sexta-feira, 21 de novembro de 2014

O que mais sofremos


O que mais sofremos no mundo não é a dificuldade. É o desânimo em superá-la.
Não é a provação. É o desespero diante do sofrimento. Não é a doença. É o
pavor de recebê-la. Não é o parente infeliz. É a mágoa de tê-lo na equipe
familiar. Não é o fracasso. É a teimosia de não reconhecer os próprios erros.
Não é a ingratidão. É a incapacidade de amar sem egoísmo. Não é a própria
pequenez. É a revolta contra a superioridade dos outros. Não é a injúria. É o
orgulho ferido. Não é a tentação. É a volúpia de experimentar-lhe os alvitres.
Não é a velhice do corpo. É a paixão pelas aparências. Como é fácil de
perceber, na solução de qualquer problema, o pior problema é a carga de
aflições que criamos, desenvolvemos e sustentamos contra nós.


Ditado pelo Espírito Albino Teixeira.
Francisco Candido Xavier

VIGIAI E ORAI


Diante da prova, orar, envidando meios de transformá-la em experiência benéfica.
Diante da penúria, orar, desenvolvendo serviço que a desfaça.
Diante da ignorância, orar, acendendo luz que lhe dissipe a sombra.
Diante da enfermidade, orar, procurando medicação que lhe afaste os prejuízos.
Diante do desastre, orar, empreendendo ações que lhe anulem os efeitos.
Diante da dificuldade, orar, aproveitando a lição dos obstáculos de modo
a evitá-los futuramente.
Diante do sofrimento, orar, construindo caminhos para a devida libertação.
Diante da discórdia, orar, edificando recursos para o estabelecimento da paz.
Orar sempre, mas agir cada vez mais para que se realize o melhor.
Disse-nos o Senhor: vigiai e orai para que não entreis em tentação. . . E, realmente, acima de tudo vigiam e oram aqueles que ativamente se esforçam para que, em tudo, se faça o bem que nos cabe fazer.

Emmanuel

CHICO XAVIER

NA FORMAÇÃO DOS FILHOS


Inúmeros são os irmãos que rogam, em suas vinculações com os Espíritos ou com os companheiros da luta humana um pouco mais experimentados, orientação ou sugestões para a tarefa-missão de conduzir a prole.
Muitos admitem seja a lide mais difícil da vida do lar a formação dos rebentos para os trilhos do bem, da firmeza moral.
Indiscutivelmente, não constitui trabalho simples o conduzimento dos filhos com vistas ao encontra com Deus, por meio da saúde moral, por meio do amor.
Entretanto, diante das dificuldades que se alevantam, descobrimos a acomodação ou a má vontade com que muitos progenitores ou responsáveis outros por crianças e adolescentes demonstram, no que diz respeito à necessidade de aprender, de esforçar-se por crescer, de ampliar as próprias condições, de modo que acompanhe o progresso dos filhos, tanto quanto lhes seja possível.
***
Em muitos casos torna-se mais fácil aceitar o que dizem parentes e vizinhos, nem sempre sintonizados com responsabilidades, com as quais já tomamos contato.
Diversos preferem entregar ao deus-dará a educação dos pequeninos, deixando-os a mercê dos vídeos, das amas e de outros dispositivos. Eles, os pais, infelizmente, continuam espiritualmente ausentes.
A criança se assemelha a uma esponja, capaz de absorver facilmente o que lhe entregamos à alma, seja conteúdo de nobreza ou de perversão.
***
Para uma equilibrada orientação dos filhos, sem qualquer intenção de apostilar comportamentos ou de determinar isso ou aquilo, será de validade atentarmos para alguns pontos importantes, tais como: a consciência da presença de Deus em nossa vida; o respeito à vida atual, estendendo ao corpo os cuidados necessários; o respeito a si mesmo como integrante e atuante no processo social, conscientização que se esboça pouco a pouco; desprezo às vacuidades, transformando o consumismo avassalador e indevido em rota de assistência para com os que carecem mais ao nosso redor; o hábito salutar de estudar serenamente, sem o olvido de que, para a criança, são importantes o brinquedo, a descontração dos folguedos infantis e a convivência no seu grupo, sadiamente.
***
Enquanto substituirmos a presença nossa junto aos filhos por dinheiro e presentes; enquanto encobrirmos nossos descuidos com passeios caros, fingindo bem-querer; enquanto permitirmos que os ídolos fabricados pelos veículos comunicadores ocupem, na mente infantil, o lugar que não tenhamos tempo para ocupar, é natural que a sociedade siga de queda em queda, antevendo os excessos do mal, ao que se reportam os Espíritos do Senhor, a fim de que todos sintamos a necessidade do bem e das reformulações. Entretanto, se já somos iluminados pelo conhecimento, por que esperamos o sofrimento e a derrota?
Amemos as nossas crianças, impondo-nos regime de progresso geral, a fim de que melhor possamos orientá-las, para que cumpram os seus deveres na Terra, rumando como Espíritos imortais para os seus destinos de luz.


Pelo Espírito Thereza de Brito
José Raul Teixeira
"Vereda Familiar". Cap. 15, pág. 96. 6ª edição 2012. Ed. Fráter.

Amigos de Chico Xavier

CALMA


Se você está no ponto de estourar mentalmente, silencie alguns instantes para pensar.
Se o motivo é moléstia no próprio corpo, a intranquilidade traz o pior.
Se a razão é enfermidade em pessoa querida, o seu desajuste é fator agravante.
Se você sofreu prejuízos materiais, a reclamação é bomba atrasada, lançando caso novo.
Se perdeu alguma afeição, a queixa tornará você uma pessoa menos simpática, junto de outros amigos.
Se deixou alguma oportunidade valiosa para trás a inquietação é desperdício de tempo.
Se contrariedades apareceram, o ato de esbravejar afastará de você o concurso espontâneo.
Se você praticou um erro, o desespero é porta aberta a faltas maiores.
Se você não atingiu o que desejava, a impaciência fará mais larga à distância entre você e o objetivo a alcançar.
Seja qual for à dificuldade, conserve a calma, trabalhando, porque, em todo problema, a serenidade é o teto da alma, pedindo o serviço por solução.


André Luiz 

A lição do mármore


No museu de fama internacional, o piso totalmente coberto por belíssimos azulejos de mármore recebia as visitas todos os dias, especialmente para admirarem uma estátua, toda em mármore, enorme, exibida no meio do salão de entrada.
Pessoas do mundo inteiro vinham admirá-la. Os mais entendidos se detinham a observar a perfeição dos seus traços. Os românticos falavam da suavidade das linhas, mas todos, sem exceção, elogiavam a sua beleza.
Certa noite, os pisos de mármore começaram a falar e reclamar com a estátua:
Estátua, isso não está certo. Absolutamente, não! As pessoas vêm, pisam e pisam em nós só para admirar você. Ninguém olha para nós e muito menos se dá conta de que também temos a nossa beleza. Isso não é justo.

Meu querido amigo, piso de mármore, você ainda se lembra de quando eu e você estávamos na mesma caverna? Perguntou a estátua.
Sim! É por isso que eu acho tudo muito injusto. Nós nascemos da mesma caverna e agora recebemos tratamento tão diferente. Não é justo! – Chorou, novamente, o piso.
A estátua continuou a explicar:
Então, você ainda se lembra do dia em que o artista tentou trabalhar em você, mas você resistiu bravamente às ferramentas?
Sim, claro que me lembro. Odiei aquele sujeito! Como pôde ele usar aquelas ferramentas em mim? Doeu demais!
Isso é certo! Ele não pôde trabalhar nada em você, porque você resistiu à sua ação.
Quando ele desistiu de você, veio para mim. Eu era um bloco de mármore sem forma.
Em vez de resistir como você, imediatamente soube que ele me tornaria algo diferente. Não resisti. Aguentei todas as ferramentas dolorosas que ele usou em mim.
O piso resmungou alguma coisa e a estátua concluiu:
Meu amigo há um preço para tudo na vida. Nem sempre é fácil. Às vezes é muito difícil e doloroso.
Mas temos que aprender e suportar os sofrimentos, procurando crescer e aprender para nos transformar em algo mais belo.
*   *   *
Assim como o piso de mármore, somos nós, quase sempre. Resistimos e nos rebelamos contra tudo o que nos signifique disciplina, ordem, sacrifício.
Preferimos as coisas fáceis, que não requeiram esforço, nem perseverança.
Entretanto, para que burilemos o Espírito é imperioso que nos amoldemos ao martelo da dor, nos dobremos as leis da disciplina e obedeçamos à ordem.
O cinzel e todas as demais ferramentas do escultor são, na vida, os conselhos dos mais experientes, as exigências dos nossos pais, professores e chefias que, em verdade, somente desejam que nos tornemos criaturas melhores, produzindo o bem.
*   *   *
Pense nisso!
 O fogo é altamente benéfico ao homem. Graças a ele, a alimentação e o abrigo lhe são garantidos.
Instrumentos de beleza nele se forjam. No entanto, se deixado à solta, consome o que existe em seu caminho, semeando destruição.
Assim o Espírito, para evoluir, necessita dos instrumentos da disciplina e da ordem, que lhe direcionam as energias no caminho estreito do dever, impulsionando-o ao aperfeiçoamento das linhas brutas da ignorância.


 Redação do Momento Espírita com base no artigo Colcha de retalhos, de autor
desconhecido, tradução de Sérgio Barros, da Revista 
Harmonia, junho. 2001.
Em 3.1.2013.

Oração da Vida


A vida é uma oportunidade. Aproveite-a.
A vida é uma beleza. Admire-a.
A vida é um sonho. Faça que se torne realidade.
A vida é um desafio. Enfrente-o.
A vida é um dever. Cumpra-o.
A vida é preciosa. Cuide dela.
A vida é riqueza. Conserve-a.
A vida é um mistério. Explore-o.
A vida é promessa. Tenha esperança.
A vida é tristeza. Supere.
A vida é um hino. Cante-o.
A vida é um combate. Vença.
A vida é uma aventura. Conduza-a.
A vida é felicidade. Mereça-a.
A vida é vida. Defenda-a.


Madre Teresa de Calcutá

A arte da aceitação


 
       “O homem pode abrandar ou aumentar a amargura das suas provas pela maneira que encara a vida terrestre...”
       “... contentar-se com sua posição sem invejar a dos Outros, de atenuar a impressão moral dos reveses e das decepções que experimenta; ele haure nisso uma calma e uma resignação...”
(Capítulo 5, item 13.)
 
       Aceitar nossa realidade tal qual é representa um ato benéfico em nossa vida. Aceitação traz paz e lucidez mental, o que nos permite visualizar o ponto principal da partida e realizar satisfatoriamente nossa transformação interior.
       Só conseguimos modificar aquilo que admitimos e que vemos claramente em nós mesmos, isto é, se nos imaginarmos outra pessoa, vivendo em outro ambiente, não teremos um bom contato com o presente e, consequentemente, não depararemos com a realidade.
       A propósito, muitos de nós fantasiamos o que podería­mos ser, não convivendo, porém, com nossa pessoa real. Desgas­tamos dessa forma uma enorme energia, por carregarmos constantemente uma série de máscaras como se fossem utilitários permanentes.
       A atitude de aceitação é quase sempre característica dos adultos serenos, firmes e equilibrados, à qual se soma o estímulo que possuem de senso de justiça, pois enxergam a vida através do prisma da eternidade. Esses indivíduos retêm um considerável “coeficiente evolutivo”, do qual se deduz que já possuem um potencial de aceitação, porquanto aprenderam a respeitar os me­canismos da vida, acumulando pacificamente as experiências necessárias a seu amadurecimento e desenvolvimento espiritual.
        Quando não enfrentamos os fatos existenciais com plena aceitação, criamos quase sempre uma estrutura mental de defesa. Somos levados a reagir com “atitudes de negação”, que são em verdade molas que abrandam os golpes contra nossa alma. São consideradas fenômeno psicológico de “reação natural e instin­tiva” às dores, conflitos, mudanças, perdas e deserções e que, por algum tempo, nos alivia dos abalos da vida, até que possamos reunir mais forças, para enfrentá-los e aceitá-los verdadeiramente no futuro.
        Não negamos por ser turrões ou teimosos, como pensam alguns; não estamos nem mesmo mentindo a nós próprios. Aliás, “negar não é mentir”, mas não se permitir “tomar consciência” da realidade.
        Talvez esse mecanismo de defesa nos sirva durante algum tempo; depois passa a nos impedir o crescimento e a nos danificar profundamente os anseios de elevação e progresso.
        Auto aceitação é aceitar o que somos e como somos. Não a confundamos como uma “rendição conformada”, e que nada mais importa. De fato, acontece que, ao aceitar-nos, inicia-se o fim da nossa rivalidade com nós mesmos. A partir disso, ficamos do lado da nossa realidade em vez de combatê-la.
        Diz o texto: “O homem pode abrandar ou aumentar a amargura das suas provas pela maneira que encara a vida terres­tre”. Aceitação é bem uma maneira nova de “encarar” as circunstâncias da vida, para que a “força do progresso” encontre espaços e não mais limites na alma até então restrita, pois a “vida terrestre” nada mais é do que o relacionar-se consigo mesmo e com os outros no contexto social em que se vive.
        Aceitar-se é ouvir calmamente as sugestões do mundo, prestando atenção nos “donos da verdade” e admitindo o modo de ser dos outros, mas permanecer respeitando a nós mesmos, sendo o que realmente somos e fazendo o que achamos adequado para nós próprios.
        Em vista disso, concluímos que aceitação não é adaptar-se a um modo conformista e triste de como tudo vem acontecendo, nem suportar e permitir qualquer tipo de desrespeito ou abuso à nossa pessoa; antes, é ter a habilidade necessária para admitir rea­lidades, avaliar acontecimentos e promover mudanças, solucio­nando assim os conflitos existenciais. E sempre caminhar com autonomia para poder atingir os objetivos pretendidos.

Hammed
Francisco do Espírito Santo

Renovando Atitudes