sábado, 7 de dezembro de 2013

DEUS SABE


Há momentos muito difíceis, que parecem insuperáveis, enriquecidos de problemas e dores que se prolongam intermináveis, ignorados pelos mais próximos afetos, mas que Deus sabe.
Muitas vezes te sentirá a borda de precipícios profundos, em desespero, e por todos abandonado. No entanto, não te encontrarás a sós, porque, no teu suplício, Deus sabe o que te acontece.
Injustiçado, e sob o estigma de calúnias destruidoras, quando, experimentando incomum angústia, estás a ponto de desertar da luta, confia mais um pouco, e espera, porque Deus sabe a razão do que te ocorre.
Vitimado por cruel surpresa do destino, que te impossibilita levar adiante os planos bem formulados, não te rebeles, entregando-te à desesperação, porque Deus sabe que assim é melhor para ti.
Crucificado nas traves ocultas de enfermidade pertinaz, cuja causa ninguém detecta, a fim de minimizar-lhe as consequências, ora e aguarda ainda um pouco, porque Deus sabe que ela vem para tua felicidade.
Deus sabe tudo!
Basta que te deixes conduzir por Ele, e sintonizado com a Sua misericórdia e sabedoria, busca realizar o melhor, assinalando o teu caminho com as pegadas de luz, características de quem se entregou a Deus e em Deus progride.

* * *

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Filho de Deus.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Salvador, BA: Livraria Espírita Alvorada.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

FENÔMENO DE TRANSPORTE


O fenômeno de transporte trata-se geralmente do aparecimento de flores, frutos, de confeitos, doces, de joias, etc. que não existem no lugar da reunião. Este objeto pode ser TRAZIDO (apport) de outro local para a reunião ou ser COMPOSTO pelo Espírito. É um fenômeno mais complexo, de natureza múltipla, exigindo a existência de condições especiais. Esses fenômenos só podem ser realizados por um só Espírito e um único médium e necessitam, além dos recursos para a produção da tangibilidade, uma combinação muito especial para isolar e tornar invisíveis o objeto ou os objetos a serem transportados. Os Espíritos se prestam muito pouco a produzi-los, porque isso exige de sua parte um trabalho quase material, que lhe causa aborrecimento e fadiga. Além disso, o estado do próprio médium lhes opõe uma barreira intransponível. 


OBS: Os Espíritos podem transportar objetos materiais de um lugar para outro. Pode torná-los invisíveis, mas não penetráveis  (em  lugares fechados).  Podem carregá-los  quando  quiser  e  só  o  largar  no  momento conveniente para fazê-lo aparecer. Mas, nos objetos que o Espírito “compõe”, não há matéria, há apenas elementos da matéria, e esses elementos são essencialmente penetráveis como os raios solares atravessam as vidraças, podendo assim, os Espíritos introduzi-los num lugar, por mais fechado que ele esteja.
Os objetos tem aparência, pode tornar-se tangível (palpável), poderia ter o odor, ou seja, o Espírito pode dar não somente a forma do objeto, mas também as suas propriedades especiais (som, odor, etc.).
Os objetos que os Espíritos “compõem” e tornam tangíveis não poderiam ser usados, porque na realidade não possuem a mesma densidade material dos nossos corpos sólidos (da matéria). E a existência dos objetos formados são passageiras.
Pode-se, também, fazer uma fruta ou uma iguaria qualquer, podendo alguém come-la e sentir-se saciado, ou seja, produz a sensação da saciedade, mas não a saciedade propriamente dita, ou seja, ela dá a sensação que matou a fome, mas não matou. Assim ocorre com substâncias que curam doenças. O Espírito encarnado (na maioria da vezes assistido por um Espírito desencarnado) pode agir sobre a matéria elementar (Fluido Cósmico Universal) e, portanto modificar as propriedades das coisas dentro de certos limites. Ele pode produzir uma modificação nas propriedades da água,  e nos fluidos orgânicos, que resulta o efeito curativo da ação magnética convenientemente dirigida. Mas estes casos são raros, excepcionais, e não dependem jamais da vontade de alguém, mas sim da permissão de Deus, caso contrário, todos se alimentariam e curariam de maneira vantajosa.     
Exemplos: “. . . Scheila ofereceu rosas a várias pessoas. Também tive a ventura de receber uma rosa orvalhada, com o talo quebrado (não era cortado). A minha rosa, ainda desabrochando, era linda.”
“O Espírito Valter, antigo companheiro espiritual do médium, estava presente e preparou-o para o fenômeno. Divaldo estendeu as mãos e as mais belas angélicas - flores do campo - foram caindo sobre elas esparzindo beleza, perfume e bons fluidos no ambiente. As angélicas estavam frescas, pois haviam sido colhidas naquele instante. Algumas pessoas que estavam nesta reunião abençoada puderam levar para a casa uma angélica como símbolo da alegria, da paz e da união entre o plano físico e o espiritual.”
“Quando o Espírito Scheilla se materializou em uma daquelas sessões espíritas, em que me encontrava presente com outros confrades, na residência de André Luiz, irmão de Chico Xavier, perguntou-me o que gostaria que ela trouxesse. Eu tinha ouvido falar nos edelweiss – Violetas dos Alpes. Tenho uma amiga suíça, e ela me falava da beleza dos edelweiss, exatamente aqueles das cordilheiras suíças dos Alpes e recordando que Scheilla fora alemã em sua última existência terrena, eu lhe perguntei:
-  Você conhece edelweiss?
Ela respondeu-me que sim.
No mesmo instante cairam sobre mim vários edelweiss frescos e belos. Tirei um lenço e cobri as flores com ele. Scheilla fez então cair uma substância perfumada que ficou marcada no lenço e até hoje eu os tenho guardados comigo.”
“Mas o Sr. Aristides apresentou certo dia problemas com a sua saúde. Uma forte dor no peito o impedia de se mover. Divaldo, que vinha saindo da Casa Grande, viu que o Espírito Scheilla colocava em suas mãos uma substância de cor verde. Havia materializado o remédio em forma de gelatina em benefício do enfermo. O nosso médium passou o unguento no peito do doente e a dor foi passando lentamente. Bem melhor e já sem dores, o casal partiu para o Rio de Janeiro, continuando lá o tratamento médico.”
“O Sr. W. Asano, presidente da Sociedade Japonesa de Ciência Psíquica, fez, no Congresso Internacional Espírita, uma comunicação bem interessante sobre um velho analfabeto de mais de sessenta anos, que mora no Condado de Ysé. Aos nove anos fizeram-no discípulo dum Tengu (um Espírito, ser misterioso do plano astral). De vez em quando esse Tengu o visita e o leva em viagem a diferentes lugares. Ele diz que em companhia desse ser super-humano pode percorrer várias centenas de milhas sem se cansar e em pouquíssimo tempo. E acrescenta que esse estranho ser muitas vezes lhe dá vários objetos, livros, pergaminhos, ou então ofertas para o santuário, como bolos de arroz, peixes secos, frutas, doces, etc.”
“William Crookes assinala ter cortado uma mecha de cabelos do Espírito de Katie, que conservou por longo tempo.”
Obs: Crookes, por volta de 1869, estudou o fenômeno por mais de 30 anos. Através de uma médium chamada Florence Cook, se manifestava o Espírito denominado Katie King. Ela apresentava diversos fenômenos, como levitação, escrita, materialização.
“Russel Wallace, que fez experiências transcendentais, também afirma ter verificado produções de ervas e flores que não existiam na Europa.”
“Os meninos Pansini, de Bari, que foram transportados à distância de 45 quilômetros, em 15 minutos, por várias vezes tiveram, no quarto em que se achavam presos, grande quantidade de doces, confeitos e bombons de todas as qualidades e trazidos, todos esses doces, por mãos invisíveis, sem que se pudesse como nem donde.”
Obs: Cap. V, item 99, pergunta 14, diz Erasto: “O Espírito pode transportar cem ou duzentos quilos de objetos, porque a gravidade que existe para vós não existe para ele. Mas neste caso também ele não percebe o que se passa. A massa de fluidos combinados é proporcional à massa de objetos, ou seja, a força deve estar na proporção da resistência. Assim, se o Espírito só transporta uma flor ou um objeto leve, é frequentemente por não encontrar no médium ou nele mesmo os elementos necessários para um maior esforço.”

“Inúmeros são os casos de produções, por Espíritos de materiais comestíveis. Só os desconhece aquele que não estuda e não acompanha o Movimento Espírita, que se manifesta no mundo inteiro.” (Cairbar Schutel)

Perguntas feita por Allan Kardec aos Espíritos:
Kardec: Queres dizer-nos por que os transportes que produzes só se realizam durante o sono magnético do médium?
Espírito: Por causa da natureza do médium. Os fatos que produzo quando ele dorme, poderia igualmente produzir no estado de vigília do outro médium.
Obs: O sonâmbulo apresenta um desprendimento natural, uma espécie de isolamento do Espírito e seu perispírito em relação ao corpo, que deve facilitar a combinação dos fluidos necessários.
Kardec: Por que demoras tanto a trazer os objetos, e por que excitas a cobiça do médium, excitando-lhe o desejo de obter o objeto prometido?
Espírito: Necessito de tempo para preparar os fluidos que servem ao transporte. Quanto à excitação, muitas vezes tem apenas o fim de divertir os presentes e a sonâmbula.
Obs: o Espírito que respondeu sabe apenas isso. Não tem consciência do motivo dessa excitação da cobiça, que provoca instintivamente e sem compreender-lhe o efeito. Ele pensa divertir, quando na verdade estimula, sem o saber, maior emissão de fluido. É uma decorrência das dificuldades que o fenômeno apresenta, dificuldades maiores quando ele não é espontâneo, e particularmente com outros médiuns.
Kardec: A produção do fenômeno depende da natureza especial do médium, e seria impossível obte-lo com mais facilidade e presteza por outro médium?
Espírito: A produção do fenômeno depende da natureza do médium, e só se pode produzi-lo por meio de médiuns dessa natureza. Para a presteza, vale-nos muito o hábito adquirido no trato frequente do mesmo médium.
Kardec: A influência das pessoas presentes pode embaraçá-lo de alguma maneira?
Espírito: Quando há incredulidade, oposição, da parte delas, podem criar-nos sérias dificuldades. Preferimos realizar nossas experiências com pessoas crentes e versadas no Espiritismo. Mas não quero dizer, com isso, que a má vontade nos pudesse paralisar por completo.
Kardec: Onde pegaste as flores e os bombons que trouxestes?
Espírito: Tomo-os onde quero. O confeiteiro não percebeu nada, porque pus outros no lugar.
Kardec: Mas os anéis tem preço; onde os tomaste? Não ficou prejudicado aquele de quem os tiraste?
Espírito: Tirei-os de lugares que ninguém conhece, e o fiz de maneira que não prejudicará a ninguém.
Obs.: Creio que o fato foi explicado de maneira incompleta, por falta de conhecimento do Espírito que respondeu. Sim, pode ter havido no caso um prejuízo real, mas o Espírito não quis passar por haver desviado alguma coisa. Um objeto só pode ser substituído por outro idêntico, da mesma forma e do mesmo valor. Assim, se um Espírito tivesse a possibilidade de substituir um objeto tirado, não haveria razão para a tirar, pois poderia dar o que serve de substituto.
Kardec: É possível transportar flores de outro planeta?
Espírito: Não, para mim isso não é possível.
Kardec: Outros Espíritos teriam esse poder?
Erasto: Não, isso não é possível em razão das diferenças de meio ambiente.
Kardec: Podereis transportar flores de outro hemisfério; dos trópicos por exemplo?
Espírito: Desde que seja da Terra, posso.
Kardec: Os objetos que trouxeste podereis faze-los desaparecer e devolvê-los?
Espírito: Tão bem como os trouxe; posso devolvê-los, se quiser.
Kardec: A produção do fenômeno de transporte não te exige um sacrifício, não te causa dificuldades?
Espírito: Não nos causa nenhuma dificuldade quando temos a devida permissão. Poderia causar-nos muitas se quiséssemos produzi-los sem estar autorizados.
Obs: Ele não quer dizer que é penosa embora o seja, pois é forçado a realizar uma operação por assim dizer material.
Kardec: Quais as dificuldades que encontras?
Espíritos: Nenhuma além das más disposições fluídicas, que podem ser contrárias.
Kardec: Como trazes o objeto? Carregando-o com as mãos?
Espírito: Não, envolvo-o em mim mesmo.
Obs: Ele não explica claramente a sua operação, pois na verdade não envolve o objeto na sua pessoa. Como o seu fluido pessoal pode dilatar-se, é penetrável e expansível, ele combina uma porção desse fluido com uma porção do fluido animalizado do médium, e é nessa mistura que oculta e transporta o objeto. Não é certo dizer, portanto, que o envolve nele mesmo.
Kardec: Transportarias com mesma facilidade um objeto mais pesado: de cinquenta quilos, por exemplo?
Espírito: O peso nada é para nós. Trago flores porque elas podem ser mais agradáveis que um objeto volumoso.
Obs: é certo. Ele pode transportar cem ou duzentos quilos de objetos, porque a gravidade que existe para vós não existe para ele. Mas neste caso também ele não percebe o que se passa. A massa de fluidos combinados é proporcional à massa de objetos. Numa palavra, a força deve estar na proporção da resistência. Assim, se o Espírito ao transporta uma flor ou um objeto leve, é frequentemente por não encontrar no médium ou nele mesmo os elementos necessários para um maior esforço.
Kardec: Alguns casos de desaparecimento de objetos, por motivo ignorado, serão devidos aos Espíritos?
Espírito: Isso acontece com frequência, muito mais frequentemente do que pensais, e poderia ser remediado pedindo-se ao Espírito a devolução do objeto.
Obs.: É verdade, mas às vezes o que foi levado, levado está. Porque esses objetos que somem da casa são quase sempre levados para muito longe. Mas, como a subtração de objetos exige quase as mesmas condições fluídicas dos transportes, só pode se dar com a ajuda de médiuns dotados de faculdades especiais. Por isso, quando alguma coisa desaparecer, é provável que se deva ao vosso descuido que a ação dos Espíritos.
Kardec: há efeito da ação de certos Espíritos que consideramos como fenômenos naturais?
Espírito: Vossos dias estão cheios desses fatos que não compreendeis, porque não pensastes neles, e que um pouco de reflexão vos faria ver com clareza.
Obs: Não se deve atribuir aos Espíritos o que é obra humana. Mas acreditai na sua influência oculta e constante, produzindo ao vosso redor mil circunstâncias, milhares de incidentes necessários à realização dos vossos atos e da vossa existência. Os espíritos estão por toda a parte, são uma das forças da Natureza em constante ação no Universo. Agem também ao nosso redor e dariam condições para o cumprimento dos nossos destinos. Não se trata de nada sobrenatural ou misterioso, mas de um aspecto da Natureza que o Espiritismo vem esclarecer. 
Kardec: Como introduziste outro dia esses objetos na sala que estava fechada?
Espírito: levei-os comigo, envolvidos por assim dizer, na minha substância. Não posso dizer mais, porque isso não é explicável.
Kardec: Como fizeste para tornar visível esses objetos, que estavam invisíveis?
Espírito: Tirei a matéria que os envolvia.
Obs: Não é a matéria propriamente dita que os envolve, mas um fluido tirado em parte do perispírito do médium e em parte (metade de cada um) do Espírito operador.
Kardec: Um objeto pode ser transportado para um lugar completamente fechado; numa palavra, o Espírito pode espiritualizar um objeto material de maneira que ele possa penetrar a matéria?
Erasto: Esta questão é complexa. O Espírito pode tornar invisível os objetos transportados, mas não penetráveis. Não pode desfazer a agregação da matéria, o que seria a destruição do objeto. Tornando-o invisível, pode carregá-lo quando quiser e só o largar no momento conveniente para faze-lo aparecer. Bem diverso o que se passa com os objetos que compomos. Nestes introduzimos apenas os elementos da matéria, e como esses elementos são essencialmente penetráveis como atravessamos os corpos mais densos com a mesma facilidade dos raios solares atravessando as vidraças, podemos perfeitamente dizer que introduzimos o objeto num lugar, por mais fechado que ele esteja. Mas isto somente nesse caso. 

Cairbar Schutel, do livro: O Espírito do Cristianismo
Maria Anita Rosas Batista, do livro: Para Sempre em Nosso Coração

Allan Kardec, do livro: O Livro dos Médiuns

CAMINHOS DO CORAÇÃO


Multiplicam-se os caminhos do processo evolutivo, especialmente durante a marcha que se faz no invólucro carnal.
Há caminhos atapetados de facilidades, que conduzem a profundos abismos do sentimento.
Apresentam-se caminhos ásperos, coalhadas de pedrouços que ferem na forma de vícios e derrocadas morais escravizadores.
Abrem-se, atraentes, caminhos de vaidade, levando a situações vexatórias, cujo recuo se torna difícil.
Repontam caminhos de angústia, marcados por desencantos e aflições desnecessárias, que se percorrem com loucura irrefreável.
Desdobram-se caminhos de volúpias culturais, que intoxicam a alma de soberba, exilando-a para as regiões da indiferença pelas dores alheias.
Aparecem caminhos de irresponsabilidade, repletos de soluções fáceis para os problemas gerados ao longo do tempo.
Caminhos e caminhantes!
Existem caminhos de boa aparência, que disfarçam dificuldades de acesso e encobrem feridas graves no percurso.
Caminhos curtos e longos, retos e curvos, de ascensão e descida, estão por toda parte, especialmente no campo moral, aguardando ser escolhidos.
Todos eles conduzem a algum lugar, ou se interrompem, ou não levam a parte alguma... São, apenas, caminhos: começados, interrompidos, concluídos...
Tens o direito de escolher o teu caminho, aquele que deves seguir.
Ao fazê-lo, repassa pela mente os objetivos que persegues os recursos que se encontram à tua disposição íntima assinalando o estado evolutivo, a fim de teres condição de seguir.
Se possível, opta pelos caminhos do coração.
Eles, certamente, levarão os teus anseios e a tua vida ao ponto de luz que brilha à frente esperando por ti.
O homem estremunha-se entre os condicionamentos do medo, da ambição, da prepotência e da segurança que raramente discerne com correção.
O medo domina-lhe as paisagens íntimas, impedindo-lhe o crescimento, o avanço, retendo-o em situação lamentável, embora todas as possibilidades que lhe sorriem esperança.
A ambição alucina-o, impulsionando-o para assumir compromissos perturbadores que o intoxicam de vapores venenosos, decorrentes da exagerada ganância.
A prepotência anestesia-lhe os sentimentos, enquanto lhe exacerba as paixões inferiores, tornando-o infeliz, na desenfreada situação a que se entrega.
A liberdade a que aspira, propõe-lhe licenças que se permite sem respeito aos direitos alheios nem observância dos deveres para com o próximo e a vida; destruindo qualquer possibilidade de segurança, que, aliás, é sempre relativa enquanto se transita na este física.
Os caminhos do coração se encontram, porém, enriquecidos da coragem, que se vitaliza com a esperança do bem, da humildade, que reconhece a própria fragilidade, e satisfaz-se com os dons do espírito - ao invés do tresvariado desejo de amealhar coisas de secundário importância - os serviços enobrecedores e a paz, que são a verdadeira segurança em relação às metas a conquistar.
Os caminhos do coração encontram-se iluminados pelo conhecimento da razão, que lhes clareia o leito, facilitando o percurso.
Jesus escolheu os caminhos do coração para acercar-se das criaturas e chamá-las ao reino dos Céus.
Francisco de Assis seguiu-Lhe o exemplo e tornou-se o herói da humildade.
Vicente de Paulo optou pelos mesmos e fez-se o campeão da caridade.
Gandhi redescobriu-os e comoveu o mundo, revelando-se como o apóstolo da não violência.
Incontáveis criaturas, nos mais diversos períodos da humanidade e mesmo hoje, identificaram esses caminhos do coração e avançam com alegria na direção da plenitude espiritual.
Diante dos variados caminhos que se desdobram convidativos, escolhe os caminhos do coração, qual ovelha mansa, e deixa que o Bom Pastor te conduza ao aprisco pelo qual anelas.


Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos de Felicidade.
Salvador, BA: LEAL, 1990.

Cura do Corpo e da Alma



Quando a dor nos bate à porta através das doenças, sejam elas psicológicas ou físicas, seguimos desejosos e ansiosos pela cura orgânica, material. Geralmente, desesperados, buscamos qualquer recurso que nos livre do "mal" que nos acomete e abala nossas estruturas.
Desejamos a cura física, visível, comprovada. Mas, na verdade, o que devemos compreender e aceitar é que necessitamos antes de tudo curar nossa alma, libertar nosso espírito.
A Doutrina Espírita nos permite descobrir que as doenças que se instalam no corpo material têm sua origem no corpo astral ou perispírito.
Essas doenças, na maioria das vezes, são resquícios de variáveis reencarnações, ou seja,  consequências de nossos atos e pensamentos praticados em um passado próximo ou remoto. Mas, elas também podem fazer parte de nossas escolhas no planejamento reencarnatório.
Infelizmente, quase sempre não cuidamos de remover as causas morais de nossas doenças, mediante a adoção de uma conduta correta, de um trabalho fraternal de socorro, de educação pessoal, de modo que possamos entender os fundamentos da vida e compreender que tudo
transcorre para o nosso bem dentro da Justiça Divina.
Portanto, somente quando o homem assumir suas culpas e delas se reabilitar com responsabilidade, consciência e equilíbrio é que ocorrerá a sua integração plena na vida com saúde e paz.
Renovemos-nos a cada dia, procurando aceitar com resignação nossas aflições, confiantes de que a ninguém é dado uma cruz maior e nem mais pesada do que se possa carregar e se faça merecedor...
"Deus consola os humildes e dá forças aos aflitos que suplicam... Mas só o sentimento do dever cumprido nos dará a tranquilidade de espírito e a resignação. O coração bate melhor, a alma se acalma e o corpo já não sente desfalecimentos, porque o corpo sofre tanto mais, quanto mais profundamente abalado estiver o espírito."


Roseli Gazito
Fontes de consulta: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. VI.


Centro Espírita Vinhas do Senhor

MÁGOA


Síndrome alarmante, de desequilibro, a presença da mágoa faculta a fixação de graves enfermidades físicas e psíquicas no organismo de quem a agasalha.
A mágoa pode ser comparada à ferrugem perniciosa que destrói o metal em que se origina.
Normalmente se instala nos redutos do amor-próprio ferido e paulatinamente se desdobra em seguro processo enfermiço, que termina por vitimar o hospedeiro.
De fácil combate, no início, pode ser expulsa mediante a oração singela e nobre, possuindo, todavia, o recurso de, em habitando os tecidos delicados do sentimento, desdobrar-se em modalidades várias, para sorrateiramente apossar-se de todos os departamentos da emotividade, engendrando cânceres morais irreversíveis. Ao seu lado, instala-se, quase sempre, a aversão, que estimulam o ódio, etapa grave do processo destrutivo.
A mágoa, não obstante desgovernar aquele que a vitaliza, emite verdadeiros dardos morbíficos que atingem outras vítimas incautas, aquelas que se fizeram as causadoras conscientes ou não do seu nascimento.
Borra sórdida, entorpece os canais por onde transita a esperança, impedindo-lhe o ministério consolador.
Hábil, disfarça-se, utilizando-se de argumentos bem urdidos para negar-se ao perdão ou fugir ao dever do esquecimento. Muitas distonias orgânicas são o resultado do veneno da mágoa, que, gerando altas cargas tóxicas sobre a maquinaria mental, produz desequilíbrio no mecanismo psíquico com lamentáveis consequências nos aparelhos circulatório, digestivo, nervoso...
O homem é, sem dúvida, o que vitaliza pelo pensamento. Sua ideias, suas aspirações constituem o campo vibratório no qual transita e em cujas fontes se nutrem.
Estiolando os ideais e espalhando infundadas suspeitas, a mágoa consegue isolar o ressentido, impossibilitando a cooperação dos socorros externos, procedentes de outras pessoas.
Caça implacavelmente esses agentes inferiores, que conspiram contra a tua paz. O teu ofensor merece tua compaixão, nunca o teu revide.
Aquele que te persegue sofre desequilíbrios que ignoras e não é justo que te afundes, com ele, no fosso da sua animosidade.
Seja qual for à dificuldade que te impulsione à mágoa, reage, mediante a renovação de propósitos, não valorizando ofensas nem considerando ofensores.
Através do cultivo de pensamentos salutares, pairarás acima das viciações mentais que agasalham esses miasmas mortíferos que, infelizmente, se alastram pela Terra de hoje, pestilências, danosos, aniquiladores.
Incontáveis problemas que culminam em tragédias quotidianas são decorrência da mágoa, que virulenta se firmou, gerando o nefando comércio do sofrimento desnecessário.
Se já registras a modulação da fé raciocinada nos programas da renovação interior, apura aspirações e não te aflijas. Instado às paisagens inferiores, ascendo na direção do bem. Malsinado pela incompreensão, desculpa. Ferido nos melhores brios perdoa.
Se meditares na transitoriedade do mal e na perenidade do bem, não terás outra opção, além daquela: amar e amar sempre, impedindo que a mágoa estabeleça nas fronteiras da tua vida as balizas da sua província infeliz.

"Quando estiveres orando, se tiverdes alguma coisa contra alguém, perdoai-lhe, para que vosso Pai que está nos Céus, vos perdoe as vossas ofensas". - Marcos: 11-25.

"Não sou feliz! A felicidade não foi feita para mim! exclama geralmente o homem em todas as posições sociais. Isto, meus caros filhos, prova melhor do que todos os raciocínios possíveis, a verdade desta máxima do Eclesiastes: "A felicidade não é deste mundo". - Cap.V - Item 20.

Joana de Ângelis
Franco, Divaldo P.. Da obra: Florações Evangélicas.

DIANTE DA CRUZ



Mestre, que não reclamemos do peso da cruz que nos ensinaste a carregar.
É ela a nossa divina escora, no acidentado caminho que percorremos.
Não importa a característica que ela assuma aos nossos ombros cansados...
A cruz é o nosso sinal de identificação Contigo!
Sem o fardo das dificuldades que transportamos, tolhendo a nossa livre movimentação, com certeza nos perderíamos de Ti.
Os que não seguem abraçados ao madeiro de suas provas, bendizendo-o ao invés de amaldiçoá-lo, forjam para si algemas de maior desdita.
Nossas cruzes - nossas bênçãos!
Sem elas, como haveríamos de nos redimir no calvário de nossas provas?
Como, Senhor, nos resgataríamos dos vales escuros em que há milênios erramos, ascendendo à Claridade Celeste para além das estrelas?...


Pelo Espírito: Irmão José
Do livro: Preces e Orações
Psicografia: Carlos A. Baccelli

COMO AMAR NOSSOS INIMIGOS?



"Se você amar somente quem te ama... e se você fizer o bem somente aos que te fazem bem, que merecimento você terá?..." - disse JESUS

Amar aos inimigos, não é, pois, ter por eles uma afeição que não é natural, uma vez que o contato de um inimigo faz bater o coração de maneira inteiramente diversa que o de um amigo. Mas é não lhes ter ódio, nem rancor, ou desejo de vingança. É perdoá-los sem segunda intenção e incondicionalmente, pelo mal que nos fizeram. É não opor nenhum obstáculo à reconciliação. É desejar-lhes o bem em vez do mal. É alegrar-nos em lugar de aborrecer-nos com o bem que os atinge. É estender-lhes a mão prestativa em caso de necessidade. É abster-nos, por atos e palavras, de tudo o que possa prejudicá-los. É, enfim, pagar-lhes em tudo o mal com o bem, sem a intenção de humilhá-los. Todo aquele que assim fizer, cumpre as condições do mandamento: Amai aos vossos inimigos.


O Evangelho Segundo o Espiritismo)
Fonte: GRUPO DE ESTUDO ALLAN KARDEC