segunda-feira, 25 de novembro de 2013

TODOS PODEMOS


Nem todos revelamos grandeza, mas todos podemos cultivar humildade.
Nem todos demonstramos conhecimentos superiores, mas todos podemos estudar. Nem todos conseguimos sustentar, economicamente, as obras, mas todos podemos efetuar essa ou aquela prestação de serviço.
Nem todos guardamos a competência ou o dom de curar, mas todos podemos, de um modo ou de outro, auxiliar aos nossos irmãos enfermos.
Nem todos estamos habilitados para mandar, mas todos podemos servir.
Nem todos somos heróis, mas todos podemos ser sinceros, justos e bons.
Nem todos nos achamos em condições de realizar muito no socorro aos que sofrem, mas todos podemos oferecer algo de nós, em favor deles.
Espíritas, irmãos!
Não alegueis indigência, pequenez, fraqueza, incapacidade ou ignorância para desertar do trabalho a que somos chamados. Comecemos, desde agora, a edificação do Reino de Deus, em nós e em torno de nós, através do serviço que já possamos fazer.


Albino Teixeira 

XAVIER, Francisco Cândido. Caminho Espírita. Por Espíritos Diversos. 8.ed. Araras, SP, IDE, 1995, cap. 6.

TRANQUILIDADE



Comece o dia na luz da oração. O amor de Deus nunca falha.
Aceite qualquer dificuldade sem discutir. Hoje é o tempo de fazer o melhor.
Trabalhe com alegria. O preguiçoso, ainda mesmo quando se mostre num pedestal, de ouro maciço é um cadáver que pensa.
Faça o bem quando possa. Cada criatura transita entre as próprias criações.
Valorize os minutos. Tudo volta com exceção da hora perdida.
Aprenda a obedecer no culto das próprias obrigações. Se você não acredita na disciplina, observe um carro sem freio.
Estime a simplicidade. O luxo é o mausoléu dos que se avizinham da morte.
Perdoe sem condições. Irritar-se é o melhor processo de perder.
Use a gentileza, mas, de modo especial dentro da própria casa. Experimente atender os familiares como você trata as visitas.
Em favor de sua paz conserve fidelidade a si mesmo. Lembre-se de que, no dia do Calvário, a massa aplaudia a causa triunfante dos crucificadores, mas o Cristo solitário era causa de Deus.

André Luiz

Fonte: XAVIER, Francisco Cândido. O Espírito da Verdade . Por Diversos Espíritos. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1962 

O Verdadeiro Sentido do Natal

PRECE INICIAL: Pai Nosso

TEMA: O Verdadeiro Sentido do Natal

Objetivo: Compreender o verdadeiro sentido do Natal
                  Identificar nas comemorações do Natal a lembrança da vinda de Jesus
               Entender a mensagem da renovação interior.

Atividade: Contar a história “O Quarto Rei Mago.
       O evangelizador deverá levar figuras, recortes de revistas, desenhos, relacionadas ao tema da aula, para montar um painel, juntamente com os evangelizandos, em cartolina ou outro material que quiser, para colocar no mural de evangelização.
             
MONTAGEM DO MURAL

O que significa Natal? Significa Nascimento.
Desenho de bebê.

Quem é o aniversariante tão ilustre? J E S U S!
Desenho de Jesus.

Como é comemorado pela maioria das pessoas?
Desenho de árvore de natal, presentes, Papai Noel e comida.

E como todos nós deveríamos comemorar?
Com Jesus nascendo em nossos corações todos os dias.
Desenhos de 07 corações, cada um com o nome de um dia da semana.

De que forma?
Praticando os principais ensinamentos transmitidos por Jesus: “Amar ao próximo como a ti mesmo” e “Fazer ao outros, o que gostaríamos que nos fizessem”.
Desenhos de situações amorosas, solidariedade, caridade.

Deus, em sua bondade e misericórdia, nos enviou Jesus para nascer em nossos corações, fazendo reinar a Paz, o Amor e a Solidariedade.
Desenhos de situações de paz, amor e solidariedade.

Que o Natal seja percebido, e seja vivido por nós a cada mês do ano!!
F E L I Z     N A T A L!!!
Desenho de Jesus nos abençoando.

Metodologia: Diálogo para analise da história juntamente com os evangelizandos, levando-os a refletirem sobre o verdadeiro sentido do Natal a partir do conto O Quarto Rei Mago: É NATAL! Que ofertamos ao Aniversariante?

Reflexão: As festividades devem ter um caráter espiritualizado, afastando-se dos excessos de qualquer natureza, e privilegiando o exercício da fraternidade, da bondade, enfim, dos ensinamentos do Mestre, fazendo com que ele esteja presente em nossos corações todos os dias do ano. 

O Quarto Rei Mago

         Vocês sabem a história dos três Reis Magos que viajaram do Oriente para Belém para adorar a Jesus e Lhe ofertar as dádivas de ouro, incenso e mirra?
         Vou-lhes contar a história do quarto Rei Mago que também viu a estrela e resolveu segui-la e do seu grande desejo de adorar o Rei Menino e Lhe oferecer as suas prendas. Ele morava nas montanhas da Pérsia e o seu nome era Artaban. Era alto, moreno, de olhos bem escuros: a fisionomia de um sonhador, a mente de um sábio. Um homem de coração manso e espírito indomável.
         Era um homem de posses. A sua moradia era rodeada de jardins bem tratados com árvores de frutas e flores exóticas. Suas vestes eram de seda fina e o seu manto da mais pura lã. Era seguidor de Zoroastro e numa noite se reuniu em conselho com nove membros da mesma seita. Eram todos sábios!
         Artaban lhes falou sobre a nova estrela que vira e o seu desejo de segui-la. Disse-lhes: "- Como seguidores de Zoroastro aprendemos que os homens vão ver nos céus, em tempo apontado pelo Eterno, à luz de uma nova estrela e nesse dia, nascerá um grande profeta e Ele dará aos homens a vida eterna, incorruptível e imortal, e os mortos viverão outra vez! Ele será o Messias, o Rei de Israel." E continuou:
         "- Os meus três amigos Gaspar, Melchior, Baltazar e eu, vimos a grande luz brilhante de uma nova estrela há vários dias e vamos sair juntos para Jerusalém para ver e adorar o Prometido, o Rei de Israel. Vendi a minha casa e tudo o que possuo e comprei estas joias: uma safira, um rubi e uma pérola para oferecer como tributo ao Rei. Convido-os para virem comigo nesta peregrinação para juntos adorarmos o Rei!”
         Mas um véu de dúvida cobriu as faces de seus amigos: "- Artaban! Isso é um sonho em vão. Nenhum rei vai nascer de Israel! Quem acredita nisso é um sonhador!" E um a um, todos o deixaram. "- Adeus amigo!"
         Artaban pesquisando os céus viu de novo a estrela. "- É o sinal!" Disse ele. "- O Rei vai chegar e eu vou encontrá-Lo.”
         Artaban preparou o seu melhor cavalo, chamado Vazia, e de madrugada saiu ás pressas, pois, para encontrar no dia marcado com Gaspar, Melchior e Baltazar, que já estavam a caminho, ele precisava cavalgar noite e dia. Já estava escurecendo e ainda faltavam mais ou menos três horas de viagem para chegar ao sítio de encontro e ele precisava estar lá antes de meia noite ou os três Magos não poderiam demorar mais à sua espera!
         "- Mas, o que é isto?" Na estrada, perto de umas palmeiras, o seu cavalo Vasda, pressentindo alguma coisa desconhecida, parou resfolegando, junto a um objeto escuro perto da última palmeira.
         Artaban desmontou. A luz das estrelas revelou a forma de um homem caído na estrada. Um pobre hebreu entre os muitos que moravam por perto. A sua pele estava seca e amarela e o frio da morte já o envolvia. Artaban depois de examiná-lo deu-o por morto e voltou-se com um coração triste, pois nada podia fazer pelo pobre homem.
         "- Mas o que foi isto?" Um suspiro fraco, e a mão óssea do hebreu fechou-se consultivamente no manto do sábio! Artaban, surpreso, sentiu-se frustrado! "- Que devo fazer? Se me demorar, os meus amigos procederão sem mim. Preciso seguir a estrela! Não posso perder a oportunidade de ver o Príncipe da Paz só para parar e dar um pouco de água a um pobre hebreu nas garras da morte!"
         "- Deus da Verdade e da Pureza dirige-me no teu caminho santo, o caminho da sabedoria que só Tu conheces!" E Artaban carregou o hebreu para a sombra de uma palmeira e tratou-o por muitos dias até que ele se recuperou.
         "- Quem és tu?" perguntou ele ao Mago.
         "- Sou Artaban e vou a Jerusalém à procura Daquele que vai nascer: O Príncipe da Paz e Salvador de todos os homens. Não posso me demorar mais, mas aqui está o restante do que tenho: pão, vinho, e ervas curativas." O hebreu erguendo as mãos aos céus lhe disse: "- Que o Deus de Abraão, Isaac e Jacó o abençoe; nada tenho para lhe pagar, mas ouça-me: Os nossos profetas dizem que o Messias deve nascer, não em Jerusalém, mas em Belém de Judá."
         Assim, já era muito mais de meia-noite e vários dias mais tarde quando Artaban montou de novo o seu cavalo Vasda e num galope rápido prosseguiu ao encontro de seus amigos.
         Aos primeiros raios do sol, checou ao lugar do encontro. Mas... Onde estavam os três Magos? Artaban desmontou e ansioso, estudou todo o horizonte. Nem sinal da caravana de camelos dos seus amigos! Então entre uma pilha de pedras achou um pergaminho e a mensagem: "- Não pudemos esperar mais, vamos ao encontro do Rei de Israel. Siga-nos através do deserto."
         Artaban sentou-se e cobriu a cabeça em desespero! "- Como posso atravessar o deserto sem ter o que comer e com um cavalo cansado? Tenho mesmo que regressar à Babilônia, vender a minha safira e comprar camelos e provisões para a viagem. Só Deus, o misericordioso, sabe se vou encontrar o Rei de Israel ou não, porque me demorei tanto ao mostrar caridade."
         Artaban continuou a via pelo deserto e finalmente chegou a Belém, levando o seu rubi e a sua pérola para oferecer ao Rei. Mas as ruas da pequena vila pareciam desertas. Pela porta aberta de uma casinha pobre, Artaban ouviu a voz de uma mulher cantando suavemente. Entrou e encontrou uma jovem mãe acalentando o seu bebê.
         Três dias passados ela lhe falou sobre os três Magos que estiveram na vila a que disseram terem sido guiados por uma estrela ao lugar onde José de Nazaré, sua esposa Maria, e o seu bebê Jesus estavam hospedados. Eles trouxeram prendas de ouro, incenso e mirra para o menino. Depois, desapareceram tão rapidamente quanto apareceram. E a família de Nazaré também saiu à noite, em segredo, talvez para o Egito.
         O bebê nos seus braços olhou para o rosto de Artaban e sorriu estendendo os braçinhos para ele. "Não poderia essa criança, ser o Príncipe Prometido? Mas não! Aquele que procuro já não está aqui e eu preciso encontrá-lo no Egito!”
         A Jovem mãe colocou o bebê no berço e preparou um almoço para o estranho hóspede que veio à sua casa. Subitamente, ouviu-se uma grande comoção nas ruas: gritos de dor, o chorar de mulheres, tocar de trombetas e o clamor: "- Soldados! os soldados de Herodes estão matando as nossas crianças!”
         A jovem mãe, branca de terror escondeu-se no canto mais escuro da casa, cobrindo o filho com o seu manto para que ele não acordasse e chorasse.
         Mas Artaban colocou-se em frente à porta da casa impedindo a entrada dos soldados. Um capitão aproximou-se para afastá-lo. A face de Artaban estava calma como se estivesse observando as estrelas. Fitou o soldado um instante e lhe disse: "- Estou sozinho aqui, esperando para dar esta joia ao prudente capitão que vai me deixar em paz." E mostrou o rubi brilhando na palma da sua mão como uma grande gota de sangue.
         Os olhos do capitão brilharam com o desejo de possuir tal joia! "- Marchem, Avante!" Gritou aos seus soldados. "- Não há criança aqui!" E Artaban olhando os céus orou: "- Deus da Verdade perdoa o meu pecado! Eu disse uma coisa que não era para salvar uma criança. E duas das minhas dádivas já se foram. Dei aos homens o que havia reservado para Deus. Poderei ainda ser digno de ver a face do Rei?”
         E Artaban prosseguiu na sua procura entre as pirâmides do Egito, em Heliópolis, na nova Babilônia às margens do Nilo... Numa humilde casa em Alexandria, Artaban procurou o conselho de um velho rabi que lhe falou das profecias e do sofrimento do Messias prometido e receitado pelos homens. "- E lembre-se, meu filho: o Rei que procuras não o vais encontrar num palácio ou entre os ricos e poderosos. Isto eu sei: os que o procuram devem fazê-lo entre os pobres e os humildes, os que sofrem e são oprimidos.”
         E Artaban passou por lugares onde a fome era grande. Fez a sua morada em cidades onde os doentes morriam na miséria. Visitou os oprimidos nas prisões subterrâneas, os escravos nos mercados de escravos... Em toda a população de um mundo cheio de angústia ele não achou ninguém para adorar, mas muitos para ajudar! Ele alimentou os que tinham fome, cuidou dos doentes, e confortou os prisioneiros... E os anos passaram... 33 anos. E os cabelos de Artaban já não eram pretos, eram brancos como a neve nas montanhas. Velho, cansado e pronto para morrer, era ainda um peregrino à procura do Rei de Israel e agora em Jerusalém onde havia estado muitas vezes na esperança de achar a família de Belém.
         Os filhos de Israel estavam agora na cidade santa para a festa da Páscoa do Senhor e havia uma agitação e excitamento singular. Vendo um grupo de pessoas da sua terra, Artaban lhes perguntou o que se passava e para onde o povo se dirigia.
         "- Para o Gólgota!" lhe responderam, "- ...pois não ouviste? Dois ladrões vão ser crucificados e com eles, um homem chamado Jesus de Nazaré, que dizem, fez coisas maravilhosas entre o povo. Mas os sacerdotes exigiram a sua morte, porque disse ser o Filho de Deus. Pilatos O condenou a ser crucificado porque disseram ser Ele o Rei dos Judeus.”
         "Os caminhos de Deus são mais estranhos do que o pensamento dos homens," pensou Artaban. "Agora é o tempo de oferecer a minha pérola para livrar da morte o meu Rei!" Ao seguir a multidão em direção ao portal de Damasco, um grupo de soldados apareceu arrastando uma jovem rapariga com vestes rasgadas e o rosto cheio de terror.
         Ao ver o mago, a jovem reconheceu-o como da sua própria terra e libertando se dos guardas atirou-se aos pés de Artaban: "- Tenha piedade!...", ela implorou... E pelo Deus da pureza, salva-me! Meu pai era mercador na Pérsia, mas faleceu e agora vão me vender como escrava para pagar seus débitos! Salva-me!"
         Artaban tremeu. Era o velho conflito da sua alma entre a fé, a esperança e o impulso do amor. Duas vezes as dádivas consagradas foram dadas para a humanidade. E agora? Uma coisa ele sabia: "- Salvar essa jovem indefesa era um gesto de amor. E não é o amor a luz da alma?"
         Ele tirou a pérola de junto ao seu coração. Nunca ela pareceu tão luminosa! Colocou-a na mão da rapariga: '- Este é o teu pagamento, o último dos tesouros que guardei para o Rei!"
         Enquanto ele falava uma escuridão profunda envolveu a terra que tremeu consultivamente! Casas caíram, os soldados fugiram, mas Artaban e a rapariga protegeram-se de baixo do telhado sobre as muralhas do Pretório.
         "- O que tenho a temer," pensou ele, ...e para quê viver? Não há mais esperança de encontrar o Rei, a procura terminou, eu falhei." Mas mesmo esse pensamento lhe trouxe paz, pois sabia que viveu de dia a dia da melhor maneira que soube. Se tivesse que viver de novo a sua vida não poderia ser de outra maneira.
         Mais um tremor de terra e uma telha desprendeu-se do telhado e feriu o velho Mago na cabeça. Repousou no chão e deitou a cabeça nos ombros da jovem com o sangue a escorrer do ferimento.
         Ao debruçar-se sobre ele, ela ouviu uma voz suave, como música vindo à distância. Os lábios de Artaban moveram-se como em resposta e ela escutou o que o velho Mago disse na sua própria língua: "- Não meu Senhor! Quando Te vi com fome e te dei de comer? Ou com sede e Te dei de beber? Ou quando Te vi enfermo ou na prisão e fui te ver? Por 33 anos eu Te procurei, mas nunca vi a Tua face, nem Te servi meu Rei!"
         E uma voz suave veio, mas desta vez dos céus. A jovem também compreendeu as palavras.
         "- Em verdade, em verdade vos digo que quando fizeste a um destes meus irmãos a mim o fizeste!"
         Uma alegria radiante iluminou a face calma de Artaban.
         Um suspiro longo e aliviado saiu de seus lábios.
         A viagem para ele havia terminado.
         O quarto Mago, Artaban, compreendeu que havia encontrado o seu Rei durante toda a sua vida!

                                                                          Uma história de Henry Van Dyke

Prece final


sábado, 23 de novembro de 2013

O perispírito e os membros fantasmas


O professor Ernesto Bozzano, no seu livro "Desdobramento - Fenômenos de Bilocação" refere-se à ideia de integridade nos amputados que experimentam a sensação perfeita da existência da parte do corpo que lhes foi retirada.
Em sua obra, Bozzano invoca o testemunho de notáveis fisiologistas, entre os quais figuram Weir Mitchell, Bernstein e Pitres, que assim se manifestaram sobre o momentoso assunto:
"As ilusões dos amputados são um fato normal;... "
Com efeito, para Piset, que fez suas investigações entre soldados do Primeiro Império, de quatrocentos e cinquenta amputados somente quatorze não apresentaram o fenômeno do membro fantasma. A ilusão somente faltava uma vez em trinta casos. Quase sempre a ilusão sobrevinha logo após a cirurgia; todavia, algumas vezes ocorria mais tarde, mas sempre em tempo bastante próximo.
O professor William James, um dos pais da Psicologia, investiu seriamente nesse campo de pesquisa, chegando a notáveis e lúcidas conclusões, que corroboram aqueloutras até então firmadas. O professor James, nos seus trabalhos, reporta-se a um trecho de uma obra do fisiologista A. Valentim, segundo o qual se pode admitir que "as sensações de integridade" também existem nos casos de deformações congênitas de membros, como, por exemplo:
"Certa jovem de 15 anos e um homem de 40, os quais só possuíam uma mão normal, sendo que a outra apresentava, em lugar dos dedos, ligeiras proeminências carnudas, sem ossos, tinham a sensação precisa de dobrar os dedos inexistentes todas as vezes que dobravam o coto informe".
O professor Bozzano vai ainda mais adiante em suas pesquisas sobre os "membros fantasmas", acrescentando:
"Resta-me, enfim, mostrar que se chegou também a obter fotografia do braço fluídico de um amputado e isso graças ao magnetizador Alphonse Bouvier. No ‘Journal du Magnétisme’, julho de 1917, Bouvier publicou longa relação sobre o modo pelo qual chegou a fotografar um membro amputado, relação essa ilustrada com um bom clichê 'onde aparece a sombra fluídica de um braço ausente’, é, diríamos, a presença da ausência..."

Nos livros: "Gestalt Psychology (N.Y., 1950) de F. Katz, e "Phantoms in Patients with Leprosy and Elderly Digital Amputers" (N.Y., 1956), de P. Simmel são relatados fatos referentes a amputações normais e de membros nos leprosos. De acordo com as observações dos pesquisadores, os pacientes, após a amputação de braços e de pernas, continuaram a constatar a presença da parte amputada, chegando a movê-la e a sentir cócegas naquele local. E ainda mais: a percepção pode durar, não só longo tempo, mas toda a vida. F. Katz, por sua vez, afirma:
"Se uma pessoa, com uma perna amputada, chega a uma parede, ela parece atravessá-la... a lei da impenetrabilidade da matéria julgo que não se aplica a este caso ".
Por outro lado, a declaração de P. Simmel não é menos valiosa, quanto à comprovação de existência do "perispírito”:
"Após minhas experiências com leprosos, verifiquei que a perda gradual das partes do corpo por absorção, por ser lenta e demorada, não produz fantasmas, e o mais notável é que, na amputação de restos de dedos e artelhos, estes efeitos se reproduzem não como as partes que havia, mas, sim, perfeitas, isto é, como antes da absorção".

Conta ele fato interessante:

"(...) quando acordou da anestesia, procurou pegar o pé. A sensação da existência do membro amputado persiste, e a paciente esquece, tenta pisar e cai. Dizia, mais tarde, que podia movimentar os dedos fantasmas (...)".
E pararam, nesse ponto, sem mais nada a acrescentar. Apesar de serem autoridades em sua especialidade, certos fenômenos escapam do domínio de seu raciocínio, uma vez que se põem, apenas, ao nível da matéria tangível, sensorial...
Além das experiências supracitadas, surgem outras mais surpreendentes e que vêm ratificar a tese espírita de que "as sensações, emoções e impulsos não se localizam no cérebro, como o querem os fisiologistas e psicólogos, e, sim, no Espírito".
Na obra "Espiritismo Dialético" (1960), do pensador espírita argentino Manuel S. Porteiro encontramos fatos assombrosos para os psicólogos, mostrando, claramente, que os indivíduos com lesões graves, mesmo em centros nervosos, continuam a se comportar naturalmente:
1) Apresentado à Academia de Ciências de Paris pelo Dr. Aguepin, em 24 de março de 1945: "Após operar um soldado que havia perdido enorme parte do hemisfério cerebral esquerdo (substância cortical e branca, núcleos centrais etc. ), comprovou que o mesmo continuou a se comportar normalmente, a despeito das lesões e perdas de circunvoluções básicas às funções essenciais".
2) Tamto Lisboa, chamado o Lusitano, publicou, em seu livro "Práctica Médica", no final do século XVI, o seguinte caso: "Um menino de 10 anos recebeu uma forte pancada no crânio, que cortou o osso e a membrana cervical, dando passagem à massa encefálica. Ao contrário do esperado, a ferida cicatrizou. Três anos depois, morria hidrocéfalo. O crânio foi aberto e, para espanto dos médicos, não se encontrou o cérebro: em seu lugar havia um liquido. Esse fato foi considerado extraordinário, pois o menino viveu durante três anos nesta situação e na plenitude de suas faculdades psíquicas... ".
Para explicar esses e outros fatos análogos, os materialistas recorrem à hipótese do fisiologista francês Pierre Flourens, segundo o qual um hemisfério cerebral pode suprir a falta de outro. E que dirão quanto à ausência total da massa encefálica? Aí é que o materialismo se vê obrigado a ceder terreno à Ciência Espírita e, não só nesses fenômenos, mas em outros, estudados pela Psicologia de maneira carente ou insatisfatória, como, por exemplo, a dupla personalidade.
Com o Espiritismo, poder-se-á chegar a uma conclusão: ir mais além e interpretar o inexorável, isto porque a resposta está em nós mesmos, no conhecimento da essência do ser humano e das partes de que é composto!

Carlos Bernardo Loureiro

(Jornal Mundo Espírita de Outubro de 98)

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

ALEGRIA



Alegria é o cântico das horas com que Deus te afaga a passagem no mundo. 
Em toda parte, desabrocham flores por sorrisos da natureza e o vento penteia a cabeleira do campo com música de ninar. 
A água da fonte é carinho liquefeito no coração da terra e o próprio grão de areia, inundado de sol, é mensagem de alegria a falar-te do chão. 
Não permitas, assim, que a tua dificuldade se faça tristeza entorpecente nos outros. 
Ainda mesmo que tudo pareça conspirar contra a felicidade que esperas, ergue os olhos para a face risonha da vida que te rodeia e alimenta a alegria por onde passes. 
Abençoa e auxilia sempre, mesmo por entre lágrimas. 
A rosa oferece perfume sobre a garra do espinho e a alvorada aguarda, generosa, que a noite cesse para renovar-se diariamente, em festa de amor e luz. 


Meimei
Psicografia de Chico Xavier

AVISOS SURPREENDENTES



Ele era médico no Interior e atendia, com zelo, sua clientela. Durante muitos anos, tratou de uma senhora viúva cuja filha insistia para que fosse morar com ela, na capital. 
No entanto, Dona Margarida continuava a morar sozinha, em sua casa. Várias razões relacionava para essa sua preferência. 
A mais importante, justamente os cuidados que recebia do dedicado médico, em quem confiava plenamente e por quem nutria grande amizade. 
Certa feita, os familiares a levaram para a capital, em visita a parentes e amigos. Então, ela se sentiu mal e, de imediato, a filha telefonou ao Doutor Carlos, o médico da mãe. 
Para que fosse devidamente examinada e medicada, ele recomendou um colega, na capital. 
Passados alguns dias, quando Doutor Carlos chegou, pela manhã, bem cedo, ele viu à porta do consultório a sua cliente, sozinha. 
Cumprimentou-a, sorrindo e disse: Bom dia, Dona Margarida, vejo que está muito bem! 
E ela respondeu: É o que você pensa! 
Ele achou graça na sua expressão. Entrou no consultório, que estava repleto, como sempre. Contudo, dada à idade avançada de Dona Margarida, instruiu a atendente para que a introduzisse, em primeiro lugar, para a consulta. 
Mas, a senhora não estava na sala de espera, nem do lado de fora, em lugar nenhum. 
Estranhou o fato o médico, mas envolveu-se na atenção aos tantos clientes que o aguardavam. 
Logo mais, chegou-lhe uma ligação telefônica. Era a filha de Dona Margarida informando-o que sua idosa cliente desencarnara, há dois dias. 

* * * 
Os que transpõem a aduana da morte, não apagam da memória as pessoas que lhe constituem afetos. Muito menos, olvidam de ser gratos. Por isso, fatos como o narrado ocorrem muito mais amiúde do que se possa pensar. 
Muitas criaturas, no momento mesmo da morte, lembram-se de alguém a quem devotam especial afeto e, não raro, aparecem à visão psíquica daquele. Popularmente, se fala: Ele veio avisar que morrera. Em verdade, trata-se de um gesto de carinho, uma doce lembrança de quem parte e se encontra distante. 
Por vezes, um pedido de socorro daquele que se percebe em nova realidade da vida, fora do corpo físico. 
Quando anotados dia e hora do acontecido, se poderá constatar, posteriormente, que coincidem com a hora da morte desses que assim se mostrou à visão psíquica.
Essa é mais uma prova da Imortalidade. Uma prova de que o corpo sucumbe, mas a alma, liberada, livre, vai aonde se encontre o seu interesse. 
Já nos ensinara o Mestre, há muito tempo: Onde estiver o teu tesouro, aí estará o teu coração. Ou seja, onde estiver o nosso amor, aí estaremos. Não nos esqueçamos disso e permaneçamos atentos. Em tais ocasiões, envolvamos em prece o Espírito do amigo, parente, colega, que assim se manifestou. 
Oração é luz, aconchego, proteção. É nossa forma de, igualmente, agradecer o aviso ou de auxiliar a quem, por vezes, é convidado a se transferir para o mundo espiritual, em pleno vigor e atividade física. 


Redação do Momento Espírita, com base no artigo: Um choque de realidade, de Richard Simonetti, da Revista Reformador, de junho 2012, ed. Feb. 
Em 8.11.2012

FALAR COM DEUS



Pai Celeste!
Hoje, amanheci com grande vontade de Te dizer o quanto és importante na minha vida, o quanto preciso de Ti e o quanto Te amo.
És, ó Pai, o principal, o que faz a vida ser verdadeira, honesta, vibrante, alegre, progressista.
Quando sinto que Tu me animas que me orientas que me animas que me orientas que me sustentas tudo é bom. O dia, assim como hoje, se apresenta como um convite para ajudar os outros, ser pessoa cordata, ouvir com atenção, falar com convicção e levar alegria aonde for.
Contigo, Pai, a vida flui com prazer, traz-me o ensejo de me conhecer mais, de fazer mais e melhor. Sem Ti, a vida perde o brilho, os relacionamentos são imperfeitos e cansativos, a mente não encontra as soluções, o coração se fecha.
Agradeço-Te o dia, do fundo de mim. Vou usá-lo para fazer o melhor, para amar tanto quanto possível.
Obrigado, Pai, muito obrigado!

Assim seja!


Lourival Lopes