos.. . Quantas coisas terão deixado de comprar para eles a fim de nos darem algum presente. Eles trabalham duro e o salário é para nos sustentar, nos dar conforto, dentro de suas possibilidades. É claro que os pais são também pessoas como as outras, com qualidades e defeitos, mas sempre merecedores de nossa gratidão e amor. Se tratarmos bem pessoas que nem conhecemos direito, como não dispensar carinho e atenção aos paizinhos que são responsáveis pela nossa existência?
         Lembrando a mamãe, às vezes com uma expressão de cansaço, quando chega do plantão, mas que ainda encontra ânimo para lhe fazer um carinho, ou arrumar as coisas que ela se recusara a fazer, Marina comentou:
         - A senhora tem razão, D. Judith! A mamãe às vezes fica muito chata, porém, durante a maior parte do tempo ela é tão boa para a gente!
         - O papai também é muito legal. Acho que eu é que fico exigindo muito dele. Afinal, mesmo não sendo o tempo todo como eu gostaria que ele fosse, é o meu melhor amigo de verdade! - ponderou Fred, com um largo sorriso.
         - Também acho! - acrescentou Gugu.
         - Quando chegar na minha casa vou dar um abração na mamãe - ajuntou Marina - eu procurarei ajudar para que não fique tão cansada com tanto serviço a fazer!
         - Eu também! - completou Pedro.
         E como se aquelas decisões fossem luzes em seus corações, as crianças sentiram-se mais leves e felizes, experimentando como é bom cumprirmos as leis de Deus, sendo uma delas o "honrar pai e mãe", ou seja, respeitar, compreender, auxiliar e cultivar afeição para com aqueles que nos deram a bênção do corpo.

Prece final
OBS: várias opções de lembrancinhas





Obediência


PRECE INICIAL: Pai Nosso

 

TEMA: Obediência


Objetivo: Entender o que é ser obediente
              Compreender que quando somos desobedientes podemos correr riscos
              
Atividade: - contar a história “Gisa e Arco”.

Recurso: móbile e desenho

Atividade reflexiva: conversar com as crianças.
* A tartaruga e o peixe foram obedientes?
* O que aconteceu com eles?
* Devemos obedecer nossos pais? Por quê? Porque eles sabem o que é melhor para nós. Obedecendo estaremos evitando situações de perigo.
* Lembrar que as pessoas de nossa família nos amam e querem o   nosso bem. 
           É importante valorizar a nossa família, respeitando nossos pais, avós, irmãos, as pessoas que cuidam de nós e as demais pessoas que fazem parte dela.
          Podemos morar apenas com o pai ou com a mãe ou com nossos avós, ou com outra pessoa como uma tia, mas mesmo assim estamos em família. Não podemos esquecer que família são aquelas pessoas que convivem conosco.
          Devemos agradecer ao Mestre Jesus pela família que temos e pedir forças para que saibamos agir com amor e respeito com nossos familiares, para contribuirmos com a felicidade do nosso lar.
         Cada um está na família que tem as condições necessárias para evoluir.

Metodologia: Após a narrativa da história, os maiores montarão a tartaruga e os menores pintarão o peixinho Arco.

OBS: os desenhos podem ser aumentados e coloridos para maior incentivo às crianças.

Gisa e Arco

Gisa é uma bela tartaruga. Ela mora com seus pais e irmãos em uma linda praia, mais precisamente no mar. O local fica perto de umas rochas grandes, e a água bate nas pedras e volta. Gisa adora ficar tomando sol nas pedras e olhando o mar.
Ela tem uma vida legal, tomando sol e brincando com seus irmãos e amigos. Gisa é amiga de Arco, um peixe muito simpático. Eles costumam nadar juntos, descobrindo sempre plantas e bichos diferentes que vivem no fundo do mar.
A mãe de Gisa, Dona Titã, pede sempre que ela não vá nadar muito longe, porque pode ser perigoso. Mas Gisa não dava importância aos conselhos da mãe... Achava que a mãe não sabia das coisas, que era preocupada demais e que não havia mal algum em explorar novos mares.
E assim o tempo ia passando, com muitos banhos de sol nas pedras e aventuras de Gisa e Arco no fundo do mar.
Um dia, porém, eles foram nadando, nadando, e quando perceberam estavam muito longe de casa. O local tinha lindos corais e algumas plantas diferentes que eles pararam para apreciar.
Naquele momento, passou um enorme barco, que jogou uma rede de pesca. Logo Gisa se debatia na rede, sem conseguir sair.Ela e alguns peixes começaram a gritar por socorro! Arco não sabia o que fazer para salvar a amiga e os outros peixes. Foi então que apareceram dois enormes peixes, que pareciam ter uma serra na boca:
- Morde a rede! Nós vamos ajudar!
E assim os três passaram a morder e serrar a rede, e pouco antes de os pescadores puxarem a rede para cima, eles conseguiram fazer um buraco, por onde Gisa e vários peixes conseguiram sair. Mas infelizmente muitos outros peixes ficaram na rede, que logo estava dentro do barco.
Que susto! Gisa e Arco agradeceram muito a ajuda dos novos amigos. Os peixes-serra contaram que aquele era um lugar muito perigoso no mar, pois sempre havia muitos pescadores.
         - Não avisaram vocês que é perigoso nadar aqui? Ainda bem que estávamos de passagem por esses lados do mar.
Gisa ficou vermelha, lembrando dos conselhos da mãe, enquanto Arco baixou a cabeça, envergonhado. Eles, então, perguntaram qual era o caminho mais seguro para voltar para casa.
Os novos amigos ensinaram o caminho, e Gisa e Arco nadaram rápido de volta para casa.
Enquanto voltavam, lembraram-se do susto e prometeram nunca mais nadar tão longe e sempre obedecer aos pais.
                                                                     
                                                                                                                        Claudia Schmidt

 Ilustração para a histórinha: www.searadomestre.com.br/evangelização

Prece final