segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Guerra entre Israel e Palestina


Na pergunta 671 de “O livro dos espíritos”, Kardec perguntou aos benfeitores a respeito das chamadas “guerras santas”, em relação a determinado povo, pensando em agradarem a Deus, exterminando o máximo possível de pessoas que não pensam como eles. E os espíritos responderam: 

“São impelidos pelos maus Espíritos e, fazendo a guerra aos seus semelhantes, contravêm à vontade de Deus, que manda ame cada um o seu irmão, como a si mesmo. Todas as religiões, ou, antes, todos os povos adoram um mesmo Deus, qualquer que seja o nome que lhe dêem.”  


Mais uma vez observamos a ação muito bem arquitetada das sombras, impelindo homens a matarem homens, irmãos matando irmãos, sob o escudo de que “agimos em nome de Deus”. Traveste-se na mente enferma dos que tomam a iniciativa da guerra, este infeliz ideal. Imaginem se o Criador pode ter tomado partido de ato sanguinolento e covarde…
Durante a segunda guerra mundial, os judeus foram implacavelmente caçados pelos nazistas, onde Hitler determinou o maior extermínio da história mundial.
Mas isso tudo não foi suficiente para que os povos aprendessem a se respeitarem, e tolerarem suas diferenças.
Hoje, com o acontecimento da guerra entre a Palestina e Israel, penso que aquelas mentes ainda permanecem enfermas, severamente.
Não atentaram para a informação que pra nós espíritas é básica: “Quem com ferro fere, com ferro será ferido”, como já dizia o Cristo.
Oro para que estas pessoas, nossos irmãos, acordem logo deste pesadelo que estão produzindo, exterminando crianças, idosos e milhares de inocentes. Imaginem como será doloroso para eles, ao retornarem para a Pátria Espiritual, se depararem com a informação de que agiram como os bárbaros agiam em passado distante, mesmo nos dias atuais, onde milhares de frentes religiosas pregam com firmeza o diálogo e a paz. Como levar uma mensagem como sendo enviada por Deus, como eles acreditam que estejam fazendo, “de espada em punho”, como respondem os espíritos nesta questão 671? Impossível. O desabrochar de uma flor só acontece quando ela encontra terreno fértil para nutrir suas raízes, sol suficiente para realizar a fotossíntese, e ventos que não soprem em demasia, podendo destruir suas pétalas.
A espiritualidade nos orienta que devemos levar a informação de Jesus com  persuasão e brandura, e jamais com ferro e fogo, como eles mesmos estão imputando uns aos outros…
Dediquemos 1 minuto em nossas preces, em favor daqueles que ainda não aprenderam a engatinhar moralmente, e se sentem senhores de pernas ágeis e fortes. Que Jesus consiga adentrar nos corações enfermos destes nossos irmãos adoentados.


Oceander Veschi

FÉ E TRABALHO


Na hora difícil em que a provação na Terra se torna mais aguda soam as clarinadas da mensagem evangélica de Jesus, concitando-nos às tarefas de salvação!
Compete-nos, como aprendizes do aperfeiçoamento, o cumprimento dos desideratos inspirados pelas esferas superiores da Espiritualidade Maior.
Em toda parte há dor a reclamar alívio, desespero a reivindicar consolo e trevas a suplicar a luz da orientação espiritual.
Cultivemos a bênção das lições evangélicas, sementes de luz a clarear os caminhos dos trânsfugas da evolução.
No entanto, não entesouremos os dons que nos competem partilhar com os necessitados de todo o jaez, mas, sim, transformemo-nos em celeiros operantes de luz, como a lâmpada sobre o candeeiro, espalhando a consolação espírita em todos os quadrantes do planeta.


Eurípedes Barsanulfo
Psicografia de Pedro Oliveira Mundim

Saber como convém


 
“E se alguém cuida saber alguma coisa, ainda não sabe como convém saber.” - Paulo. (I CORÍNTIOS, 8:2.)

A civilização sempre cuida saber excessivamente, mas, em tempo algum, soube como convém saber.
É por isto que, ainda agora, o avião bombardeia, o rádio transmite a mentira e a morte, e o combustível alimenta maquinaria de agressão.
Assim também, na esfera individual, o homem apenas cogita saber, esquecendo que é indispensável saber como convém.
Em nossas atividades evangélicas, toda a atenção é necessária ao êxito na tarefa que nos foi cometida.
Aprendizes do Evangelho existem que pretendem guardar toda a revelação do Céu, para impô-la aos vizinhos; que se presumem de posse da humildade, para tiranizarem os outros; que se declaram pacientes, irritando a quem os ouve; que se afirmam crentes, confundindo a fé alheia; que exibem títulos de benemerência, olvidando comezinhas obrigações domésticas.
Esses amigos, principalmente, são daqueles que cuidam saber sem saberem de fato.
Os que conhecem espiritualmente as situações ajudam sem ofender, melhoram sem ferir, esclarecem sem perturbar. Sabem como convém saber e aprenderam a ser úteis. Usam o silêncio e a palavra, localizam o bem e o mal, identificam a sombra e a luz e distribuem com todos os dons do Cristo. Informam-se quanto à Fonte da Eterna Sabedoria e ligam-se a ela como lâmpadas perfeitas ao centro da força. Fracassos e triunfos, no plano das formas temporárias, não lhes modificam as energias. Esses sabem por que sabem e utilizam os próprios conhecimentos como convém saber.
 
 Emmanuel
Psicografado por Chico Xavier
 Livro Vinha de Luz: SABER COMO CONVÉM.

FIGUEIRA SECA


“... Deus, então, lhe retirará um dom que se tornou inútil entre as suas mãos; a semente que não souberam semear..." (ESE, cap. XIX).

Uma das parábolas mais controversas do Cristo é aquela em que ele vai até a figueira e a vê sem frutos. Sua atitude é de ordenar que a árvore jamais produza frutos novamente, uma maldição que teria matado a árvore não muito depois.
Mas, Jesus amaldiçoando uma obra de Deus não é compatível com o que dele conhecemos. Ele, que só falou de amor, bondade, caridade, perdão, não desejaria a morte e a infertilidade.
Só podemos concluir que Jesus sabia que a árvore estava doente e quis, como em outras vezes, aproveitar o momento para deixar um alerta, uma lição. E qual seria? O que precisamos enxergar?
Em O Evangelho Segundo o Espiritismo essa parábola é explicada por Allan Kardec. E lendo os textos espíritas podemos perceber que, assim como em outras parábolas (por exemplo, a dos Talentos), Jesus nos fala de produtividade.
Uma árvore nasce para dar flores e frutos, sombra e oxigênio, se não o faz, para que manter-se vivendo e ocupando espaço? Assim é com a natureza em geral, tudo tem o seu sentido, o seu objetivo, seu fruto a dar.
Não é diferente com os homens. Se o espírito, uma vez encarnado, foge à produtividade que eleva que constrói que soma esforços e resultados para seu próprio bem e o bem comum, para que deve manter os dons que a vida lhe forneceu?
Um palestrante espírita que se preocupe mais com a satisfação da sua vaidade que com o conteúdo que divulga, não merece manter o privilégio da voz; um médium que ao invés de se preocupar com o objetivo de ser nobre intermediário entre encarnados e desencarnados, preocupando-se em ganhar admiração para satisfazer-lhe o ego e receber benefícios de ordem material, não tem mérito para continuar fazendo ponte para bons espíritos, ficando a mercê dos que o utilizam para enganar e desviar do caminho reto os incautos; uma instituição que, usando da fachada do serviço solidário, seja mais uma fonte de defesa de interesses pessoais e disseminação de mentiras, não pode continuar indefinidamente existindo e iludindo os fracos de alma.
Quando e como a "maldição" de não dar frutos acometerá a estes e outros que não produzam o fruto do bem como deviam, enterrando seus talentos, não sabemos. Somente quando a alma amadurecer e estiverem aptos para tentar de novo, poderão cogitar de nova oportunidade redentora, com os dons perdidos pelo mau uso.
Por isso, sabendo que os incautos demoram a perceber em que buraco se meteram, confundidos pelo orgulho e pelo egoísmo, é que o Cristo diz que não darão mais frutos... O tempo, conforme o ato pode demorar a passar.
Esse alerta serve para todos nós.
Que frutos andamos produzindo?
Que uso temos feito dos dons que o Criador nos emprestou?


 Vania Mugnato de Vasconcelos

Código Penal da Vida Futura



O Espiritismo não vem, pois, com sua autoridade privada, formular um código de fantasia; a sua lei, no que respeita ao futuro da alma, deduzida das observações do fato, pode resumir-se nos seguintes pontos:

1º — A alma ou Espírito sofre na vida espiritual as consequências de todas as imperfeições que não conseguiu corrigir na vida corporal. O seu estado, feliz ou desgraçado, é inerente ao seu grau de pureza ou impureza.

(...)

20º — Quaisquer que sejam a inferioridade e perversidade dos Espíritos, Deus jamais os abandona. Todos têm seu anjo de guarda (guia) que por eles vela, na persuasão de suscitar-lhes bons pensamentos, desejos de progredir e, bem assim, de espreitar-lhes os movimentos da alma, com o que se esforçam por reparar em uma nova existência o mal que praticaram. Contudo, essa interferência do guia faz-se quase sempre ocultamente e de modo a não haver pressão, pois que o Espírito deve progredir por impulso da própria vontade, nunca por qualquer sujeição.
O bem e o mal são praticados em virtude do livre-arbítrio, e, conseguintemente, sem que o Espírito seja fatalmente impelido para um ou outro sentido.
Persistindo no mal, sofrerá as consequências por tanto tempo quanto durar a persistência, do mesmo modo que, dando um passo para o bem, sente imediatamente benéficos efeitos.

(...)

27º — O único meio de evitar ou atenuar as consequências futuras de uma falta, está no repará-la, desfazendo-a no presente. Quanto mais nos demorarmos na reparação de uma falta, tanto mais penosas e rigorosas serão, no futuro, as suas consequências.

(...)

33º — Em que pese à diversidade de gêneros e graus de sofrimentos dos Espíritos imperfeitos, o código penal da vida futura pode resumir-se nestes três princípios:

1º — O sofrimento é inerente à imperfeição.

2º — Toda imperfeição, assim como toda falta dela promanada, traz consigo o próprio castigo nas consequências naturais e inevitáveis: assim, a moléstia pune os excessos e da ociosidade nasce o tédio, sem que haja mister de uma condenação especial para cada falta ou indivíduo.

3º — Podendo todo homem libertar-se das imperfeições por efeito da vontade, pode igualmente anular os males consecutivos e assegurar a futura felicidade.

A cada um segundo as suas obras, no Céu como na Terra: — tal é a lei da Justiça Divina.


Allan Kardec

KARDEC, Allan. “O Céu e o Inferno”. 37. ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB. 1991. Primeira Parte. Cap. VII “As penas”.

Evangelização Infantil - Alegria


"A alegria é o nosso dever primordial, no desempenho de todos os deveres que a vida nos assinala, porque Deus nos legou a alegria por divina herança no mundo..."
Para trabalhar com os pequenos o valor da alegria saudável e responsável.

Não olvides que o mundo é um palácio de alegria onde a Bondade do Senhor se expressa jubilosa.
O sol desce sobre o pântano em sublime exaltação de luz...
A flor endereça ao firmamento permanente mensagem de perfume...
O vento que toca a essência das árvores é um cântico de ninar...
A fonte corre sobre a areia e desliza sobre o pedregulho com a serenidade de que exerce um divino mandato; a semente vence a sombra da cova fria, convertendo-se em lavoura de esperança; e a espiga madura sofre o processo de trituração com a digna humildade de quem se vê feliz no enriquecimento da mesa...
Não te esqueças, assim, de que a alegria é o nosso dever primordial, no desempenho de todos os deveres que a vida nos assinala.
Se trabalhas, sê contente na obrigação que te engrandece e renova, para que o estímulo reine em torno de teus passos; se repousas, que o teu pensamento vibre a felicidade da alma fiel ao bem, para que a tua atmosfera mental seja ninho de bênçãos.
Se sofres, sê otimista com a esperança; se lutas, não percas a lâmpada milagrosa da fé viva que te clareia a senda para a vanguarda da luz! Se falham teus sonhos de estabilidade na Terra, usa a paciência construtiva que te reserva bênçãos maiores do amanhã que desconheces; se tudo é desequilíbrio e flagelação ao teu lado, sê feliz coma tua esperança a irradiar-se em orações silenciosas de compreensão e de amor.
Deus legou-nos a alegria por divina herança no mundo.
Trabalha, procurando-a e, hoje mesmo, o nevoeiro da amargura dissipar-se-á em teu caminho, porque pela graça do serviço de nossos semelhantes, a alegria nascerá dentro de nós mesmos, transformando-se em estrela divina a fulgurar imorredoura em nosso próprio coração.

Pelo Espírito José de Castro
Francisco Cândido Xavier

Do livro "Relicário de Luz", Autores Diversos

SESSÕES ESPÍRITAS


Muitas instituições espíritas têm o costume de fazer o mais importante de suas atividades às reuniões mediúnicas, não dando tanta importância aos estudos, ao atendimento fraterno, à educação espírita ou educação espírita infantil, às palestras públicas e à ação social.
Não podemos negar a importância do intercâmbio com o plano espiritual, mas priorizá-lo é negar que a melhor coisa que podemos fazer pelo Espiritismo e pela instituição a qual frequentamos é nossa educação, pois essa é a principal proposta da Doutrina.
Reuniões mediúnicas sérias não podem ser tomadas a guisa de agrupar curiosos em falar com os Espíritos. Muito menos desvendar o passado ou o presente dos participantes ou ainda descobrir a vida pretérita dos mesmos.
Quem quiser saber seu passado que comece a se autodescobrir e veja quais as tendências de que é portador.
Só podem ser admitidos às reuniões mediúnicas quem realmente já conheça um pouco o Espiritismo e que frequente grupo de estudos doutrinários.
Médiuns não esclarecidos podem interferir de modo não construtivo com a Doutrina.
Embora muitos “médiuns” digam-se poderosos e que não precisam mais estudar. Evidentemente se estudassem, não diriam isso.
Também digno de menção é aquele fato conhecido e pitoresco de ir convidando as pessoas as quais é seu primeiro dia de casa espírita ou que chegaram ao centro na “semana passada”, para frequentarem as reuniões mediúnicas, como se o grupo mediúnico fosse uma sala de espetáculos.
Grupos mediúnicos sérios fazem reuniões periódicas de avaliação das atividades, oportunizando o retorno de impressões e que todos os integrantes da equipe possam se entrosar e conversar, eliminando as “distâncias” entre si.
Lembrando que é uma equipe e que todos estamos em um patamar muito próximo de compreensão e entendimento, devemos todos estar abertos à contínua e incessante necessidade de aprendizagem e aperfeiçoamento.
Por isso, estudar é fundamental, assim como o trabalho voluntário também é.


Militão
Núcleo Espírita Paulo de Tarso