quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Para refletir


A vida precisa ser renovada. A morte é a mudança que estabelece a renovação. Quando alguém parte, muitas coisas se modificam na estrutura dos que ficam e, sendo uma lei natural, ela é sempre um bem, muito embora as pessoas não queiram aceitar isso. Nada é mais inútil e machuca mais do que a revolta. Lembre-se de que nós não temos nenhum poder sobre a vida ou a morte. Ela é irremediável.
O inconformismo, a lamentação, a evocação reiterada de quem se foi, a tristeza e a dor podem alcançar a alma de quem partiu e dificultar-lhe a adaptação na nova vida. Ele também sente a sensação da perda, a necessidade de seguir adiante, mas não consegue devido aos pensamentos dos que ficaram a sua tristeza e a sua dor.
Se ele não consegue vencer esse momento difícil, volta ao lar que deixou e fica ali, misturando as lágrimas, sem forças para seguir adiante, numa simbiose que aumenta a infelicidade de todos.
Pense nisso. Por mais que esteja sofrendo a separação, se alguém que você ama já partiu, libere-o agora. Recolha-se a um lugar tranquilo, visualize essa pessoa em sua frente, abrace-a, diga-lhe tudo que seu coração sente. Fale do quanto à ama e do bem que lhe deseja. Despeça-se dela com alegria, e quando recordá-la, veja-a feliz e refeita.
A morte não é o fim. A separação é temporária. Deixe-a seguir adiante e permita-se viver em paz.
“A morte é só uma mudança de estado.
Depois dela, passamos a viver em outra dimensão”.


Zíbia Gasparetto

A pedra, o monte e a fonte


A pedra rolou e rolou,
Do monte,
A pedra rolou,
E a fonte ali a ver, 
O rolar da pedra,
Do monte, 
E o monte,
A se libertar da pedra,
Que o incomodava há tempos,
E a fonte ali,
A olhar,
E a analisar, 
E agora o que seria da pedra,
E do monte,
O monte sem a pedra,
E a pedra sem o monte,
E a fonte a questionar,
O que seria dela da fonte,
Com a pedra ali encostada nela,
Pedra,
Transtorno,
O monte alegre,
E a fonte perplexa,
A analisar, 
O que seria dela,
E a pedra ali,
Parada,
Alienada,
Petrificada,
E o monte a rir,
Da fonte,
Pois agora o problema, 
Da pedra,
Não era mais dele,
E sim da fonte,
E a fonte ali,
Analisando,
Questionando,
Que o monte não devia,
Ter feito isto com ela,
A pedra nem ai,
O monte calmo tranquilo,
E a fonte enraivada com o monte,
Mas a fonte questionou,
Se a pedra foi cair perto dela,
É que é que?
Ela devia algo à pedra,
Sim a pedra ela devia,
E analisando e analisando,
A fonte decidiu a ajudar a pedra,
Que caiu do monte,
Monte,
Pedra, 
Fonte,
Uma metáfora,
Para que analisamos,
Que saibamos,
Ajudar os que precisam,
De nós,
Nas jornadas do viver,
Em nossas jornadas,
De pedras, 
De montes, e de santas fontes.

Euclides

Médium responsável Nirvana Maria.

ORAMOS


Senhor!
Não te pedimos a isenção das provas necessárias, mas apelamos para tua misericórdia, a fim de que as nossas forças consigam superá-las.
Não te rogamos a supressão dos problemas que nos afligem a estrada; no entanto, esperamos o apoio de teu amor, para que lhes confiramos a devida solução com base em nosso próprio esforço.
Não te solicitamos o afastamento dos adversários que nos entravam o passo e obscurecem o caminho; todavia, contamos com o teu amparo de modo que aprendamos a acatá-los, aproveitando-lhes o concurso.
Não te imploramos imunidades contra as desilusões que porventura nos firam, mas exoramos o teu auxílio a fim de que lhes aceitemos sem rebeldia a função edificante e libertadora.
Não te suplicamos para que se nos livre o coração de penas e lágrimas; contudo, rogamos à tua benevolência para que venhamos a sobrestar-lhes o amargor, assimilando-lhes as lições!...
Senhor, que saibamos agradecer a tua proteção e a tua bondade nas horas de alegria e de triunfo; entretanto, que nos dias de aflição e de fracasso, possamos sentir conosco a luz de tua vigilância e de tua bênção!...

Emmanuel

Francisco Cândido Xavier 

ESPÍRITO DE VERDADE


Havre, 1863

8 – Deus consola os humildes e dá força aos aflitos que a suplicam. Seu poder cobre a Terra, e por toda parte, ao lado de cada lágrima, põe o bálsamo que consola. O devotamento e a abnegação são uma prece contínua e encerram profundo ensinamento: a sabedoria humana reside nessas duas palavras. Possam todos os Espíritos sofredores compreender estas verdades, em vez de reclamar contra as dores, os sofrimentos mortais, que são aqui na Terra o vosso quinhão. Tomai, pois, por divisa, essas duas palavras: devotamento e abnegação, e sereis fortes, porque elas resumem todos os deveres que a caridade e a humildade vos impõe. O sentimento do dever cumprido vos dará a tranquilidade de espírito e a resignação. O coração bate melhor, a alma se acalma, e o corpo já não sente desfalecimentos, porque o corpo sofre tanto mais, quanto mais profundamente abalado estiver o espírito.

INDIVIDUALISMO


ARTIGO PRIMOROSO DO DIVALDO NESSA ÉPOCA DE ELEIÇÕES

As propostas mirabolantes de Karl Marx a respeito do comunismo, após um largo período de aplicadas, culminaram na eleição de uma classe privilegiada, que manteve o proletariado a braços com os desafios existenciais e a miséria socioeconômica. A Rússia tornou-se uma nação poderosa em armamentos bélicos inteligentes de largo alcance, na qual milionários excêntricos dominam as classes menos favorecidas, cooperando com os dissidentes da Ucrânia, que anelam pela liberdade.
Por outro lado, o capitalismo, perverso e ateu, dividiu a sociedade em grupos, nos quais, os poderosos permanecem no comando das massas, que se encontram nas vascas da agonia, padecendo as injunções da pobreza. Armas de alto poder destrutivo, para manter o equilíbrio com a Rússia e outros possíveis adversários, são usadas em nome da justiça e da solidariedade humana nos infelizes países do oriente nas suas guerras intermináveis.
E o ser humano estorcega na dor e no abandono, enquanto os individualistas, consumistas e vencidos pelo erotismo exibem as suas façanhas e desfrutam do prazer que lentamente também os consome. Numa visão mais ampla, atenderam ao apelo de Marx com a “democracia dos trabalhadores”, e o vício da corrupção devora as carnes da sua alma, mantendo a degradação e o suborno, enquanto distribuem migalhas com os necessitados que os mantêm no poder.
Todos, porém, podemos contribuir em favor de uma sociedade mais justa e equânime, porque dispomos do voto, que é o instrumento para selecionar os oportunistas, não lhes concedendo o apoio que necessitam. Nestes dias que precedem as eleições, apresentam fórmulas mágicas para solucionar todos e quaisquer problemas com programas surrealistas e imaginários, para logo, após alcançarem as suas metas, esquecerem-se do povo, até a nova oportunidade eleitoral.
Que saibamos utilizar desse direito e selecionemos as mulheres e os homens de bem, com dignidade e sem interesses imediatos.

Artigo de Divaldo Franco publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião - 14/08/2014


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

A TENTAÇÃO DO REPOUSO


Num campo de lavoura, grande quantidade de vermes desejava destruir um velho arado de madeira, muito trabalhador, que lhes perturbava os planos e, em razão disso, certa ocasião se reuniram ao redor dele e começaram a dizer:
- Por que não cuidas de ti? Estás doente e cansado...
- Afinal, todos nós precisamos de algum repouso...
- Liberta-te do jugo terrível do lavrador!
- Pobre máquina! A quantos martírios te submetes!...
O arado escutou... escutou... e acabou acreditando.
Ele, que era tão corajoso, que nem sentia o mais leve incômodo nas mais duras obrigações, começou a queixar-se do frio, do calor do Sol, da aspereza das pedras e da umidade do chão.
Tanto clamou e chorou, implorando descanso, que o antigo companheiro concedeu-lhe alguns dias de folga, a um canto do milharal.
Quando os vermes o viram parado, aproximaram-se em massa, atacando-o sem compaixão.
Em poucos dias, apodreceram-no, crivando-o de manchas, de feridas e de buracos.
O arado gemia e suspirava pelo socorro do lavrador, sonhando com o regresso às tarefas alegres e iluminadas do campo...
Mas, era tarde.
Quando o prestimoso amigo voltou para utilizá-lo, era simplesmente um traste inútil.
A história do arado é um aviso para todos.
A tentação do repouso é das mais perigosas, porque, depois da ignorância, a preguiça é a fonte escura de todos os males.
Jamais olvidemos que o trabalho é o dom divino que Deus nos confiou para a defesa de nossa alegria e para a conservação de nossa própria saúde.

Meimei

Francisco Cândido Xavier 

AS SETE LIÇÕES DO BAMBU



Depois de uma grande tempestade, o menino que estava passando férias na casa do seu avô, o chamou para a varanda e falou: Vovô corre aqui!
Me explica como essa figueira, árvore frondosa e imensa, que precisava de quatro homens para balançar seu tronco se quebrou, caiu com o vento e com a chuva... Este bambu é tão fraco e continua de pé?
Filho, o bambu permanece em pé porque teve a humildade de se curvar na hora da tempestade. A figueira quis enfrentar o vento. 
O bambu nos ensina sete coisas. Se você tiver a grandeza e a humildade dele, vai experimentar o triunfo da paz em seu coração.
A primeira verdade que o bambu nos ensina, e a mais importante, é a humildade diante dos problemas, das dificuldades. Eu não me curvo diante do problema e da dificuldade, mas diante daquele, o único, o princípio da paz, aquele que me chama que é o Senhor.
Segunda verdade: o bambu cria raízes profundas. É muito difícil arrancar um bambu, pois o que ele tem para cima ele tem para baixo também. Você precisa aprofundar a cada dia suas raízes em Deus na oração.
Terceira verdade: Você já viu um pé de bambu sozinho? Apenas quando é novo, mas antes de crescer ele permite que nasçam outros a seu lado (como no cooperativismo). Sabe que vai precisar deles. Eles estão sempre grudados uns nos outros, tanto que de longe parecem com uma árvore. Às vezes tentamos arrancar um bambu lá de dentro, cortamos e não conseguimos. Os animais mais frágeis vivem em bandos, para que desse modo se livrem dos predadores.
A quarta verdade que o bambu nos ensina é não criar galhos. Como tem a meta no alto e vive em moita, comunidade, o bambu não se permite criar galhos. Nós perdemos muito tempo na vida tentando proteger nossos galhos, coisas insignificantes que damos um valor inestimável. Para ganhar, é preciso perder tudo aquilo que nos impede de subirmos suavemente.
A quinta verdade é que o bambu é cheio de “nós” (e não de eu’s). Como ele é oco, sabe que se crescesse sem nós seria muito fraco. Os nós são os problemas e as dificuldades que superamos. Os nós são as pessoas que nos ajudam, aqueles que estão próximos e acabam sendo a força nos momentos difíceis. Não devemos pedir a Deus que nos afaste dos problemas e dos sofrimentos. Eles são nossos melhores professores, se soubermos aprender com eles.
A sexta verdade é que o bambu é oco, vazio de si mesmo. Enquanto não nos esvaziarmos de tudo aquilo que nos preenche, que rouba nosso tempo, que tira nossa paz, não seremos felizes. Ser oco significa estar pronto para ser cheio do Espírito Santo.
Por fim, a sétima lição que o bambu nos dá é exatamente o título do livro: ele só cresce para o alto. Ele busca as coisas do Alto. 
Essa é a sua meta...


Pe. Leo