sexta-feira, 10 de outubro de 2014

MEDITA


Não vale revidar a ofensa recebida.
Ressentir-se é tornar as sombras do agressor.
Vingar-se propriamente, é cortar-se em si mesmo.
Se alguém te insulta ou fere.
Perdoa, esquece e passa.
Ninguém apaga um mal, criando um mal maior.
Ora, serve e caminha.
Deus tudo sabe e vê.

Emmanuel
Francisco Cândido Xavier

Da obra: Caminho

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

SERVE E CAMINHA


Tempo é doação da Providência Divina.
Tempo, no entanto, para que? Indagarão muitos.
Ocasião para agir e servir, aprender e caminhar para a frente, fazendo o melhor.
Realmente possuímos a valorosa legião dos companheiros que avançam dificilmente pelas escarpas do trabalho, sob fardos de obrigações que carregam com alegria, entretanto, ao nosso lado, temos uma legião muito mais vasta: - a dos companheiros expectantes.
Traçam planos de elevação.
Querem levantar grandes instituições de benemerência.
Criam sugestões renovadoras para realizações em andamento, sem se voltarem para os setores da ação.
Confessam a realidade de certos fenômenos com que foram defrontados, como que a convidá-los para o exercício do bem.
Relacionamos casos familiares que lhes pareceram graves advertências.
Descrevem sonhos admiráveis com que foram favorecidos.
Comentam as relações sociais de que dispõem, junto das quais recolheram avisos e ensinamentos.
No entanto, em seguida a semelhantes alegações, mostram-se desarvorados e indecisos, esquecendo-se de que é indispensável se desloquem na direção das atividades das quais se ergue o bem aos outros, a fim de que os outros lhes forneçam auxílio no momento oportuno.
Quem se encontre imóvel no tempo, recorde que o tempo não para, nem retrocede.
Não hesites.
Inicia a jornada do serviço ao próximo, onde estiveres.
Faze algo.
Desfaze-te de algum pertence de que mais te utilizes, a benefício de alguém com necessidades maiores do que as tuas.
Alivia os obstáculos em que algum enfermo se encontre.
Age em favor de alguma criança sem proteção.
Estende, pelo menos, essa ou aquela migalha de apoio às mães desvalidas.
Afirma-nos o Evangelho que a fé sem obras é morta.
Sonha e mentaliza, mas serve e caminha.

Emmanuel
Francisco Cândido Xavier

PACIÊNCIA

O culto cristão no lar


Povoara-se o firmamento de estrelas, dentro da noite prateada de luar, quando o Senhor, instalado provisoriamente em casa de Pedro, tomou os Sagrados Escritos e, como se quisesse imprimir novo rumo à conversação que se fizera improdutiva e menos edificante, falou com bondade:
- Simão, que faz o pescador quando se dirige para o mercado com os frutos de cada dia?
O apóstolo pensou alguns momentos e respondeu hesitante:
- Mestre, naturalmente, escolhemos os peixes melhores. Ninguém compra os resíduos da pesca.
Jesus sorriu e perguntou de novo:
- E o oleiro? Que faz para atender à tarefa a que se propõe?
- Certamente, Senhor – redarguiu o pescador, intrigado -, modela o barro, imprimindo-lhe a forma que deseja.
O Amigo Celeste, de olhar compassivo e fulgurante, insistiu:
- E como procede o carpinteiro para alcançar o trabalho que pretende?
O interlocutor, muito simples, informou sem vacilar:
- Lavrará a madeira, usará a enxó e o serrote, o martelo e o formão. De outro modo, não aperfeiçoará a peça bruta.
Calou-se Jesus, por alguns instantes, e aduziu:
- Assim, também, é o lar diante do mundo. O berço doméstico é a primeira escola e o primeiro templo da alma. A casa do homem é a legítima exportadora de caracteres para a vida comum. Se o negociante seleciona a mercadoria, se o marceneiro não consegue fazer um barco sem afeiçoar a madeira aos seus propósitos, como esperar uma comunidade segura e tranquila sem que o lar se aperfeiçoe? A paz do mundo começa sob as telhas a que nos acolhemos. Se não aprendemos a viver em paz, entre quatro paredes, como aguardar a harmonia das nações? Se nos não habituarmos a amar o irmão mais próximo, associado à nossa luta de cada dia, como respeitar o Eterno Pai que nos parece distante?
Jesus relanceou o olhar pela sala modesta, fez pequeno intervalo e continuou:
- Pedro, acendamos aqui, em torno de quantos nos procuram a assistência fraterna, uma claridade nova. A mesa de tua casa é o lar de teu pão. Nela, recebes do Senhor o alimento para cada dia. Por que não instalar, ao redor dela, a sementeira da felicidade e da paz na conversação e no pensamento? O Pai, que nos dá o trigo para o celeiro, através do solo, envia-nos a luz através do Céu. Se a claridade é a expansão dos raios que a constituem, a fartura começa no grão. Em razão disso, o Evangelho não foi iniciado sobre a multidão, mas, sim, no singelo domicílio dos pastores e dos animais.
Simão Pedro fitou no Mestre os olhos humildes e lúcidos e, como não encontrasse palavras adequadas para explicar-se, murmurou tímido:
- Mestre, seja feito como desejas.
Então Jesus, convidando os familiares do apóstolo à palavra edificante e à meditação elevada, desenrolou os escritos da sabedoria e abriu, na Terra, o primeiro culto cristão do lar.

Neio Lúcio
Francisco Cândido Xavier

JESUS NO LAR

Abrindo os olhos para o mundo


Não me recordo de já ter visto anteriormente tantos acontecimentos ruins como nos dias de hoje.
É a violência em todos os patamares, corrupção, guerras, mudanças climáticas...
É a depressão se tornando comum na vida do ser humano...
Também não me recordo de já ter visto tantas pessoas fazendo o Bem, como atualmente.
São pessoas que se importam com o bem estar do próximo e procuram ser caridosos, amorosos, atenciosos com o próximo, sem nada exigir em troca...
Também não me recordo, eu particularmente, ter olhado ao meu redor como tenho feito nos dias de hoje.
Isso mesmo, percebi olhando ao meu redor, deixando de pensar em mim por breves instantes, que há vida a minha volta.
Existem pessoas maldosas e egoístas no mundo, como também existem pessoas boas, interessadas e compenetradas a realizar o Bem.
Com certeza vivemos momentos difíceis, mas à proporção que damos a eles depende de nós mesmos.
Depende de nós alimentar o monstro que anda solto por aí, ou domá-lo com nossa sabedoria e sensatez.
A visão enegrecida que temos do mundo só pode ser vencida pela luz que levamos no coração.
Viver ou não num mundo que nos tira a paz, depende e muito da paz que levamos no coração.
Não podemos mudar o mundo a nossa volta, mas podemos mudar o mundo que temos dentro de nós. 
É nosso dever lutar não somente pelos nossos direitos, mas também pelo direito de nossos irmãos.
Ser íntegro, honesto e justo ainda não está em extinção. É necessário sair da inércia em que tão comodamente nos colocamos para fazer a nossa parte em tornar um mundo melhor.
Este sim é o princípio para novos tempos.


Por: Rita Ramos Cordeiro
FONTE: 
http://ritaramoscordeiro.blogspot.com.br/

Consciência da Gratidão


A gratidão é a assinatura de Deus colocada na Sua obra.
Quando se enraíza no sentimento humano logra proporcionar harmonia interna, liberação de conflitos, saúde emocional, por luzir como estrela na imensidão sideral...
Por extensão, aquele que se faz agradecido torna-se veículo do sublime autógrafo, assinalando a vida e a natureza com a presença dEle.
Quando o egoísta insensatamente aponta as tragédias do cotidiano, as aberrações que assolam a sociedade, somente observa o lado mau e negativo do mundo, está exumando os seus sentimentos inconscientes arquivados, vibrantes, sem a coragem de externá-los, de dar-lhes campo livre no consciente.
A paz de fora inicia-se no cerne de cada ser. Também assim é a gratidão. Ao invés do anseio de recebê-la, tornar-se-lhe o doador espontâneo e curar-se de todas as mazelas, ensejando harmonia generalizada.
A vida sem gratidão é estéril e vazia de significado existencial.

Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco

Psicologia da Gratidão

À MARGEM DA ESTRADA


Não passes pelo mundo sem acrescentar o teu tijolo à magnífica construção do bem.
Não permitas que os teus dias se escoem sem que algo faças de útil em benefício do próximo.
Não deixes que a tua oportunidade de servir se perca no grande vazio das horas inúteis.
Não consintas em viver exclusivamente para os interesses pessoais.
Não adotes o comodismo por norma de conduta, refletindo que Jesus permanece no madeiro, braços abertos, à nossa espera.
Enquanto tens forças para caminhar, sai de ti mesmo ao encontro daqueles que choram à margem da estrada...
Atende-os, como se fossem eles – e realmente o são – vida de tua própria vida.
Liberta-te dos pesados grilhões da indiferença!
Sê a fonte de água pura para os sedentos, a côdea de pão para os famintos, a veste aconchegante para os que sentem frio, o bálsamo para as feridas que sangram, a mão amiga para os que tropeçam, o consolo para os que sofrem...
Recordando a palavra do Mestre: “Eu vos digo em verdade, quantas vezes o fizestes com relação a um desses mais pequenos de meus irmãos, foi a mim que fizeste”, apressa-te no cumprimento do dever, porquanto, todas as vezes que te furtares à prática do bem, estarás, em essência, negando auxílio Àquele a quem tudo devemos.


Irmão José

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

ORAÇÃO DA AMIZADE


Agradeço Senhor,
Cada afeição querida
Com que me deste a vida
Alegria, esperança, entendimento, amor!
Enaltece, por mim, a amizade que vem
Resguardar-me a fraqueza em caridade infinda,
Sem perguntar por que não posso ainda
Entregar-me de todo a prática do bem.
Sê louvado Jesus, pela criatura boa
Que me escora no caminho.
Estendendo-me paz, reconforto e carinho
Toda vez que me encontra, auxilia ou perdoa.
Faze brilhar, no mundo, o olhar branco e perfeito
Que me tolera as faltas, de hora a hora
Que me percebe o anseio de melhora
E me ensina a servir sem notar meu defeito...
Santifica, na terra, o ouvido que me escuta,
Sem espalhar a queixa e as aflições que faço,
Nos erros que cometo, passo a passo,
Nos meus dias de mágoa, sombra e luta!...
Abrilhanta, onde esteja, aquele coração.
Que me acolhe nos dons da palavra serena
E nunca me censura e nem condena,
Quando me vejo em treva e irritação.
Reclama de esplendor para a Glória Celeste
A mão, cuja bondade, em júbilo, proclamo,
Que me socorre e ampara aqueles que mais amo
No refúgio do lar que me fizeste
A Ti, Jesus, meu pálido louvor!...
Pelo gesto mais leve e pequenino
Das santas afeições que me deste ao destino.
Agradeço Senhor!...


Maria Dolores