quarta-feira, 20 de agosto de 2014

INSTRUMENTO ÚTIL



Senhor da vida, protegei-nos, fazendo de cada um de nós um instrumento útil de ajuda ao próximo. Como Espíritos ainda imperfeitos, podemos ter os passos resvalados, mas com a Vossa ajuda podemos chegar até o final do caminho. Dai-nos a humildade no trabalho, a força nas decisões, a fé nas dúvidas, a perseverança e o amor. Senhor, que a Vossa luz ilumine os caminhos que temos de trilhar.

Ajudai-nos, Senhor!

Assim seja!

Pelo Espírito: Luiz Sérgio
Do livro: Rios de Oração
Psicografia: Irene Pacheco Machado

COMPAIXÃO EM FAMÍLIA



 “Mas se alguém não tem cuidado dos seus e, principalmente dos da sua família, negou a fé..." Paulo. (I Timóteo, 5:8.)


São muitos assim, descarregam primorosa mensagem nas assembleias, exortando o povo à compaixão; bordam conceitos e citações, a fim de que a brandura seja lembrada; Entretanto, no instituto doméstico, são carrascos de sorriso na boca.
Traçam páginas de subido valor, em honra da virtude, comovendo multidões; mas não gravam a mínima gentileza nos corações que os cercam entre as paredes familiares.
Promovem subscrições de auxílio público, em socorro das vítimas de calamidades ocorridas em outros continentes, transformando-se em titulares da grande benemerência; contudo, negam simples olhar de carinho ao servidor que lhes pões a mesa.
Incitam a comunidade aos rasgos de heroísmo econômico, no levantamento de albergues e hospitais, disputando créditos publicitários em torno do próprio nome; entretanto, não hesitam exportar, no rumo do asilo, o avô menos feliz que a provação expões à caducidade.
Não seremos nós quem lhes vá censurar semelhante procedimento.
Toda migalha de amor está registrada na lei, em favor de quem a emite.
Mais vale fazer bem aos que vivem longe, que não fazer bem algum.
Ajudemos, sim, ajudemos aos outros, quanto nos seja possível; entretanto, sejamos igualmente bons para com aqueles que respiram em nosso hálito.
Devedores de muitos séculos, temos em casa, no trabalho, no caminho, no ideal ou na parentela, as nossas principais testemunhas de quitação.

Emmanuel

ANTE OS PEQUENINOS



A criança é uma edificação espiritual dos responsáveis por ela.
Não existe criança - nem uma só - que não solicite amor e auxílio, educação e entendimento.
Cada pequenino, conquanto seja, via de regra, um espírito adulto, traz o cérebro extremamente sensível pelo fato de estar reiniciando o trabalho da reencarnação, tornando-se, por isso mesmo, um observador rigorista de tudo o que você fala ou faz.
A mente infantil dar-nos-á de volta, no futuro, tudo aquilo que lhe dermos agora.
Toda criança é um mundo espiritual em construção ou reconstrução, solicitando material digno a fim de consolidar-se.
Ajude os meninos de hoje a pensar com acerto dialogando com eles, dentro das normas do respeito e sinceridade que você espera dos outros em relação a você.
A criança é um capítulo especial no livro do seu dia-a-dia.
Não tente transfigurar seus filhinhos em bibelôs, apaixonadamente guardados, porque são eles espíritos eternos, como acontece a nós, e chegará o dia em que despedaçarão perante você mesmo quaisquer amarras de ilusão.
Se você encontra algum pirralho de maneiras desabridas ou de formação inconveniente, não estabeleça censura, reconhecendo que o serviço de reeducação dele, na essência, pertence aos pais ou aos responsáveis e não a você.
Se veio a sofrer algum prejuízo em casa, por depredações de pequeninos travessos, esqueça isso, refletindo no amor e na consideração que você deve aos adultos que respondem por eles.

André Luiz

Francisco Cândido Xavier
Livro: Sinal Verde 

COMPREENDEI E PERDOAI



Filhos, a compreensão é a virtude que vos predispõe naturalmente ao perdão.
Compreendei para perdoar.
Não conserveis ressentimentos no coração, sabendo que aquele que vos decepciona é um companheiro vencido pelos seus próprios conflitos.
Não exijais dos outros infalibilidade.
Os amigos que seguem ao vosso lado, qual vos acontece, são espíritos assinalados por muitas limitações, aparentando exteriormente o que ainda não são.
Compadecei-vos das mazelas alheias, não sobrecarregando os ombros daqueles que avançam, mal se aguentando ao peso da cruz.
Não condicioneis a vossa conduta no bem à conduta de quem quer que seja; que a vossa fé não dependa da demonstração de fé dos que vos inspiram na jornada...
Somente em Jesus Cristo devereis vos encorajar na luta.
Os irmãos de crença espírita, principalmente os que se encontram servindo na mediunidade e os que ocupam posições de liderança, são, afinal, espíritos comprometidos com o passado: nenhum deles se encontra imune ao assédio das trevas.
Não raro, o personalismo e a vaidade apenas ocultam nas almas uma estamenha de chagas...
Os que intentam brilhar para o mundo estão longe de possuir luz própria.
A rigor, muitos de nós outros não estamos ainda sequer preparados para uma maior proximidade com o Cristo - a possibilidade de semelhante convivência mais estreita nos levaria ao delírio.
Quem, há séculos, se habituou nas sombras, só gradativamente se acostuma à claridade.
O homem sem maior entendimento do Evangelho transfere a sua ambição concernente às coisas materiais para as coisas divinas.
Os apóstolos não chegaram a disputar entre si a primazia de estarem, no Reino Celeste, ao lado do Senhor?
Assim, tomai vós mesmos a iniciativa da exemplificação e da coragem de vivenciar, de forma irrepreensível, a crença que abraçastes.

BEZERRA DE MENEZES

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

DROGAS, MELHOR NEM EXPERIMENTAR


O álcool é o problema número um de drogas entre jovens e é a porta de entrada para outras drogas como a cocaína e o crack. Porém, ninguém se torna alcoólatra de um dia para outro, mas inicia experimentando. O vício vai se impondo aos poucos, como uma necessidade que deve ser regularmente satisfeita, até que a pessoa se torne completamente dependente. Segundo os especialistas, alguém que não consegue passar uma semana sem tomar bebida alcoólica é considerado alcoólatra.
Entre os efeitos do uso do álcool estão os desajustes no lar, desemprego, acidentes de trânsito, perda da memória, lesões cerebrais, doenças cardíacas, câncer, problemas no fígado, pâncreas, alienação mental, impotência sexual.
O álcool também atinge o corpo espiritual, liberando toxinas que impregnam o perispírito (corpo intermediário entre o Espírito e o corpo físico) e fazem com que a dependência prossiga depois do desencarne. O perispírito imprime as consequências dessas lesões nas futuras organizações fisiológicas que terão predisposição ao alcoolismo.
O dependente de álcool e de outras drogas se transforma em instrumento dos Espíritos inferiores e/ou viciados que saciam seus desejos através do encarnado, e incentivam (através de sugestões mentais) que ele continue a se drogar, para que o desencarnado possa continuar usufruindo dos fluidos também. Essa influência se dá pela sintonia e, muitas vezes, acontece porque o desencarnado quer se vingar do encarnado, e as drogas são um poderoso meio de comprometimento/destruição de uma encarnação.
Quem se droga comete suicídio indireto, devido ao mau uso que faz do seu corpo físico. E responderá, depois de desencarnado, pelo seu uso durante a existência corpórea. Quem desencarna viciado, continua necessitado no Mundo Espiritual, obsediando encarnados para sustentar o vício. Isso ocorre até que o Espírito se dê conta das suas atitudes equivocadas, arrependa-se e decida resgatar seus erros através de uma nova e difícil encarnação no corpo físico.
O combate ao uso do álcool e de outras drogas deve iniciar em casa, com diálogo, esclarecimento acerca dos malefícios e, principalmente pelo exemplo que os pais e responsáveis oferecem às crianças e jovens. É preciso atentar para o que se diz, pois é uma mensagem contraditória proibir um filho de beber, se o pai e/ou a mãe bebem “socialmente”, “apenas para relaxar” ou oferecem bebidas alcoólicas às visitas.
Nas conversas com crianças e jovens a respeito de drogas, talvez o mais importante seja fazê-los perceber que a melhor atitude é não experimentá-las, pois é importante manter-se longe de experiências que podem ter consequências desastrosas. E diante da insistência para que experimentem ou usem substâncias que levam à dependência química e psíquica, auxiliá-los, com informações que ofereçam a certeza de que as drogas fazem mal ao corpo e ao Espírito.
A Doutrina Espírita contribui para que os jovens encontrem um sentido existencial, longe das drogas, esclarecendo o que somos de onde viemos, porque aqui nos encontramos, porque sofremos e para onde vamos. Na Casa Espírita, o passe auxilia no reequilíbrio das emoções, na desintoxicação, na restauração do perispírito; a água magnetizada contribui para saúde integral; a desobsessão promove a interrupção entre o intercâmbio mental entre obsediado e obsessores; a oração auxilia a haurir forças, inspiração e confiança em si mesmo e em Deus; e os ensinamentos da Doutrina Espírita renovam as possibilidades de crescimento íntimo e novo ânimo.



Fonte: Grupo Espírita Seara do Mestre

Conhecimento do Espiritismo


Relembrando Allan Kardec 

Aos que quiserem adquirir essas noções preliminares (sobre o Espiritismo)**, pela leitura das nossas obras, aconselhamos que as leiam nesta ordem:

1º O que é o Espiritismo? Esta brochura, de uma centena de páginas somente, contém sumária exposição dos princípios da Doutrina Espírita, um apanhado geral desta, permitindo ao leitor apreender-lhe o conjunto dentro de um quadro restrito. Em poucas palavras ele lhe percebe o objetivo e pode julgar do seu alcance. Aí se encontram, além disso, respostas às principais questões ou objeções que os novatos se sentem naturalmente propensos a fazer. Esta primeira leitura, que muito pouco tempo consome, é uma introdução que facilita um estudo mais aprofundado.

2º O Livro dos Espíritos. Contém a doutrina completa, como a ditaram os próprios Espíritos, com toda a sua filosofia e todas as suas consequências morais. É a revelação do destino do homem, a iniciação no conhecimento da natureza dos Espíritos e nos mistérios da vida de além-túmulo. Quem o lê compreende que o Espiritismo objetiva um fim sério, que não constitui frívolo passatempo.

3º O Livro dos Médiuns. Destina-se a guiar os que queiram entregar-se à prática das manifestações, dando-lhes conhecimento dos meios próprios para se comunicarem com os Espíritos. É um guia, tanto para os médiuns, como para os evocadores, e o complemento de O Livro dos Espíritos.

4º A Revue Spirite***. Variada coletânea de fatos, de explicações teóricas e de trechos isolados, que completam o que se encontra nas duas obras precedentes, formando-lhes, de certo modo, a aplicação. Sua leitura pode fazer-se simultaneamente com a daquelas obras, porém, mais proveitosa será, e, sobretudo, mais inteligível, se for feita depois de O Livro dos Espíritos. 1

Isto pelo que nos diz respeito. Os que desejem tudo conhecer de uma ciência devem necessariamente ler tudo o que se ache escrito sobre a matéria, ou, pelo menos, o que haja de principal, não se limitando a um único autor. Devem mesmo ler o pró e o contra, as críticas como as apologias, inteirar-se dos diferentes sistemas, a fim de poderem julgar por comparação.

Por esse lado, não preconizamos, nem criticamos obra alguma, visto não querermos, de nenhum modo, influenciar a opinião que dela se possa formar. Trazendo nossa pedra ao edifício, colocamo-nos nas fileiras. Não nos cabe ser juiz e parte e não alimentamos a ridícula pretensão de ser o único distribuidor da luz. Toca ao leitor separar o bom do mau, o verdadeiro do falso.
Allan Kardec
1 Nota da Editora FEB: De Kardec são ainda as obras: O Evangelho segundo o Espiritismo (1864), O Céu e o Inferno (1865), A Gênese (1868). — Obras Póstumas (1890), ainda não editadas quando da publicação deste texto em O Livro dos Médiuns, de 1861.


* Título nosso.
** Esclarecimento nosso.
*** Trata-se da Revista Espírita (Revue Spirite Journal D'études Psychologiques) publicada de 1858 a 1869.

Fonte: KARDEC, Allan. “O Livro dos Médiuns”. 71. ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB. 2003. Primeira Parte. Cap. III – Do Método, item 35.

Evangelização Infantil - Ante a orfandade



Pais e evangelizadores: com este texto, mostrar aos pequenos de que somos uma só família,
a família humana, e por isso todos merecem nosso carinho e proteção, principalmente as crianças e os idosos.

"Não te comovas tão somente perante o sofrimento que sufoca milhares de pequeninos...  Faça algo."

- Cultivarás a semente nobre que te supre de pão.
- Protegerás a árvore respeitável que te assegura à benção do reconforto.
E plantarás na infância o porvir que te espera...
Recolhe, sim, a criança que chora a ausência do braço paterno ou que se lastima ante a falta do regaço materno que a morte lhe suprimiu.
A dor dos que vagueiam sem rumo é grito de aflição que clama no seio augusto da Eterna Bondade.
Não abandones à orfandade moral os corações pequeninos que o Céu te confia ao apoio à vizinhança.
Não te julgues exonerado do dever de assistir a todos aqueles que, em plena aurora da vida humana, te defrontam a marcha.
Todos eles aguardam-te a palavra de instrução e carinho e a tua demonstração de solidariedade e de amor.
Orientam-se por teus passos, guiam-se por teu verbo e atendem por teu chamado.
Agora assimilam-te os gestos e ouvem-te as assertivas e, mais tarde, reconduzir-te-ão a mensagem do exemplo às existências de que se rodeiam.
O mundo de hoje é o retrato fiel dos homens de ontem que no-lo transmitiram com as qualidades e os defeitos de que se nutriam no campo das próprias almas.
A Terra de amanhã será, inelutavelmente, o reflexo de nós mesmos.
Não te comovas tão somente perante o sofrimento que sufoca milhares de pequeninos.
Faze algo.
Começa diante daqueles que o Senhor te localiza junto aos próprios sonhos, no instituto doméstico, para que as tuas esperanças no bem não se resumam à fantasia.
Recorda que os meninos da atualidade estão endereçados à posição de senhores do lar que te acolherá no grande futuro e neles encontrarás a colheita do que houvermos semeado, de vez que a lei é sempre a lei multiplicando os bens e os males da vida, conforme a plantação que fizemos, no descaso ou na vigilância, no trabalho ou na preguiça, nos princípios da sombra ou nas eminências da luz.

Emmanuel
Francisco Cândido Xavier
Do livro "Família"