segunda-feira, 28 de abril de 2014

DESENCARNAÇÃO DE CRIANÇAS (1)

Em virtude do desencarne do filho de um grande amigo, ainda recém-nascido, provocado por enfermidade grave, levantamos a proposta de reflexão sobre o assunto. Sempre! Sempre! Nos questionamos o porquê do desencarne prematuro das crianças.  Perguntamos se a sensação de perda é maior do que de uma pessoa que já convivemos há bastante tempo?  Ou dói ainda mais pelo fato de haver muitas expectativas, projetos para aquele ser em formação? Propomos discutir esse assunto visto fazermos parte de um todo que nos trata com igualdade e, por isso mesmo, há sempre a possibilidade de que nos aconteça algo semelhante ou mesmo com alguma pessoa muito próxima, como um familiar, por exemplo.
Rogamos ao Mestre Jesus que receba, ampare e abençoe esse anjinho que retorna a sua verdadeira pátria. Também fortaleça e console seus genitores pelo momento difícil porque passam.

O DESENCARNE NA INFÂNCIA

Apesar de ser extremamente dolorosa a perda de um filho pequeno, pense nele sempre com carinho e envie vibrações de amor eterno.
Apenas quem já perdeu um filho na infância pode descrever a dor que se sente neste momento tão doloroso. Como se o mundo girasse ao seu redor, você pensa estar vivendo um pesadelo e que, ao acordar, tudo voltará ao normal. Mas a realidade se mantém e você não entende o porquê de estar acontecendo tudo aquilo. Chega a duvidar da justiça divina e as perguntas constantes permanecem: Por que meu filho se foi tão jovem, cheio de vida, com um futuro promissor? Por que eu não fui em seu lugar? As indagações são muitas, mas a resposta só vem com o tempo.
A família tem que estar muito unida em um momento como esse. A religião é um bálsamo para a dor que, em certos dias, parece ser infinita. Temos que ser fortes e acreditar que nada acontece por acaso. A revolta e o descrédito em Deus não são justos. Há momentos na vida em que precisamos passar por determinadas experiências, para que possamos ter uma visão de vida diferente da que temos atualmente.
O desencarne de uma criança comove até as pessoas que mal conhecemos. Richard Simonetti descreve em seu livro "Quem tem medo da morte?": "O problema maior é a teia de retenção formada com intensidade, porquanto a morte de uma criança provoca grande comoção, até mesmo em pessoas não ligadas a ela diretamente. Símbolo da pureza e da inocência, alegria do presente e promessa para o futuro, o pequeno ser resume as esperanças dos adultos, que se recusam a encarar a perspectiva de uma separação".

LAMENTAR A PERDA PREJUDICA O ESPÍRITO

As lamentações, o choro e a fixação no ente querido que desencarnou prejudicam sua reabilitação no plano espiritual, fazendo com que ele sofra vendo tamanho desespero de seus familiares. A oração é o melhor remédio para todos. Pedir a Deus que proteja e auxilie seu filho no plano espiritual é a maneira correta de lhe fazer o bem.

Reviver a tragédia que ocorreu no plano terrestre pode ser um martírio, pois, no plano espiritual, há toda uma equipe de trabalhadores dando o suporte necessário ao desligamento do espírito do aparelho físico. Além do mais, conforme explica Simonetti, "o desencarne na infância, mesmo em circunstâncias trágicas, é bem mais tranquilo, porquanto nessa fase o espírito permanece em estado de dormência e desperta lentamente para a existência terrestre. Somente a partir da adolescência é que entrará na plena posse de suas faculdades".
Em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec pergunta: "Por que a vida frequentemente é interrompida na infância"? A resposta dos espíritos é a seguinte: "A duração da vida de uma criança pode ser, para o espírito que está nela encarnado, o complemento de uma existência interrompida antes de seu termo marcado e sua morte, no mais das vezes, é uma prova ou uma expiação para os pais".
Ernesto Bozzano, em Enigmas da Psicometria, escreve que não são desconhecidos os casos de mortes infantis nos quais o espírito já tenha progredido bastante para suprimir uma provação, mergulhando na Terra só com a finalidade de se revestir de elementos fluídicos indispensáveis ao perispírito desejoso de se preparar para a próxima reencarnação.
Com o tempo, você vai encontrando respostas para suas indagações. A lembrança daquele filho que se foi talvez nunca sairá de sua mente, mas sempre que pensar nele, pense com carinho, enviando boas vibrações, para que, onde ele se encontrar, possa sentir todo o amor que você emana.

REENCONTRO NO PLANO ESPIRITUAL

Em entrevista publicada na edição nº 11 da Revista Cristã de Espiritismo, Mauro Operti, quando perguntado sobre que mensagem daria às pessoas que perderam seus entes queridos e acreditam que nunca mais irão encontrá-los, respondeu:
"Para estas pessoas eu diria que Deus não cometeria esta maldade de separar definitivamente dois seres que se amam. A essência da vida é o outro. Por que Deus juntaria num breve tempo de uma existência duas criaturas que se sentem felizes de estar juntas e depois as separaria pela eternidade? A certeza da sobrevivência que a prática espírita garante às criaturas está acompanhada da certeza da reunião daqueles que se amam depois da perda do corpo físico. Esta é a maior consolação que poderíamos desejar, mas não é só uma consolação piedosa, é uma certeza proveniente da vivência que, aos poucos, vai nos tornando mais seguros e menos propensos às crises de ansiedade e aflição que são tão comuns às pessoas hoje em dia. Temos certeza e sabemos, não apenas acreditamos".
O Evangelho Segundo o Espiritismo diz que, quando Jesus falou "deixai vir a mim as criancinhas", Ele se referia ao fato de que "a pureza do coração é inseparável da simplicidade e da humildade, excluindo todo pensamento egoísta e orgulhoso". Explica ainda que "é por isso que Jesus toma a infância como símbolo dessa pureza, como a tinha tomado para o da humildade. Somente um espírito que tivesse atingido a perfeição poderia nos dar o modelo da verdadeira pureza. Mas a comparação é exata do ponto de vista da vida presente, pois a criança, não podendo ainda manifestar nenhuma tendência perversa, oferece-nos a imagem da inocência e da candura. Além disso, Jesus não diz de maneira absoluta que o reino de Deus é para elas, mas sim para aqueles que se lhes assemelham".


Por Marco Túlio Michalick

Fonte: Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas


CORAÇÃO DE MÃE




Dizem que quando a Terra foi criada
Fazendo-se possuída
Pelos filhos da vida
Que vinham de outros mundos,
Tudo na estrada humana,
Cortando a imensidão dos campos infecundos
Era a dominação do ódio que se aferra
À dissensão, à morte, o desespero e à guerra...
Foi quando um mensageiro
Do Céu às criaturas,
Regressou às Alturas
E disse humildemente ao Grande Deus:
- Senhor!
O que posso fazer dos homens sem amor?
Do cérebro mais tardo ao gênio mais precoce,
Tudo na Terra é luta em conquistas da posse.
Compadece-te oh! Pai!... Veneno, flecha e clava.
Formam no mundo inteiro a Humanidade escrava,
Da descrença, do mal, da impiedade e do crime,
Sem qualquer esperança a que se arrime.
Já não se aguenta ouvir os urros do mais forte
E o choro dos vencidos,
Pisados, massacrados e caídos
Nos sarcasmos da morte.

Que fazer Grande Deus, nas trevas dessa luta,
Em que a luz se nos nega e ninguém nos escuta?
O Pai de Infinita Bondade,
Pensou, por muito tempo, e disse comovido:
- Aceito, filho meu, quanto me falas,
Entendo-te o pedido!...
Volta ao mundo a servir na tarefa em que avanças,
Os que morrem no mal renascerão crianças.
A Terra evoluirá, - ponderou o Senhor –
Ninguém alterará minha obra de amor.
A fim de desarmar a violência e a cobiça,
Instalarei no mundo a força da Justiça
E para que haja amor exterminando o orgulho,
Sem pancada, sem grito, sem barulho,
Enviarei alguém,
Que ame os filhos meus, com o meu amor ao bem,
Na exaltação da paz, sem desprezo a ninguém.
Alguém que saiba amar, a servir e a sofrer,
Cultivando o perdão como simples dever.
Dizem que foi assim
Que a Terra começou a fazer-se jardim.
Ouviu-se verbo novo, alteraram-se imagens,
E conforme o Senhor mandou e prometeu,
Entre as rudes mulheres dos selvagens
O Coração de Mãe apareceu.

Maria Dolores

A morte dói?


Quando morre alguém, sentimo-nos todos tomados por um sentimento de perda e dor. É natural, gostamos da pessoa e desejamos que continue vivendo conosco. Mas, a morte é a única certeza da vida e está enquadrada nos acontecimentos normais da existência de todo mundo. A todo instante, partem jovens e velhos, sadios e enfermos...
E muitos perguntam talvez temerosos do momento em que também enfrentarão a circunstância e acerto de contas com D. Morte: ela dói? O que ensinam os espíritos a respeito?
Em O Livro dos Espíritos, há um capítulo inteiro sobre o assunto: é o III, do livro segundo, com o título Retorno da vida corpórea à vida espiritual. As questões 149 a 165 esclarecem o assunto. Para não ficarmos em simples transcrição das respostas dadas pelos espíritos, fizemos breve resumo de forma didática para melhor entendimento do assunto. Mas remetemos o leitor à pesquisa direta às questões citadas.
§     No instante da morte, todo homem retorna ao mundo dos espíritos, pátria de origem;
§     Uma vez no chamado outro mundo, conserva plenamente sua individualidade;
§     A separação da alma e do corpo não é dolorosa. O corpo sofre mais durante a vida que no momento da morte;
§     A alma se liberta com o rompimento dos laços que a mantinha presa ao corpo;
§     A sensação que se experimenta no momento em que se reconhece no mundo dos espíritos depende do que fizeram em vida. Se foram bons, sentirão enorme alegria. Se foram maus, sentirão vergonha;
§     Normalmente reencontra aqueles que partiram antes, se já não reencarnaram;
§     A consciência de si mesmo vem aos poucos. Passa-se algum tempo de perturbação, convalescente, cujo tempo de duração depende da elevação de cada um;
Compreender antes o assunto exerce grande influência sobre o tempo de perturbação, mas o que realmente alivia a perturbação são a prática do bem e a pureza de consciência.
Indicamos ainda ao leitor, estudar o livro O Céu e o Inferno, também de Allan Kardec, onde há diversas descrições do momento da morte e do pós-morte, de espíritos nas mais variadas condições evolutivas. O livro Depois da Morte, de Léon Denis e Obreiros da Vida Eterna, de André Luiz/Chico Xavier também trazem muitas explicações sobre o interessante tema. 
Há, também, uma série enumerável de livros de mensagens enviadas por desencarnados aos entes queridos que ficaram. Entre eles, o famoso Jovens no além, de 1975, recebido por Chico Xavier. O filme Joelma 23º andar, baseado no incêndio ocorrido em São Paulo, mostra bem a questão da continuidade da vida.
Não tema a morte. Ela faz parte do processo evolutivo. Viva de maneira prudente faça o bem que puder e quando soar seu momento vá sem medo. Mas nunca a busque ou a precipite. Tudo tem seu momento na vida e todos temos algo a fazer num tempo programado. Para aqueles que foram antes, guarde a convicção de breve reencontro e ore pela felicidade deles. Eles receberão a mensagem de seu coração.


Orson Peter Carrara

Fonte: Portal do Espírito

SENHOR AMIGO



Pai, meu Senhor, Amigo, ajuda-me para que eu possa compreender as coisas que encontro neste novo mundo.
Dá-me força para que a minha alma culpada de erros passados possa encontrar no amor o refúgio sagrado para o trabalho fraterno.
Deus, não importa onde Tu Te encontras e se ainda não Te vejo, mas se ontem eras para mim um mistério, hoje, vivendo e trabalhando, sentindo-me vivo e bem vivo após a morte do corpo, como posso duvidar da Tua Bondade e do Teu Amor? Abençoa-me, ó Deus.

Assim seja!

Pelo Espírito: Luiz Sérgio
Do livro: Rios de Oração
Psicografia: Irene Pacheco Machado


O COOPERADOR


Imagina-te à frente de um violino. 
Instrumento que te espera sensibilidade e inteligência, atenção e carinho para vibrar contigo na execução da melodia. 
Se o tomas de arranco, é possível te caia das mãos, desafinando-se, quando não seja perdendo alguma peça. 
Se esquecido em algum recanto, é provável se transforme em ninho de insetos que lhe dilapidarão a estrutura. 
Se usado, a feição de martelo, fora da função a que se destina talvez se despedace. 
Entretanto, guardado em lugar próprio e manejado na posição certa, como a te escutar o coração e o cérebro, ei-lo que te responde com a sublimidade da música. 
Assim, igualmente na vida, é o companheiro de quem esperas apoio e colaboração. 
Chame-se familiar ou companheiro, chefe ou subordinado, colega ou amigo, se lhe buscas o auxílio, a golpes de azedume e brutalidade, é possível te escape da área de ação, 
magoando-se ou perdendo o estímulo ao trabalho. 
Se largado ao menosprezo, é provável se entregue a influências claramente infelizes, capazes de lhe envenenarem a alma. 
Se empregado por veículo de intriga ou maledicência, fora das funções edificantes a que se dirige, talvez termine desajustado por longo tempo. 
Mas, se conservado com respeito, no culto da amizade, e se mobilizado na posição certa, como a te receber as melhores vibrações do coração e do cérebro, ei-lo que te corresponde com a excelência e a oportunidade da colaboração segura, em bases de amor que é, em tudo e em todos, o supremo tesouro da vida. 
Pensemos nisso e concluiremos que é impossível encontrar cooperadores eficientes e dignos, sem indulgência e compreensão.

Chico Xavier 

CORAÇÕES



Aprendamos a compreender para sermos compreendidos.
Se encontras alguém na estrada que te pareça na capa de inimigo 
ou na máscara de ofensor, silencia e não condenes.
Convençamo-nos de que não existem corações de mármore
e sim corações retalhados de dor.


Emmanuel

CORTE ISSO


A existência na Terra é comparável a um filme que você está protagonizando.
O diretor e o intérprete se conjugam em você mesmo, porque a objetiva da livre escolha jaz em suas mãos, tanto quanto as imagens da película são arquitetadas por seus próprios pensamentos. Atenda aos seus encargos, 
tão bem quanto lhe seja possível. Muitos episódios e trechos inconvenientes podem ser evitados para que se lhe destaque a excelência do trabalho:
- lembranças amargas;
- ideias de vingança;
- ressentimentos;
- desilusões;
- prejuízos e fracassos;
- doenças e tristezas;
- irritação e azedume;
- condenação e queixa;
- cólera e impaciência;
- reclamações... 
Quando qualquer desses lances vier a surgir em seu caminho ou em sua imaginação, corte isso. Converta a sombra em luz, na vivência da esperança e do bem, e arrede de você tudo o que lhe possa tisnar a tranquilidade, 
porque em futuro próximo ou menos próximo, o seu filme estará na 
tela da verdade e as suas escolhas vão passar.


André Luiz