sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Desmistificando a Doutrina Espírita


Já se foram os tempos em que a Doutrina Espírita era vista como algo místico, preconceituoso e proibido.
Por quantas e quantas vezes se torciam os narizes ao reconhecer na rua tal e tal pessoa como espírita, proibindo mesmo até a convivência social?
Tempos difíceis, que afastavam do convívio comunitário os assumidos espíritas. Ler um livro espírita então, nem pensar! Muitos simpatizantes liam os livros escondidos da família e dos amigos para não passar vergonha e não ter de ouvir discursos para converter a tal pessoa 'desviada' do caminho do bem.
Ser solidário e fazer a caridade para uma Instituição Espírita era algo raro, e a maioria delas tinha que lutar para se manter por causa desta discriminação.
Tempos tão distantes assim? Nem tanto! Hoje em dia ainda encontramos pessoas com esta mentalidade, mas tornaram-se minoria. A nova geração de espíritos que surge já são mais ávidos de conhecimento do mundo espiritual e estão sempre à procura de respostas sobre tantos problemas e dificuldades enfrentados no dia a dia. Se preocupam com o próximo e procuram fazer a caridade, independente da religião a que se vinculam. Estamos na era da Solidariedade e Fraternidade.
Incontáveis Instituições Beneficentes são mantidas pelo livro espírita e recebem a colaboração de pessoas que hoje levam o nome de voluntários.
Multiplicaram-se os Clubes de Livros Espírita por todo o Brasil, e seus associados, em sua maioria, são simpatizantes da Doutrina Espírita, pessoas de outras religiões que respeitam o Espiritismo e tem a curiosidade de conhecer sobre o assunto sem preconceito.
Hoje é comum recebermos por e-mail mensagens espiritualistas que circulam pela Internet afora, levando palavras de consolo, ânimo e fé, traduzindo assim o crescente interesse do ser humano pelo conhecimento espiritual.
Este é um grande progresso para todos nós, que através da reencarnação renascemos milhares de vezes para nos aperfeiçoar e evoluir espiritualmente.
Esta nascente geração prepara seus filhos para um futuro pleno de fraternidade e solidariedade, imbuídos apenas no amor ao próximo e na máxima que Jesus nos ensinou que é “Amar ao próximo como a si mesmo”...


Por: Rita de Cássia Ramos Cordeiro

UM OBSESSOR NO CENTRO ESPÍRITA


Num centro espírita famoso e muito frequentado, senhor Raimundo estava iniciando os trabalhos de desobsessão. Seu Raimundo, como bom doutrinador espírita há mais de 30 anos, fez uma prece de abertura e pediu a Jesus que ajudasse a libertar todos os irmãos que viessem a sala de desobsessão do sofrimento que atravessavam.
Raimundo viu o médium incorporar um espírito que dizia estar no umbral, sofrendo muito por conta da raiva e mágoa que sentia de um desafeto. Senhor Raimundo iniciou então os procedimentos da desobsessão clássica e disse que o espírito deveria perdoar o desafeto, pois a lei do amor é a nossa salvação.
O espírito incorporado, com olhar penetrante, disse:
– E porque devo confiar em você?
– Ora meu irmãozinho – disse Seu Raimundo – Estamos aqui num centro espírita, onde os ensinamentos de Jesus são praticados. Nós aqui ajudamos todos os espíritos sofredores e necessitados.
– E você também ajuda a si mesmo, ou só pensa em ajudar os outros? Perguntou o espírito. Seu Raimundo ficou surpreso com pergunta, mas como doutrinador experiente sabia que não podia cair nas artimanhas dos obsessores, e disse:
– Irmão… não estamos aqui para falar de mim. Você está no umbral e precisa de ajuda. Você não quer sair do umbral?
– Sim, eu quero. – disse o obsessor – Eu só fico me perguntando como existem tantas pessoas vivendo no nível ou no estado umbralino e não percebem, mesmo estando encarnados. Pois afinal, como o senhor mesmo ensina em suas palestras aqui no centro, o umbral é um estado de consciência e não um lugar ou espaço físico. Alguns espíritos vivem no umbral porque não conseguem se desprender da raiva e mágoa que sentem de um desafeto. Mas o senhor, seu Raimundo, perdoa todas as pessoas? Não sente também raiva e mágoa de alguém?
Senhor Raimundo estava ficando irritado com o obsessor. Estava pensando numa resposta, mas o espírito completou:
– Não é verdade que o senhor também sente raiva e mágoa da sua ex-esposa, que te traiu com um dos seus amigos há aproximadamente 10 anos? Não é verdade que até hoje você não consegue perdoa-los?
Senhor Raimundo ficou assustado com aquelas colocações. “Como o espírito poderia saber disso?” pensou. Começou a sentir raiva do obsessor, e não muito confiante, disse:
– Não vou entrar na sua cilada. Você como obsessor experiente deve atacar as pessoas em seus pontos fracos. Portanto, saiba que…
– Eu sou um obsessor, senhor Raimundo? – perguntou o espírito interrompendo seu Raimundo. – Eu me pergunto se todos nós não somos um pouco obsessores das pessoas que dizemos amar, mas que no fundo as tentamos controlar e ganhar seu afeto a força. Não é verdade que você tem sido quase um obsessor da sua filha adolescente? Quantas vezes por dia você liga pra ela perguntando onde ela está? Quantas vezes você proibiu os namoros dela? Quantas vezes você tolheu a liberdade da sua menina por conta dos próprios medos e incertezas que guarda em seu íntimo? Você pode estar sendo um grande obsessor encarnado dela e nem perceber…
Seu Raimundo ficou atônito com aquelas revelações. Aquele espírito parecia saber tudo a seu respeito, e estava ali desnudando seus defeitos um a um. Seu Raimundo ainda não queria dar o braço a torcer e ficou com mais raiva. Resolveu fazer uma oração, dizendo:
– Senhor Jesus, peço que sua equipe conduza esse irmãozinho perturbado a um local de tratamento no plano espiritual. O espírito disse:
– Por que me chamas de irmãozinho, se nesse momento você quer, na verdade, pular no meu pescoço? De que adianta fazer uma oração a Jesus com toda essa raiva que quase transborda de você? Não, Jesus não vai te atender nesse momento… Você precisa, Seu Raimundo, parar de fugir dos seus problemas e emoções, olhar para as impurezas do seu ser, e parar de achar que é o outro sempre o sofredor e você é o “salvador”. Na verdade, todos nós precisamos de ajuda, todos somos sofredores em maior ou menor grau. E orientar o outro a praticar aquilo que nós mesmos não realizamos em nossa vida é, nada mais nada menos, do que hipocrisia. É da hipocrisia que o ser humano precisa se libertar… Ensinar aquilo que pratica, ou apenas praticar, sem precisar orientar os outros a fazer aquilo que nós mesmos não fazemos. Quando se vive a vida espiritual, nem precisamos ficar ensinando-a a outros, nossos atos já demonstram os princípios que desejamos transmitir…
Seu Raimundo sentiu uma imensa vontade de chorar e desabou em prantos… O espírito incorporado veio falar com ele. Colocou as mãos em seu ombro e disse:
– Calma meu irmão. Você precisava dessa terapia de choque para poder enxergar a si mesmo e parar de ver os defeitos apenas nos outros. Precisava também parar de se ver como o “salvador” e os outros como “sofredores”, pois isso nada mais é do que uma forma de orgulho e soberba; é uma forma de se sentir superior e de ver os outros como inferiores. Chore, coloque tudo isso que você sente para fora, faça uma revisão desses pontos que eu te apresentei, e a partir de agora você poderá se tornar um verdadeiro ser humano, renovado, e pronto para ajudar ao próximo, realizando a verdadeira caridade… E dessa vez, sem hipocrisia.
Seu Raimundo, após alguns minutos de choro intenso, olhou para o espírito e perguntou:
– Quem é você?
O espírito olhou para seu Raimundo com todo o amor e carinho e disse:
– Meu filho, você não pediu a Jesus, em sua prece de abertura dos trabalhos, que libertasse os espíritos dessa sala do sofrimento? Então meu filho, Jesus me pediu que viesse aqui e mostrasse tudo isso a você, para que você pudesse ver a si mesmo, saísse do “umbral” de sua mente, e se libertasse de tudo aquilo que te causa sofrimento. Sou um enviado de Jesus, e a partir de agora, você será um novo homem…
Seu Raimundo chorou ainda mais. Agradeceu imensamente a Deus e a Jesus aquela sagrada lição de autoconhecimento… Depois desse episódio, tornou-se uma pessoa muito melhor…
Autor: Hugo Lapa
Quando chegamos ao plano espiritual, a maioria dos espíritos pensa algo muito parecido:
- Ah se eu soubesse…
Se eu soubesse que a vida real não era na matéria… se eu soubesse que a realidade não é de sofrimento, mas de paz e liberdade…
se eu soubesse que nada que existia na matéria é permanente, que lá é tudo passageiro, eu não teria brigado no trânsito, batido nos meus filhos, me apegado a tantas coisas efêmeras…
Ah se eu soubesse…. teria ajudado muito mais gente, teria me enriquecido com amor e luz, teria deixado de lado esses problemas pequenininhos, teria feito caridade aos necessitados,
teria deixado o amor fluir, teria me atirado no bem sem nenhuma preocupação, teria sido mais humilde, teria vivido em paz…
Ah se eu soubesse… teria passado mais tempo com aqueles que amo, teria me preocupado menos, teria tido mais paciência, teria me soltado mais, me desprendido mais,
teria vivido mais livre, de forma mais espontânea, mais natural, teria visto o lado bom de tudo, teria valorizado as coisas simples da vida.
Ah se eu soubesse… se soubesse que a vida na Terra vai e vem, que tudo se esvai, que nada é permanente, que não existe algo fixo, imutável.
Se eu soubesse que tudo começa e termina, que os relacionamentos começam e terminam, que a dor lateja e depois vem o alívio.
Ah se eu soubesse… se soubesse que os arrogantes sobem, ficam no topo e caem por si mesmos; caem pelo seu próprio castelo de cartas da ilusão que criaram.
Se eu soubesse que os ricos podem se tornar pobres de espírito, e que os pobres podem ser muito ricos de espírito.
Se soubesse que as diferenças sociais se extinguem, que na morte todos somos filhos do universo, que a fome é saciada, que a sede é aliviada, que a violência só traz mais violência,
que os injustiçados são compensados, que os perdidos sempre se encontram, e quem está demasiadamente seguro de si acaba se perdendo.
Ah se eu soubesse… que a vida espiritual é a vida real, que as mágoas corroem o espirito, que a cobiça gera insatisfação, que a lisonja só cria humilhação, que a preguiça gera estagnação.
Se eu soubesse que o medo é sempre maior do que a mente engendrou eu teria me arriscado mais, teria ousado, teria tido a coragem de ser o que eu sou,
teria retirado essa máscara que encobria minha verdade, teria desatado o compromisso com o logro, com a burla, teria assumido minha integridade sem divisões, sem fragmentos.
Ah se eu soubesse… não teria cortejado o sucesso, não teria me atirado ao poço fundo, vazio e solitário da avidez, não teria me enganado de que, ao atingir o topo, a descida é o único caminho.
Se eu soubesse que o mundo é uma doce miragem eu rejeitaria a pueril busca pela sensualidade. Largaria com afinco os prazeres e vícios da juventude.
Se soubesse que tudo muda e nada se encerra, teria posto de lado as moléstias da nostalgia.
Ah se eu soubesse, teria menos pressa, olharia mais para a vida, veria mais o nascer do dia, comeria com calma o pão de cada manhã, teria plantado uma árvore, corrido no jardim, deitado no chão e rolado na grama.
Teria mergulhado e me perdido no tempo, solto em reflexões sobre os mistérios da vida.
Teria me desimpedido de auto cobranças, teria me aceitado como sou e aceitado o milagre da vida como ela é.
Ah se eu soubesse… que o mar espiritual é infinito de bênçãos, não teria digladiado por um copo de água ao lado do grandioso oceano da plenitude.
Teria deixado todas as quimeras de lado, e vivido mais a vida, a existência, o cosmos, a liberdade, o eterno presente e a eterna aurora.
Ah se eu soubesse… … teria renunciado aos hábitos arraigados, as discussões estéreis, a especulação teórica.
Se eu soubesse, teria permanecido mais na natureza, observando os pássaros, molhando as mãos no rio, sentindo o vento,
me aquecendo ao sol da manhã, sujado as mãos na lama e sentido o frescor da chuva.
Se eu soubesse que sou um ser em desenvolvimento na essência inesgotável e eterna da vida, teria sido infinitamente mais livre e feliz.


Autor: Hugo Lapa

RESPEITO À VIDA



            O respeito à vida se fundamenta na lei natural, a lei de amor.
            Em todo lugar onde vige a vida do homem, cumpre o dever de respeitá-la, preservando-a.
            Não somente consideração pela sua existência, como esforço bem dirigido para sustentá-la.
            Respeito à natureza, aos minerais, aos vegetais, aos animais...
            A criança, que se acerca de ti, impõe-te o respeito que merece o futuro, nela em gérmen.
            O azedume, a rispidez, a impiedade, a dureza com que a receberes dela farão o cidadão desventurado, que a intemperança moldou.
            Ninguém tem o direito de espezinhar um ser em formação, sem incorrer no grave delito, que a Lei anota, de perturbar-lhe a marcha...
            O jovem, que procura o teu apoio, é digno de respeito, porque em trânsito orgânico e psíquico, nele se insculpem os comportamentos que mais o atinjam.
            As expressões da agressividade com que seja tratado despertarão nele o réprobo que dorme e poderia ser vencido, fossem outras as atitudes com que o recebessem...
            O adulto necessita de respeito.
            O hábito de pensar e falar mal do próximo facilita a deteriorização do conceito em torno das criaturas, facilitando o descrédito e a desconsideração pelos outros.
            Ninguém tem o direito de medir o comportamento de outrem pelas suas reações, nem julgar com os dados que se atribui possuir.
            Aquele que parece censurável está sob injunções que pedem ajuda e caridade, não reprimenda e desrespeito.
            O respeito à pessoa humana é impositivo cristão, dever que toda criatura é convidada a sustentar no relacionamento social.
            Alguém em ignorância espera a claridade do conhecimento; em doença, a dádiva do medicamento; em abandono, o contributo da solidariedade; em qualquer circunstância, a competente ajuda.
            Ajuda sempre!
            O ancião, em combalimento, tem necessidade do respeito pela existência vencida a penates e o apoio que as fracas forças esperam da juventude e da madureza dos homens...
            Respeito sempre!
            Coloca-te na situação do outro; procura pensar como o outro; compenetra-te da posição do outro e compreenderás a alta significação do que é o respeito que gostarias de receber, como desejarias ser tratado.
            Faze, então, conforme pretendes que façam contigo.
            Jesus atendeu a uma mulher aturdida, sem sindicar-lhe o passado, nem examinar lhe o presente; abençoou as criancinhas, sem selecioná-las por casta ou posição social; recebeu os enfermos do caminho sem inquiri-los  quanto às causas das suas mazelas; ouviu o ladrão na cruz sem interroga-lo quanto aos motivos que o tornaram delinquente...
            A todos ajudou amoroso, valorizando e socorrendo cada um com profundo respeito pela vida, respeito pela criatura.


Joanna de Angelis

Divaldo P. Franco
Livro: Oferenda

Evangelização: A Fé: Mãe da Esperança e da Caridade


Objetivos:
 Explicar aos evangelizando a definição da fé - “certeza das coisas que não se veem, mas das quais se esperam.” (Hb 11:1) - Levar as crianças à reflexão de que a fé se torna inabalável, quando reconhecemos o Cristo interno em cada um, que somos “partículas” de Deus, nosso Pai Maior (Fé Divina), e lembrar da importância de confiarmos em nossos pensamentos, mesmo com nossas incertezas, dúvidas e limitações. (Fé Humana).
 Auxiliar os evangelizando a compreender que a “fé remove montanhas”, e que estas são nossas dificuldades, resistências, imperfeições, limitações, etc... Enfatizando que estes obstáculos podem ser superados com o exercício da fé, que esta deve ser valorizada, pois mesmo pequena é claridade acesa no coração. 
Ressaltar o cuidado e atenção para que a fé não seja cega (aquela que acredita sem questionar) e sim humilde, serena e vivida à luz da razão.                                                                                                                      
 Explicar aos evangelizando que todos nós somos chamados para o trabalho na seara do mestre, agregando a esperança, a fraternidade e a melhoria interior, pois a fé com obras não esquece a caridade e o amor é seu maior exemplo.                                                                                       
 Esclarecer aos evangelizando que todos nós temos oportunidade de sermos úteis, auxiliando em pequenas e não menos importantes, atividades de nosso dia a dia, seja em casa, na escola, etc.

Referências – O Evangelho Segundo o Espiritismo: Cap. 19 – A FÉ TRANSPORTA MONTANHAS

Abordagens atuais:
1 - Sensibilizar os evangelizando para perceberem a presença de Deus em toda a sua criação, ilumina todos os corações da Terra, alegrando o ser mais triste e desolado, brilhando a estrela mais apagada, derretendo o olhar frio do delinquente, fazendo a verdade surgir no maledicente, fazendo enxergar o cego, curando a doença do enfermo, trazendo a voz de volta ao mudo, brotando o bem no coração desalmado e fazendo o infeliz se sentir amado. Basta qualquer um a qualquer hora, ter a fé do um tamanhozinho de um grão de mostarda.
2 - Exemplificar com as crianças a fé que as mães possuem e seu poder de cura, assim como a intuição que nos livra de perigos e aflições.
3 - Refletir como a fé de Cristo e seus discípulos curaram feridas e mataram a fome dos   sofredores e calaram  a ignorância dos orgulhosos, redirecionando-os ao caminho do amor.
4 - Refletir como nosso pensamento pode se tornar vida e transformar nossos desejos em realidades, assim como invigilâncias em desastres. Despertar o senso de religiosidade.
5 - Desenvolver a semente da fé nas crianças, baseada no raciocínio e nas leis divinas, compreendendo que o espiritismo é consolação e esperança.
6 - Mediante as paixões transitórias do mundo, que levam as quedas e trazem vazios nos lares aos jovens da Terra, salientar que Jesus trouxe a lei do AMOR e da CARIDADE que são chamas inextinguíveis iluminando nossos caminhos.

Harmonização com música

Prece Inicial

PRIMEIRO MOMENTO: Dinâmica – Com fé em Deus e com meu esforço, poderei realizar muitas coisas!




 Pedir a cooperação de alguns evangelizando para cumprir uma tarefa complicada para a idade deles, que poderá ser realizada com a turma toda também, como por exemplo, levar um desenho colar no quadro e pedir que desenhem.
Certamente alguns dirão que não conseguem, outros se aventurarão e outros nem vão querer tentar. Estimular e deixar que escolham fazer ou não.
Depois de cumprida a tarefa dizer que é importante ter confiança e realizar, mesmo que não consigamos da primeira vez, é importante realizar e acreditar.
*Apresentei um desenho ás crianças e pedi que o desenhasse.

SEGUNDO MOMENTO: Tópicos a serem abordados:
- Fé significa acreditar que algo seja verdadeiro, sem nenhuma prova de que este algo seja verdade, pela absoluta confiança que depositamos neste algo ou alguém.
- Fé é uma força que nasce na própria alma. Ter fé é guardar no coração a confiança em Deus, sabendo que Ele é um Pai Bondoso que não desampara nenhum de seus filhos.
- A palavra fé, tem origem do latim, ''fides'', que significa fidelidade. Portanto, ter fé não é apenas crer, mas ser fiel a Deus, ou seja, sintonizar-se com as leis divinas; fazer a sua vontade.
- Num outro sentido, a fé é também a confiança que se tem no cumprimento de uma coisa, da certeza de atingir um fim. Há a fé em si mesmo, numa obra material qualquer, a fé nas pessoas, a fé na pátria, etc.
- Mas a verdadeira fé se alia à humildade, aquele que a possui coloca sua confiança em Deus mais do que em si mesmo, porque sabe que é simples instrumento da vontade de Deus e não pode nada sem Ele.
- A fé sincera é sempre calma, é paciente e sabe esperar, quem tem fé não se desespera diante das dificuldades.  A fé vacilante, não pensa que pode vencer, é fraca e denota dúvida de si mesmo.
- Quando Jesus disse: ''Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta montanha: transporta-te daqui para ali, e ela se transportaria, e nada vos seria impossível''; ele quis ensinar que as montanhas  que a fé transporta são as dificuldades, as resistências, a má vontade; é também os preconceitos, o egoísmo, os vícios que são obstáculos para o progresso da humanidade.
-  Nossos vícios, muitas vezes, aos nossos olhos, podem parecer gigantescas montanhas. Diga-me se estou errado: não é difícil controlar o desejo de se empanturrar  de chocolate? Não é difícil controlar o desejo de brincar em vez de ficar estudando? Não é difícil controlar o desejo de agredir alguém que acabou de nos xingar? O desejo de roubar um brinquedo lindo quando ninguém está olhando? Mas se tivermos fé na lei do Cristo que pede para amarmos ao próximo como a nós mesmos, encontraremos forças para mover as montanhas desses desejos.
- A fé parece-se com um grão de mostarda (a menor de todas as sementes) quando já é capaz de “transportar montanhas” as montanhas de seus vícios e defeitos. E as más tendências como tendência para mentir, enganar pessoas, fofocar, etc., elas nos servem para nosso crescimento, são elas que nos indica que devemos melhorar.
- Para se possuir bens materiais na Terra (como por exemplo: brinquedos, livros, roupas, comida etc.), é indispensável o trabalho, o esforço, estudo, a disciplina. Assim também para se adquirir a verdadeira fé, devemos cultivar apenas virtudes, transportar as montanhas das nossas más tendências.
- Ela desperta todos os sentimentos que nos conduzem ao bem: é à base da regeneração.
- A Fé é um sentimento inato no indivíduo. A direção desse sentimento pode ser cega ou raciocinada. A Fé cega, não examinando nada, aceita sem controle o falso como o verdadeiro; em excesso produz o fanatismo. A Fé raciocinada se apoia sobre os fatos e a lógica, não aceita nada obscuro; pesquisa e investiga.
- Aquele que tem fé sincera e verdadeira é sempre calmo, paciente, humilde, ele nunca desespera.
- Quem a tem de verdade, tem amor ao semelhante.
- A esperança e a caridade são uma consequência da fé. E essas três virtudes formam uma trindade inseparável. Eles estão relacionados, ou seja, um depende do outro para que o ser humano possa se expressar no mundo. Não é a fé que sustenta a esperança de vermos cumpridas as promessas do senhor; porque, se não tivermos fé, que esperaremos? Não é a fé nos dá o amor? Pois, se não tiverdes fé, que reconhecimento tereis, por conseguinte, que amor?
- A fé é um motor que nos impulsiona a praticar o bem. Jesus realizou verdadeiros milagres através da fé. Curou cegos, paralíticos, expulsou Espíritos maus e mostrou que os homens poderiam realizar estes milagres por sua vontade e pela certeza que a fé proporciona. Os apóstolos, com o seu exemplo, também não fizeram milagres? O poder da fé tem aplicação direta e especial na ação magnética. O Espiritismo nos esclarece que tais milagres não são efeitos sobrenaturais (inexplicáveis), mas são causas naturais, as quais chamam de magnetismo (ação fluídica).

TERCEIRO MOMENTO: Atividade escrita.



PRECE FINAL

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Mártires, Pulgas e Leões



“Segundo o Jornalista Marcel Souto Maior, consta ”que uma senhora chegou perto do Chico Xavier feliz da vida porque tinha feito uma descoberta”.
- Fui mártir.  Morri na arena devorada por um leão.  E você, Chico?
- Ah, eu fui à pulga do leão.”
Situações semelhantes à narrada pelo Jornalista se repetem pelo movimento espírita, e concorrem para afastar o Espiritismo da essência de Kardec, porque descobertas dessa natureza revelam muito mais uma curiosidade individual e egoísta, do que propriamente a captação de aprendizado espírita. A consequência negativa é o fato de aceitarmos a manifestação de mártires, pulgas e leões.
Sabemos que o tema da reencarnação não é uma criação Espírita.  Outros sistemas mais antigos que o Espiritismo já defendiam a possibilidade das múltiplas existências corporais, todavia, somente Kardec conseguiu proporcionar ao referido tema, um objetivo coerente com a Criação e a Justina Divinas.
Descobrir tão somente os mártires que fomos em passagens anteriores, não representa um dado significativo à atual existência encarnatória, até porque a maioria das descobertas, na forma como tem sido reveladas, se reporta à vultos importantes da história ou a signatários de status social importante e invejável para os dias de hoje. 
Na maioria das vezes, o príncipe ou o rei da reencarnação anterior não se representa no plebeu de hoje, a não ser no orgulho, e o mártir de outras eras não repete a abnegação santificante e a devoção sacrificial à promessa de Jesus, a não ser na hora da dor intensa. Se depender dessas revelações na verdade todos nós teremos sido leões, nenhum de nós foi pulga, muito menos mártir.
A proposta da reencarnação na Doutrina Espírita não se resume em satisfazer puramente a curiosidade do que fomos, que profissão tivemos, que cargo desempenhamos, a quem assassinamos, a quem amamos, a quem ofendemos, a quem odiamos, a quem empobrecemos, com quem casamos, onde vivemos, que cor da pele tivemos, a que raça pertencemos.
O reencarnar espírita tem duplo objetivo: primeiro o de permitir ao ser reencarnante que ele alimente a sua própria evolução em duas dimensões, ora na intelectual, ora na moral; e o segundo objetivo é o de permitir ao referido ser que ele participe da Criação Divina no momento em que é lhe dada a responsabilidade de promover a evolução do próximo: é assim que o pai se torna responsável pela evolução do filho, o professor pela do aluno, o político pela da comunidade, o padre pela da igreja... É assim que se justifica a coexistência de mártires, pulgas e leões.
Nós temos a necessidade intrínseca de aprender, e por mais incrível que isso possa parecer,  quanto mais aprendemos mais descobrimos que nada sabemos...  quanto mais leão, ainda mais pulga e aí surge a oportunidade dos mártires.
Nós temos a necessidade premente da ética e da justiça, e no entanto, só entendemos o que é justo ou injusto quando somos nós os ofendidos: nesta hora, bramimos feitos leões, saltamos feitos pulgas e passamos a sacrificar os mártires.
É por isso que não sabemos tudo e, de alguma forma, em algum momento qualquer, vamos precisar da cooperação de quem sabe o que não sabemos, e do amparo e do auxílio de quem já é o que ainda não somos, para que possamos alcançar o progresso do qual necessitamos: nessa hora, não há leões, não há pulgas, não há mártires.
Por outro lado, se olhássemos no espelho da nossa alma, e procurássemos honestamente identificar os pontos negativos que em nós persistem, descobriríamos o quanto cruel nós ainda somos, e facilmente descobriríamos o ser primitivo e animalesco que somos e que fomos nas reencarnações anteriores e que não deveremos repetir nas futuras encarnações. 
Também se buscássemos na nossa alma as atitudes nobres que já conquistamos, sem o exagero da autopromoção e sem qualquer caracterização de personalismo, verificaríamos o que bem soubemos aproveitar nas oportunidades que abençoadamente já nos foram concedidas.
Dentro da evolução espírita, não interessa se o espírito encarnou engenheiro ou pedreiro, se general ou soldado, se cientista ou analfabeto.  Interessa quantos lares se foi capaz de ajudar a construir na pedra e no coração.  Interessa quantas guerras se foi capaz de evitar entre países ou entre vizinhos.  Interessa quantas oportunidades de melhorias se foi capaz de proporcionar para um mundo ou para um homem.
Na história e no estudo do tema da reencarnação, temos muitos exemplos de espíritos notabilizados no contexto material, os quais a sociedade atual venera as ideias e conserva o exemplo, todavia, quando entrevistados no mundo espiritual, se revelam eles próprios decepcionados com a oportunidade santa que simplesmente desperdiçaram na ilusão da matéria.
Mas há também aqueles outros espíritos que a sociedade atual julga, critica e condena ao ostracismo no pior dos infernos, mas que, no entanto, já reencarnaram e retomaram a prova material e aproveitaram a bênção da segunda oportunidade, e assim conquistaram na esfera espiritual uma luminosidade que os torna transcendentes aos ambientes que visitam.
E como Deus é justo e paciente, reencarnaremos quantas vezes nos for necessário espiritualmente para que possamos conquistar, de forma plena, o conhecimento e a moralidade úteis à nossa perfeição.
É assim, que pela bondade de Deus, através do processo de reencarnações sucessivas, um dia nós aprenderemos a nos amar e respeitar fraternalmente como irmãos e deixaremos de nos comportar como mártires, pulgas e leões.

Por: Rocelito Paulo

Postado por LETRA ESPIRITA 

Minha Experiência no Umbral


Se eu disser para vocês que o inferno existe, acreditem, pois eu estava mergulhado nele, de corpo e alma, num espaço sombrio e frio, bem interno do ser, dos pés à cabeça, sem tempo, sem luz, nem descanso e afogava-me, a cada segundo, num oceano de matéria viscosa que roubava até minha ilusória alegria…
  Naquele lugar não havia luz, somente nuvens cinza e chuvas com raios e trovões, gritos estridentes e desesperados, gemidos surdos, pedidos de socorro, lágrimas, desalento, tristeza e revolta…  
Preciso descrever mais as cenas dantescas de animais que nos mastigavam e, em seguida, nos devoravam sem consumir nossos corpos; se é que posso dizer que aquilo, que sobrou de mim, era um corpo humano. queria fugir para bem longe dali, mas tudo em vão, quanto mais me debatia no fluido grudento, mais me afundava e, quando alcançava, de novo, a superfície apavorante, mãos e garras afiadas faziam-me submergir naquele líquido pastoso e mal cheiroso.
  Dragões lançavam chamas de suas bocas sujas e nos queimavam, machucando e estilhaçando a pouca consciência que me restava da lembrança de minha estada no corpo físico, neste planeta azul.
  Guardiões das trevas olhavam atentos seus presos e vigiavam todos os movimentos realizados naquele imenso espaço de sofrimentos, dores, lamentos, depressões, angústias e arrependimentos tardios…   O ar era ácido e provocava convulsões diversas.  
Perguntava-me porque ali estava se nada fizera por merecer tão infeliz destino, depois de ser expulsa do corpo de carne através do uso maciço de drogas.   A dúvida assaltava-me os raros momentos de raciocínio menos desequilibrado e as crises de abstinência trancavam todas as portas que dariam acesso à saída daquele campo de penitência de espíritos rebeldes e viciados com eu.
    Os filmes de horror que assisti, quando encarnada, estariam ainda muito distantes dos padecimentos, pânicos, pavores e temores que ficariam para sempre registrados na minha memória mental, os piores dias que vivi até hoje, como joguete e marionete de forças que me escravizavam o ser, debilitado, fraco, desprovido de energias, suja, carente e chorosa.   Não me lembrava do que acontecera comigo…  Quando o medo é maior que as necessidades básicas, a mente fica encarcerada num labirinto hipnótico e “torporizante” de emoções truncadas e desconectadas da realidade…   Assemelha-se a um pesadelo sem fim, sempre com final trágico e apavorante.
  Quando conseguia conciliar um pequeno tempo de sono; era imediatamente desperta por seres que me insultavam e xingavam, acusavam-me de suicida maldita e jogavam-me lama misturada com pedras…  Insetos e anfíbios ajudavam a traçar o perfil horrendo dos anos que passei no umbral.
  Preciso escrever estas palavras para nunca mais me esquecer:   “Com o fenômeno da morte, nós não vamos para o umbral, nós já estamos no umbral quando tentamos forjar as leis maiores da criação com nossas más intenções e tendências viciantes”.   Tudo fica registrado num diário mental que traça nosso destino futuro, no bem ou no mal.
  O umbral não fora criado por Deus; ele é de autoria dos espíritos que necessitam de um autêntico e genuíno estágio educativo em zonas inferiores, onde poderão se depurar de suas construções aleijadas no campo dos sentimentos e dos pensamentos disformes, mal estruturados e mal conduzidos por nossa irresponsabilidade, de mãos dadas com a imensa ignorância que nos faz seres infelizes e distantes da tão sonhada paz de consciência.
  Após alguns anos umbralinos…   Despertei numa tarde serena, num campo verdejante e calmo.   Não acreditava no que via, pois tudo, agora, parecia um sonho…   Percebi, ao longe, o canto de uma ave que insistia em acordar-me daquele pesadelo no qual já me acostumava a viver; a morrer todos os dias…  Seu canto era uma música que apaziguava meu coração e aguçava meus pensamentos na lembrança de como fui parar ali naquele campo gramado e repleto de árvores.   Consegui sentar-me na relva e ao olhar todo aquele espaço natural, deparei-me com milhares de outros seres como eu, nas mesmas condições de debilidade moral, usufruindo, agora, de um bem que não merecia, mas vivia!
  Todos nós dormíamos e fomos despertos com música e preces em favor de todos os presentes…   A maioria era de jovens e adultos, poucos idosos e centenas de enfermeiros que olhavam atentos para nossos movimentos no gramado.   Com seus olhos serenos, projetavam em nós a mansidão e a paz tão esperadas por nossos corações enfermos, débeis e carentes de atenção, de afeto e carinho.
  Alguém me tocava, de leve, os ombros e chamava-me pelo nome, como se me conhecesse há muito tempo.   Eu identifiquei aquela voz e “temia” olhar para trás e confirmar minha impressão auditiva – era Cazuza todo de branco, como lindo enfermeiro, de cabelos cortados bem curtos e estendia suas mãos para que eu levantasse, caminhasse e conversasse um pouco em sua companhia.
  Não consegui me levantar, porque uma enxurrada de lágrimas vertia dos meus olhos, como nascente de rio descendo a montanha das dores que trazia no peito.   Meu ídolo ali estava resgatando e cuidando de sua fã, debilitada e muito carente.   Ele cantou pequena canção e tive a capacidade de avaliar o que Deus havia reservado para aqueles que feriam suas leis e buscavam consolo entre erros escabrosos e desconcertantes.
  A misericórdia divina sempre conspira a nosso favor, nós desdenhamos do amor divino com nossas desatenções e desequilíbrios das emoções comprometedoras, que arranham e esmagam as mais puras sementes depositadas no ser imortal. aprendi palavras boas!
  Somente agora enxergo que sou espírito e que a vida continua e precisa seguir o curso natural das existências, como na roda-gigante: hora estamos aqui no alto; hora estamos aí embaixo encarnados.   Daqui de cima, parece ser mais fácil compreender porque temos de respeitar as leis e descer num corpo físico – para, igualmente, quando aí estivermos, conquistarmos, pelo trabalho no bem, a lucidez que explica porque há a reencarnação, filha da justiça divina.
  Após um tempo no campo reconfortante, fui reconduzida para um hospital onde me recupero até hoje dos traumas e cicatrizes que criei no corpo do perispírito.   As lesões que provoquei foram muito graves, passei por várias cirurgias espirituais e soube que minha próxima encarnação será dolorosa e expiarei asma, deficiência mental e tuberculose.   Mesmo assim, estou reunindo forças para estudar, pois sempre guardamos, no inconsciente, todos os aprendizados conquistados.   Reencarnarei numa comunidade carente no interior do Brasil e passarei por muitos reveses, para despertar em mim o valor da vida do espírito na pobreza e na doença crônica.
  Peço orações e a caridade dos corações que já sabem o que fazem e para onde desejam chegar.   Invistam suas forças e energias espirituais em trabalhos de auxílio ao próximo e serão, naturalmente, felizes.   Obrigado por me aceitarem como necessitada que sou!

Cássia Eller
LAR DE FREI LUIZ 2ª FEIRA 11/05/2015 DEPENDÊNCIA QUÍMICA   

MENSAGEM POR PSICOGRAFIA   Espírito: Cássia Eller  Médium: José Helenio.

VIVER COM SERENIDADE



    No tumulto, que ruge desenfreado, precata-te na serenidade.
    Ante o clamor das mil vozes da anarquia, que engrossa as fileiras da alucinação, mantém-te em serenidade.
    Sob as tempestades da dor generalizada ou a coerção de aflições que pressionam, preserva a serenidade.
    No meio do vozerio, que reclama e blasfema sob falso fundamento de justiça ou não, vive com serenidade.
    Na conjuntura de expectativas malsãs, ante o desalinho que se faz lugar comum, insiste na serenidade.
    Porque todos se descontrolem, ameaçando a harmonia geral, não percas a serenidade.
    Serenidade em qualquer situação. Serenidade com Deus.
    Certamente não é fácil uma atitude pacifista quando se enfrenta a agressão asselvajada.
    Sem dúvida é um desafio sustentar o equilíbrio sob o açodar da violência primitiva.
    Ninguém nega a dificuldade em permanecer com nobreza em meio às viciações que grassam, dominadores.
    Quem, no entanto, conhece Jesus, tem um compromisso com a serenidade de que Ele deu mostras em todos os transes da Sua vida.
    A identificação com o Mestre impõe a consciência do discernimento em meio à malversação dos valores que se desatinam, em desconcerto.
    A afinidade com o Cristo reveste o indivíduo de fortaleza moral para permanecer no posto fiel da paz.
    Ninguém se justifique em face das armadilhas em que tomba.
    Ninguém se escuse do esforço que deve envidar, preservando a integridade.
    Ninguém procure desculpas para tombar no redemoinho das paixões dissolventes.
    Os mecanismos de evasão fazem-se uma atitude cômoda, amolentada, diante das dissonantes composturas morais que se estabelecem na Terra com o beneplácito dos cristãos...
    A serenidade em tudo caracteriza o amadurecimento do Espírito na forja dos testemunhos, disposto, realmente, a atingir o ponto final da sua difícil trajetória.
    Só uma decisão finalista e argamassada no desejo honesto de não cair, de não desistir, de não asselvajar-se, leva o homem ao planalto da serenidade, em que o Mestre aguarda todos quantos se candidatam ao Reino.
    Considerando a gravidade do momento que se vive no planeta angustiado, a serenidade é uma eficiente medicação de emergência para evitar o contágio dos males que predominam nos corações.
    Com ela, todos teremos forças para os cometimentos elevados que a vida nos propõe em forma de testes para o nosso aprimoramento íntimo. E quando esta serenidade parecer desequilibrar-se, busca a oração que imana o homem ao Senhor numa sublime osmose, e absorverás o fluido pacificador que verte do Pai, recompondo-te, para prosseguir.


Joanna de Ângelis

Divaldo P. Franco