terça-feira, 2 de setembro de 2014

MAUS OBREIROS




 “Guardai-vos dos maus obreiros." - Paulo. (FILIPENSES, 3:2.)

Paulo de Tarso não recomenda sem razão o cuidado a observar-se, ante o assédio dos maus obreiros.
Em todas as atividades do bem, o trabalhador sincero necessita preservar-se contra o veneno que procede do servidor infiel.
Enquanto os servos leais se desvelam, dedicados, nas obrigações que lhes são deferidas, os maus obreiros procuram o repouso indébito, conclamando companheiros à deserção e à revolta. Ao invés de cooperarem, atendendo aos compromissos assumidos,
entregam-se à crítica jocosa ou áspera, menosprezando os colegas de luta.
Estimam as apreciações desencorajadoras.
Fixam-se nos ângulos ainda inseguros da obra em execução, despreocupados das realizações já feitas.
Manuseiam textos legais a fim de observarem como farão valer direitos com esquecimento de deveres.
Ouvem as palavras alheias com religiosa atenção para extraírem os conceitos verbais menos felizes, de modo a estabelecerem perturbações.
Chamam covardes aos cooperadores humildes, e bajuladores aos eficientes ou compreensivos.
Destacam os defeitos de todas as pessoas, exceto os que lhes são peculiares.
Alinham frases brilhantes e complacentes, ensopando-as em óleo de perversidades ocultas.
Semeiam a dúvida, a desconfiança e o dissídio, quando percebem que o êxito vem próximo.
Espalham suspeitas e calúnias, entre os que organizam e os que executam.
Fazem-se advogados para serem acusadores.
Vestem-se à maneira de ovelhas, dissimulando as feições de lobos.
Costumam lamentar-se por vitimas para serem verdugos mais completos.
 “Guardai-vos dos maus obreiros." O conselho do apóstolo aos gentios permanece cheio de oportunidade e significação.

Emmanuel
Psicografia Chico Xavier
Livro: Vinha de Luz

CARIDADE ESSENCIAL



"E a caridade é esta: que andemos segundo os seus mandamentos. Este é o mandamento, como já desde o principio ouvistes; que andeis nele.”
- João. (II JOÃO, 6.)

Em todos os lugares e situações da vida, a caridade será sempre a fonte divina das bênçãos do Senhor.
Quem dá o pão ao faminto e água ao sedento, remédio ao enfermo e luz ao ignorante, está colaborando na edificação do Reino Divino, em qualquer setor da existência ou da fé religiosa a que foi chamado.
A voz compassiva e fraternal que ilumina o espírito é irmã das mãos que alimentam o corpo.
Assistência, medicação e ensinamento constituem modalidades santas da caridade generosa que executa os programas do bem. São vestiduras diferentes de uma virtude única. Conjugam-se e completam-se num todo nobre e digno.
Ninguém pode assistir a outrem, com eficiência, se não procurou a edificação de si mesmo; ninguém medicará, com proveito, se não adquiriu o espírito de boa vontade para com os que necessitam, e ninguém ensinará, com segurança, se não possui a seu favor os atos de amor ao próximo, no que se refira à compreensão e ao auxílio fraternais.
Em razão disso, as menores manifestações de caridade, nascidas da sincera disposição de servir com Jesus, são atividades sagradas e indiscutíveis. Em todos os lugares, serão sempre sublimes luzes da fraternidade, disseminando alegria, esperança, gratidão, conforto e intercessões benditas.
Antes, porém, da caridade que se manifesta exteriormente nos variados setores da vida, pratiquemos a caridade essencial, sem o que não poderemos efetuar a edificação e a redenção de nós mesmos. Trata-se da caridade de pensarmos, falarmos e agirmos, segundo os ensinamentos do Divino Mestre, no Evangelho. É a caridade de vivermos verdadeiramente nEle para que Ele viva em nós. Sem esta, poderemos levar a efeito grandes serviços externos, alcançar intercessões valiosas, em nosso benefício, espalhar notáveis obras de pedra, mas, dentro de nós mesmos, nos instantes de supremo testemunho na fé, estaremos vazios e desolados, na condição de mendigos de luz.

Emmanuel
Psicografia de Chico Xavier

Livro: Vinhas de Luz 

Mortes violentas, o que acontece com os espíritos?



Ontem e hoje, conversando e/ou teclando com muitas pessoas via internet, algumas delas me questionaram o que acontece com as pessoas que desencarnam com os seus corpos destroçados, como foi o caso do presidenciável Eduardo Campos e das demais pessoas que estavam no avião com ele? Como chegam ao mundo espiritual? Sentem, no outro lado da vida, as dores dos ferimentos e das rupturas do corpo físico? Sentem também destroçados?
Aprendemos com os Benfeitores Espirituais, que a morte do corpo físico, quase sempre, nem é notada pelo espírito, tamanha é a naturalidade da passagem de um plano para o outro. Isso significa que muitos espíritos desencarnam e levam muito tempo para descobrir, perceberem que já deixaram o corpo material.      Aprendemos, também, com a doutrina espírita, que quando reencarnado, o espírito dispõe de dois corpos de manifestação: o corpo físico e o períspirito (corpo espiritual), sendo o segundo, o elo de ligação da alma e do corpo físico.
Isso significa que quando estamos em vigília, o espírito se vale do corpo físico e quando está desdobrado pelo sono ou quando desencarna, se vale do corpo espiritual para as suas manifestações e atividades.
Quando acontece da pessoa ir, aos poucos, perdendo a vitalidade para a vida física, ou seja, vai envelhecendo o corpo material, o espírito vai também desprendendo naturalmente desse corpo, até a sua total ruptura com ele. Assim sendo, muitas vezes, a morte poderá significar para o espírito a libertação de suas aflições da vida material.
Já quando o ser humano está em plena força física e desencarna, entra em um estado de perturbação, não entendendo o que está lhe acontecendo, vindo a ser ajudado pelos amigos espirituais e familiares que se utilizam de hospitais ou casas transitórias para atender em suas primeiras necessidades. Geralmente os Benfeitores mantém o espírito em sono profundo pelo tempo que esse precisar, até que ele possa saber ou perceber a sua nova condição.
Em casos de morte violenta, onde o corpo físico se destroça por completo, como foi o caso dos ocupantes do avião acidentado em Santos, na questão de número 162 de O Livro dos Espíritos, os Benfeitores afirmam que, pelo fato, do homem, não raro, conservar a consciência de si mesmo durante alguns minutos até que a vida orgânica se extingui completamente, quase sempre, a apreensão da morte lhe faz perder a consciência antes do momento do suplício. Ou seja, essa apreensão pode durar alguns minutos, segundos, e nada mais ser observado pelo espírito. Casos existem que, por merecimento, a pessoa entra em sono profundo antes mesmo da sua morte física e nada vê ou percebe dela. Só no Mundo Espiritual irá saber do ocorrido e observar que, apesar de ter sido da forma que foi, seu corpo espiritual está intacto, sem nenhum arranhão sequer.
Lembro-me de uma noite de psicografia na Casa da Prece em Uberaba, quando Chico Xavier começou a ler as mensagens que chegaram por seu intermédio, uma me tocou profundamente. Tratava-se de um jovem ciclista de Santa Catarina, estudante de medicina, que numa manhã de sol, como de costume, saiu para pedalar e foi bruscamente atropelado por um caminhão. Sua mãe imaginava que pelos destroços de seu corpo físico, ele sofria muito no Mundo Espiritual. Em sua carta ele afirmava e acalmava sua mãe dizendo apenas lembrar-se de sua apreensão quando observou a aproximação do caminhão e nada viu e sentiu do acidente. Dizia:   - Mãe acredite em mim, cheguei aqui sem nenhum arranhão sequer. Foi tudo muito rápido. Fui carinhosamente envolvido pela vovó que me levou para um abrigo confortador. Não sofra minha mãe querida, pois não sofri nada como à senhora imagina.
Os Benfeitores afirmam que a única morte que lesa o períspirito e faz o espírito sentir a dor daquilo que exterminou a vida do corpo físico, é a morte pelo suicídio. Não é castigo, trata-se apenas do inicio do processo reeducativo que o espírito suicida precisará experimentar, para valorizar as suas existências corpóreas futuras, como instrumento de sua evolução.
Seja qual for o tipo de morte que uma pessoa tiver, a única coisa que o seu espírito precisará, é do conforto das preces e da aceitação daqueles que aqui ficaram. A morte só existe para o corpo físico porque o espírito é imortal. Deus não tem nenhum dos seus filhos morto. Confiemos mais na nossa imortalidade, pois com ela tudo mudará em nós.


Por: Ismael Batista - Guaxupé/ MG

Prudência



Aquietemo-nos! Relembram os Instrutores Espirituais.
A transição recomenda prudência.
A  Pátria  do  Cruzeiro,  com  a  responsabilidade  de  representar  a  fraternidade  na  Terra,  está diante dos olhos do Mundo que aproveitando a ocasião dos jogos redescobre o Brasil. Colocamo-nos,  nesse  momento,  a  disposição  dos  benfeitores,  para  pedir  as  bênçãos  para nossa gente, para nossa terra, para nosso torrão Natal. E percebemos o cuidado dos Espíritos Nobres que representam os Pais da Pátria, para zelar pelo equilíbrio, pela prudência e pela ordem. Os  benfeitores  nos  recomendam  prudência.  Aquietarmos  antes  de  acelerarmos;  paciência, antes que a preocupação maior; oração, antes que o receio.
Os nossos  Amigos Maiores  pedem  que nos habituemos nesses  dias:  amanhecer  orando pela Pátria; durante o dia, mentalizar a paz na Pátria; ao adormecer, orar pelo equilibro da Pátria, porque o mundo  espiritual  nobre,  certamente,  cuidando  de  nós,  cria  as  condições  de  defesa  para  que  os acontecimentos ocorram com equilíbrio,  para que a ordem não se deixe vencer pela desordem, para que a prudência nos conduza com equilíbrio à condução do processo das mudanças necessárias. Os  irmãos  infelizes,  acostumados  a  balburdia,  a  desordem  no  mundo  espiritual  inferior, querem  aproveitar,  também,  no  seu  trabalho  organizado,  chamar  atenção  do  mundo,  para desmoralizar o grande Programa de Jesus para o Brasil. Por isso, em nome deles,  nós  queremos  pedir aos  nossos companheiros  o hábito da oração em favor da paz.
Teremos,  certamente,  preocupações graves que devem esperar de nós e receber  das nossas orações o testemunho do equilíbrio, para que as forças do mal não encontrem espaço  também em nós. Os espíritas conhecedores desses acontecimentos, da ação dessas criaturas infelizes, nossos irmãos, devemos estar conscientes de que representamos elos da grande corrente da  Bondade  que protege o grande programa que o Cristo de Deus colocou nas mãos do povo Brasileiro. Estejamos, pois,  meus  irmãos,  atentos,  não  sejamos  aqueles  que  multipliquem  as  más informações e notícias, mas asserenados, aquietados,  nos liguemos aos benfeitores,  nesse momento importante,  para que possamos transmitir para o Mundo inteiro a  nossa  gente tão boa, a expectativa de um ambiente de paz e de um povo ordeiro e generoso, e, sobretudo Cristão.
Orando  juntos,  estaremos  ligando  as  forças  vivas  da  bondade,  que  emana  do  coração  do nosso  mestre, o Cristo  de  Deus,  estaremos  oferecendo  aos  nossos  dirigentes  encarnados,  aqueles homens  e  mulheres  que  têm  a incumbência  de  zelar  pelo  equilíbrio e pela orientação  política, econômica,  social  do  Brasil,  para  que  os  acontecimentos,  que  possam  ocorrer,  não  perturbem  a generalidade da Nação, e para que o  programa do Cristo se faça maior do que os transtornos, e para que, de um modo geral, todos nós contribuamos para a paz.
Mantenhamo-nos  aquietados,  confiantes,  vigilantes  e  orando,  entregando-nos  às  mãos santíssimas de Jesus de Nazaré. O  Anjo  Ismael,  aqui,  na  Federação  Espírita  Brasileira,  organizou  programa  de  trabalho intenso, com os espíritos que representam os dirigentes espirituais do Brasil, para estabelecer  nos pontos  estratégicos,  em  Brasília,  nas  demais  cidades  importantes  do  País,  as  defesas  geradas, necessárias para a vigilância e para que a ordem não se perturbe. Não tenhamos receios, confiemos atentos. Os  momentos  políticos  que  vive  o  planeta  não  têm  como  não  refletir  no  Brasil, e representando  o  foco  do  Mundo  nesses  dias  é  importante  que  estejamos  aqui  na  nossa  Casa,
oferecendo  o  melhor  ambiente  vibratório  de  beleza  espiritual,  para que  o Anjo Ismael possa cumprir, com o apoio dos Espíritos Nobres, o programa de Jesus.
Os momentos recomendam prudência, como dizíamos, e cuidado.
Oremos meus irmãos e mantenhamo-nos em paz.
Que Jesus abençoe a  Pátria  que amamos,  que o  Cristo de Deus ilumine as consciências das nossas autoridades, que os ambientes dos jogos sejam protegidos pelas forças da  luz, e que  a  nossa certeza na condução dessas energias nobres faça de nós também instrumento da paz.
Que o Cristo de Deus nos abençoe, abençoe a Federação Espírita Brasileira, abençoe o nosso País, e nos inclua no grande programa dos trabalhadores do Bem.

Abraço-vos, fraternalmente,
José do Patrocínio.

A mensagem mediúnica abaixo foi recebida na FEB pelo espírito José do Patrocínio através do médium João Pinto Rabelo e nos alerta sobre os últimos acontecimentos de perturbação da ordem que vem acontecendo no Brasil e dos acontecimentos que estão por vir com o evento da Copa do Mundo de futebol.
A mensagem recebida em reunião mediúnica na FEB reforça nossa solicitação de mobilização pela PAZ. A proposta é muito importante no momento em que nos preparamos para um evento de grandes proporções em nosso país - a Copa do Mundo de Futebol. Atendamos à solicitação e façamos a corrente de oração pelo equilíbrio das manifestações coletivas, fortalecendo, pela vibração persistente, as conexões com as equipes espirituais encarregadas de amparar os caminhos do povo brasileiro, rumo ao projeto delineado por Jesus.

(Degravação* de psicofonia pelo médium João Pinto Rabelo, na reunião do  Grupo de Assistência e Apoio aos Povos da África, na sede da FEB, no dia 10 de maio de 2014)

Vamos divulgá-la na nossa casa espírita e alertar aos nossos trabalhadores e frequentadores sobre a necessidade de mantermos nossos pensamentos elevados, vibrando pela PAZ.

* Degravação – Transcrição ipsis verbis: termo utilizado para indicar que um texto foi transcrito ou dito fielmente ao original, ou seja, pelas mesmas palavras. Essa expressão latina tem, na prática, um significado igual ao de ipsis litteris, ou seja, literalmente, textualmente.


Fonte: Rede Amigo Espírita

CORAGEM


     A coragem da fé!
    Ante o estrugir das lutas ásperas que espocam em toda parte, a coragem desempenha papel preponderante, sem a qual falecem os ideais e se enfraquecem as forças com que se deve pelejar.
    Muitos fogem atemorizados e perdem as batalhas antes de enfrentá-las.
    Outros se entregam ao desânimo injustificável e se recusam as oportunidades de vitória.
    Diversos meditam, receosos, e refugiam-se na insensatez, aguardando triunfos a que não fazem jus, desarticulando as expressivas construções da Lei, fracassando, por isso mesmo, lamentavelmente.
    Constituem a caravana dos frustrados, assoberbados pela revolta que os sevicia árdua e penosamente.
    Passam em legiões, desarmados de coragem, porque se negam à bênção do esforço em prol da renovação íntima e do entusiasmo sadio.
    Essa energia que sustenta essa força moral que induz ao êxito - a coragem!
    A coragem é consequência natural e legítima da fé. Abastecida pela resistência do amor, consubstancia os valores do ideal e eleva o homem às     culminâncias do triunfo.
    Coragem, porém, não significa irreflexão, desatino, temeridade, mas, denodo, intrepidez. . .
    A coragem é calma, segura, fonte geratriz de equilíbrio que fomenta a vida e eleva o labor às cumeadas da glória.
    Não infiras, como resultado dos desaires em que sucumbes que tais são desavisos ou desarticulações da Providência.
    Nada de fora pode impedir a eclosão da coragem, e principalmente, da coragem da fé, a mais relevante.
    Dizem que há conjunturas impeditivas, que a obstaculizam. Todavia, irmã da liberdade inerente à consciência de que todos somos dotados, é mister eleger a fé e esposá-la. Para tanto, fundamental alicerçá-la na razão que é vital para a coragem desdobrar-se em dádivas santificantes.
    No turbilhão que te envolve, não descoroçoe as concessões da coragem, malbaratando-as na inutilidade.
    Não fosse à coragem, os pioneiros, os heróis, os sacerdotes, os santos, os sábios e os mártires da Humanidade não haveriam logrado a grandeza a que se propuseram, alçando o homem aos zênites das conquistas de vária ordem.
    Experimentaram o ácido da impiedade generalizada, provaram os acicates da zombaria, sofreram a crueza das perseguições sob as quais elevaram os padrões humanos a excelência da solidariedade, do amor, do conforto, da felicidade.
    Hei-la anônima, valorosa em muitas expressões:
   a coragem da paternidade responsável;
   a coragem de perseverar na verdade;
   a coragem de amar desinteressadamente;
   a coragem de ceder, quando poderia deter;
   a coragem de dar a vida para que outros a ganhem;
   a coragem de cultivar a humildade;
   a coragem de sofrer a injustiça, em silêncio, perseverando enobrecido;
   a coragem de vencer-se primeiro. . .
    Diz-se que há guerras e hediondez; apontam masmorras superlotadas de inocentes; referem-se a populações dizimadas pela fome e vencidas pelas enfermidades. . . Sim, há tudo isso e muito mais. . . Todavia, existem os ideais de redenção, os esforços da abnegação, as obras de engrandecimento moral e social, os gestos de heroísmo e sacrifício e, estoico, o bem em todo lugar cantando poemas de beleza, em nome da coragem da fé, na certeza do amor inefável de Nosso Pai, doando-nos a vida, na direção da Vida Perfeita.

Joanna de Ângelis
Divaldo P. Franco

Celeiro de Bênçãos

FAVOR DIVINO!


Não te queixes de DEUS porque dificuldades te povoem a vida.
Certamente DEUS conhece todos os programas de ação que te estruturam a existência.
O parente difícil, a casa em provas, as tarefas árduas, a conquista de simpatia, o relacionamento espinhoso...
Tudo isso DEUS poderia suprimir num momento.
Entretanto, sem os familiares incompreensivos, não conhecerias o amor;
fora dos obstáculos domésticos, não adquiririas responsabilidade; fugindo aos encargos de sacrifício, não terias experiências;
longe da procura de apoio, não praticarias fraternidade e desertando das lutas de equipe, acabarias desconhecendo o valor da cooperação.
Convence-te de que DEUS pode sanar-nos qualquer preocupação, mas deixa-nos a cada um a benção do trabalho, de modo a que consigamos sair da ingenuidade e da inércia, para sermos, um dia colaboradores conscientes da DIVINA SABEDORIA que sustenta a Criação.


Chico Xavier

OUTROS CAMINHOS



Quando o ente querido parte para a pátria espiritual, a alma que ficou sente como que uma vertigem. Rebela-se: por que comigo? Por quê? Por quê?
Procura encontrar respostas a inúmeros porquês: o porquê da dor insuportável, o porquê da separação de seu afeto...
Acalme-se, coração querido. Sinta as respostas na luz do sol de cada manhã: é o convite à prece; e com ela virá o amparo de Deus em sua vida.
A alma que partiu, deixando-a em solidão, busca outros caminhos.
Desperta num mundo de carinho e paz. Como num oásis, num ninho acolchoado, preparado por mãos de outras mães, trabalhadoras na erraticidade.
O amado, ausente fisicamente, está protegido na nova dimensão, sendo cuidado por seres abnegados que, com ele, estabelecem vínculos de amor, desde tempos imemoriais.
Lembre-se, alma irmã: seus braços não estão vazios. Receba neles os afetos que continuam convivendo em seu lar. Afaste deles e de si própria à sombra da morte. Caminhem juntos, estreitando os laços de amor em família, em busca da luz.
Ore a Deus. Ele é Pai e Seu amor ampara o ser querido que partiu e os que ficaram, amenizando suas dores.

Pelo Espírito Meimei
Do livro O Amor Perfeito

Miltes Carvalho Bonna