sábado, 8 de outubro de 2016

Evangelização - Humildade


“Bem- aventurados os  humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus”                                                                                               Mateus, 5:3

Objetivo: Conscientizá-los da importância que a humildade tem na elevação da criatura humana e do fato de que todos têm sua relevância no universo. Ajudá-los a ver que não existe superioridade verdadeira de um sobre o outro, só por causa da função exercida, do dinheiro, da posição ou das aparências.


Incentivação: 


Certo dia duas pessoas foram ao templo para orar. Os dois entraram no templo e cada qual fez sua oração. O primeiro chegou diante do altar, ergueu suas mãos para o alto (era costume da época) e orou:
Oh! Senhor eu te agradeço porque não sou uma daquelas pessoas que não dão coletas, que vivem de negócios desonestos como, por exemplo este homem que se encontra ali no fundo do templo. Eu não sou ruim, duas vezes por semana eu me purifico e não como. Dou a décima parte de tudo que ganho para a igreja.
Assim continuou a apresentar a Deus tudo de bom que ele fez.
O segundo agiu de forma bem diferente do anterior. Não teve nem coragem de erguer as suas mãos. Nem sequer ergueu a cabeça. Ele estava certo que era pecador e que não tinha nada para se gabar diante de Deus. Só tinha condições de bater no peito e dizer:
Senhor, eu sou um pecador, minha vida está cheia de erros, tenho prejudicado o meu próximo, não sou merecedor de nada, mas tenha pena de mim e dá-me o teu perdão.
Com qual das orações Deus se alegrou?
O primeiro chegou diante do Senhor falando de sua vida e de como ele era bom e de quantas boas obras tinha feito. O segundo veio, com mãos vazias, confessou sua vida cheia de erros. Ele não tinha nada para apresentar. Somente uma coisa ele queria: perdão pelos seus pecados, e, salvação que só Deus pode dar.
Jesus disse que o segundo fez certo e orou corretamente. Ela demonstrou humildade e confiança total. Sua vida, cheia de faltas e enganos, não está certa. Mas a sua humildade e confiança de dizer isto ao Senhor e a certeza e confiança de que o Senhor pode dar ente perdão fez com Jesus concluísse dizendo: “Uma coisa é certa! Quem voltou para casa perdoado foi o publicano. Aquele que realmente veio para ser perdoado”.

Diálogo:

§  Alertar que quando ficamos contando vantagem sobre alguma virtude, freqüentemente queremos convencer a nós mesmos de que a temos. Quem é de verdade não precisa dizer: os outros simplesmente vêem.
§  Assim, quem é inteligente de fato não precisa dizer que é, porque qualquer um pode perceber isso; quem é honesto, responsável ou bondoso não necessita gritar isso, ou tentar convencer os outros de que é, muito menos desmerecer os méritos alheios para elevar os seus. Se as virtudes forem verdadeiras, elas se imporão por si.
§  Observar que, muitas vezes, aquele que faz propaganda de uma virtude tem pouco mais do que ela de que se orgulhar.

 Pedir que dêem exemplos de atitudes humildes
Após ouvi-los, dar alguns exemplos:
§  Reconhecer que nós também erramos. Há muitas pessoas que pensam que os outros erram, mas que elas estão sempre certas. Em uma discussão, raramente conseguem perceber que o outro pode ter alguma razão.
§  Em várias situações na vida, acham que a culpa pelos problemas é sempre de outras pessoas ou de Deus. Pedir desculpas, mesmo que não estiver totalmente convencido de que errou. Às vezes, erramos sem querer e não notamos, mas outras pessoas nos mostram nosso equívoco e é nosso dever moral pelo menos nos desculpar.
§  Tratar com respeito aqueles que, teoricamente, são inferiores a nós. Se, em uma matéria, somos muito melhores que um nosso colega, não é certo que fiquemos "jogando isso na cara dele". Não ficar falando para os outros que somos isso e aquilo de bom. Tratar os que têm menos que a gente com o mesmo respeito que gostaríamos de ser tratados pelos que têm mais.
§  Aceitar ajuda - ninguém consegue fazer tudo sozinho. Reconhecer que não sabemos alguma coisa. Ouvir o que os outros estiverem falando. Mesmo que, na nossa opinião, eles estiverem falando besteira, pode ser que algo de proveitoso tenham a expor.

Pedir que citem atitudes orgulhosas.
§  Todas as contrárias às que citamos no item acima, além de outras, tais como olhar com desprezo para uma pessoa mal vestida, não aceitar fazer um trabalho tido como inferior, como lavar vasos sanitários ou louças, não admitir críticas, não admitir nossa própria inferioridade
§  Não acreditar em Deus é um ato de extremo orgulho, porque faz com que a pessoa se julgue superior, sem ninguém acima dela. Querer que todos tenham a nossa opinião. Achar que nossa palavra não pode ser contestada, que os outros devem fazer tudo como nós fazemos ou mandamos. Tratar as pessoas como se não precisássemos delas. Achar que os outros não merecem ter coisas boas que nós temos.

Existe vantagem em ser humilde? Qual?

§  A pessoa humilde evolui mais depressa, porque reconhece seus defeitos e isso é o primeiro passo para os eliminar.
§  . A humildade leva a pessoa a cultivar outras virtudes, como o respeito, a paciência, a tolerância e a compreensão dos erros dos outros, esta porque sabemos sermos nós mesmos cheios de falhas.
§  O humilde aceita com mais facilidade a vontade de Deus, o que faz com que seja mais tranqüilo para ele cumprir sua missão aqui na Terra.
§  Por outro lado, o orgulhoso mente para si mesmo, porque se acredita muito melhor do que verdadeiramente é. Ele pode ofender muitas pessoas no caminho, porque seu orgulho não lhe permite ver que elas não são seres inferiores, que merecem ser tratados como tal. Aquele que alimenta o orgulho tem dificuldades na convivência com os outros, além de preparar para si mesmo momentos de sofrimentos, sendo vários deles ligados à percepção de quem realmente são, que muitas vezes vem de forma amarga.
§  Quem é humilde sabe servir ao próximo. Isso contribui não só para a evolução daquele que serve, mas também para a melhoria do planeta, para a paz na Terra.

 Pedir que citem o nome de alguma pessoa muito humilde que conheçam ou de quem já tenham ouvido falar

§Conduzi-los à percepção de que Jesus, além de ensinar a humildade através das palavras, exemplificou-a o tempo todo. Ele, o maior espírito que já passou pela Terra, não humilhou ninguém com seu poder, com sua superioridade. Poderia, certamente, ter escolhido nascer rico, em meio a ouro e roupas bonitas. Teria todas as possibilidades de assumir o poder, de mandar nas pessoas da época, se assim quisesse. Se fosse orgulhoso, não quereria andar no meio de pobres, prostitutas, cegos e estropiados.
§  Não trataria a todos como seus iguais. Não chamaria a todos de irmãos, nem se curvaria diante do que percebia ser a vontade do Pai.
§  O Mestre nos disse que "Bem-aventurados são os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus". Quis dizer com isso que a felicidade é para os humildes, aqueles que não procuram rebaixar os outros, que sabem se colocar na sua posição exata diante de Deus, de si e dos homens.
§  Jesus, ao pregar a humildade, sabia que ela é a mãe de outras virtudes muito importantes para o nosso crescimento.
§  Ele disse também que "Os exaltados serão humilhados e os humilhados serão exaltados". Isso significa que aqueles que buscam se elevar acima dos homens acabam se tornando os mais baixos diante de Deus, enquanto aqueles que fazem a vontade deste e aceitam servir ao semelhante elevam-se diante do criador.Contar-lhes a cena da Santa Ceia, em que Jesus lava os pés e as mãos dos doze apóstolos, que estavam com ele. Na época, essa tarefa era feita por escravos e, antes da chegada do nazareno, os seus companheiros discutiam à cerca de quem faria tão subalterna atividade. Após lavar-lhes os pés e as mãos, Jesus falou-lhes:"Aquele que quiser ser o maior dentre vós, seja o menor", deixando claro que a verdadeira virtude está na humildade.
Contar a historia de Francisco de Assis.

FRANCISCO DE ASSIS

     No dia 26 de setembro de 1182, em Assis, na Itália, nascia o filho de Pedro Bernardone, rico comerciante de tecidos, e dona Joana Bourlemont.
     Como Pedro Bernardone estivesse viajando na época do nascimento do filho, dona Joana, alma sensível e mansa, de profunda religiosidade, levou o pequenino para o batismo e lhe deu o nome de João. Ao voltar da viagem, Bernardone ficou furioso ao saber do nome do filho e disse:
     - Com autoridade de quem você batizou meu filho? Quem batiza sou eu! E ele se chamará Francisco.
     Joana teve a intuição certa ao fazer batizar seu filho com o nome de João, pois ele era, na realidade, a reencarnação do apóstolo João Evangelista, que Jesus fizera renascer no seio da Igreja Católica a fim de restaurar a pureza do Evangelho.
     Francisco foi crescendo e seu pai, homem de caráter forte e autoritário, desejava que o filho chegasse a ser um rico comerciante como ele. Não poupou esforços quando Francisco, ainda jovenzinho, pediu para ser cavaleiro. Sem relutância o rapaz alistou-se para defender sua gente numa guerra entre Assis e a Perúsia. Não houve o sucesso que se esperava e o vibrante soldado foi preso pelos inimigos. Privou-se da liberdade,mas foi nesse cárcere que pôde meditar profundamente sobre a complexidade da vida humana.
     Começava para ele uma grande revolução interior, o homem velho dava lugar ao novo. Agora Francisco percebia o verdadeiro sentido do seu destino. Não havia nascido por acaso. E seu coração estava preparado para realizar a vontade do Senhor.
     Na época havia muitas igrejas e conventos em ruínas, então Francisco ligou-se de imediato com o aspecto da igrejinha de São Damião, que estava a ponto de ruir. Ouviu uma voz que dizia:
     -Minha casa está caindo. Quero que você a reforme.
     Não pensou de pronto, que a casa a que se referia a voz era o corpo da Doutrina, o Evangelho de Jesus. Na possibilidade de oferecer algo de si, sua meta inicial foi reconstruir igrejas. Chegou mesmo a gastar algum dinheiro do pai nessas reformas, o que provocou frontal e escandaloso desentendimento. Seu pai ficou inconformado com o prejuízo material e com a opção de Francisco em ajudar a pobreza, indo contra todos os sonhos de vê-lo um cavaleiro e rico sucessor de seus bens.
     Francisco de Assis deixou a casa paterna, entregando ao pai tudo o que tinha, até mesmo as roupas que estava usando. Era abril de 1207, o rapaz tinha 25 anos. Nascia, então, Francisco de Assis, o “Profeta da pobreza”.
     Francisco de Assis dedicou-se integralmente a seu semelhante, aos doentes, pobres, órfãos e amou a todos, inclusive os animais e a natureza. Restaurou o Evangelho na sua pureza primitiva. Na figura do “Poverello”, relembrou aos homens, principalmente àqueles que estavam na direção da Igreja e que haviam adulterado os ensinamentos do Mestre, que o Evangelho deveria ser aplicado aos simples e necessitados.
     A todos chamava carinhosamente de “irmão”: irmão Sol, irmã Lua, irmão fogo, irmã Terra. Exemplificou assim a humildade diante da Criação de Deus.
     No dia 3 de outubro de 1226, em Santa Maria da Porciúncula, terminou a caminhada terrena deste homem cheio de misericórdia, sempre pronto a se compadecer e a perdoar.
     Aquele que viveu como Jesus e amou todas as criaturas pequenas e grandes, vivas ou inanimadas. No dia seguinte, 4 de outubro, foi sepultado em Assis, data em que passou a ser comemorado o Dia Universal da Natureza.
     Francisco de Assis é considerado o protetor dos animais e patrono dos “lobinhos”, ramificação do Escotismo que atende crianças de 7 a 10 anos, pelo amor que demonstrou à natureza.

Musica vagalume

Sou o vagalume
Que vive a piscar
A minha luzinha
É pequenininha,
Mas dá p’ra iluminar
Não me comparo ao sol
Lindo a brilhar
Nem me comparo à lua
Que no céu está

Mas lá na floresta
Quando está escuro
A minha luzinha
É pequenininha
Mas dá p’ra iluminar
Promover a reflexão para a formação dos conceitos:
§  O vagalume se achava tão brilhante quanto o sol?
§  Ele se achava tão brilhante quanto a lua?
§  Quando o vagalume piscava? Para quê?
§  Ele sabia que a sua luz era pequenina?
§  Ele sabia que sua luz só podia ajudar um pouquinho?
§  O vagalume gostava de ajudar?
§  Ele era humilde ou orgulhoso? Por quê?
§   Se eu precisasse de uma luz forte e só tivesse vagalume para iluminar o que eles poderiam fazer?

Concluir  que:
§  As crianças são como o vagalume: podem também ajudar, mesmo que a ajuda seja pequena.

Toda ajuda dada com amor, mesmo pequena, traz luz e felicidade ao coração. Todas as crianças juntas poderão dar uma grande ajuda, tal como os vagalumes fizeram uma grande luz. E Jesus espera isso de nós.

Evangelização - AMAR O PRÓXIMO



OBJETIVO: Formar na criança o impulso ao amor, a aplicar o amor em suas atitudes para com o próximo. Que devemos fazer ao próximo somente aquilo que gostaríamos que fizessem conosco. A importância do amor na sociedade, na família, em toda parte.

DESENVOLVIMENTO:

1º MOMENTO:  Incentivação inicial: Narrar a história do livro: “A galinha afetuosa”. 

2º MOMENTO:. Desenvolvimento no tema:
 Devemos amar o próximo e a nós mesmos. O que é se amar?* É fazer sempre o melhor para si, sem prejudicar os outros; * É ter respeito consigo mesmo, não prejudicar seu corpo e seu espírito.
 O que é amar o próximo?* É procurar sempre fazer o melhor para ele, mesmo que ele não perceba nossas intenções; * É respeitá-lo, não tentando obrigá-lo a ser como a gente gostaria que ele fosse;* É esclarecê-lo em todos os assuntos que pudermos;* É também praticar a caridade moral e material, que são a expressão prática do amor;* É, em síntese, seguir o ensinamento do Cristo: Fazer aos outros exatamente o que gostaríamos que nos fizessem e não fazer aos outros o que não gostaríamos que nos fizessem.
 A quem devemos amar, ou seja, quem é o nosso próximo? Todos, encarnados e desencarnados são nossos próximos e devemos amar e ajudar sempre que pudermos, sem olhar a quem.
Como gostar de uma pessoa muito diferente de nós e cheia de defeitos?* Percebendo que ela é filha de Deus como nós, portanto merece amor;* Refletindo que nós também somos cheios de defeitos e queremos que os outros gostem de nós;* Sabendo que os defeitos das pessoas não vão durar para sempre e que podemos, inclusive, ajudá-las a superá-los.
 Por que e para que devemos amar as pessoas?* Porque o amor é a manifestação de Deus em nossas vidas, é a prova de que ele existe; * Porque ele é o meio mais fácil e rápido para evoluirmos, já que evita que pratiquemos o mal; * Para termos uma vida mais alegre e fazermos felizes aqueles que recebem o nosso amor.
 O amor é só um, mas o sentimos e manifestamos de várias formas:* Amor maternal, paternal, filial, fraternal, romântico...

3º MOMENTO:  

ATIVIDADE DINÂMICA

Eu fiz para Você …

MATERIAL:
 lápis colorido ou canetas, cartolinas ou papel ofício recortados em formato de corações.

COMO APLICAR: Explicar ao grupo que a missão de cada um é escrever nos corações nomes de pessoas queridas, pessoas que eles deixariam morar em seus. Cada um poderá criar um slogan, um desenho, uma palavra que reflita o que aquela pessoa representa. Depois que cada criança apresentar quem ele convidaria a morar em seu coração, propor que guardemos os corações em uma caixinha e no final faremos uma prece aos amigos. O evangelizador depois de ouvir as crianças, entregará mais alguns corações e escrever nomes de pessoas que estão em hospitais, presídios, etc.
Este é um exercício de amor ao próximo através de nossas atitudes e do cuidado com o outro. Após a entrega, observar:
- como foi feito a tarefa? Com capricho ou com má vontade?
- a mensagem ou slogan é positivo?? 
3º MOMENTO
Pintura de gravuras sobre o tema da aula.  
4° MOMENTO: 
 Entregar massinha de modelar e pedir que as crianças façam algo referente à história contada no inicio da aula, ou algo que represente o amor, como corações, flores bonecos...; Depois de pronto pedir que eles ofereçam ao amigo do lado.
Obs.: No inicio da dinâmica deixar a criança livre para pegar a quantidade de massinha, as que ficarem sem massinha o evangelizador, deverá propor exercitarmos o amor ao próximo e dividirmos a massinha, caso seja necessário recolher e redistribuir até que todos tenham um pouco para fazer a atividade.
(postado por Alice Lirio )

PRECE FINAL


A GALINHA AFETUOSA




Gentil galinha, cheia de instintos maternais, encontrou um ovo de regular tamanho
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e espalmou as asas sobre ele, aquecendo-o carinhosamente. De quando em quando, beijava-o, enternecida. Se saía a buscar alimento, voltava apresa, para que lhe não faltasse calor vitalizante. E pensava garbosa: - "Será meu pintainho! será meu filho!”.
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Em formosa manhã de céu claro, notou que o filhotinho nascia robusto.
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Criou-o, com todos os cuidados. No entanto, em dourado crepúsculo de verão, viu-o fugir pelas águas de um lago, sobre as quais deslizava contente. Chamou-o, como louca, mas não obteve resposta. O bichinho era um pato arisco e fujão.
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A galinha, desalentada por haver chocado um ovo que lhe não pertencia à família, voltou muito triste, ao velho poleiro; todavia, decorrido algum tempo e encontrando outro ovo, repetiu a experiência.
Nova criaturinha frágil veio à luz. Protegeu-a, com ternura, dedicou-se ao filho com todas as forças, mas, em breve, reparou que não era um pintainho qual fora, ela mesma, na infância. Tratava-se dum corvo esperto que a deixou em doloroso abatimento, voando a pleno céu, para juntar-se aos escuros bandos de aves iguais a ele.
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A desventurada mãe sofreu muitíssimo. Entretanto, embora resolvida a viver só, foi surpreendida certo dia, por outro ovo, de delicada feição. Recapitulou as esperanças maternas e chocou-o. Dentro em pouco, o filhote surgia. A galinha afagou-o, feliz, com o transcurso de algumas semanas, observou que o filho já crescido perseguia ratos à sombra. Durante o dia, dava mostras de perturbação e cego; no entanto, em se fazendo a treva, exibia olhos coruscantes que a amedrontavam. Em noite mais escura, fugiu para uma torre muito alta e não mais voltou. Era uma coruja nova, sedenta de aventuras.
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A abnegada mãe chorou amargamente. Porém, encontrando outro ovo, buscou ampará-lo. Aninhou-se, aqueceu-o e, findos trinta dias, veio à luz corpulento filhote. A galinha ajudou-o como pôde, mas, em breve, o filho revelou crescimento descomunal. Passou a mirá-la de alto a baixo. Fêz-se superior e desconheceu-a. Era um pavãozinho orgulhoso que chegou mesmo a maltratá-la.
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A carinhosa ave, dessa vez, desesperou em definitivo. Saiu do galinheiro gritando e dispunha-se a cair nas águas de rio próximo, em sinal de protesto contra o destino, quando grande galinha mais velha a abordou, curiosa, a indagar dos motivos que a segregavam em tamanha dor. A mísera respondeu, historiando o próprio caso.
A irmã experiente estampou no olhar linda expressão de complacência e considerou, cacarejando:
- Que é isto amiga? não desespere. A obra do mundo é de Deus, nosso Pai. Há ovos de gansos, perus, marrecos, andorinhas e até de sapos e serpentes, tanto quanto existem nossos próprios ovos. continue ajudando em nome do Poder Criador; entretanto, não se prenda aos resultados do serviço que pertencem a Ele e não a nós, mesmo porque a escada para o Céu é infinita e os degraus são diferentes. Não podemos obrigar os outros a serem iguais a nós, mas é possível auxiliar a todos, de acordo com as nossas possibilidades. Entendeu?
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A galinha sofredora aceitou o argumento, resignou-se e voltou mais calma, ao grande parque avícola a que se filiava.
O caminho humano estende-se, repleto de dramas iguais a este. Temos filhos, irmãos e parentes diversos que de modo algum se afinam com as nossas tendências e sentimentos. Trazem consigo inibições e particularidades de outras vidas que não podemos eliminar de pronto. Estimaríamos que nos dessem compreensão e carinho, mas permanecem imantados a outras pessoas e situações, com as quais assumiram inadiáveis compromissos. De outras vezes, respiram noutros climas evolutivos.
Não nos aflijamos, porém.
A cada criatura pertence à claridade ou a sombra, a alegria ou a tristeza do degrau em que se colocou.
Amemos sem o egoísmo da posse e sem qualquer propósito de recompensa, convencidos de que Deus fará o resto.
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Do livro Alvorada cristã. Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Evangelização - CARIDADE


Tema: Caridade


Laurinha, embora contasse apenas com oito anos de idade, tinha um coração generoso e muito desejoso de ajudar as pessoas.
Certo dia, na aula de Evangelização Infantil que freqüentava, ouvira a professora, explicando a mensagem de Jesus,  falar da importância de se fazer caridade, e Laurinha pôs-se a pensar no que ela, ainda tão pequena, poderia fazer de bom para alguém.
Pensou...pensou... e resolve
Já sei! Vou dar dinheiro a algum necessitado.
Satisfeita com sua decisão, procurou entre as coisas de sua mãe e achou uma linda moeda.
Vendo Laurinha com dinheiro na mão e encaminhando-se para a porta da rua, a mãe quis saber onde ela ia.
Contente por estar tentando fazer uma boa ação, a menina respondeu.
 Vou dar esse dinheiro a um mendigo!
A mãezinha, contudo, considerou:
Minha filha, esta moeda é minha e você não pode dá-la  a ninguém porque não lhe pertence.
Sem graça, a garota devolveu a moeda à mãe e foi para a sala, pensando...
-         Bem, se não posso dar dinheiro, o que poderei dar?
Meditando, olhou distraída para a estante de livros e uma idéia surgiu:
-         Já sei! A professora sempre diz que o livro é um tesouro e que traz muitos benefícios para quem o lê.
Eufórica por ter decidido, apanhou na estante um livro que lhe pareceu interessante, e já ia saindo na sala quando o pai, que lia o jornal acomodado na poltrona preferida, a interrogou:
-         O que você vai fazer com esse livro, minha filha?
Laurinha estufou o peito e informou:
-         Vou dá-lo a alguém!
Com serenidade, o pai tomou o livro da filha, afirmando:
-         Este livro não é seu Laurinha. É meu, e você não pode dá-lo a ninguém.
Tremendamente desapontada, Laurinha resolveu dar uma volta. Estava triste, suas tentativas para fazer a caridade não tinham tido bom êxito e, caminhando pela rua, continha as lágrimas que teimavam em cair.
-         Não é justo! – resmungava. – Quero fazer o bem e meus pais não deixam.
Nisso, ela viu uma coleguinha da escola sentada num banco da pracinha. A menina parecia tão triste e desanimada que Laurinha esqueceu o problema que a afligia.
Aproximando-se, perguntou gentil:
-         O que você tem Raquel?
A outra, levantando a cabeça e vendo Laurinha a seu lado, desabafou:
-         Estou chateada, Laurinha, porque minhas notas estão péssimas. Não consigo aprender a fazer contas de dividir, não sei tabuada e tenho ido muito mal nas provas de matemática. Desse jeito, vou acabar perdendo o ano. Já não bastam as dificuldades que temos em casa, agora meus pais vão ficar preocupados comigo também.
Laurinha respirou,  aliviada:
-         Ah! Bom, se for por isso,  não precisa ficar triste. Quanto aos outros problemas, não sei. Mas, em relação à matemática, felizmente, não tenho dificuldades e posso ajudá-la. Vamos até sua casa e tentarei ensinar a você o que sei.
Mais animada, Raquel conduziu Laurinha até a sua casa, situada num bairro distante e pobre. Ficaram a tarde toda estudando.
Quando terminaram, satisfeita, Raquel não sabia como agradecer à amiga.
-         Laurinha, aprendi direitinho o que você ensinou. Não imagina como foi bom tê-la  encontrado naquela hora e o bem que você me fez hoje. Confesso que não tinha grande simpatia por você. Achava-a orgulhosa, metida, e vejo que não é nada disso. É muito legal e uma grande amiga. Valeu.
Sentindo grande sensação de bem-estar, Laurinha compreendeu a alegria de fazer o bem. Quando menos esperava, sem dar nada material, percebia que realmente ajudara alguém.
Despediram-se, prometendo-se mutuamente continuarem a estudar juntas.
Retornando para a casa, Laurinha contou à mãe o que fizera, comentando:
-         A casa de Raquel é muito pobre, mamãe, acho que estão necessitando de ajuda. Gostaria de poder fazer alguma coisa por ela. Posso dar-lhe algumas roupas que não me servem mais? – Perguntou, algo temerosa, lembrando-se das “broncas” que levara algumas horas antes.
A senhora abraçou a filha, satisfeita:
-         Estou muito orgulhosa de você, Laurinha, Agiu verdadeiramente como cristã, ensinando o que sabia. Quanto às roupas, são “suas” e poderá fazer com elas o que achar melhor.
Laurinha arregalou os olhos, sorrindo feliz e, afinal, compreendendo o sentido da caridade.
- É verdade mamãe. São minhas! Amanhã mesmo levarei para Raquel. E também alguns sapatos, um par de tênis e uns livros de histórias que já li.






Tema: Caridade

Livro: O Menino Ambicioso
O Servo Insatisfeito
E Outras Histórias

CÉLIA XAVIER CAMARGO

Filme - Causa e Efeito


Evangelização - GENEROSIDADE


Objetivo: Identificar na solidariedade a pratica da máxima do Cristo: "Ama o teu próximo como a ti mesmo".

ATIVIDADE INTRODUTÓRIA

Uma criança sai da sala. Esconde-se  bem um objeto pouco volumoso como, por exemplo, um envelope. A criança retorna à sala   para procurá-lo. Provavelmente terá dificuldade em achar.Combina-se, então cantar mais alto ou mais baixo, conforme a criança se aproxime ou se afaste do local do objeto escondido até que seja encontrado.

ATIVIDADE REFLEXIVA

Levar as crianças a perceberem a importância da colaboração de todos na situação apresentada.
Dar também exemplos do cotidiano.

Narrar: AS CINCO SEMANAS DE ALFREDO

Explorar o tema através de perguntas como:

- Como se sentiu o Alfredo quando soube que tinha de ficar cinco semanas na cama?
- Se você fosse o Alfredo, gostaria de ter ao seu lado os amigos?
- Para ajudar o Alfredo os amigos deixaram de fazer alguma coisa que gostavam  muito?
- Valeu a pena?
- Que sentimento os amigos tiveram com Alfredo?
- Você seria capaz de fazer o mesmo?
- Se você fosse o Alfredo, o que sentiria por esses amigos?

Concluir que:

Devemos ajudar as pessoas do mesmo modo que gostamos de ser ajudados.
A solidariedade é uma forma de mostrarmos o amor que sentimos.
As pessoas solidárias têm mais amigos.

ATIVIDADE CRIATIVA

Propor ao grupo confeccionar docinhos ou biscoitos para doá-los, por exemplo, a alguns idosos. As crianças preparam a massa (sem usar o fogo) e modelam os docinhos ou os biscoitos, como desejarem. Depois um adulto leva-os ao forno para assar, se for preciso.

AS CINCO SEMANAS DE ALFREDO

Fig.1- Era o primeiro dia de férias.
Ainda bem cedo os amiguinhos da Rua da Alegria já estavam a caminho da praia.
Levaram baldes, pás e forminhas para construírem seus castelos na areia.
As crianças moravam próximas e já tinham combinado muitas brincadeiras para as férias.
No dia seguinte Alfredo resolveu subir numa árvore carregada de frutas maduras.
Espichava-se para um lado... para o outro... e ia colhendo as frutas...
De repente, Alfredo perdeu o equilíbrio. Ploft! Caiu! O que aconteceu?

Fig.2 - Uma perna fraturada e engessada com cinco semanas na cama - disse o doutor.
- Não posso brincar, nem ir a praia! .. - Não posso brincar, nem ir a praia!... Nem mesmo sair da cama!... E nas férias! - falava triste o menino.
Os amiguinhos sentiram pena do Alfredo.
Reuniram-se e combinaram que todas as manhãs um deles ia ficar com o amigo doente para distraí-lo.
- E aos domingos, quem vai deixar de ir à praia para ficar com ele? - perguntou Helena
Todos se olharam. Foi a Rita, a menor do grupo, quem encontrou a solução.
- Alfredo vai ficar cinco semanas na cama. Nós somos cinco. Em cada domingo um de nós deixa de ir a praia e fica com nosso amigo. Pronto.
Todos concordaram. Assim, em cada manhã, Alfredo tinha ao seu lado um amigo para brincar.

Fig.3 - Helena fazia massa de biscoito e Alfredo cortava-a com forminhas em feitio de estrela, lua, balãozinho.
Depois era só assar com ajuda da mamãe e encher os potes para o lanche da tarde.

Fig.4 - Davi ensinava ao amigo muitas dobraduras: barco, avião, cachorrinho... E juntos criaram histórias com muitas aventuras.

Fig.5 - Com o Rubens Alfredo fazia quadrinhos com recorte e colagem de figuras de revista.
 
Fig.6 - Lauro armou com Alfredo grandes quebra-cabeças, formando lindas gravuras.

Fig.7- E até a Rita fez muitos bichinhos de argila e construiu com Alfredo um pequeno jardim zoológico.

Fig.1 (novamente) - A solidariedade daquelas cinco crianças ajudaram Alfredo a ser mais feliz, até que... Ele pôde tirar o gesso e voltar a andar e brincar com seus amigos.  










O JOVEM E A FAMÍLIA - Evangelização


AULA - FORMAÇÃO DA FAMÍLIA


Objetivos: Entender que família é um agrupamento de Espíritos que se reúnem segundo as suas tendências e afinidades estando ligado por laços do passado.

É dentro do lar que iniciamos a nossa trajetória rumo à evolução.  Que o jovem reconheça através da dinâmica proposta o seu papel no núcleo familiar

Introdução:

Dinâmica: utilizando-se de frases do livro o Jovem e a família. Recortar cada tópico em tirinhas uniformes, logo após, cortar cada tirinha em duas ou três partes; distribuir a cada evangelizando, de forma aleatória, um fragmento destas tirinhas. O mesmo deverá encontrar aquele(s) que complemente(m) a sua tirinha, formando a frase. Cada dupla ou grupo assim formado deve discutir se a assertiva formada é "verdadeira" ou "falsa".
 Após todas as questões serem respondidas por todos, ser-lhe-ão entregues os parágrafo do capítulo XIV , item: Parentela corporal e espiritual” do ESE. Com base na leitura que farão desse material, avaliarão e compreenderão melhor as suas respostas.
 
 Desenvolvimento

No grande grupo discutir a finalidade do jovem estar em um grupo 
familiar, utilizando-se do material de apoio do livro "Adolescência e 
Vida" de Divaldo P. Franco, cap. IV.
          Far-se-á a leitura entre todos, discutindo a importância de 
cada parágrafo e a respectiva aplicabilidade dele em nosso grupo 
familiar.

 Dar-se-á por concluído o trabalho quando os jovens compreenderem que 
não são apenas os laços consanguíneos que ligam os espíritos, mas também
os espirituais, e que cabe ao jovem contribuir para uma harmoniosa 
relação no grupo familiar no qual está incluído. 

Foi feita uma montagem com alguns capítulos do material de apoio (livro 
Adolescência e Vida - Divaldo P. Franco) para melhor compreensão dos 
jovens.


Frases
 
         1 - Todas as famílias são iguais.
 
         2 - As famílias se formam por acaso.
 
         3 - As famílias se formam apenas com espíritos simpáticos uns aos outros.
 
         4 - Todos nós podemos escolher nossas famílias antes de reencarnar.
 
         5 - As famílias são planejadas no mundo espiritual.
 
         6 - Os laços de sangue é que unem os espíritos.
 
         7 - Os verdadeiros laços filiais não começam com o nascimento, nem são destruídos com a morte.
 
         8 - O lar é o primeiro núcleo onde devemos exercer a fraternidade.
 
         9 - Todas as famílias são formadas por laços espirituais.
 
         10 - Existem famílias ligadas apenas por laços corporais.

Concluir com o caso: A Escola das  Almas, Do livro O jovem e a família.