segunda-feira, 7 de julho de 2014

Perdoar a si mesmo




Perdoar a si mesmo é mais urgente que perdoar ao próximo. Se você não perdoar a si mesmo, como vai ter condições de perdoar a quem quer que seja? Se não perdoar seus próprios erros, suas próprias faltas, como conseguirá perdoar os erros e faltas alheias? Perdoe primeiro a si mesmo, logo, urgentemente, se possível ainda hoje, pois ninguém merece viver carregando culpas velhas de erros cometidos no passado. Não faça essa injustiça consigo mesmo, perdoe-se! O sentimento de culpa age como autopunição, mas a autopunição só é válida quando lhe faz querer reparar o mal cometido. Para chegar a esse ponto, você deve passar pelo estágio do remorso, que é o reconhecimento do mal realizado e consequente sofrimento; e do arrependimento, que é a ânsia de reparar ou compensar o mal que foi causado por você. Se você já passou desse ponto, a autopunição não tem mais serventia para você. É um peso morto. Se você não chegou a arrepender-se, não acha que seja necessário reparar ou compensar o mal que causou, talvez esteja entrando ou já entrou num processo de vitimização e autopiedade. Reconheça seus erros, levando em conta que muitas vezes erramos tentando fazer o que nos parece melhor em determinadas circunstâncias. Reconheça seus erros, reveja os sentimentos e valores que o levaram a cometer deslizes e adotar comportamentos errados, abra-se consigo mesmo. Você certamente já se deu conta disso, mas não custa perguntar: Você já se deu conta de que você mesmo é sua única companhia obrigatória? Que você vai acompanhar você para o resto dessa vida e para além dela, para sempre? Você já percebeu que você está com você em todos os momentos da sua vida, bons e maus, aproveitando os benefícios e sofrendo os malefícios? Se importe mais consigo mesmo. Respeite mais a si mesmo. E, acima de tudo, seja seu melhor amigo! Abra-se consigo mesmo, conte de seus velhos medos, de suas vergonhas, fraquezas que só você conhece. Cure essas feridas, seja amoroso consigo. Você precisa de você. Perdoe-se! Faça as pazes com você, e comece já a mudar seu padrão de pensamentos e sentimentos. Controle seus pensamentos, eles são determinantes para o que você faz de você. Ame mais, comece por amar a você mesmo. Se não amar a você, como vai amar a seu próximo? Devemos amar o próximo como a nós mesmos, e devemos amar muito ao nosso próximo. Isso quer dizer que você deve amar-se muito, muito mesmo. Devemos perdoar ao próximo: “Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.” A quem você acha que está pedindo para perdoar as suas ofensas do mesmo modo que você perdoa a quem o ofendeu? Quem você acha que julga seus erros e ofensas? Deus? Não, Deus não julga, essa parte compete a nós mesmos, manifestações de Deus que somos. Somos nós que nos julgamos, somos nós que nos condenamos e somos nós que na maioria das vezes nos esquecemos de nós mesmos no fundo do cárcere da autopunição. Depois de já ter cumprido a pena a que inconscientemente nos impomos, ficamos esquecidos na masmorra suja do remorso inútil esperando por nossa própria clemência. Então tenha consideração por você mesmo, reveja seus conceitos, tome mais cuidado com suas atitudes para com você mesmo e para com o próximo. Acima de tudo, seja um vigilante atento dos seus pensamentos. Conduza seus pensamentos para o lado positivo das coisas, pois tudo na vida tem seu lado bom, quando queremos vê-lo. É muito importante que você perdoe ao próximo. Na verdade, é imprescindível. Mas antes disso, perdoe a si mesmo. Já está mais do que na hora. –


Morel Felipe Wilkon

O AMOR É A FORÇA MAIS ABSTRATA E MAIS PODEROSA QUE O MUNDO POSSUI GANDHI





O AMOR É A FORÇA MAIS ABSTRATA E MAIS PODEROSA QUE O MUNDO POSSUI
GANDHI

O Evangelista João anotou na sua magna escritura que Deus é amor. O vidente de Patmos expôs que o Divino mestre indicou um novo mandamento: “Que nos amássemos uns aos outros como Ele nos amou, pois somente assim nos reconheceríamos como discípulos do Cristo.”.
 (1) Nas instruções dos Benfeitores, aprendemos que o amor e a sabedoria são duas asas que nos conduzem ao pináculo da evolução. Essas alegorias são identificadas como desenvolvimento moral e avanço intelectual; ambas são imperativas ao avanço espiritual, sendo lícito, porém, ponderar a ascendência do amor sobre a ciência, uma vez que o componente intelectivo sem amor pode proporcionar abundantes perspectivas de queda, na reprodução das provas, enquanto que o progresso moral nunca será demasiado, fortalecendo a essência mais admirável das potências espirituais.
A presente geração, amputada de maiores anseios espirituais, intrinsecamente hedonista, sensual, consumista, conferindo a si mesma as mais elevadas aquisições de caráter prático na província da razão, produziu os mais extensos desequilíbrios nos cursos evolutivos do planeta, com o seu imperdoável alheamento do amor.

Diz-se que “o amor é a força mais abstrata e, também, a mais poderosa que o mundo possui”, consoante afirmou Mahatma Gandhi, e nessa confiança, o iluminado da Índia conseguiu sozinho neutralizar o ódio de milhões de compatrícios jugulados sob o tacão do império britânico.
 “A natureza deu ao homem a necessidade de amar e de ser amado".

(2) Alguns estudiosos pragmáticos afirmam que o "amor" é a decorrência de ajustada reação química conduzida pelo cérebro. Nos argumentos inconsistentes, os "especialistas" propõem uma análise dos sentimentos apenas como resultante de um aglomerado de forças nervosas, movimentando células físicas geridas pela combinação de substâncias neurotransmissoras. Obviamente o amor não se traduz nisso.

Até porque o amor não se deixa decifrar, repelindo toda tentativa de definição. Por isso, a poesia, campo mítico por excelência, encontra, na metáfora, a tradução melhor da paixão, como se esta fosse o amor. Nesse imbróglio, o psiquiatra William Menninger, dos EUA, vociferou: "o amor é um sentimento que a gente sente quando sente que vai sentir um sentimento que jamais sentiu”. (!) (3)

Esse vazio conceptual deve-se à dificuldade de manifestação do amor na forma de solidariedade e fraternidade no mundo contemporâneo. A ampliação dos centros urbanos cunhou a “Era da alienação”, a síndrome da multidão solitária, das adesões afetivas frágeis. As pessoas estão lado a lado, mas suas relações são de contiguidade e brutal desconfiança.

O verdadeiro amor é o convite para banir o egoísmo. Se a pessoa for muito centrada em si, não será capaz de ouvir o apelo do próximo. É a sublimidade dos bons sentimentos dirigidos ao outro, porém, sem que haja limites ou condições para que expressemos tais sentimentos de vínculo fraterno; é o abraço, o olhar sereno, o aperto de mão, as palavras de ânimo e respeito, os ouvidos atentos para ouvir serenamente; tudo isso em função do semelhante, contudo, sem que venhamos impor ao próximo que nos recompense; e, mais ainda, que todo esse sentimento possa alcançar as pessoas, não apenas nossos consanguíneos, mas também amigos próximos e companheiros de jornada humana.

Em síntese, tudo o que possamos idealizar sobre o amor pode se consubstanciar como parcela deste sentimento, mas ele é muito maior e mais abrangente, até porque o bem-querer, a bondade, a tolerância, a alegria, a proximidade só poderão ser um fragmento do amor quando não tiverem laços no apego, na imperiosa necessidade de permuta, no egoísmo que exigem sempre condições e regras.

Em suma, o amor só será verdadeiro e incondicional quando for dilatado por todos nós, a todas as coisas e a todos os seres que nos cercam, nessa estupenda experiência humana que é a própria vida.

Jorge Hessen

Referência bibliográficas:
(1)           (João:13 vs 34-35)
(2)           Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Ed FEB , 2000, questão 938-a
(3)           Menninger, William. ABC da psiquiatria, São Paulo: Editora IBRASA, 1973

NOS COMPROMISSOS DO TRABALHO




Nunca se envergonhe, nem se lamente de servir.
Enriquecer o trabalho profissional, adquirindo conhecimentos novos, é simples dever.
Colabore com a chefia através da obrigação retamente cumprida, sem mobilizar expedientes de adulação.
Em hipótese alguma, diminuir ou desvalorizar o esforço dos colegas.
Jamais fingir enfermidades ou acidentes, principalmente no intuito de se beneficiar das leis de proteção ou amparo das instituições securitárias, porque a vida costuma cobrar caro semelhantes mentiras.
Nunca atribua unicamente a você o sucesso dessa ou daquela tarefa, compreendendo que em todo trabalho há que considerar o espírito de equipe.
Sabotar o trabalho será sempre deteriorar o nosso próprio interesse.
Aceitar desordem ou estimulá-la é patrocinar o próprio desequilíbrio.
Você possui inúmeros recursos de promover-se ou de melhorar área de ação, sem recorrer a desrespeito, perturbação, azedume ou rebeldia.
Em matéria de remuneração, recorde: quem trabalha deve receber, mas igualmente quem recebe deve trabalhar.


André Luiz
Sinal Verde

ENSINAMENTO


O embriagado também ensina?

O Instrutor desdobrando a aula que ministrava aos aprendizes atentos esclareceu conciso:
Os homens são professores uns dos outros. Cada um leciona a matéria que lhe constitui o elemento de trabalho.
Assim vejamos:
o alfaiate, a costura;
o sapateiro, o calçado;
o tecelão, a indústria do fio;
o ferreiro, a modelagem do metal;
o ourives, a fabricação de joias;
o lavrador, o amanho do solo;
o pastor, a condução do rebanho;
o horticultor, a produção de verdura;
o carpinteiro, a arte de trabalhar a madeira.

Ante a pausa do professor, o aluno José Guedes perguntou:
— Professor, e o embriagado também ensina?
Como não? — respondeu o Instrutor.
Que é que um bêbado ensina? — insistiu o aprendiz.
E o professor idoso e experiente concluiu:
— Um alcoólatra ensina o que devemos evitar.


Emmanuel - A Semente de Mostarda

UM CORPO PARA O ALÉM



O Homem é um Espírito encarnado em um corpo material.
O perispírito é o corpo semimaterial que une o Espírito ao corpo material.
Allan Kardec define o corpo espiritual como perispírito, composto a partir do prefixo grego peri, em torno. Seria, portanto, como que o “revestimento” do Espírito.
O perispírito é o elo de ligação entre o Espírito e a carne.
Daí dizer-se que o homem é composto de três partes distintas:
Espírito, perispírito e corpo físico.
Como o perispírito é uma espécie de fôrma da forma física, ao desencarnar o Espírito tende a conservar a morfologia humana. Em condições especiais pode tornar-se visível aos homens, como nos casos citados.
Há múltiplas funções exercidas pelo corpo espiritual.
Está sempre presente nos fenômenos mediúnicos. É a natureza de sua ligação com o corpo físico que vai determinar se o indivíduo terá maior ou menor sensibilidade, se terá determinada faculdade a desenvolver.
Quando alguém está extremamente debilitado fisicamente, afrouxam-se os laços perispirituais, facultando-lhe visões do mundo espiritual. Esta a razão pela qual os moribundos parecem ter alucinações, reportando-se à presença de familiares e amigos desencarnados.
Realmente os vêem.

***

A saúde subordina-se estreitamente às condições do perispírito. Grande parte dos males físicos e psíquicos que nos afetam reflete seus desajustes.
A fluidoterapia ou a aplicação do passe magnético, prática comum nos Centros Espíritas, é uma transfusão de energias que tonificam o corpo celeste, com excelentes resultados.
Melhor ainda são os cuidados profiláticos – evitar o desajuste para não se perder tempo, nem desgastar-se com ele.
O perispírito reflete a vida íntima.
Consciência tranquila, deveres cumpridos, virtude cultivada – perispírito saudável.
Consciência culpada, irresponsabilidade, envolvimento com o vício, pensamento desajustado – perispírito comprometido.
Alguns casos ilustrativos.

• A mulher que pratica o aborto habilita-se à esterilidade, tumores e infecções renitentes.

• O alcoólatra terá problemas no sistema digestivo, particularmente no fígado.

• O fumante experimentará dificuldades respiratórias, envolvendo enfisema pulmonar, bronquite, asma…

• O suicida terá desajustes e enfermidades relacionados com a natureza do suicídio, a maneira que escolheu para furtar-se aos desafios da vida.

• O maledicente experimentará limitações no exercício da palavra – distúrbios vocais, dificuldade de raciocínio.

As consequências de nossas ações gravam-se no corpo etéreo a cada gesto, a cada má palavra, a cada pensamento negativo, refletindo-se em nossos estados emocionais, a gerar variados problemas físicos e psíquicos.
Por isso, se queremos cultivar a saúde e sustentar a harmonia, é preciso que observemos preciosa orientação do apostolo Paulo (Epístola aos Filipenses, 4:8):

Tudo o que é verdadeiro,
Tudo o que é honesto,
Tudo o que é justo,
Tudo o que é puro,
Tudo o que é amável,
Tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.


Richard Simonetti

Livro Espiritismo, Uma Nova Era para a Humanidade.

DOENÇAS CÁRMICAS


Perguntas/Respostas:

Doenças cármicas são incuráveis?
Não! Depende do tempo de duração da prova. Lembrar do cego de nascença que Jesus curou.

A Epilepsia é 100% uma doença cármica?
Não sei. Mas acredito que todas as doenças são cármicas.

Formiga, como o componente espiritual como uma das causas das doenças, está sendo visto pela ciência oficial, ou pelo meio acadêmico, atualmente?
Existem duas vertentes da ciência. A vertente materialista e a vertente espiritualista da ciência. A vertente espiritualista tem ganho um grande campo e já influencia até a Organização Mundial de Saúde (OMS). Para você ter uma ideia, o próprio manual de psiquiatria da Sociedade Americana já pede para o médico olhar com cuidado aquelas pessoas que dizem ver e ouvir espíritos para fazer o diagnóstico diferencial do surto psicótico para aquilo que as Universidades italianas vêm chamando de fenômeno mediúnico. Como você vê, a vertente espiritualista está ganhando terreno e num futuro bem próximo o espiritual terá o seu lugar de destaque na academia.

Como diferenciar uma doença cármica de uma doença "ocasional"? (ocasional no sentido de doença devido a problemas físicos, por exemplo?
A doença ocasional é aquilo que a gente poderia chamar de "acidente de percurso", ocasionada pela ignorância, como utilizar camisas de Vênus no Brasil, uma vez que elas foram reprovadas em mais de 50 % nos exames de controle de qualidade. Dessa forma, o indivíduo mal informado que utiliza a alavanca da promiscuidade, que é a camisinha, pensando que está fazendo sexo seguro. E como ele está num mundo como espírito encarnado está sujeito a sofrer as consequências da sua invigilância, construindo, dessa forma, um futuro que é uma interrogação.

Uma doença cármica pode ser completamente evitada através da prática do amor e da caridade?
Pode. Eu conheço um caso, embora não possa identificar os nomes, mas ela trocou um câncer de útero por uma nova gravidez. A informação veio de um médium bastante confiável, do nível dos melhores médiuns do Brasil. Por isso que I Coríntios, 13-14, Paulo fala da excelência da caridade e no 15o. Capítulo do Evangelho Segundo o Espiritismo, o lema liberal é "Fora da Caridade não há Salvação". Por caridade, entendemos o amor em ação.

No caso especifico da Hanseníase, ela pode ser tratada com a Homeopatia e de que forma?
O tratamento da Hanseníase, hoje, é um tratamento científico e a Polioquimioterapia é eficaz. Não achamos que seja necessário utilizar, exclusivamente, a homeopatia. No entanto, não sou homeopata, nem clínico, mas, depois que os ângulos de ligação das moléculas de água foram modificados após a fluidificação da água, por que não acreditar que a dinamização utilizada por Hanneman, o pai da homeopatia, não venha a ser eficaz. No entanto, o plano da organização mundial da saúde é a erradicação da doença até o ano 2000, utilizando a alopatia. Aliás, na minha especialidade, nós trabalhamos com o micróbio e o antibiótico, descobrindo novos antibióticos, que já entregamos à classe médica... Resta agora o governo melhorar as condições de vida da nossa população, porque a Noruega, na década de 40, erradicou a doença sem usar antibióticos.

Dentro da nossa pequenez, como melhor passar pela doença cármica e pelos acidentes de percurso?
I Coríntios, 13-14 (Sem preconceitos, leia o livro "O Dom Supremo" - adaptado por Paulo Coelho)
Três casos de síndrome numa família, seria um carma escolhido pelas três pessoas, para se "purificarem" juntas?
Provavelmente.

Temos agora 3 perguntas relacionadas, amigo Formiga. Irei colá-las uma a uma, em série. Gostaria que o senhor falasse um pouco sobre a AIDS e sua relação direta com o carma. Certa vez, numa palestra na mocidade que eu frequentava, perguntaram se a AIDS era uma espécie de punição à Humanidade. Você respondeu não saber se era ou não, dando a entender que essa preocupação era até irrelevante. De lá pra cá sua opinião mudou, já que já devem ter surgido novos elementos para o estudo da questão? Não seria a AIDs nada mais que "um acidente de percurso"?

O processo de retorno à vida na Terra passa pela reencarnação que, por sua vez, passa pela sexualidade, que, por sua vez, passa pelo princípio do prazer. Considerando isso, é pertinente pensar que todos, de alguma forma, já devemos ter cometido enganos no campo da sexualidade. Por isso, qualquer um de nós está sujeito a pegar AIDS. A questão do castigo acredito que, como nos demonstrou a Doutrina Espírita, Deus é soberanamente justo, mas é amor, e acima de tudo, inteligência suprema, inteligência que não parece condizer com a ideia de castigo. Será que Deus, tão inteligente, não teria ideia melhor? A AIDS pode até ser um acidente de percurso, mas é difícil acreditar pelo que comentamos acima. Se a AIDS existisse na época de Paulo, que carta ele escreveria aos Coríntios?

Mais 2 perguntas relacionadas, amigo: Como eu sei que é uma doença cármica? Uma doença cármica tem cura nesta existência?
Lembra que nós falamos da troca do câncer por uma nova gravidez? Nessa gravidez, não seria esse filho um câncer? Que espírito seria esse? Um general de Hitler? Quer trocar: Posso saber se uma doença é cármica, através da revelação mediúnica. Mas, para quê saber? Veja a prece de abertura. A doença cármica pode até não ter cura, mas a ação no amor vai torná-la muito branda. Sabemos de um caso, por revelação mediúnica, de um indivíduo que perderia o braço, no entanto, perdeu apenas um dedo. Estava atento a excelência da caridade.

Mas ao erradicar uma doença, eu não posso estar substituindo-a por outra. Como dentro de um processo de ajuste de micro-organismos? Ou seja, ao fechar uma porta não estaremos abrindo uma janela? Ou utilizando determinados antibióticos, atirando com um canhão para matar uma formiga?
É interessante o raciocínio, mas parece uma premissa falsa. É como o caráter da revelação espírita. Os espíritos vieram, mas não deixaram que Kardec não "suasse a camisa". A pesquisa é nosso dever e foi desta forma que recebemos uma codificação. No campo da saúde, lutar contra os males é fundamental e sedar a dor é divino.

Como doença cármica, devemos entender aquelas que são resgates e barreiras escolhidas por nós mesmo, ou também os danos e estragos que causamos ao nosso perispírito e levamos para uma nova encarnação?
Dizem que muitas vezes a resposta está na própria pergunta. Examine-a e você vai concordar comigo. Uma hipótese não exclui a outra.

O câncer também é uma doença cármica, mas proveniente de que tipo de erros?
(A pergunta é muito importante). O tipo de erro é muito variável para qualquer doença cármica. Exemplo: Um corsário que singrava os mares e roubava as mulheres é um leproso moral. Você pode perceber que a expressão cármica, no futuro, será leproestigma. Um leproso moral pode corresponder a uma hanseníase virchowiana. A Lei é corretiva e atua primariamente no campo psicológico, sendo que as circunstâncias físicas são apenas um meio pelo qual a finalidade educativa é alcançada. A reação no plano físico não é exata. Derramou sangue - corresponde a uma anemia irreversível.

Doutor Formiga, ter uma doença cármica muitas vezes é interpretado como um castigo. Daí o velho conceito de milhões de religiões que falam que Deus castiga. De uma certa forma isto não pode ser interpretado como um castigo?
Como havíamos comentado anteriormente, a finalidade do sofrimento não é punitiva (castigo), mas corretiva. O indivíduo que prejudicou o semelhante de maneira grave precisa sentir na própria pele a dor que o outro experimentou, a fim de reeducar-se e quando novamente posto numa situação em que tenha oportunidade de reincidir, ele seja capaz de resistir aos seus impulsos. É lei educativa, não é punitiva.

A depressão poderia ser uma doença cármica? Que tipos de erros poderia trazer?
Sim, a depressão, vista como tristeza profunda, pode ser consequência realmente de erros do passado. Mesmo sem fazer regressão de memória, o indivíduo pode, examinando suas tendências, desconfiar dos erros cometidos no passado. O próprio Kardec comenta que não há necessidade de fazer regressão de memória, é só fazer a viagem introspectiva. O vazamento do passado no presente pode realmente nos levar à depressão, afinal de contas nós não somos boas biscas. A sorte é que já aprendemos o valor da prece, do passe e da água fluidificada.

É certo afirmar que uma doença cármica não tem cura na medicina ,pois tem origem em resgate do espírito?
Não. Eu trouxe um caso clínico de um paciente com câncer e que ficou curado através da medicina espiritual. Estou chamando de medicina espiritual, porque o paciente foi acompanhado por um médico espírita, professor de medicina em São Paulo e que o descreveu recentemente. Maiores detalhes, depois do nosso comercial.

E a loucura, esquizofrenia, seria uma doença cármica também? Como diferenciá-la da obsessão, neste caso? – Complementação: Que relação existe entre doença cármica e processo obsessivo?
Este é um campo difícil para o palestrante, uma vez que nunca vi nenhum micróbio com problemas obsessivos ou de loucura. O ideal seria trazer o Dr. Jorge Andréa. Mas, para não deixar em branco, gostaria de dizer que, dependendo do obsidiado, o carma é do obsessor.

Dr. Formiga, você percebe alguma diferença entre doenças congênitas e doenças adquiridas, do ponto de vista cármico. Ou seja, as primeiras não tem fuga possível e seriam então uma "sentença" inexorável, ao contrário das adquiridas, para as quais seria possível agirmos mais?
É, concordo que existe essa diferença, assim como existem as reencarnações compulsórias. Felizmente, nós já somos espíritos iluminados e já podemos programar o nosso AIDS adquirido com 10 das 17 marcas de camisinha que tinham o selo do INMETRO, que atesta a qualidade dos produtos!! Bela segurança!! Em outubro de 1996, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor soltou um resultado alarmante: 13 das 20 marcas mais usadas não cumpriam os requisitos de segurança para o produto. Está armada a estrada para os nossos acidentes de percurso. Mas não esqueçam que temos agora, no momento, um milhão e meio de crianças que nascem com AIDS (congênito?) E a OMS prevê, no ano 2000, 5 milhões de crianças com AIDS.

Os efeitos de uma doença cármica podem ser eliminados por regressão de memória? - Complementação. É comum companheiros de todo o país perguntarem aqui sobre a utilização da regressão (TVP) como tratamento para doenças e problemas. Diante do risco que isso pode representar como podemos orientar corretamente esses irmãos?
Você me pergunta se os efeitos de uma doença cármica podem ser eliminados, mas não seria melhor perguntar se eles não seriam agravados? Principalmente porque esse tipo de tratamento é tão complexo que necessita de pessoal especializado e espiritualizado. Mais uma vez, gostaria que o Jorge Andréa estivesse dormindo e que pudesse dar uma incorporadinha em mim para resolver problemas tão complexos:

Uma doença cármica não deve receber tratamento médico-físico?
Toda doença deve receber tratamento. "Sedar a dor, divino é".

Durante uma hipnose é possível fazer algo que a doença cármica não permite?
Andar, por exemplo.

Acredito que durante a hipnose, um cego pode ver, porque a visão é espiritual, mas na experiência do cientista "português", que retirou as pernas da aranha ele chegou à conclusão que mandando andar e ela não andando, a aranha sem perna não escuta. Volto a dizer a vocês que o campo da psicologia e da psiquiatria está muito longe do meu conhecimento, e só muito humildemente e com muito carinho estou aguentando tantas perguntas inteligentes e difíceis de responder. Gostaria de fazer uma: Quem é vítima, quem é mártir e quem é vilão na história da AIDS? As crianças, os homossexuais promíscuos masculinos ou os bissexuais em geral? E as mulheres que confiaram em seus maridos e foram enganadas? Já pensaram nisso?

Forte sentimento de arrependimento, por compreender que uma obrigação ou responsabilidade não foi cumprida, pode resultar em uma "doença cármica" em encarnação posterior?
Sim, nascer com a doença cármica de fazer o bem.

Devemos aceitar uma doença como a AIDS e o Câncer como algo que depende de nossa evolução. Sendo assim, estaríamos presos a um destino onde não adiantaria a medicina preventiva. Como fica então essa questão: previnamos ou aceitemos o "destino"?
As duas colocações são pertinentes. Aceitemos agora e previnamos o depois, ou seja, resignação e coragem, oração e vigilância para não cair em erros piores. Ele disse: "Vai e não peques mais para que algo pior não te aconteça." Ele conhecia a lei educativa, mas Nicodemos não entendeu. E ele era doutor, hein!!

A origem da doença cármica está no perispírito ou no espírito?
A origem de toda doença está no espírito, por isso que a cura passa pelo dom supremo, que é o amor. Você já viu Jesus com diarreia? "Mente sã em corpo são." Mesmo no momento da crucificação, Ele não foi com nenhuma reserva emocional estocada, tanto que pediu ao Pai que os perdoasse, afinal eles não sabiam o que estavam fazendo. É a lição do amor incondicional que passa pela saúde plena, assim como já conhecemos o prazer, está na hora de descobrirmos o que é o amor. E a AIDS veio não para castigar, mas para lecionar.

Última pergunta, amigo Formiga: O mundo passa por fases que diferem entre si em relação ao carma da humanidade, visto que ao longo dos tempos a Humanidade se depara com novos tormentos, perde outros, alguns se equilibram entre si, etc. Uma guerra, apesar de não ser um problema congênito, pode propiciar doenças congênitas indiretamente. Dando um exemplo: Radioatividade. Como se explica isso, ou estarei errado em avaliar?
Qual a doença congênita daquele rapaz que lançou a bomba de Hiroshima? Isto é uma pergunta-resposta para você pensar profundamente. 
Recomendo a você que leia o livro "Dores, Valores, Tabus e Preconceitos" de autoria de Luiz Carlos Formiga.  Em tempo, os direitos autorais foram cedidos gratuitamente. 



Palestra Virtual
Promovida pelo Canal #Espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.br/

Palestrante: Dr. Luiz Carlos Formiga
Rio de Janeiro
10/10/1997

Fonte: Portal do Espírito

COM FESTA NA ALMA


 

Abra as janelas da alma e espie as belezas da vida, que se desdobram além das tuas agonias, tudo colorindo e felicitando.
Quem se dispõe a encontrar a felicidade, longe das moedas aquisitivas, descobre painéis de indescritível estesia em toda parte.
Levante-se num domingo de sol, antes da hora habitual, afaste-se do movimento cansativo da rotina doméstica e busque o campo. Escute no bucolismo da natureza as vozes das coisas, deixando-se banhar pela clara mensagem de luz da manhã em festa. Apague as impressões do pessimismo e pare ao lado dos pequenos regatos cantando variadas estórias com as águas em desalinho sinuoso e incessante correria. Descobrirá, em cada filete d’água espremido na rocha ou em cada córrego buscando largura no solo para espalhar-se, uma musicalidade especial. Se você tiver ouvidos, identificará que murmuram queixas, competem com o vento, gargalham com a luz, cantam, simplesmente cantam.
Alongue os olhos, andando vagarosamente pelos caminhos: verde avenca segura-se com firmeza no montículo de terra; torturada trepadeira abre-se em flor no tronco escuro de vetusto arvoredo, cobrindo o ar com perfumada renda que contrasta em sua delicadeza com o tronco imponente; débil colibri, colorido e vivaz, singra os rios do firmamento e, longe, sanhaços verde-azuis em algaravia canora parecem palrar em revoada alegre...
Aspire esse ar puro do dia nascente e debruce-se sobre o peitoril da janela do otimismo ante a paisagem ridente, esquecendo por momentos as rotineiras preocupações. Empolgar-se-á com a mensagem do dia, abençoando a vida e compondo sinfonias divinas em toda parte.
Um ramo de quaresmeira aberto em flor, oscilando ao vento, salmodiando cores no veludo do capinzal e multicoloridas coreópsis, farfalhando levemente, falar-lhe-ão sem palavras sobre a felicidade real, ensejando dilatação das suas ambições, além das coisas esmagadoras do currículo normal.
 Há poesia no pôr do sol, esperando os seus olhos; cascatas de luz em poeira de ouro fino carregado pelos favônios perfumados compondo espetáculos de cor; melodias espalhadas nos braços da árvore vibrando, vibrando no ar...
Tudo são belezas na Criação. Por que você se engolfa na tristeza injustificável?
Saia do cárcere estreito das sôfregas ambições materiais e embriague sua alma de festa natural no banquete de um dia de sol ou no repouso de uma noite enluarada, cujo manto de princesa salpicado de gemas faiscantes em rendas finas de prata murmurante convida à meditação... E você compreenderá que o seu coração é triste porque se amesquinhou na concha escura de si mesmo, fechando a janela por onde poderia enxergar o mundo de Nosso Pai, onde Jesus cantou o amor na sua mais alta expressão.
Algures, num aclive salpicado de gramínea baixa, compôs Ele as inexcedíveis bem-aventuranças.
Em praias brancas, pontilhadas de seixos e pedregulhos, socorreu órfãos e velhinhos.
Deambulando por caminhos recobertos de largas sombras de velhas figueiras e tamarindeiros, falou a esfaimados da esperança e justiça.
Em claras manhãs de luz pregou e viveu o poema sem palavras da Boa Nova.
E tendo elegido para berço u’a manjedoura modesta, recebeu um madeiro de odiosa punição indébita para morrer, numa tarde de calor, sobre um monte sem relva, abraçando, em contato com o poente ensanguentado de sol, ensanguentado também Ele, a Humanidade inteira...
Embora as necessidades para a manutenção do corpo na reencarnação que lhe enseja ressarcimento de dívidas, considere como felicidade esses dons sem preço que vestem a Terra e, renovado, após um giro longe das cogitações materiais imediatas, você retornará ao ninho doméstico de coração cantando festivas melodias de paz sob o aplauso de uma consciência referta de júbilo, descobrindo porque Jesus, diante de tantas coisas da vida, na Terra, referiu-se ao Reino de Deus como sinfonia sublime emboscado “dentro de nós” e que poderíamos dilatar por toda parte com festa na alma.

Amélia Rodrigues
FRANCO, Divaldo Pereira. “Crestomatia da Imortalidade”. Por Diversos Espíritos. 3. ed. Salvador, BA: LEAL. 1994, cap. 31