terça-feira, 12 de abril de 2022

 

Novas crenças, velhos hábitos



Crença ou fé religiosa é a convicção despertada pelas diretrizes de uma doutrina considerada sagrada e que se compatibilizam com o pensamento do indivíduo que as adota. Embora devesse ter por objetivo o despertar espiritual das pessoas e incentivá-las à reforma moral, nem todas as vertentes ditas religiosas preconizam os valores espirituais, induzindo muitas vezes os seguidores a caminhos que nada têm a ver com espiritualidade, introduzindo neles a chamada “fé cega” e, em muitos casos, o fanatismo.

O Brasil, em função de características peculiares como sua enorme abrangência territorial e a miscigenação étnica da população, originária das mais diversas culturas, é um fértil campo à adoção de crenças também originárias de variados segmentos culturais. Embora a religião católica ainda tenha prevalência entre os brasileiros, novas doutrinas costumam ser implantadas em todo o território, tanto no núcleo efervescente das grandes metrópoles quanto nos rincões mais bucólicos e isolados do país.

Por sua natureza dominantemente afável e acolhedora, e, em muitos casos, com uma boa dose de ingenuidade, grande parte do povo brasileiro é suscetível às investidas – nem sempre bem-intencionadas – dos propagadores de profecias que vão se multiplicando a olhos vistos, exatamente como advertiu Jesus ao dizer: “Guardai-vos para que ninguém vos seduza, porque muitos virão sob meu nome, dizendo: ‘Eu sou o Cristo’, e eles enganarão a muitos.” – Mateus 24:4-5.

No item 8 do capítulo 21 de O Evangelho Segundo o Espiritismo, alertando sobre as ações dos “falsos profetas” no mundo, os autores espirituais da obra assim alertam: “Se vos dizem: ‘O Cristo está aqui’, não corrais para ali, mas, ao contrário, mantei-vos em guarda, pois serão numerosos os falsos profetas. Não vedes as folhas da figueira que começam a desbotar? Não vedes seus numerosos brotos esperando a época da floração? E não vos disse o Cristo: Reconhece-se a árvore por seu fruto? Portanto, se os frutos são amargos, julgais que a árvore é má; mas se são doces e salutares, dizeis: Nada de puro pode sair de um tronco ruim”.

Dentre as distorções que se aplicam a certos conceitos religiosos estão a indução ao culto sagrado tendo por objetivo as conquistas materiais e a ideia de que somente os seguidores desta ou daquela vertente estão agradando a Deus e trilhando o “caminho da salvação”, em detrimento de todos os demais. Essa prática, além de discriminatória e sem qualquer embasamento sensato, gera conflitos e dissensões que contrariam sobremodo as ações de amor e caridade propagadas e exemplificadas por todos os líderes verdadeiramente religiosos, que vêm ao seio da humanidade terrena com a finalidade de auxiliá-la em sua ascensão evolutiva.

No capítulo 8 desta mesma obra kardequiana, ao explanar sobre o tema “Bem-aventurados os que têm puro o coração”, os autores trazem importante esclarecimento sobre o papel fundamental da religião e da crença que esta deve objetivar: “O objetivo da religião é conduzir o homem a Deus; ora, o homem só chega até Deus quando está perfeito; portanto, toda religião que não torna o homem melhor, não atinge o objetivo. Aquela sobre a qual se acredita ser possível apoiar-se para fazer o mal ou é falsa, ou foi falseada em seu princípio. Tal é o resultado de todas as religiões em que a forma supera o fundo. A crença na eficácia dos sinais exteriores é nula se essa crença não impede de cometer assassínios, adultérios, espoliações, dizer calúnias e fazer qualquer tipo de mal a seu próximo. Ela faz supersticiosos, hipócritas ou fanáticos, mas não faz homens de bem.”

Por essas palavras, deduz-se que somente a doutrina que incentive a prática do bem em todas as suas nuanças pode ser considerada verdadeiramente religiosa, levando-se em conta que o objetivo primordial de qualquer religião deve ser o de aproximar o homem de Deus, tornando-o mais espiritualizado e menos suscetível às paixões terrenas, sobre as quais se assentam apenas os instintos carnais.

Na questão 654 de O Livro dos Espíritos, Kardec fez a seguinte pergunta: “Deus tem uma preferência pelos que O adoram desta ou daquela forma?” e a resposta dos autores foi a seguinte: “Deus prefere os que O adoram do fundo do coração, com sinceridade, fazendo o bem e evitando o mal, àqueles que acreditam honrá‑Lo com cerimônias que não os tornam melhores para seus semelhantes”.

E seguem explicando que “todos os homens são irmãos e filhos de Deus; Ele chama para si todos os que seguem Suas leis, seja qual for a forma pela qual se expressam. Aquele que só aparenta ter piedade é um hipócrita; aquele cuja adoração é apenas fingimento e está em contradição com a sua própria conduta, dá um mau exemplo”.

Dando continuidade à extensa resposta, os espíritos esclarecem que quem diz ter uma vida religiosa, mas ainda alimenta sentimentos inferiores como orgulho, inveja, ciúme, ambição pelos bens materiais e que se mostra intolerante para com as fraquezas alheias tem a religião de modo aparente e não de forma verdadeira, ou seja, não na intimidade do coração, pois lhe faltam convicção e força de vontade para colocar em prática o que teoricamente apregoa.

E as advertências não param por aí, já que os esclarecimentos são também direcionados aos que, tendo conhecimento das leis divinas, insistem em descumpri-las: “Aquele que conhece a verdade é cem vezes mais culpado pelo mal que faz do que o selvagem ignorante do deserto, e será tratado em consequência disso, no dia da justiça. Se um cego vos empurra ao passar, vós o desculpais; se é um homem que enxerga perfeitamente, vós reclamais, e com razão”.

Finalizando a resposta ao questionamento de Kardec, dizem os autores de O Livro dos Espíritos que é desnecessário perguntar se existe uma forma de adoração que seja mais agradável a Deus, pois isso seria o mesmo que perguntar se Ele tem preferência por este ou aquele idioma quando o fiel estiver fazendo sua oração. Ora, se todos os homens são filhos de Deus, não há razão para haver discriminações em função do modo como expressam sua fé; o que os diferenciam é a forma (sincera ou falsa) com que o fazem. “Os cânticos só chegam a Deus pela porta do coração”, elucidam os Espíritos.

Desse modo, podemos deduzir que novas crenças sempre existiram e continuarão a existir, mas que o homem, com o passar do tempo e o inevitável amadurecimento adquirido ao longo de suas reencarnações, estará cada vez mais atento a perspicaz, o que dificultará o assédio dos oportunistas de plantão que exploram a fé alheia, criando dogmas ilusórios e promessas de salvação que somente poderão ser alcançadas pelas conquistas morais do próprio indivíduo e não pela terceirização de suas responsabilidades a pretensos líderes espirituais, tão fugazes quanto o alcance de suas palavras vazias.


Referências:

KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. Tradução de Matheus Rodrigues de Camargo. 7ª reimp. Capivari, SP: Editora EME, 2020, pág. 34.

KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de Matheus Rodrigues de Camargo. 24ª reimp. Capivari, SP: Editora EME, 2019.

 Obs: publicado pelo Blog Letra Espírita

quarta-feira, 30 de março de 2022

 

O BRASIL E A SUA MISSÃO HISTÓRICA DE: “CORAÇÃO DO MUNDO E PÁTRIA DO EVANGELHO”

 


Meus filhos:

Prossegue o Brasil na sua missão histórica de “Pátria do Evangelho” colocada no “Coração do Mundo”.

Nem a tempestade de pessimismo que avassala, nem a vaga de dúvida que açoita os corações da nacionalidade brasileira impedirão que se consume o vaticínio da Espiritualidade quanto ao seu destino espiritual. Apesar dos graves problemas que nos comprometem em relação ao porvir – não obstante o cepticismo que desgoverna as mentes em relação aos dias do amanhã – o Brasil será pulsante coração espiritual da Humanidade, encravado na palavra libertadora de Jesus, que fulge no Evangelho restaurado pelos Benfeitores da Humanidade.

Não se confunda missão histórica do País com a competição lamentável, em relação às megalópoles do mundo, que triunfam sobre as lágrimas das nações vencidas e escravizadas pela política financeira e econômica internacional.

Não se pretenda colocar o Brasil no comando intelectual do Orbe terrestre, através de celebrações privilegiadas que se encarreguem de deflagrar as guerras de aniquilamento da vida física.

Não se tenham em mente a construção de um povo, que se celebrize pelos triunfos do mundo exterior, caracterizando-se como primeiro no concerto das nações.

Consideremos a advertência de Jesus, quando se reporta que “os primeiros serão os últimos e estes serão os primeiros”.

Sem dúvida, o cinturão da miséria socioeconômica que envolve as grandes cidades brasileiras alarma a consciência nacional. A disputa pela venda de armas, que vem colocando o País na cabeceira da fila dos exportadores da morte, inquieta-nos. Inegável a nossa preocupação ante a onda crescente de violência e de agressividade urbana...

Sem dúvida, os fatores do desrespeito à consciência nacional e a maneira incorreta com que atuam alguns homens nas posições relevantes e representativas do País fazem que o vejamos, momentaneamente, em uma situação de derrocada irreversível.

Tenha-se, porém, em mente que vivemos uma hora de enfermidades graves em toda a Terra, na qual, o vírus da descrença gera as doenças do sofrimento individual e coletivo, chamando o homem a novas reflexões.


A História se repete!...


As grandes nações do passado, que escravizaram o mundo mediterrâneo, não se eximiram à derrocada das suas edificações, ao fracasso dos seus propósitos e programas; assírios e babilônios ficaram reduzidos a pó; egípcios e persas guardam, nos monumentos açoitados pelos ventos ardentes do deserto, as marcas da falência pomposa, das glórias de um dia; a Hélade, de circunferência em torno das suas ilhas, legou, à posteridade, o momento de ilusório poder, porém, milênios de fracassos bélicos e desgraças políticas.

As maravilhas da Humanidade reduziram-se a escombros: o Colosso de Rodes foi derrubado por um terremoto; o Túmulo de Mausolo arrebentou-se, passados os dias de Artemísia; o Santuário de Zeus, em Olímpia, e a estátua colossal foram reduzidos a poeira; os jardins suspensos de Semíramis arrebentaram-se e ficaram cobertos da sedimentação dos evos e das camadas de areia sucessivas da história. Assim, aconteceu com outros tantos monumentos que assinalaram uma época, porém foram fogos-fátuos de um dia ou névoa que a ardência da sucessão dos séculos se encarregou de demitizar e de transformar. Mas, o Herói Silencioso da Cruz, de braços abertos, transformou o instrumento de flagício em asas para a libertação de todas as criaturas, e a luz fulgurou no topo da cruz converteu-se em perene madrugada para a Humanidade de todos os tempos.

O Brasil recebeu das Suas mãos, através de Ismael, a missão de implantar no seu solo virgem de carmas coletivos, com pequenas exceções, a cruz da libertação das consciências de onde o amor alçará o voo para abraçar as nações cansadas de guerras, os povos trucidados pela violência desencadeada contra os seus irmãos, os corações vencidos nas pelejas e lutas da dominação argentaria, as mentes cansadas de perquirir e de negar, apontando o rumo novo do amor para restaurem no coração a esperança e a coragem para a luta de redenção.

Permaneçam confiantes, os espíritas do Brasil, na missão espiritual da “Pátria do Cruzeiro”, silenciando a vaga do pessimismo que grassa e não colocando o combustível da descrença, nem das informações malsãs, nas labaredas crepitantes deste fim de século prenunciador de uma madrugada de bênçãos que teremos ensejo de perlustrar.

Jesus, meus filhos, confia em nós e espera que cumpramos com o nosso dever de divulgá-lo, custe-nos o contributo do sofrimento silencioso e das noites indormidas em relação à dificuldade para preservar a pureza dos nossos ideais, ante as licenças morais perturbadoras que nos chegam, sutis e agressivas, conspirando contra nossos propósitos superiores.

Divulga-lo, vivo e atuante, no espírito da Codificação Espírita, é compromisso impostergável, que cada um de nós deve realizar com perfeita consciência de dever, sem nos deixarmos perturbar pelos hábeis sofistas da negação e pelas arengas pseudointelectuais dos aranzéis apresentados pela ociosidade dourada e pela inutilidade aplaudida.

Em Jesus temos “o ser mais perfeito que Deus nos ofereceu para servir-nos de modelo e guia”; o meio para alcançar o Pai, Amorável e Bom; o exemplo de quem, renunciando-se a si mesmo, preferiu o madeiro de humilhação à convivência agradável com a insensatez; de quem, vindo para viver o amor, fê-lo de tal forma que toda a ingratidão de quase vinte séculos não lhe pôde modificar a pulcridade dos sentimentos e a excelsitude da mensagem.

Ser espírita é ser cristão, viver religiosamente o Cristo de Deus em toda a intensidade do compromisso, caindo e levantando, desconjuntando os joelhos e retificando os passos, remendando as carnes dilaceradas e prosseguindo fiel em favor de si mesmo e da Era do Espírito Imortal.

Chamados para essa luta que começa no país da consciência e se exterioriza na indimensionalidade geográfica, além das fronteiras do lar, do grupo social, da Pátria, em direção do mundo, lutais para serdes escolhidos. Perseverai para receberdes a eleição de servidores fiéis que perderam tudo, menos a honra de servir; que padeceram, imolados na cruz invisível da renúncia, que vos erguerá aos páramos da plenitude.

Jesus, meus filhos – que prossegue crucificado pela ingratidão de muitos homens – é livre em nossos corações, caminha pelos nossos pés, afaga com nossas mãos, fala em nossas palavras gentis e só vê beleza pelos nossos olhos fulgurantes como estrelas luminíferas no silêncio da noite.

Levai esta bandeira luminosa: “Deus, Cristo e Caridade” insculpida em vossos sentimentos e trabalhai pela Era Melhor, que já se avizinha, divulgando o Espiritismo Libertador onde quer que vos encontreis, sem o fanatismo dissolvente, mas, sem a covardia conivente, que teme desvelar a verdade para não ficar mal colocada no grupo social da ilusão.

Agora, quando se abrem as portas para apresentar a mensagem do Cristo e de Kardec ao mundo, e logo mais, preparai-vos para que ela seja vista em vossa conduta, para que seja sentida em vossas realizações e para que seja experimentada nas Casas que momentaneamente administrais, mas que são dirigidas pelo Senhor de nossas vidas, através de vós, de todos nós.

O Brasil prossegue, meus filhos, com a sua missão histórica de “Coração do Mundo e Pátria do Evangelho”, mesmo que a descrença habitual, o cinismo rotulado de ironia, o sorriso em gargalhada estrídula e zombeteira tentem diminuir, em nome de ideologias materialistas travestidas de espiritualismo e destrutivas em nome da solidariedade.

Que nos abençoe Jesus, o Amigo de ontem – que já era antes de nós -, o Benfeitor de hoje – que permanece conosco -, e o Guia para amanhã – que nos convida a tomar do Seu fardo e receber o Seu jugo, únicos a nos darem a plenitude e a paz.


Muita paz, meus filhos!

São os votos do servidor humílimo e paternal de sempre.

Bezerra de Menezes

 

domingo, 20 de março de 2022

 

O AMOR QUE TENHO É O QUE DOU

 

“...No seu início, o homem não tem senão instintos; mais avançado e corrompido, só tem sensações; mais instruído e purificado, tem sentimentos; e o ponto delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas este sol interior...”

Somente se dá aquilo que se possui. Como, pois, exigir amor de alguém que ainda não sabe amar? Como requisitar respeito e consideração de criaturas que não atingiram o ponto delicado do sentimento que é o amor?

Quem dá afeto recolhe a felicidade de ver multiplicado aquilo que deu, mas somente damos de conformidade com aquilo de que podemos dispor no ato da doação. Há diversidades de evolução no planeta. Homens mal saídos da primitividade campeiam na sociedade moderna, ensaiando os primeiros passos do instinto natural para a sensibilidade amorosa. Eis aqui uma breve relação de sintomas comportamentais que aparecem nas criaturas, confundindo o amor que liberta e deseja o bem da outra pessoa com a atração egoísta que toma posse e simplesmente deseja:

-> Há indivíduos que, para conquistar os outros e convencê-los de suas habilidades e valores, contam vantagens, persuadindo também a si mesmo, pois acreditam que para amar é preciso apresentar credenciais e louros, satisfazendo assim as expectativas daqueles que podem aceitá-lo ou recusá-lo.

-> Há criaturas que tentam amar comprando pessoas, omitindo e negando suas necessidades e metas existências, abandonando tudo que lhes é mais caro e íntimo e depois, por terem aberto mão de todos os seus gostos e desejos, perdem o sentido de suas próprias vidas, terminando desastrosamente seus relacionamentos.

-> Alguns delegam o controle de si mesmos aos outros, cometendo assim, em 'nome do amor', o desatino de renunciar ao próprio senso de dignidade, componente vital à felicidade. Não é de surpreender que vivam vazios e torturados, pois tornaram-se “um nada” ao permitirem que isso acontecesse.

-> Outros tantos usam da mentira, encobrindo realidades e escondendo conflitos. Convictos de que têm de ser perfeitos para ser amados, temem a verdade pelas supostas fraquezas que ela possa lhes expor diante dos outros. Acabam fracassados afetivamente por falta de honestidade e sinceridade.

-> Certas criaturas afirmam categoricamente que amam, mas tratam o ser amado como propriedade particular. Por não confiarem em si mesmas, geram crenças cegas de que precisam cuidar e proteger, quando na realidade sufocam e manipulam criando um convívio insuportável e desgastante.

Uma das características mais tristes dos que dizem saber amar é a atitude submissa dos que nunca dizem “não”, convencidos de que, sempre sendo passivos em tudo, receberão carinho e estima. Esse tipo de comportamento leva as pessoas a concordar sempre com qualquer coisa e em qualquer momento, trazendo-lhes desconsideração e uma vida insatisfatória.

Requisitar dos outros o que eles ainda não podem dar é desrespeitar suas limitações emocionais, mentais e espirituais, ou seja, sua idade evolutiva.

Forçar pais, filhos, amigos e cônjuge a preencher o teu vazio interior com amor que não dás a ti mesmo, por esqueceres teus próprios recursos e possibilidades, é insensato de tua parte.

É dando que se recebe; portanto cabe a ti mesmo administrar tuas carências afetivas e fazer por ti o que gostarias que os outros te fizessem.

Não peças amor e afeto; antes de tudo, dá a ti mesmo e em seguida aos outros, sem mesmo cobrar taxas de gratidão e reconhecimento. Importante é que sigas os passos de Jesus na doação do amor abundante, sem jamais exigi-lo de ninguém e sem jamais esquecer que és responsável pelos teus sentimentos.

Quanto aos outros, sejam eles quem forem, responderão por si mesmos conforme o seu livre arbítrio e amadurecimento espiritual.



Fonte:

Livro Renovando Atitudes - do espírito Hammed, pelo médium Francisco do Espírito Santo Neto

págs. 117, 118, e 119

 

terça-feira, 1 de março de 2022

 

Egoísmo e orgulho: via da perdição

 Por: Amanda Teixeira Dourado



Com certeza você já se deparou com alguém que tenha desprezado um conhecido, amigo, familiar, ou até você mesmo tenha feito isso, relacionado com pessoas que apenas olham para si mesmas, e só o que elas se importam possuem valor, que desejam exclusividade, depreciam tudo que seja alheio, isso se chama ‘’egocentrismo, que se origina do orgulho’’ (aquele que não admite seu erro, não consegue pedir desculpas, pedir ajuda, nunca se arrepende de nada) sendo dois caminhos que atrasam a evolução.

Esses dois vícios estão cada dia mais presentes nas pessoas, não são sentimentos fáceis de lhe dar, demandam de tempo para serem entendidos e transformados, com muita humildade.


Vejamos a questão 913 de “O Livro dos Espíritos”:

913- Dentre os vícios, qual o que se pode considerar radical?

Temo-lo dito muitas vezes: o egoísmo. Daí deriva todo mal. Estudai todos os vícios e vereis que no fundo de todos há egoísmo. Por mais que lhes deis combate, não chegareis a extirpá-los, enquanto não atacardes o mal pela raiz, enquanto não lhe houverdes destruído a causa. Tendam, pois, todos os esforços para esse efeito, porquanto aí é que está a verdadeira chaga da sociedade. Quem quiser, desde esta vida, ir aproximando-se da perfeição moral, deve expurgar o seu coração de todo sentimento de egoísmo, visto ser o egoísmo incompatível com a justiça, o amor e a caridade. Ele neutraliza todas as outras qualidades.”


Repare que nos é falado que para combater esse vício, devemos lidar pela raiz do problema, e não resolvendo esse mal, não evoluiremos moralmente de acordo com amor e caridade, e quem não evolui, se encontra atrasado. Percebem? Pode não parecer tão forte ter esse vício/sentimento, mas analisando ele detalhadamente, constatamos o quão ele nos retarda, e não estamos aqui nessa jornada para nos retroceder, e sim evoluir.

Somos todos iguais, não se deve existir pessoas que acreditem que são melhores que outras, o que te torna melhor? Um diploma? Um carro? Um emprego desejado? A fama?

A materialidade não será levada em nosso desencarne, todos nós sabemos disso, mas na pratica isso é muito difícil e diferente, mas entenda, a título de exemplo, que um rico jamais será melhor que um pobre, o que nos torna melhores como ser humano, é nossa essência, nossa alma, praticar caridade, saber respeitar o próximo de forma igual independente de nossa classe social, gênero, profissão, e o mais importante, reconhecermos os erros, não sermos orgulhosos quando errarmos, porque isso é mudança, é a tão famoso progresso.

A vida material infelizmente hoje se predomina perante a vida moral, e com o uso intenso das mídias sociais isso vem piorando, cabe a cada um de nós considerar filtrar aquilo que consumimos, e não permitir nos perder a aquilo que não nos faz crescer moralmente, e sempre reservar um tempo nosso para ajudar o próximo, e ter atitude de mudar, iniciar, e ouvirmos nosso coração. Devemos sempre estarmos abertos a mudanças.


Considere a importância do tema nessa questão de “O Livro dos Espíritos”:

785- Qual o maior obstáculo ao progresso?

“O orgulho e o egoísmo. Refiro-me ao progresso moral, pois o intelectual avança sempre. (...)”

Todos os dias quando acordamos temos a chance de aprimorarmos como pessoas, temos o livre arbítrio, cabe a nós encararmos isso. Sair da zona de conforto é muito difícil, custoso, um trabalho árduo, mas é para isso que estamos aqui. Quem disse que seria fácil?

“Toda a moral de Jesus se resume a caridade e na humildade, isto é, nas duas virtudes contrárias ao egoísmo e ao orgulho. (...) Orgulho e egoísmo, eis o que não se cansa de combater.” - O Evangelho segundo o Espiritismo

 

Quando deixamos de praticar a caridade, benevolência, estamos indo ao desencontro dos ensinamentos de Jesus.

‘’O egoísmo é a fonte de todos os vícios, como a caridade é a fonte de todas as virtudes. Destruir um e desenvolver a outra, tal deve ser o alvo de todos os esforços do homem (...)”. - O Livro dos Espíritos

Compreendeu que egoísmo é a procedência de todos os outros vícios? Ou seja, pregando-o em nossas vidas, estaremos abertos a todos os demais, muitos não sabem disso, vigiem e fiquem atentos.

‘’O egoísmo, por sua vez, se origina do orgulho. A exaltação da personalidade leva o homem a considerar-se acima dos outros. Julgando-se com direitos superiores, melindra-se com o que quer que, a seu ver, constitua ofensa a seus direitos. A importância que, por orgulho, atribui à sua pessoa, naturalmente o torna egoísta.

O egoísmo e o orgulho nascem de um sentimento natural: o instinto de conservação. Todos os instintos têm sua razão de ser e sua utilidade, porquanto Deus nada pode ter feito inútil. Ele não criou o mal; o homem é quem o produz, abusando dos dons de Deus, em virtude do seu livre-arbítrio.’’ - Obras póstumas

E como seria se a humanidade tivesse menos egoísmo e orgulho?

‘’Se os homens se amassem com mútuo amor, mais bem praticada seria a caridade; mas, para isso, mister fora vos esforçásseis por largar essa couraça que vos cobre os corações, a fim de se tornarem eles mais sensíveis aos sofrimentos alheios. A rigidez mata os bons sentimentos; o Cristo jamais se escusava; não repelia aquele que o buscava, fosse quem fosse: socorria a mulher adúltera, como o criminoso; nunca temeu que a sua reputação sofresse por isso. Quando o tomareis por modelo de todas as vossas ações? Se na Terra a caridade reinasse, o mau não imperaria nela; fugiria envergonhado; ocultar-se-ia, amar o próximo como a si mesmo visto que em toda parte se acharia deslocado. O mal então desapareceria, ficai bem certos.’’ - O Evangelho segundo o Espiritismo

Jesus nos ensinou a não julgar o próximo, independente da situação, estender a mão a quem precisa, ter simpatia, e jamais colocar o egoísmo e orgulho em nossos corações, estamos em constante evolução. Não vamos nos perder naquilo que nada nos acrescentará.

‘’Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. - Mateus 22:39’

Muita luz! 

Publicação do Letra Espírita março/2022

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Referências:

KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 1ª reimpressão (atualizada) – Rio de Janeiro: FEB, 2000. Cap. 11, it. 11, pp. 229/30; cap. XVI, it. 8, p. 320; cap. XV, it. 3, p. 302, respectivamente;

KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Trad. Evandro Noleto Bezerra, 2. ed. 1. impr. Rio de Janeiro: FEB, 2011. Comentários à Q. 917, p. 551.

KARDEC, Allan, 1804–1869. Obras póstumas / por Allan Kardec; [tradução de Guillon Ribeiro da 1ª edição francesa de 1890]. – 41. ed. – 1. imp.

A BÍBLIA. Jesus lava os pés aos discípulos. Tradução de João Ferreira Almeida. Rio de Janeiro: King Cross Publicações, 2008. 1110 p. Velho Testamento e Novo Testamento.



domingo, 20 de fevereiro de 2022

 

Todos os Sonhos Possuem Significado?



Característica primária dos seres humanos, o sonho é um dos fenômenos que mais intrigam as pessoas ao longo dos séculos. Seus significados são uma constante causa de aflição ou medo para quem sonha, gerando a busca por seus significados. Um dos relatos mais conhecidos ao longo da História em uma da passagem Bíblica no livro gênesis, são os sonhos interpretados por José no Egito Antigo.

Segundo estudos científicos os sonhos ocorrem durante o período chamado de REM (rapid eye movements), chamado de “rápido movimento dos olhos”. Assim, um sonho dura normalmente uma média de 10 a 40 minutos.

“Antigamente acreditava-se que os sonhos aconteciam em frações de segundos, hoje se sabe que eles, na verdade, duram um tempo real em nossa mente, ou seja, ocorrem na mesma velocidade em que sonhamos. Cada sonho pode durar de alguns segundos até uma hora”.

Por em sua grande maioria, os sonhos figurarem em situações conturbadas e muitas vezes com pessoas ou situações estranhas ao nosso cotidiano, os sonhos geram perturbações e curiosidade quanto ao seu significado.

Muitos são os que buscam interpretá-los das mais variadas formas. Nos dias atuai uma busca rápida em um navegador de internet traz uma lista de livros, lives e revistas que propõem responder as dúvidas dos mais ansiosos. Mas até que ponto tudo isso pode ser considerado verdade?

Em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, os espíritos explicaram que o sono se faz necessário ao homem como refazimento das suas forças orgânicas e morais. Enquanto o corpo recupera as energias que perdeu pela atividade do dia anterior, o espírito vai se fortalecer entre outros espíritos.

Allan Kardec no Livro dos Espíritos explica que tanto o sono como o sonho são fenômenos de emancipação da alma. O espírito encarnado assim como o errante nunca está inativo. Durante o momento do sono o corpo descansa, mas o espírito não dorme, pelo contrário, ele aproveita desse momento para estudar, trabalhar, rever entes queridos ou se aproximar do que lhe é a fim (seja bom ou mau).

É nesse momento em que o corpo possui um pouco da liberdade que tinha quando desencarnado e pode se comunicar com entes queridos que não estão encarnados ou até mesmo encarnados.

É durante esses encontros que ao despertar de um encontro com espíritos que conhecemos de muitas reencarnações temos a sensação de que sonhamos com pessoas que não conhecemos. Na verdade, talvez não as tenhamos conhecido nesta encarnação e por isso a estranheza ao despertar.

Outras pessoas nos afirmam que não sonham, ou que quase nunca sonham. Em sua maioria a densidade da matéria do nosso corpo humano aliado ao materialismo vivido podem dificultar as lembranças desses momentos de emancipação.

No Livro dos Espíritos nossos irmãos erradicados nos trazem as seguintes informações.

Então por que não nos lembramos sempre dos sonhos? “No que chamas de sono, só há o repouso do corpo, pois o espírito está sempre em atividade; aí, ele recobra um pouco de sua liberdade e se corresponde com os que lhe são caros, quer neste mundo, quer em outros; porém, como o corpo é uma matéria pesada e grosseira, dificilmente, conserva as impressões que o espírito recebeu, porque este não as percebeu através dos órgãos do corpo.” (L E 403.)

O que se deve pensar do significado atribuído aos sonhos? “Os sonhos não são verdadeiros como o entendem os ledores de sorte, pois é absurdo acreditar que sonhar com tal coisa, anuncia aquela outra. São verdadeiros no sentido de que apresentam imagens reais para o espírito, mas que, frequentemente, não têm relação com o que se passa na vida corporal; com frequência, também, como já o dissemos, é uma recordação; pode ser, enfim, algumas vezes, um pressentimento do futuro, permitido por Deus ou a visão do que se passa, naquele momento, num outro lugar a que a alma se transporta. Não tendes numerosos exemplos de pessoas que aparecem, em sonho, e vêm advertir seus parentes ou seus amigos do que está acontecendo com elas? O que são essas aparições, senão a alma ou espírito dessas pessoas que vêm se comunicar com o vosso? Quando tendes a certeza de que o que vistes realmente aconteceu, não estará aí uma prova de que não foi simples imaginação, principalmente, se aquilo não passava, absolutamente, pelo vosso pensamento, durante a vigília?” (L E 404)

Frequentemente, veem-se, em sonho, coisas que parecem pressentimentos e que não se confirmam; de onde isto se origina? “Elas podem confirmar-se para o espírito e não, para o corpo, quer dizer que o espírito vê aquilo que deseja porque vai ao seu encontro. É preciso não esquecer que, durante o sono, a alma está sempre, mais ou menos, sob a influência da matéria e que, por conseguinte, nunca se liberta completamente das ideias terrenas; daí resulta que as preocupações da vigília podem dar, ao que se vê, a aparência do que se deseja ou do que se teme; aí está, verdadeiramente, o que se pode chamar de um efeito da imaginação. Quando se está fortemente preocupado com uma ideia, tudo o que vemos ligamos a ela.” (L E 405)

Assim, o que sonhamos nem sempre está ligado à nossa atual reencarnação, mas a vivências do espírito fazendo com que o sentido dele não seja compreensível. Outras vezes por estarmos tão ligados a situações que estamos passando, levamos essas preocupações conosco durante a emancipação e podemos reforçá-las ou nos aproximar de espíritos menos evoluídos que se aproveitam para nos perturbar.

Como podemos então evitar essas perturbações e sonhos ruins? Ao nos prepararmos para o sono devemos buscar ler leituras edificantes, ouvir músicas mais calmas, evitar assistir repetidamente noticiários trágicos e violentos, filmes e tudo o que deixe nossos pensamentos pesados. Busquemos orar e conversar com Deus e nosso mentor pedindo um momento de desdobramento salutar onde possamos nos conectar com espíritos elevados e queridos.

Mas, não é só isso! Tudo o que vivemos durante o nosso dia interfere nesse momento. Passar um dia inteiro reclamando, brigando, humilhando e respondendo grosseiramente aos outros nos coloca em uma egrégora muito densa que carregamos conosco onde for.

Para boas noites de sono devemos investir em mudança de comportamento. É nosso livre arbítrio escolher as companhias que queremos. Pense nisso.

Abraços fraternos.

Juliana Procópio


REFERÊNCIA

Os sonhos. Revista Letra Espírita. Clube do Livro Letra Espírita. Ano 2. N.12 2019

O Evangelho Segundo o Espiritismo. Mundo Maior Editora. In https://espirito.org.br/wp-content/uploads/2017/05/O-Evangelho-Segundo-O-Espiritismo.pdf

O livro dos Espíritos. Mundo maior Editora. in https://espirito.org.br/wp-content/uploads/2017/05/Livro-dos-Espiritos.pdf

https://brasilescola.uol.com.br/curiosidades/quantotempo.htm

 


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

 


FILHOS ADOTIVOS NA VISÃO ESPÍRITA


 

Filhos adotivos na visão espírita



Pela visão espírita, todos somos adotados porque o único Pai legítimo é Deus. Os pais da Terra não SÃO nossos pais, eles ESTÃO nossos pais, porque a cada encarnação, mudamos de pais consanguíneos, mas em todas elas Deus é sempre o mesmo Pai.

Mas, para entendermos melhor a existência desta experiência na vida de muitos pais, é necessário analisá-lo sob a óptica espírita, sob a luz da reencarnação.

A formação de um lar é um planejamento que se desenvolve no Mundo Espiritual. Sabemos que nada ocorre por acaso. Assim como filhos biológicos, nossos filhos adotivos também são companheiros de vidas passadas. E nossa vida de hoje é resultado do que angariamos para nós mesmos, no passado. Surge, então, a indagação: “se são velhos conhecidos e deverão se encontrar no mesmo lar, por que já não nasceram como filhos naturais?”.

Na literatura espírita encontramos vários casos de filhos que, em função do orgulho, do egoísmo e da vaidade, se tornaram tiranos de seus pais, escravizando-os aos seus caprichos e pagando com ingratidão e dor a ternura e zelo paternos.

De retorno à Pátria Espiritual (ao desencarnarem), ao despertarem-lhes a consciência e entenderem a gravidade de suas faltas, passam a trabalhar para recuperarem o tempo perdido e se reconciliarem com aqueles a quem lesaram afetivamente.

Assim, reencontram aqueles mesmos pais a quem não valorizaram, para devolver-lhes a afeição machucada, resgatando o carinho, o amor e a ternura de ontem. Porque a lei é a de Causa e Efeito.

Não aproveitada a convivência com pais amorosos e desvelados, é da Lei Divina que retomem o contato com eles como filhos de outros pais chegando-lhes aos braços pelas vias de adoção.

Aos pais cabe o trabalho de orientar estes filhos e conduzi-los ao caminho do bem, independente de serem filhos consanguíneos ou não.

A responsabilidade de pais permanece a mesma. Recebendo eles no lar a abençoada experiência da adoção, Deus sinaliza aos cônjuges estar confiando em sua capacidade de amar e ensinar, perdoar e auxiliar aos companheiros que retornam para hoje valorizarem o desvelo e atenção que ontem não souberam fazer.

Trazem no coração desequilíbrios de outros tempos ou arrependimento doloroso para a solução dos quais pedem, ao reencarnarem, a ajuda daqueles que os acolhem, não como filhos do corpo, mas sim filhos do coração. Allan Kardec elucida: “Não são os da consanguinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de ideias”.

DEVEMOS ESCONDER QUE ELES SÃO ADOTIVOS?

Um dos maiores erros que alguns pais adotivos cometem é o de esconder a verdade aos seus filhos. É importante, desde cedo, não esconder a verdade.

Ás vezes fazem por amor, já que os consideram totalmente como filhos; outros o fazem por medo de perder a afeição e o carinho deles. Quando os filhos adotivos crescem, aprendendo no lar valores morais elevados, sentem-se mais amados por entenderem que o são, não por terem nascido de seus pais, mas sim frutos de afeição sincera e real, e passam a entender que são filhos queridos do coração.

Revelar-lhes a verdade somente na idade adulta é destruir-lhes todas as alegrias vividas, é alterar-lhes a condição de filhos queridos em órfãos asilados à guisa de pena e compaixão.

Não devemos traumatizá-los, livrando-os do risco de perderem a oportunidade de aprendizado no hoje. André Luiz esclarece-nos quanto a este perigo: “Filhos adotivos, quando crescem ignorando a verdade, costumam trazer enormes complicações, principalmente quando ouvem esclarecimentos de outras pessoas”.

Identicamente ao que ocorre em relação aos nossos filhos biológicos, buscar o diálogo franco e sincero, com base no respeito mútuo, sob a luz da orientação cristã de conduta. Pais que conversam com os filhos fortalecem os laços afetivos, tornando a questão da adoção coisa secundária. Recebendo em nossa jornada terrena a oportunidade de ter em nosso lar um filho adotivo, guardemos no coração a certeza de que Jesus está nos confiando a responsabilidade sagrada de superar o próprio orgulho e vaidade, amando verdadeiramente e desinteressadamente a criatura de Deus confiada em trabalho de educação e amparo.

E, ajudando-o a superar suas próprias mazelas, amanhã poderá retornar ao seio daqueles que o amam na posição de filho legítimo.

É CERTO A ADOÇÃO POR CASAIS HOMOSSEXUAIS?

Raul Teixeira responde: “O amor não tem sexo. Como é que podemos imaginar que o melhor para uma criança é ser criada na rua, ao relento, submetida a todo tipo de execração, a ser criada nutrida, abençoada por um lar de casal homossexual? Muita gente assevera que a criança corre riscos. Mas como? Nós estamos acompanhando as crianças correndo riscos nas casas de seus pais heterossexuais todos os dias.

Outros afirmam que a criança criada por homossexuais poderá adotar a mesma postura, a mesma orientação sexual. O que também é falso. A massa de homossexuais do mundo advêm de lares heterossexuais. Então, teremos de concluir que são os casais heterossexuais que formam os homossexuais. Logo, não devemos entrar nessa discussão que é tola e preconceituosa. Aquele que tem amor para dar, que dê.”

Amemos nossos filhos, sem cogitar se nos vieram aos braços pela descendência física ou não, como encargo abençoado com que o Céu nos presenteia. Encerremos com Emmanuel: “Recorda que, em última instância, seja qual seja a nossa posição nas equipes familiares da Terra, somos, acima de tudo, filhos de Deus”.

Post do Letra Espírita